terça-feira, abril 30

Porto & João Capela

Descobri esta semana que o treinador do Porto, e muito especialmente o seu presidente, sabem do que falam, quando falam do João Capela. Pinto da Costa lá deve saber porque é que o João Capela vai ter um grande futuro.

É o jogo Marítimo-Porto, da 23ª jornada. O árbitro? João Capela. Minuto 62', o jogo está empatado 1-1. Penálti a favor do Porto, só que a falta é fora da área. Isto da internet é lixado... É chato andarem a intoxicar as pessoas e não levarem resposta.

Aqui fica o vídeo.

Mas podem ver a imagem parada, para não deixar dúvidas:

Este Benfica-Fenerbahçe foi há 23 anos.

A primeira e última vez que assisti, ao vivo, a uma final europeia do Benfica, foi no longínquo dia 18 de Abril de 1990. O antigo Estádio da Luz encheu duas vezes para ver Paneira, Veloso, Valdo, Pacheco, Magnusson, derrotarem o Marselha poderosíssimo de Papin e Waddle.

Depois do 2-1 em França, num jogo em que muitos benfiquistas sofreram como nunca, Vata acabou com a eliminatória quando, a oito minutos do fim do jogo, marcou o golo da vitória. A mão, ou o braço, pornograficamente esticado, escreveu a mais bela noite europeia que vivi enquanto adepto do Benfica. No estádio, ninguém percebeu que o golo foi ilegal e, como se pode calcular, a explosão de alegria foi indescritível e nunca vista.

Na próxima Quinta-Feira, vou ao estádio. Já tinha o bilhete comprado antes do jogo nos Barreiros. Não porque esteja francamente optimista mas porque quis viver uma situação similar com cerca de 23 anos de diferença.

Temos de marcar, mas um não chega. Contudo, os turcos não são, nem de perto nem de longe, o Marselha. Não temos Paneira, mas temos Sálvio. Não temos Thern, mas temos Matic, não temos Ricardo, mas temos Luisão e Garay. Não temos Magnusson, mas temos Cardozo.

No final, espero poder festejar. Mas duvido que 60 mil consigam fazer "esquecer" aqueles 130 mil da Luz de há 23 anos.

segunda-feira, abril 29

Marítimo 1 Benfica 1 (intervalo). Marítimo 1 Benfica 2 (final).

Empate justíssimo nos Barreiros. O Benfica foi um zero ofensivamente e o Marítimo reagiu muito bem ao golo sofrido. É preciso muito mais para ganhar hoje o campeonato. É preciso garra, querer mas, essencialmente, algum futebol.

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Segunda parte, muito mais Benfica do que Marítimo na primeira. Os postes ainda evitaram o óbvio que, por ironia, acabou por resultar num autogolo.

A equipa sentiu o título. Correu. Lutou. Mas teve de jogar futebol. É sensacional vencer assim, com uma excelente arbitragem, sem casos de maior.

Jesus esteve bem, apesar daquela entrada em campo sem fulgor algum. Se a culpa é dele por sermos uma equipa amorfa nos primeiros 45 minutos, a "culpa" também é dele quando arrancámos para uns excelentes segundos 45 minutos, onde só houve futebol, querer vencer.

Nada está ganho. Falta ainda, quase tudo. Mas os benfiquistas estão todos juntos.

Matic, Enzo, Luisão. Lima. Sálvio. Rodrigo e Almeida. Martins. Artur e Cardozo. Maxi, Maxi, Maxi. Garay, não vás, fica com o Ola. Falta pouco. Falta o Estoril. Só queremos que vençam, agora, o Estoril.

Onde andam os nossos investidores?

Longe de ser uma provocação a BdC (deixarei essa conversa para uma outra ocasião), já é há muito sabido que em Alvalade urge encontrar novas formas de capitalização.

A de abrir a sociedade anónima desportiva a outras entidades/pessoas individuais é uma forte possibilidade que já foi mais que discutida anteriormente e que parece ser inevitável em Alvalade.

Mas eu agora mesmo já ando a pensar em outras...
Por exemplo, sou da opinião de que há uns meses para cá (não muitos...), o Sporting já deve ter conseguido assegurar tranquilamente uns largos milhões de euros num futuro próximo.
Claro que não é para já e ainda vai demorar algum tempo para conseguirmos capitalizar esse investimento.
Mas basta começarmos a olhar para o centro da defesa, para o centro do meio campo e para uma das alas no ataque com a sensação de que ali já estamos a lucrar!

