domingo, janeiro 18

Benfica

O Benfica soma e segue. Entrou no ano novo de pé direito. Dois confrontos à partida de grande dificuldade (Guimarães e Marítimo) que foram superados de forma categórica e sem margem para dúvidas ou suspeitas.

Ao Guimarães foram só 3 (sim, podiam ter sido outros tantos), e hoje no sempre difícil Caldeirão dos Barreiros o Benfica voltou a ser extremamente eficaz e pragmático, mesmo com a contrariedade de ter perdido o seu melhor elemento de forma precoce. Nem Guimarães nem Marítimo conseguiram aparecer nos jogos,. e tudo por força do grande colectivo e espírito de equipa que transpira do jogo do Benfica.

Quando se previa alguma quebra pela saída de Enzo Pérez eis que mais uma vez o Benfica (com muito mérito de JJ) consegue fazer os adeptos esquecer o grande centrocampista. Tem sido um Benfica de alto nível que domina por completo os adversários de princípio a fim dos jogos. A continuar assim vou ter que mudar os meus prognósticos. Mas ainda falta muito caminho.

PS - O jogo no lodaçal de Penafiel devia ser um case-study sobre erros de arbitragem. Mas há quem imagine linhas e tire pontos de fuga para ilidir o óbvio. Há coisas que nada pode fazer esconder. Limpinho, limpinho... E não se esqueçam de continuar a dizer que é o Benfica que é levado ao colo.

domingo, janeiro 4

A bola rola em 2015.

O geral
2014 foi um ano em cheio para o universo benfiquista. Vitórias, golos, troféus. Não menos importante, uma equipa com classe que limpou quase tudo, à excepção da Liga Europa, competição que viria a perder apenas na final, perante um Sevilha escandalosamente beneficiado por uma arbitragem dantesca.

Não conheço nenhum benfiquista que não tenha ficado com aquele jogo (e tudo o que o antecedeu) atravessado. Pior do que perder, foi perder naquelas circunstâncias.

A época passada foi das melhores de sempre e teve já alguma continuidade com a conquista da Supertaça. O grande objectivo, o campeonato, continua perfeitamente alcançável, depois de mais um falhanço na Europa dos grandes e na Taça de Portugal.

Plantel delapidado
Basta ver o jogo de hoje para se perceber que o onze actual não tem qualquer comparação com o da época passada. Garay, Enzo, Markovic, Rodrigo, foram-se embora e Amorim, Fejsa, Sulejmani, Sálvio, Luisão, Eliseu ou Sílvio têm tido pouca ou nenhuma utilização.

A comparação com a época passada é inevitável mas, também, injusta. Jesus fará um milagre, se for campeão, este ano. Os factos são evidentes e nem vale a pena procurar mais justificações. A qualidade do futebol apresentado anda longe do que foi visto num passado recente mas, convenhamos, este é, precisamente, o plantel com menos condições para brilhar. O que tem sido feito até aqui é um trabalho que está dentro do expectável, pelo menos para um adepto minimamente atento.

As arbitragens
Sempre que o Benfica vai na frente é pelo colo. Se perde o campeonato nas últimas jornadas, deixa de haver colo para haver incompetência própria. Dá sempre jeito. Esta época não foge à regra, claro. Confundem-se erros que sempre existiram (e vão continuar a existir), com influências e poder corrupto e nunca por acaso. É o trabalho dos adversários que, incapazes de fazer melhor dentro do campo, jogam outras cartas que ajudem, pelo menos, a diminuir a justiça do líder.

Não me custa admitir que o Benfica já foi beneficiado esta época. Custa-me, sim, que essas situações aconteçam. E aconteceram em duas ocasiões: contra o Nacional (um fora-de-jogo mal assinalado) e contra o Gil Vicente. O resto é apenas barulho e berreiro. Desde o golo invalidado ao Boavista (era o que mais faltava não assinalar aquele fora-de-jogo), passando por um miserável fora-de-jogo mal tirado em Setúbal, num jogo que terminou em 5-0, com uns sadinos incapazes de fazer uma única jogada de perigo. Há também um segundo golo em Coimbra marcado em fora-de-jogo, num jogo que terminou 2-0 e com uma Académica que, sem exageros, não teve uma única oportunidade de perigo (não é de golo, sequer). E em nenhum jogo se viu arbitragens tendenciosas. Já me esquecia: adorei a gritaria por haver um fora-de-jogo bem assinalado no jogo com o Rio Ave. Patetas, pá.

Entretanto, os adversários também jogam com erros que os beneficiam e não se passa nada. Já sabemos: se foram beneficiados num lance, é porque houve outro, com certeza, que os prejudicou (não consegui ler ainda nenhum sportinguista ou portista a admitir um benefício).

Os adversários
O FCP continua à procura de uma identidade mas, sempre que aquilo engata, dificilmente se pára. Gosto de ver o Brahimi ou o Oliver, mas continuo a admirar principalmente o Jackson. Que jogador. Estão lançados na Liga dos Campeões mas tenho sérias dúvidas que consigam fazer um brilharete (passar dos Quartos seria excelente). No campeonato continuam na luta e com o que falta, só podem estar optimistas.

O Sporting tem feito uma época "estranha". Eu considero-a positiva até ao momento pois a análise que faço prende-se mais com as circunstâncias do que propriamente com os resultados. Na Liga dos Campeões, não fosse o roubo na Alemanha teriam seguido em frente, contra todas as expectativas e, na Taça, estão em excelente posição para chegar ao Jamor. Isto depois de eliminarem o FCP, no Dragão, sem espinhas.

No campeonato mora a dúvida mas, mesmo aí, penso que Marco Silva tem feito um bom trabalho. A equipa apresenta um futebol interessante, em alguns jogos, mas apresenta falhas (mais individuais do que colectivas) que têm custado pontos (o Benfica, por exemplo, tem tido alguma sorte em certos momentos).

O que falta
Muita coisa. Esta campeonato é enooooooorme, com jogos que nunca mais acaba e muita cacetada para dar e levar. Considero que o Sporting não será capaz de lutar pelo título (são muitos pontos para Benfica e FCP) pelo que a luta está a dois, com ligeiro ascendente para o Benfica, mas apenas pela vantagem conseguida até agora.

Jesus tem uma árdua tarefa pela frente e, caso a equipa estabilize (ou seja, caso todos recuperem e voltem a jogar a um nível razoável), é possível manter o primeiro lugar. Já Lopetegui poderá investir mais na Liga dos Campeões se a distância se mantiver até lá mas, verdade seja dita, tem opções para fazer uma boa campanha na Europa e lutar até ao fim pelo campeonato.

Impossível ignorar
A rábula Marco Silva/Bruno de Carvalho/José Eduardo ainda vai escrever muitas linhas mas, para já, e pelo pouco que se sabe em concreto, uma coisa é inegável: José Eduardo fez acusações gravíssimas e que têm de acabar em algum lado (de preferência num Tribunal). Seja por serem verdadeiras, ou por serem falsas.

Penafiel-Benfica
Só tinha visto um jogo do Penafiel (contra o Sporting) e esperava um adversário menos do que modesto. Sem qualidade individual (um ou outro mais esforçado), e sempre incapaz de conduzir a bola. O Benfica, mesmo com imensas ausências (sem os crónicos lesionados, fora Luisão, Sálvio e Samaris - e com Enzo já a brilhar em Valência), foi sempre superior. Sem fazer um jogo deslumbrante, os encarnados foram uma equipa coesa, concentrada e lutadora, com algumas boas iniciativas atacantes. Gostei de Gaitán, o verdadeiro desequilibrador, de Lima e de Ola. O resto foi tudo muito "razoavelzinho" apenas.

O campeonato começa agora. Para a semana recebemos o Guimarães e depois vamos à Madeira (Marítimo) e a Paços. Nove pontos importantíssimos, aos quais teremos de juntar mais três (recepção ao Boavista) antes de visitarmos Alvalade (num dos dois ou três jogos grandes que vamos ter ainda esta época).

quarta-feira, dezembro 24

Natal

Feliz natal a todos os que nos acompanham

segunda-feira, dezembro 22

Benfica

Depois da vitória no Dragão, o Benfica voltou àquilo que era: uma equipa vulgaríssima.

Os dois últimos jogos vêm colocar em crise a tese de que no Dragão a vitória se deveu à estratégia táctica de JJ. 
O plantel é muito curto e há ali jogadores cuja presença não se compreende em face das ambições que tinha no início da temporada. Vai ser curto para chegar em primeiro ao fim da época. E com a saída de Enzo...

Entretanto Enzo, como de costume, vai sair abaixo da cláusula de rescisão.

São já 3 foices, ou, nas palavras de JJ, três tiros no porta aviões: Champions, Liga Europa, Taça de Portugal.

Relativamente ao jogo de ontem, é triste e custoso, mas não posso deixar de registar que começam a ser casos a mais. Não gosto. Nunca gostei de ver vitórias assim.O golo é precedido de fora-de-jogo inequívoco. Não é no limite, e também aqui não vale o argumento sobejamente usado por outros em tempos recentes, dos movimentos contrários de defesa e avançado. É um erro pouco compreensível.
Começa a fartar falar de futebol nestas circunstâncias.

sexta-feira, dezembro 19

Segundo fracasso da época para o Benfica.

A eliminação de hoje só pode ter deixado todos os benfiquistas frustrados. A equipa fez uma boa exibição, com muitas ausências importantes, num plantel que, assim, fica ao nível de um Braga competente e com alguma qualidade individual.