E isto sem ter que ter pagado fortunas sequer. Está mesmo ali ao lado, mesmo ali á mão de semear....

domingo, abril 28

O Sporting de hoje

A primeira ideia que salta há vista quando vemos este Sporting jogar, é que somos muito mais equipa agora do que eramos há uns meses atrás. Algo que também não era dificil claro, dado o caos que era nessa altura. Mas hoje parece-me indiscutivel que já vemos um Sporting mais solto, mais aguerrido, mais organizado em campo. Já é normal ganharmos jogos (nem que seja nos últimos 10 min de jogo...) e não tão fácil perder-los (sempre que jogamos contra no máximo 11).
Mas claro, nem tudo são boas notícias.
Sofremos ainda golos estúpidos e custa-nos muito assumir o controlo do jogo durante os 90 minutos.
Pomo-nos a ganhar merecidamente, sofremos o empate displicantemente, para depois assumir de novo o jogo para marcar o golo da vitória. Isto claro, nos jogos que decorrem em circustâncias normais repito.
É quase como se fosse uma equipa que precisasse primeiro de sofrer, para poder ganhar um jogo.

Hoje em destaque, Bruma e Capel. Apesar das intermitências, foram os dois jogadores que mais levaram a equipa para a frente.
Pela negativa, Adrien. Provavelmente dos últimos jogos do médio formado na Academia em Alvalade.

sexta-feira, abril 26

O Benfica.

Depois do jogo de ontem, os benfiquistas dividem-se: uns, acham que a equipa não jogou nada, os jogadores não se esforçaram e a goleada era o resultado mais justo. Outros, acham que o resultado até foi bom, apesar da exibição, colectivamente, ter sido fraca, sem deixar de considerar que os jogadores fizeram o melhor. Outros, ainda, acham que a equipa esteve bem, o adversário é complicado, os postes também jogam e que, daqui a uma semana, os turcos saem da Luz com o pacote cheio.

Na minha opinião, a equipa não conseguiu adaptar-se ao estilo de jogo dos turcos. Não acho que tenha faltado agressividade, e muito menos, vontade. Simplesmente, tecnicamente, não conseguimos fazer o que costumamos fazer: rápidas transições, pois estas esbarraram, quase sempre, num toque a mais na bola, para a dominar, num passe errado, numa desatenção.

Convém, também, recordar que o Benfica jogou sem Lima, Luisão e Enzo. Se o central representa tudo o que se sabe nesta equipa, o ponta-de-lança tem sido a força de golos e não só, que tão boa companhia tem feito a Cardozo. O Ferrari? Provavelmente o melhor médio do nosso campeonato, com uma regularidade impressionante. E sim, até podia acrescentar o Almeida, titular absoluto nesta competição e, em alguns jogos, com excelentes exibições (Maxi foi titular pela primeira vez). E posso acrescentar só mais dois? Aimar e Gomes. Pouco ou nada utilizados esta época.

Resumindo, a equipa ressentiu-se naturalmente de todas as condicionantes. O cansaço, as viagens, o acumulado de jogos, a tensão de um dérbi, a tensão da deslocação à Madeira, de vencer o campeonato, de ir ao Jamor. Tudo isto se paga, de alguma forma.

Nesta fase da época parece-me, contudo, ingrato, que se deixe de acreditar ou apoiar estes jogadores e, por que não, Jesus. Bem sei que a fé não joga mas, verdade seja dita, é coisa que esteve arredada desta equipa porque, na maioria das vezes, limitou-se a ser melhor do que os seus adversários.

Que os nossos adversários internos queiram passar uma imagem contrária, ainda compreendo. Agora, os próprios benfiquistas colocarem tudo em causa, apenas porque perdermos um jogo ao fim de trinta e muitos, numa Meia-Final da Liga Europa?

Na Madeira joga-se, verdadeiramente, a época. Todos os benfiquistas querem festejar o título, muito mais do que qualquer outra coisa. Querem encher o Marquês de vermelho, de festa e de alegria. E isso passa por vencermos o Marítimo, num jogo em que a equipa terá de dar uma resposta convincente.

Estamos numa fase terrível em pressão, os jogadores sentem isso. Precisam é de euforia nas bancadas, alegria. Daquela que contagia os que lá dentro correm por nós. Mas também que, nos cafés, nos blogues, nos empregos, não baixemos a guarda da esperança num conjunto de jogadores que nos tem feito sonhar. Ainda não ganhámos nada, mas podemos ganhar tudo. Quem pode dizer o mesmo?

Liga Europa & coisas estranhas

1. O Benfica perdeu, e perdeu bem, no dífícil ambiente turco. Teve sorte com os postes (parece ser sina nesta edição da Liga Europa). O Benfica este longe daquilo a que nos habituou, principalmente no último terço do terreno, onde habitualmente é mais forte. Não marcou fora, mas pelo que já mostrou o Benfica tem capacidade para levar de vencida estes turcos na Luz.

2. João Capela foi para a jarra. É justo o castigo. Só me pergunto porque é que o Proença nunca foi "enjarrado", aliás a esse as más arbitragens resultam em prémios. Vai uma aposta em como vai apitar o próximo Porto-Benfica?

3. Vitor Pereira lembrou, e bem, que aqueles que rotularam o título do Porto na época passada com o fora de jogo do Maicon, devem manter a coerência e não se esquecerem do que se passou no passado fim de semana. Não podia estar mais de acordo com o treinador do Porto, isto sem qualquer ironia.
O que espero do treinador do Porto é que mantenha também ele a coerência, e, se o Benfica for campeão, não se desculpe com este jogo, da mesma forma que não justificou o título da época passada com o fora de jogo do Maicon.

4. Se aos adeptos do Porto é compreensível a defesa do Sporting no jogo do fim de semana passado, o mesmo já não se pode dizer do treinador do Porto. É simplesmente ridículo! Tão ridículo como JJ dizer que a vitória frente ao Sporting foi limpinha. Mais a mais vindo de quem esta época já beneficiou da complacência (?) dos árbitros em verdadeiras jogadas de andebol: as já famosas mãos de Alex Sandro. E não só... São as coerências de Vitor Pereira.

quinta-feira, abril 25

Liga dos postes.

O Benfica está com a sorte toda. Quase toda - Gaitán também mandou uma ao poste. Defensivamente estamos a falhar em demasia - destaque para Jardel. Falta meia-hora. Golo dos turcos - não era canto, caraças! Vantagem justa, contudo. Muitos erros defensivos, pagam-se caro. Segunda mão com estádio cheio.

El cuento de La Liga que se estrelló

Não há dias maus! O dia 'mau' é criado pela mente humana, pelo seu conceito dualista entre o bom e o mau - uma visão a preto e branco, digamos. Por isso é que a 'tragédia' alemã que aconteceu aos dois colossos espanhóis não passa de uma chamada à realidade. Durante os últimos anos, o 'casulo' europeu foi fechando Barcelona e Real Madrid. Os catalães e a sua ideia de jogo revolucionaram a entrega de títulos e os merengues foram 'líderes' na sua perseguição. O tempo gasta as ideias e a transcendência está sempre à espera de uma oportunidade para mostrar que é ela a única panaceia para a vida. E quando não se encontram soluções para transcender, tragédias acontecem.

"Pensámos que seria mais fácil do que o que realmente foi", apontou Pepe ao fim do encontro com o Borussia Dortmund da passada quarta-feira. Aqui, nestas declarações, se explica muito do que aconteceu ao Real mas também ao Barcelona. O 8-1 infligido pelos germânicos aos dois colossos da 'Liga de las Estrellas' começou a ser desenhado dentro da caixa onde se meteram Barcelona e Real Madrid - levando com eles os seguidores de um e de outro clube - ao longo dos últimos anos. Se não houvesse Barcelona - como este ano há, por exemplo, bem 'menos' - teria de haver Real Madrid e a derrota de um levantaria imediatamente o outro para o topo. Certo? errado!

Muita da culpa da estrondosa derrota do Real Madrid frente ao humilde Borussia foi provocada pela queda dos catalães. Tronos por direito próprio é coisa de humanos mas o Universo não funciona assim, e nas suas contas um Real esfrangalhado mereceria uma lição de humildade. Uma equipa cujo o seu ciclo se baseou na perseguição ao Barcelona teria que cair com o maior rival. Se o ciclo blaugrana acabasse o Real caíria sempre com ele, visto que os merengues assim se habituaram - a perseguir e a esperar que o destino abatesse o maior adversário. O Real não se preocupou em suplantar e em criar um ciclo vitorioso mas em esperar que o tempo corroesse as ideias catalãs. Estaria assegurado o trono, pensaram em Madrid.