Muitas ocasiões de golo e uma brilhante exibição do guarda-redes bracarense, mais dois erros infantis da defesa encarnada, foram a receita do jogo de hoje.

Mas uma coisa é certa, o Benfica está fora da festa da Taça de Portugal. Depois da eliminação europeia, este falhanço deixa a equipa apenas com o campeonato pela frente, competição que deverá oferecer apenas mais 3 ou 4 jogos com adversários de qualidade (na Taça sempre poderia haver mais um encontro com o SCP). Uma época estranha.

A comparação que alguns fazem entre este jogo e o do passado Domingo (invertendo a lógica da sorte do jogo) não faz qualquer sentido. O Benfica de hoje foi muito mais superior ao Braga do que o FCP aos encarnados.

Já se sabia que esta época as coisas seriam bem mais complicadas na medida em que a qualidade deste plantel é bem inferior à do plantel do ano passado. E sem contar com Luisão, Sílvio, Eliseu, Fejsa, Amorim, Enzo, Sálvio e Samaris, as opções principais são as de hoje: Almeida a lateral direito, centrais Jardel e César, Cristante (bom jogo, contudo), Pizzi (muito mal), Ola, Derlei, ou Tiago. Pode não ser mau, mas equilibra bem com um Braga e depois a bola é redonda.

Bom jogo, com uma arbitragem que me pareceu positiva.

domingo, dezembro 14

Benfica ganha em toda a linha.

 

Jesus, finalmente, de pé no Dragão. Jogo muito parecido com o de há dois anos mas com o factor sorte a pender para o lado dos encarnados. O Benfica quis um resultado e jogou para isso. 

Destaque óbvio para Lima, também. O brasileiro merece mais do que ninguém estes dois golos e, quem sabe, alguns benfiquistas vão passar a lavar a boca antes de se referirem ao ponta-de-lança.

Talisca, mais um bom jogo. Enzo, soberbo, e Samaris talvez no seu melhor jogo. Almeida sempre presente, Maxi, como o vinho do Porto, dupla de centrais impecável. Júlio César tem muita qualidade e acima de tudo dá segurança à equipa.

Com os empates do Sporting e Guimarães, esta foi uma fantástica jornada para o Benfica.

Que belo Natal. Mas falta muito, ainda.

sábado, dezembro 13

Simples! vencerá o menos teimoso


Se já vem apelidado de Jogo do Ano é porque dispensa apresentações. Mas será bem assim ou valerá a pena compreender as razões que fazem do Porto-Benfica de domingo o jogo que marcará a época? É que se excluirmos o chavão que reza que o próximo jogo é o mais importante, que outros argumentos levarão a que os próximos jogos - ou pelo menos a jornada 14, jogada ainda em dezembro - não sejam tão ou mais importantes que o Clássico? Vai outro chavão? São três pontos, não? Mas, conclusões semânticas à parte, qualquer confronto entre águias e dragões vale, por estas alturas, mentalmente o seu peso em 'ouro'. Isto porque qualquer deslize invalidará na opinião pública e própria aquilo que 'se andou a fazer' até 14 de dezembro. Uma vitória implicará uma saída em ombros. Uma derrota implicará uma saída envergonhada e difícil de digerir. Isto, nem que as equipas estejam bastante próximas uma da outra em termos de qualidade.

Já assim foi no clássico do título em 2013. Dois dos melhores conjuntos portugueses da década decidiram o trabalho de uma época nos detalhes. Já nos princípios de 2014, a diferença dos encarnados para a concorrência foi tão desnivelada que qualquer encontro imediato só serviu para confirmar uma ideia que se tornou patente em todos os outros jogos: o Benfica era demasiado superior à concorrência e tratou de o provar na Luz não dando hipóteses a FC Porto e Sporting. Daí que os clássicos sejam 'utilizados' para se aferir a supremacia de uma equipa em detrimento da outra. No Dragão não será diferente, quando pelo seu relvado águias e dragões mostrarem as suas valências e incapacidades.

Mas, então, o que será que esta nova edição trará diferente? Bem, desde logo, o regresso do 'melhor Benfica' ao anfiteatro do FC Porto será uma realidade. Se na passada época Jesus protegeu sempre o seu 'onze de gala' nas idas ao Dragão, desta vez Gaitán e Enzo não se poderão esconder. Já lá não estão Oblak, Garay e Markovic, mas estarão lá, certamente, Talisca e Jonas, no confronto que também marcará o regresso de Jesus a uma indefinição ideológica. É que se lembrarmos que até com segundas-linhas o Benfica deu, na passada terça-feira, uma lição de como bem defender frente ao Bayer Leverkusen, não será de duvidar que o controle defensivo será uma das valências que se vislumbrarão nos encarnados. Porém, será a arte de bem defender suficiente para triunfar no Dragão?