Já o Barcelona, que teve um ciclo digno desse nome, cheio de vitórias que marcaram realmente um período temporal, não encontrou forma de transcender o passado. Entre a 'marcha' de Guardiola e a chamada do ausente por força maior Tito, a equipa e o seu futebol perderam identidade para segurar um Bayern que é uma força da natureza. Só um jogo perfeito amarraria os bávaros na sua fortaleza, mas o Barça nunca conseguiu impor o seu jogo. A falta de paciência é enorme e o controlo que dela advém perdeu-se. A equipa já não volta atrás quando se encontra perto da área adversária porque, nos grandes confrontos europeus (principalmente fora de casa), já não passa metade do tempo, sequer, lá à frente. A posse é quase estéril e feita entre a defesa e o meio-campo, sem aquele 'morder' avassalador que empurrava o seu adversário para a baliza.

Ainda assim a história é grande e a esperança nunca acaba, por isso nesta semana fala-se mais em 'remontada' que em humilhação. Ninguém duvide que é possível até porque o futebol não acabou nesta semana tão reveladora. Mas como o fazer? Como chegar ao nível exigido para tão alto(s) feito(s)? Real e Barça certamente olharão para o passado, para o que já foram capazes de fazer noutros tempos, quando a suas identidades reinavam. Poderão aí encontrar motivação e a certeza de que é possível virar as eliminatórias, mas conseguirão reproduzir o futebol necessário para dar o troco a duas equipas alemãs que foram sempre mais equilibradas nos seus percursos? O que fazer para criar descontrole em todo aquele frio equilíbrio?

Golos serão a resposta óbvia, mas para os marcar terá de haver potência na organização ofensiva de cada colosso. Em ambos este 'momento' do jogo perdeu qualidade - se bem que no Real nunca teve muita - e terá de ser (re)fabricado numa semana. Com Guardiola os blaugrana eram uma máquina de inventar ataques, hoje a fraca imaginação aparece com a ausência prolongada do líder. Muito mais vertical (em relação ao de Guardiola) o 'tiki-taka' de Tito perde muitas bolas e a recuperação está mais longe de ser feita. Esse não será um jogo para correrias. Será primeiro para controlar, para depois empurrar e acelerar (com inteligência) junto à área bávara. Já o Real Madrid não poderá fazer uso da sua maior arma: a transição. Terá de assumir o jogo, de tocar e controlar. E ainda - tal como o Barça - terá de se preocupar com a transição do rival. Missão impossível? Não. Mas do mais difícil que já vimos? isso de certeza!

Liga dos Campeões e Liga Europa.

Impressionante a forma como o Dortmund despachou o Real Madrid. Em termos futebolísticos, os alemães são, claramente, superiores. Fisicamente, contudo, também. Achei que o Real Madrid entrou excessivamente confiante, e com os seus jogadores pouco focados no jogo.

Pouca gente apostava na superioridade germânica mas quase ninguém, certamente, acreditava numa demonstração de força tão cabal.

O ritmo do jogo de ontem foi altíssimo e o facto de ambas as equipas estarem já de "férias" nos respectivos campeonatos, talvez explique alguma coisa. Mas mesmo assim, os alemães, em concreto, fizeram um dos jogos mais impressionantes que alguma vez vi na minha vida. Fisicamente animalescos.

Hoje, na Turquia, não podemos esperar um Benfica com os índices físicos dos alemães, com certeza. A exigência da prova é outra (inferior, claro) mas esta tem sido uma época desgastante. Os turcos não são propriamente uma equipa da elite mas também não são coxos nenhuns. Penso mesmo que o menor dos nossos problemas será o ambiente. Será preciso muita concentração, muito espírito de equipa e, depois, deixar que os valores individuais marquem a diferença, fabricando um resultado que nos permita continuar a sonhar.

Mas cuidado. Muito cuidado com os turcos (e, já agora, o Chelsea deve ter em atenção o Basileia). A história recente, com resultados pouco prováveis, é um sério aviso e deve ser tido em conta.

quarta-feira, abril 24

Liga Europa e Liga dos Campeões.

1. O Benfica defronta amanhã os turcos do Fenerbahçe, num jogo que será disputado num ambiente supostamente infernal para os encarnados. Digo supostamente infernal porque sou da opinião que, para o resultado final, esse mesmo ambiente contará muito pouco. O Tavares já não joga no Benfica.

2. Enzo está castigado e voltará na Madeira sem cansaço. Gomes deve entrar para o seu lugar, ao passo que Jardel renderá o capitão Luisão. Vamos ver se Urreta, Aimar e outros têm uma oportunidade.

3. No ano passado, por esta altura, estava o Sporting numa luta com os espanhóis do Atlético de Bilbau. A final é já ali mas, pode bem nem sequer chegar. Espero que o Benfica venha da Turquia com um empate, pelo menos.

4. O Barça perdeu por quatro. Os alemães são uma máquina, diferente, onde o músculo se junta na perfeição com a técnica. Alguns erros de arbitragem, inadmissíveis numa competição que é considerada a melhor do mundo do futebol. Como é possível não ver a falta no terceiro golo, pelo menos?

5. Hoje há Real e, parece-me, com maior ou menor dificuldade, os espanhóis vão passar esta eliminatória. O foco está na "décima" e muita gente joga forte o seu futuro nesta competição. E não é só Mourinho.

terça-feira, abril 23

Virar a página, sem se esquecer o que se passou...

Neste momento á equipa do Sporting de pouco interessa fazer muito barulho em volta do escândalo que foi a arbitragem no jogo da Luz. Não porque deveremos estar quietinhos e aceitar este tipo de coisas sem fazer grandes ondas. Mas simplesmente porque neste momento temos outras prioridades....e a realidade é que estamos em 10º mas com a Europa ainda possível de lá  hegar.
Interessa por isso mesmo, concentrar-se nesse objectivo e começar a pensar no próximo jogo contra o Nacional em casa. 

O Sporting antes deste jogo já tinha graves problemas para resolver. Depois deste fim de semana, ficamos ainda a saber o que nos poderá acontecer sempre que nos aproximarmos ou começarmos a incomodar.
Então fica já a pergunta de sobre o que fazer?

A minha primeira resposta é a olhar para dentro e sermos mais fortes, mais competentes.
Para começar a incomodar mais a sério, temos que melhorar, temos que andar lá na frente. E para isso temos que ter melhores jogadores a um preço mais baixo e um treinador/presidente mais competente.

E tudo isto continua por fazer.
Quer dizer, existe agora outra esperança com BdC que não existia com Godinho Lopes, mas ainda continua muito caminho para percorrer, que não haja dúvidas disso.
E é por isso que acho, que neste momento não nos devemos desviar desse caminho.
A seu tempo, responderemos ao que aconteceu... 

A amarelinha




Afinal não era só o Nuno Assis...

(O meu) ponto final no dérbi.

Como referi ontem numa caixa de comentários, vou deixar aqui a minha apreciação dos lances mais polémicos do dérbi de ontem. Mas em primeiro lugar, gostaria de esclarecer alguns vistantes do Sector B32, em especial sportinguistas, que respeito bastante o vosso clube e que, nem ontem, nem antes de ontem, nem amanhã, irei desdenhar ou desprezar um clube com muitos anos de história e que é, e será durante dezenas e dezenas de anos, um dos três "grandes" de Portugal.

Em segundo lugar, quero também aproveitar para esclarecer que nunca, e muito menos depois deste jogo, me furtei em comentar lances de arbitragem. Gosto, até, bastante do tema e posso garantir-vos que são mais as vezes que me divirto nas caixas de comentários do que as que me chateio.

Do local onde vi o jogo não pude, ontem, fazer uma apreciação honesta dos lances que tanta conversa têm dado. Preferi, por isso, esperar por hoje e formar uma opinião definitiva.

Em relação ao jogo, penso que o Benfica foi melhor, apesar da boa resposta do Sporting. Contudo, no final, continuo a achar que a equipa de Alvalade joga muito pouco e não será com Jesualdo que as coisas irão melhorar substancialmente. Ao Sporting falta dinheiro mas falta, acima de tudo, um bom treinador e bons jogadores. Faz-me lembras aqueles Benficas do Taument e do Scott Minto. Parecem até jogadores razoáveis mas... não são (para a dimensão do Clube).

Ficou a ideia que o Sporting fez um jogo muito bom mas, friamente, só posso discordar. Entrou bem em cada uma das partes, mas pouco ou nada produziu. Do outro lado, o Benfica revelou mais maturidade, mais cinismo, mais eficácia. Os objectivos das equipas são, e eram, diferentes. Mas o Sporting teve o mérito de protelar a vantagem do Benfica.