Mesmo que não se saiba, tudo parece apontar para que organização defensiva seja um momento-chave no plano de JJ. O empate ser um resultado que mantém distâncias parece também confirmar a hipótese. E se, quisermos ir ainda mais longe, a pouca capacidade dos azuis e brancos para jogarem 'entre-linhas' - no interior do bloco adversário - parece manter o timoneiro encarnado bem confortável em relação a passar a maior parte do jogo sem bola. Contudo, também assim foi em maio de 2013 e a ideia acabou por ver-se traída no último suspiro portista. E assim sendo, outra  questão essencial (se Jesus apostar mesmo numa dinâmica mais conservadora) acabará por ser mesmo se este FC Porto tem a capacidade para contornar a boa organização do campeão nacional.

Sabe-se que o Porto de Vítor Pereira tinha. Mas sabe-se também que esse é um Porto que já faz parte do passado e que só no Museu pode ser revisitado. No entanto, uma espreitadela aos processos dos bi-campeões (não incluímos aqui a época de AVB pelo facto do modelo ser diferente) sugerem que o futebol actual, de Lopetegui, é bem distinto do 'Porto VP'. Desde logo pelos processos defensivos e, desde logo também, pelo facto dos processos ofensivos não permitirem que a defensiva seja tão organizada. Sim, o futebol é como um todo. E neste caso a hiperbolizada largura do 'Lopi Team' não deixa a equipa encurtar o campo ao adversário e com isso proteger a sua linha defensiva das transições adversárias. Não é um FC Porto incompetente nesse aspecto, mas também não é um 'Porto 5 estrelas' como aquele que dançava entre todos os momentos do jogo com uma confiança notável. Daí que seja pertinente afiançar que quanto mais a estratégia de Jesus visar recuperações 'altas' (mais perto da baliza de Fabiano) mais o Dragão pode sofrer, da mesma maneira que quanto mais Lopetegui visar o jogo-interior mais hipóteses terá o FC Porto de destapar caminhos até à baliza de Júlio César. Duas teimosias de cada timoneiro com o futebol a oferecer hipótese de redenção. Ainda dizem que ele é injusto...

domingo, dezembro 7

Benfica 3 - Belenenses 0

Não me apetece falar do jogo.
O "caso" Miguel Rosa e Deyverson tirou-me toda a vontade. Qualquer análise fica inquinada por isto.

Da mesma forma que num passado não muito distante me insurgi contra lesões fantasma de alguns jogadores emprestados, não posso, por coerência, estar de acordo e muito menos fingir, que isto não aconteceu. Não é por mudar a cor da camisola que a opinião deve mudar.

Uma ver-go-nha! 

quinta-feira, dezembro 4

Bola de ouro

Mais um ano, mais uma polémica.
Um troféu outrora bastante prestigiado parece estar a cair mas malhas do clientelismo.

Não escondo que gostaria, por sentido patriótico, que Ronaldo vencesse a bola de ouro. E talvez por causa disso estou mesmo convicto que foi o melhor de 2014.

O ano passado Blatter foi um palhaço. Este ano Platini tenta novamente mover a sua influência. Triste. Se é inegável que qualquer um deles tem direito à opinião, também é inegável que quem ocupa determinados cargos deveria usar de uma certa reserva. Ficava melhor darem a sua opinião depois de tudo decidido.

Esta semana soube-se quem eram os 3 finalistas, mas, curiosamente ou não, há umas semanas, Neuer já dava a entender que faria parte do trio, ao dizer que não poderia ganhar a bola de outro porque não posava em cuecas, numa clara indirecta a CR7. Será que ele já sabia que ia fazer parte do trio? hummm...

Porque é que este ano deve ganhar um alemão e em 2010 não ganhou um espanhol e ninguém veio para a comunicação social barafustar? É porque em 2010 a coisa estava clara para o Messi? mesmo depois da Espanha ter ganho um Euro e um Mundial? Mas será que sempre que CR7 está na pole-position há sempre uma polémica para ensombrar a vitória? O ano passado era Ribery, este ano tem que ser um alemão...

Se CR7 e Messi são inequívocos, porquê Neuer e não, por exemplo Thomas Muller? será que o guarda-redes deu mais nas vistas que o médio/avançado? Quem lançou Neuer na corrida? Os votos? ahahah, alguém se lembra daqueles treinadores que disseram que votaram em Mourinho e os votos apareceram noutro treinador? Houve investigação? nein...


domingo, novembro 30

Gaitán: na desmarcação, no pé, no joelho, e no pé, outra vez.

Académica - Benfica 2

O Benfica entrou muito forte e logo aos 8' na sequência de um lance bem executado por Enzo e Gaitán, chegou ao golo com naturalidade. Durante a primeira parte podia ter feito mais um ou dois golos que só não surgiram por azar ou falta de discernimento na hora de rematar.