Mas claro, esta avaliação que faço, não tem em conta os lances polémicos. Quem me acompanha sabe que sempre defendi a importância que um lance de penálti tem no desenrolar de um jogo. Para mais num jogo como o de ontem. Não consigo dissociar o resultado final, de um erro tão grave como o penálti. Contudo, e dando como exemplo o jogo em Alvalade da época passada, quando o Benfica joga francamente mal, nem tenho grande vontade de justificar a derrota com um lance desses. O problema é que, ontem, o Sporting fez um jogo razoável, tendo em conta o nível habitual. E isso mexeu com os adeptos.

1. Lance entre Wolfs e Garay - na minha opinião não existe qualquer falta. Do ângulo da camâra colocada na linha de fundo, fico com a clara sensação que o carrinho do argentino em momento algum toca no corpo do holandês. Se procurarem ver este ângulo, talvez possam ficar com a mesma opinião.

2. Lance entre Capel e Maxi - tenho o Capel como um jogador honesto, gosto da sua postura e parece-me ser daqueles gajos que tem prazer em jogar futebol e, por isso, não o acho fiteiro. Apesar de ser um lance rápido, apesar de Maxi não intenção nenhuma de fazer falta - limitou-se a virar-se para tentar apanhar a bola -, e apesar do espanhol não ter tido hipótese de a dominar, ficou um penálti por assinalar, por pisão do uruguaio. Penso que no pé direito de Capel.

3. Lance entre Gaitán e Ilori - choque normal, o defesa leonino ganha posição, olha para a bola, corta o lance de cabeça, dá-se o choque e o argentino cai. Zero, aqui.

4. Lance entre Viola e Maxi - Lance normal. O argentino já vai a cair e o toque de Maxi, com o braço, é tão ligeiro que não me parece suficiente para fazer cair o avançado.

5. Lance entre Jardel e Viola (?) - Jardel não comete falta nenhuma. Ganha a posição, não faz movimento algum e o Viola acaba por chocar naturalmente. Lance que acontece às dezenas e nem sempre bem assinalado.

6. Amarelos bem mostrados a ambas as equipas. Faltou um amarelo a Matic e outro a Maxi.

Estes são os lances que considerei fundamentais. E por tudo isto achei a arbitragem equilibrada. O único lance que considero penálti é um lance rápido, de análise quase impossível. Podemos gritar "falta" no momento mas, em rigor, seria difícil ter visto aquele toque.

Contudo, e factualmente, ficou um penálti por assinalar (o que não revela, na minha opinião, uma tendência neste jogo e, muito menos, uma tendência no campeonato) e, como já expliquei anteriormente, tem um peso demasiado grande para nos passar ao lado.

Resumindo, o Benfica foi beneficado e o Sporting prejudicado. Com muita pena minha. Entre os dois clubes existem muitos casos destes e não vale a pena falarmos do Jardel ou do Silva. Sempre olhei para estes erros como normais, entre estes dois clubes. E só por isso é que me custa um bocado ouvir e ler certas opiniões que metem tudo no mesmo saco, apontam luzes a uma suposta influência criminosa por parte do Benfica e rematam com generalizações absurdas.

Por mim, e em relação a arbitragens e influências, ou corrupções, estou tranquilo. No dia em que ouvisse um décimo do que ouvi nas escutas públicas do Apito Dourado, da parte de alguém do meu Clube, deixava de discutir toques na área, braços nas costas e bandeirolas mal levantadas.

segunda-feira, abril 22

Adeptos & Cª

1) Imaginem os benfiquistas que o Benfica tinha ontem perdido o jogo e tinham ficado 3 lances duvidosos por ajuizar a seu favor. O que estaria aqui a ser escrito a propósito disso? O que pensariam sobre a verdade do campeonato?

2) Há sportinguistas que dizem que o 1º e o 3º é que são merecedores de penalty. Outros falam do 2º e do 3º. Outros do 1º e do 2º. Há até quem fale num 4º lance. Não vou discuti-los. O que me parece estranho é que em 4 lances, o pateta alegre não tenha assinalado nenhum. Se pensarem um pouco, isso é que não é normal.

3) Uma leitura das várias caixas de comentários nos posts abaixo é material para comprovar a minha teoria de sempre: os adeptos do Sporting são iguais aos do Benfica que são iguais aos do Porto. É digno de ser ver o contorcionismo de alguns benfiquistas. Já os sportinguistas "lavam" a derrota com a vitória moral da arbitragem. No fim do dia todos procuramos reforçar a nossa identidade social. Citando quem de facto percebe o fenómeno do "fandom": ficamos "atrapalhados" quando sabemos que a nossa vitória não teve apenas mérito nosso ou quando não temos culpados "externos" a quem atribuir a nossa derrota.

4) O post do João espelha o que eu penso. O post do Marco é mais um para emoldurar.

O 'derby' que não chegou à Rotunda

O clássico devolveu com troco a ideia patente na tabela. Se o Benfica caminha para o título de uma forma bastante interior, o Sporting, apesar de ter mostrado estar em franca melhoria, discutiu o jogo de uma forma exterior. Confuso? Eu explico. É que a organização ofensiva foi explorada de forma bastante diferente pelas duas equipas. Se olharmos para a solidão de Ricky Van Wolfswinkel na frente de ataque rapidamente perceberemos que Bruma e Capel não foram o apoio necessário para o Sporting transformar o domínio em vários capítulos do jogo, no mais importante: golos. Já, olhando para o Benfica, veja-se onde estava Salvio no primeiro golo e veja-se também onde estava Gaitán no mais fantástico tento da Liga.

Para um portista o 'derby eterno' costuma ser um acontecimento tranquilo. Mas o deste domingo transformou-se numa descida interminável pela Rua da Boavista a fora. A rua é bela e desce para a Rotunda que tem simbolizado aquilo que todos os dragões queriam num lugar a mais de 300 km's de distância. O leão, imponente, esmaga a águia e assim devolve à Invicta a possibilidade de festejar o título mais acima, nos Aliados. Mas essa descida, de tão interminável que parece, não passou de uma miragem. Quase como se a Cervejaria Diu estivesse fechada e se tivesse de voltar para acima para visualizar o clássico em piores condições. Quase, também, como se o Sporting entrasse na Luz de forma excelente e visse o Benfica, na primeira descida com perigo à sua área, fazer golo.

Um golo que deixou quase toda a gente incrédula pois o Sporting surpreendia e dominava o 'mais que candidato' Benfica. Poderia haver surpresa? Poder, podia, não andassem Capel e Bruma tão longe de zonas interiores como o Sporting do título. O fantasista e o espanhol tentaram sempre pelo 'lado de fora' e só o 'menino' pisou, por poucas vezes, zonas realmente perigosas. Ricky Van Wolfswinkel esteve sempre muito desacompanhado pelos alas e até por André Martins, que ficou sempre a metros das zonas de decisão para dar a Jesualdo o domínio a meio-campo que tanto surpreendeu um Benfica que não entrou como se esperava, nem como os seus adeptos gostam: a carregar. Não pôde, não conseguiu e teve de arranjar outras armas para obter vantagem. E foi um movimento interior, realmente perigoso, que Salv(i)ou (what?!) os encarnados.

Depois do golo, quase todos os minutos passaram naturalmente. Mais ainda quando Jesus resolveu jogar decentemente e completar um trio de meio-campo que quase nunca existe. A dupla Cardozo e Lima é uma aberração que Jorge Jesus entende ser - como tudo nele - uma 'pincelada de génio', mas que não chega sequer perto do que é ter Gaitán na zona central do terreno. Pode argumentar o 'Mestre da Táctica' que o jogo estava 'bom' para essa alteração e posso também perguntar eu quando é que o jogo não está bom para o argentino completar o trio e jogar no meio-campo? É quase como Tito Vilanova fazer entrar Messi e dizer que 'o jogo estava bom para ele'. Pois... quando é que não está?

Mas com dois, ou com três, no miolo, o Benfica foi mais forte no capítulo de jogo para o qual todos os outros vivem. A finalização encarnada resultou em golos por razões acima explicadas e puniu um Sporting que tem para argumento final penáltis por marcar. Sem fazer juízo de valor dos lances (que são quatro!) parece-me que os leões poderiam ter ganho o jogo 'por outro lado'. Os erros de Capela foram por demais sublinhados ao longo da semana para redundarem noutra 'grande exibição da equipa de arbitragem' feita por 'um dos mais promissores árbitros portugueses'. Clima sereno e de grande fair-play que contrasta bastante com o vivido e criado quando as águias perdem pontos e campeonatos.