Há um fora de jogo do Luisão no lance do 2º golo. Se tivesse sido em bola corrida, admitia. De bola parada não é admissível um erro destes.

Na segunda parte a toada foi mais morna, mas sempre com o Benfica a controlar. O Benfica marcou o ritmo do jogo e conseguiu controlar o adversário em todos os momentos. A Académica não teve qualquer oportunidade de golo.

Pese embora tudo isto, há que ter em conta que jogamos contra uma das mais fracas equipas do campeonato, e como tal não é motivo para embandeirar em arco, bem pelo contrário. O Benfica continua a demonstrar que é substancialmente mais fraco que na época passada e que perdeu muita, mas mesmo muita qualidade.

Samaris ainda está deslocado, falha passes, intercepções, ainda não atinou com o ritmo de jogo, enfim, ainda não tem condições para se afirmar.

Luisão continua absolutamente inqualificável no passe. Hoje dei-me ao trabalho de reparar mais nele, e se no passe longo é incrivelmente mau, no passo curto é exímio a colocar os colegas em situações de perigo, para não falar da força com que faz os passes.

Gaitán tem carregado a equipa. Jonas é muito bom. Talisca hoje não esteve em Coimbra. Vão valendo os resultados...

sexta-feira, novembro 28

Portugueses na Europa do futebol.

A prestação das equipas portuguesas, não está a ser muito positiva mas, confesso, poderá não ser tão má como temia.

Entre o mau e o péssimo, fica o Rio Ave. Zero vitórias, apenas um pontinho e o afastamento à quarta jornada. A inexperiência não explicará tudo e os vila-condenses até estão a fazer um campeonato interessante (sétimo lugar).

No medíocre está o Benfica. O grupo era equilibrado e tinha um Leverkusen que será a terceira melhor equipa germânica da actualidade (e um bom colectivo e individualidades). O Zenit é um clube que, basicamente, tem alguns dos melhores jogadores que passaram pelo Benfica nos últimos anos. Colectivamente não são fortes como os alemães mas, quem tem Garay, Javi, Witsel, Arshavin, Malafeyev, Fayzulin e Hulk é sempre um adversário poderoso. O Mónaco, mesmo sem James e Falcao, continua a ter um plantel cheio de qualidade.

Contudo, em campo, o Benfica foi sempre uma equipa sem qualidade de Champions. O jogo na Rússia foi apenas razoável e terá sido o melhor. Falta qualidade individual alternativa a Lima, Sálvio, Enzo e Luisão. No ano passado, lembro-me de alguns bancos simplesmente fantásticos. Este ano, a coisa é muito diferente.

Se a culpa é de Jesus? O treinador do Benfica continuará a ser o mesmo teimoso de sempre, a cometer os mesmo erros de sempre. Mas continuará também a ser o mais indicado para trabalhar com a falta de critério da direcção do clube. Um outro treinador, provavelmente, seria incapaz de, sequer, liderar o campeonato.

Jesus adapta-se bem às inconveniências e o seu trabalho tem de ser avaliado também por isso. Até ao fim da época não faz sentido contestar grande coisa.

De razoável, até bom: Estoril. Com o jogo de ontem bem encaminhado, os canarinhos somarão a segunda vitória, mantendo possível o apuramento. Muito difícil, mesmo assim, mas se chegar à última jornada com essa possibilidade, significa que alguma coisa foi bem feita.

Dentro do bom, está o Sporting: não tivesse o Maribor marcado aquele golo no último minuto do primeiro jogo e o clube de Alvalade poderia estar já nos oitavos. O acesso à Liga Europa não é uma surpresa, por si só. Mas o comportamento geral da equipa foi algo surpreendente, com uma razoável exibição frente ao poderoso Chelsea, e duas muito boas contra os alemães do Shalke 04. Na última jornada, bastará um empate ao Sporting, mas o Shalke terá sempre de vencer o seu jogo, o que não é líquido.

E há o muito bom: o FCP. Lopetegui tem enfrentado alguma resistência dentro do clube e os adeptos estão no limbo. Contudo, na maior prova de clubes do mundo, o FCP deu cartas, marcando 15 golos em cinco jogos e cedendo apenas um empate, fora, contra a segunda melhor equipa do grupo.

quarta-feira, novembro 26

Benfica out.

Não há volta a dar. O Benfica de Jorge Jesus marca passo na Europa dos grandes e todas as desculpas que se arranjem valem zero. É preciso, contudo, reconhecer que este Benfica acabou por ser o mais óbvio. Falta qualidade individual, quando comparado com os adversários.

A época vai no início, e convém não desmoralizar apenas porque não cumprimos este objectivo. A época passada deixou o mundo benfiquista em êxtase mas há que descer à terra.

Continuo a considerar que o campeonato é o mais importante objectivo da equipa e aquele que não pode mesmo fugir.

Já agora, deixem-se de Liga Europa, por favor. E metam o Jonas.