A Liga, essa, decide-se para a semana no Estádio dos Barreiros. O Benfica vai à Turquia e regressa para ir à Madeira provar a sua série de vitórias. Caso ganhe na 'Pérola do Atlântico' a equipa de JJ conserva a vantagem nas 'etapes' de montanha que tanto o treinador encarnado gosta. Os portistas rezam que ele escorregue a 'descer para Seia', para o clássico do Dragão ser realmente eterno. E nessa perspectiva não se pense que a vitória e os três pontos seriam favas contadas, pois os azuis e brancos apenas clamam pela oportunidade, pela hipótese, de poder discutir o título 'mano a mano' e olhos nos olhos com o grande rival. Seria épico, apaixonante, e não sei se a relva aguentaria de tanto ser 'comida' mas, o que é certo é que, não depende do FC Porto. Quando dependeu, empatou-se, por exemplo, com o Sporting de Jesualdo...

Azia, arbitragem....e obras de arte!!!

Começemos pelo primeiro ponto.
Perdemos na Luz por 2, logo estamos aziados. Obviamente que ninguém gosta de perder, principalmente quando é para um velho rival no campo deste. Mas sinceramente acho que muito poucos sportinguistas esperavam grande coisa deste jogo. Perder na Luz, só pode ser normal tendo em conta que estamos perante um dos piores Sportings de sempre. No entanto, curiosamente, neste caso até acho que a azia foi parar ao outro lado. Perante tanta diferença, era esperado que o Benfica arrumasse a questão sem grandes dificuldades. Mas não....foi preciso acontecer o que aconteceu para terem o jogo ganho. Isto é, ganharam da mesma forma que tanto criticaram no passado. E isso mesmo que não o admitam e entrem neste exercício de negação da realidade, lá no fundo deve custar um bocadinho....

Depois vem as arbitragens. Depois do "choradinho" do ano passado, é fácil perceber que em lances de dúvida na Luz contra o Benfica, seria maluco o árbitro que fosse assinalar qualquer coisa. Já tinha acontecido algo parecido num outro jogo grande na Luz, e aconteceu algo ainda mais descarado neste jogo. Entendendo como se "controlam" as arbitragens em Portugal, é imperativo que o Conselho de Arbitragem ganhe uma importância ao nível de independência e que tenha outro tipo protagonismo. Só assim se evitarão estes jogos de força que cai sempre para o lado do mais fraco.

"Obra de Arte" é o que se escreve no que foi outrora o melhor diário desportivo nacional. Acho insultuoso sinceramente...não que o golo ( e a jogada) do Lima tenha sido muito boa. Mas ignorar o que se passou na Luz não fazendo qualquer referência a isso salientando apenas esse golo, é apenas uma pequena amostra do que há que lutar contra em Portugal para se conseguir o seu espaço. Mas a seu tempo, irei falar sobre isso.

PS - Só para que fique claro, não pretendo aqui minimizar a equipa de futebol do Benfica. É de facto uma bela equipa com grandes jogadores e na minha opinião, a mais forte em Portugal. A ganhar o campeonato, pelo que fizeram até agora, seria uma conquista merecida em comparação pelo que tem sido as exibições do Porto.

domingo, abril 21

Benfica-Sporting: 1-0 (intervalo).

Mais Sporting até ao golo de Sálvio. Luisão, o melhor em campo, ao intervalo. Cardozo, a fazer um jogo sublime. Adivinha-se uma segunda parte complicada para o Benfica. Vamos ver.
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Segunda parte equilibrada com número de circo de Gaitán. Ganhou a melhor equipa, apesar de Patrício não ter feito nenhuma defesa. Mas Artur também não.

O Benfica teve uma atitude humilde, respeitou o adversário e não teve problemas em recuar um pouco. O Sporting fez um bom jogo mas individualmente não teve argumentos.

Bom jogo de Maxi, Luisão, Cardozo e Enzo. Gaitán fez aquilo e pronto, que podemos dizer mais?

O árbitro esteve bem. Teve alguns erros, repartindo-os. Na minha opinião nenhum dos lances na área foi faltoso (um lance com Maxi e Capel(?) não pude ver bem, contudo).

Agora é ir à Madeira com o mesmo espírito mas com um bocadinho mais de futebol, por favor.

sexta-feira, abril 19

Dérbi à Capela.

O árbitro do dérbi dos dérbis será João Capela. Depois de ter estado na Final da Taça da Liga, faz agora o seu segundo encontro entre os rivais de Lisboa (o primeiro foi o do ano passado). Numa das linhas vai estar Ricardo Santos, o fiscal que não viu o fora-de-jogo de Maicon.

A crença que tenho que no Domingo possamos assistir a um enorme espectáculo entre Benfica e Sporting, estende-se ao trabalho da equipa de arbitragem.

Milhões de chamas bem acessas, cantando a vitória: a tua história somos nós.