Entretanto, parabéns ao Sporting pela boa prestação europeia. O grupo não se compara com o do Benfica mas já fomos de vela com os Shalkes e Maribors desta vida.

segunda-feira, novembro 10

Curtas antes de nova paragem do campeonato.

1. Vi apenas os primeiros 45 minutos do jogo e penso que a exibição do Benfica foi q.b., apesar de tudo. Jogar na Choupana é sempre difícil mas a equipa, como na época passada, reagiu muito bem a um golo sofrido nos primeiros instantes do jogo. Na verdade, não fossem alguns falhanços claros, os encarnados podiam ter chegado ao intervalo com dois ou três golos de vantagem.

Na segunda parte, pelas alterações feitas, deduz-se que Jesus quis defender os três pontos. Não sei se o conseguiu com tranquilidade mas pelo que li o Nacional teve algumas oportunidades. A mais clara delas todas terá sido o lance erradamente invalidado por fora-de-jogo. Lance rápido mas inadmissível de se falhar. Benefício claro para o Benfica neste lance que terá sido o único em 90 minutos.

2. Sporting a perder pontos e duas teorias (ou três, até). "Fomos roubados", "não jogamos um chavo" ou "não jogamos um charuto e fomos roubados". Se as queixas de Marco Silva se referem ao lance anulado a Montero, não as entendo. Slimani faz-se claramente ao lance, com interferência no mesmo. Foi uma boa decisão, parece-me. Os sportinguistas devem estar preocupados com os maus resultados, mas continuo a achar que a Liga dos Campeões é o foco de muitos dos jogadores e esse é o principal motivo da falta de empenho que tantos adeptos não têm visto em campo.

3. Na Amoreira o FCP voltou a perder pontos e desta vez até teve muita sorte em levar um para cima - penálti claro por assinalar contra. Que o plantel está cheio de qualidade, ninguém duvida. Só aquele Brahimi, mais o Jackson, quase que chegam. Mas o futebol apresentado continua demasiado confuso, com laterais pouco activos e muito afunilamento das jogadas e alguma cerimónia na hora de rematar à baliza.

Queremos mais esclarecimentos sobre os "apertos" dados ao jogador do Estoril no túnel. Mesmo que tenham sido iguais às agressões do além do Cardozo em Braga há uns anos, ou seja, inexistentes, já deve dar para alguém ser castigado.

quinta-feira, novembro 6

20 anos é muito tempo.

Na capa do Record podemos ver hoje a exaltação por um excelente triunfo leonino conquistado frente a uma equipa alemã. Não sei se foi brilhante como o título garrafal afirma. Mas isso não interessa.

O que interessa é haver algum controlo emocional de quem escreve nas redacções. Todos temos clubes da nossa preferência e, até por esse motivo, no desempenho das suas funções, devem os jornalistas ter cuidados redobrados na informação que prestam - caso contrário vai parecer que a emoção lhes toldou a razão e que se estão a comportar como um simples adepto.

Diz assim na capa de hoje do jornal Record: "Há 20 anos que uma equipa portuguesa não marcava 4 golos a um adversário alemão". Numa realidade paralela, certamente.

Na nossa realidade, Benfica e FCP são equipas portuguesas e o Hamburger SV e o Hertha BSC, alemãs. Também na nossa realidade, o Benfica em 2010 derrotou os alemães por 4-0, e os portistas, em 2006, venceram por 4-1. Bem sei que até o Postiga marcou um golo, mas o jogo aconteceu mesmo.

Vibrem com as vitórias, mas escondam os cachecóis.

Doutrina de 'Lopi' silencia Catedral

Ficaria bem em qualquer filme: A cerimónia decorre em silêncio, apática até, e, de repente, ouve-se um estrondo. A porta que protegia os crentes do temporal abre-se, a água entra pelo chão mas as pessoas parecem, ainda, não se importar. Chama-lhes a atenção uma sombra: - É ele?! perguntam os mais desatentos. - Claro que é ele! afirmam os experientes. - Queriam que fosse quem?! isto está marcado desde o fim de agosto, exclama Ernesto Valverdo enquanto, de soslaio, se escapa. Julen Lopetegui é o homem de quem todos falam. Ele, e o seu exército de dragões, entram pela Catedral de San Mamés adentro. Julen, só pára no púlpito, de onde Valverde já tinha fugido. A partir daí o segue-se um monólogo. Um estranho monólogo, sem reacção por parte de um povo que fica estranhamente apático. Nota-se-lhes uma certa faísca nos olhos, uma vontade, pelo menos, mas o corpo, a boca principalmente, não tem reacção. Lopetegui fala à esquerda, fala à direita, exclama para o ar e para o chão. Mais forte em tudo, a sua ideia retirou os opositores da Catedral e ficou livre para conquistá-la. Um discurso imponente mas  superiormente ajudado por vários disparos de fogo dos dragões que o acompanhavam. Dois deles (Jackson e Brahimi) acabaram por ser decisivos para a conquista de Bilbao. Seguem-se agora ucranianos e bielorrussos, antes do aguardado prato principal: os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Esta é, claro, a versão cinematográfica de um reencontro (Athletic- Porto) que trouxe novamente ao de cima uma das melhores facetas do 'Lopi Team'. Fora de casa, como no início da época frente ao Lille, os dragões já haviam mostrado uma maturidade competitiva que lhes permitia sonhar com o triunfo em qualquer lugar. E mesmo com as indecisões seguintes (Guimarães e Alvalade) as réplicas não foram de todo criticadas como haviam sido os desempenhos caseiros frente a Boavista e Sporting - este último para a Taça de Portugal. Uma virtude que terá de ser enaltecida, visto que essa vontade, coragem e sobretudo capacidade (muitos o querem, poucos o conseguem) em muitas épocas de Europa não acompanha os portistas. Recorde-se por exemplo a época gloriosa de Vítor Pereira, a segunda, onde em Paris e em Málaga o dragão nunca se conseguiu impor. Mas, adiante, com esta facilidade ninguém sonharia. Daí que o Athletic, o rival que mais assustava no Grupo H, tenha passado imediatamente de 'coco' a... brinde.

Isto porque o Porto tem essa capacidade, é verdade. Isso e jogadores que colam o pé à bola. Alguns deles, até, fazem mais do que isso. De tal modo que acabou por ser delicioso ver Jackson e Brahimi, segurarem, rodarem, caírem, levantarem-se e começaren tudo de novo até que o mais importante se deu. Se durante toda a primeira-parte a constante e habitual mudança de flanco dos portistas deu cabo dos rins de uns bascos que se posicionavam para pressionar (campo curto) mas sem vontade de o fazer (nunca se terá visto em casa um Athletic tão insosso), deixando todo o outro lado destapado para as investidas do dragão. Foi assim que o argelino atraía para a ala esquerda, foi assim que Óliver virava o jogo, que Danilo aparecia e cruzava e que Jackson falhava à beira do golo. E o jogo até nem corria de feição ao colombiano. A confirmá-lo esteve, pela enésima vez, uma grande penalidade ganha por uma simulação de Danilo. O engano do árbitro da partida deu oportunidade ao Cha Cha Cha de demonstrar de novo porque um penálti não é uma boa notícia para o FC Porto.

Tudo isto numa primeira metade onde os dragões foram bastante superiores e onde o mesmo Jackson, e Martins Indi na mesma bola, tiveram oportunidade para desfeitear Iraizoz, assim como Brahimi e Maicon assustaram a Catedral, e de que maneira, depois de dois livres frontais. Estava lançada a primeira cartada de um FC Porto que esperou, no segundo tempo, pela resposta. Valverde já se habituou à boa maneira 'basca' de fazer duas alteraçoes ao intervalo. Claro que resta-lhe agora aprender que o truque (de lançar Muniain e Iraola, dando a posição '10' a De Marcos) não resulta sempre. Ainda assim os bascos subiram, um pouco, as linhas e conseguiram maior presença no meio-campo portista. Isto até Brahimi se lembrar de Arouca e fazer do último terço dos bascos uma entrada para a auto-estrada antes de servir Jackson no primeiro golo. Definitivamente a noite era dos portistas. O sistema funcionava de novo e os fantasmas passavam para o outro lado. E qual FC Porto intranquilo e inseguro, o Athletic até acabou por oferecer o segundo golo a quem mais o mereceu: atraso de Laporte para Iraizoz (GR), pé furado, recepção falhada, e Brahimi livre para encostar. É verdade! é oficial: A maldição ficou no País Basco e Valverde é o novo Lopetegui.

terça-feira, novembro 4

Liga dos Campeões: Benfica 1 Mónaco 0.

Talisca é já um verdadeiro achado e continua a facturar a um ritmo impressionante. Há-de chegar a hora em que as pernas vão falhar, um momento menos bom, dificuldades. Mas o brasileiro continua a demonstrar muita qualidade, mesmo numa equipa pouco coesa e onde os processos defensivos e ofensivos não estão ainda bem definidos.

O jogo foi muito complicado, especialmente na segunda parte, onde o Mónaco foi superior. Contudo, na primeira parte o Benfica podia ter marcado dois ou três e acabou por cima do adversário. A vitória foi justa e merecida mas um empate era perfeitamente aceitável.

Os jogadores deram mais uma demonstração de entrega e, apesar de nunca ser suficiente, ajuda-os a estar mais perto do sucesso. Maxi esteve fantástico, Júlio César seguro e eficaz, Almeida com dificuldades (completamente deslocado da sua posição), Luisão sempre no sítio certo, Jardel com muita entrega apesar das limitações a nível de passe e de resolução eficaz de algumas jogadas, Enzo, pouco contundente, Samaris a fazer 35 minutos muito bons, assim como Gaitán. Sálvio demasiado ansioso mas quase sempre perigoso, Derlei lutador, gostei, mas precisa de jogar mais. Lima: não merece um único assobio, mas isso sou eu que vejo no brasileiro um verdadeiro profissional, super dedicado e empenhado.

Tudo em aberto na Liga dos Campeões mas tudo demasiado complicado, também. O jogo de hoje favoreceu as individualidades mas na Rússia o Benfica tem de se chegar à frente e conquistar os três pontos.

domingo, novembro 2

Curtas.

Benfica
Ainda nem sequer vi o golo de Talisca mas aposto que mais uma vez o brasileiro deixou bem patente a importância que já tem na equipa de Jesus. E mesmo depois de treinador e presidente adversários terem defendido que o tal lance do ataque do Rio Ave foi bem anulado, já me fartei de rir com a teoria da linha torta, por não estar paralela à linha da grande área encarnada. Chama-se perspectiva e bastava que se dominasse um pouco do conceito "ponto de fuga" para se perceber que não valem todos os argumentos para se ganhar uma discussão, principalmente se forem uma demonstração de ignorância e estupidez.

Pelo que li, não é unânime que o Benfica esteja a jogar bem. É algo preocupante a aparente fragilidade defensiva mas, depois de Garay, haveria sempre lugar a um enorme vazio, de qualidade, de seriedade, de classe e de sobriedade. O meio-campo continua também pouco consistente mas, já se percebeu, muito tem contribuído para isso a "ausência" de Enzo.

Até Dezembro é importante que a equipa se mantenha na frente. Com mais ou menos qualidade, o que importa é vencer os jogos e esperar que os principais adversários percam pontos.

Sporting
Também não vi nada deste jogo mas pelo que li faltou tudo à equipa de Marco Silva. O Sporting está naquele patamar muito perigoso: tão depressa joga bem e ganha, como logo a seguir perde e não mostra nada. Eu penso que é natural, dada a pouca qualidade de alguns dos jogadores. Nani não vai ser sempre decisivo (apesar de estar a ser o melhor a par de Talisca e talvez Jackson) e do banco nunca sairá nada de muito consistente. Com a LC a bombar, a cabeça de alguns, dispersa-se, as pernas de outros, faltam.

Facadas
A impunidade que existe em alguns recintos do país é o mais assustador. Já todos nos habituámos à violência praticada em Guimarães e isso é o pior. As melhoras para as vítimas de um ataque cobarde (onde andam os punhos?, os mano-a-mano?, isso das navalhas é para maricas) e que sabemos que voltará a repetir-se, num estádio perto de si. Triste.

Nolito
Sempre aqui defendi o espanhol. Defini-o vezes sem conta como sendo um dos jogadores mais inteligentes que já vi jogar. Jesus nunca foi à bola com o extremo e, mal pôde, despachou-o. Nem com os golos, nem com as assistências, nem sequer com a clara qualidade técnica e táctica que emprestava à equipa, o espanhol caíu no goto de JJ. O que fez em Barcelona (e o que tem feito), além de absolutamente delicioso, serviu apenas para os benfiquistas suspirarem de saudades.

segunda-feira, outubro 27

Jornada 8

O primeiro candidato ao título a entrar em acção foi o Porto, em Arouca. Jogo sem grande história, apesar do início prometedor dos homens da casa. Mas assim que o Porto abriu o marcador (com sorte, diga-se), foi um passeio. Estes 5-0, que correspondem também a uma aproximação ao líder, vão acalmar as hostes portistas.

A caminho do passeio parecia ir também o Sporting. 3-0 ao intervalo levaram a um excesso de confiança que poderia ter custado muito caro. Felizmente a equipa recuperou do desnorte que se instalou no início do segundo tempo e Montero tranquilizou os sportinguistas com um golo absolutamente fenomenal. Nani continua estonteante e João Mário cresce de jogo para jogo.

Para o fim ficou o jogo de maior cartaz da jornada, Braga-Benfica, que é normalmente um jogo quezilento e este não fugiu à regra. A arbitragem de Marco Ferreira foi bastante fraca, permitiu lances muito duros (Micael pateta) e falhou na grande área. Por exemplo, o lance de Lisandro e Pardo. Dois erros na mesma jogada. Fora-de-jogo de Pardo e, na sequência, falta claríssima de Lisandro sobre o colombiano. Penalty. Ainda pior foi a placagem a Gaitán já nos descontos. No meio disto tudo, quase nos esquecemos dos 3 belos golos que fizeram o conveniente resultado de 2-1 para os bracarenses, este ano com melhores argumentos. Vai ser muito difícil passar na Pedreira...