quarta-feira, agosto 25

Sporting de Braga vs Sporting de Portugal

Hoje tem sido prática geral na blogesfera, o elogio(merecido) do S.C.Braga pelo feito logrado no dia de ontém. Aqui neste espaço, como também noutros lugares, são os adeptos sportinguistas os primeiros a questionar-se da razão do sucesso num lado e a de insucesso noutro.
Ontem vimos que a liberdade táctica era a razão para o sucesso no Porto e insucesso no Sporting.
Hoje é o conhecimento de mercado, a organização administrativa e o acerto nos treinadores, a razão para explicar o sucesso num lado e insucesso noutro.
Algo haverá ai de razão. Mas vamos lá ter calma com as generalizações e soluções fáceis.

Começo por questionar que papel teriam jogadores como Vandinho, Salino, Paulo César, Elderson, Alan, Matheus, Felipe,etc numa equipa como o Sporting?
Será a fórmula do Braga exportável para o Sporting por exemplo?Não creio.
Teria a certeza que todos estes jogadores não renderiam metade em Alvalade, algo que já antes aconteceu com Wender e João Alves e até á data ainda não se confirmou com Evaldo ou João Pereira por exemplo.
Não vamos entrar na gestão Carlos Freitas em Braga, porque em Alvalade já muito se discutiu esse tema.
As exigências são outras, a maneira de jogar também. Pode-se dizer " ya, está bem, mas nós ficamos em quarto e estamos quase fora da Europa e eles estão na Champions e lutaram pelo título no ano passado".
Pois é, curioso que poderia substituir o Braga de Domingos pelo Sporting de Paulo Bento, com a diferença de duas taças de Portugal e duas supertaças.
Nessa altura, estavamos nós satisfeitos? Acho que não.....e é apartir de aí que começa a minha explicação.
Como já sabemos que ficar em segundo lugar, ir á Champions regularmente e ganhar algumas taças não satisfaz os adeptos do Sporting como satisfazem por exemplo os do Braga ( e eles nem ganharam títulos) há que fazer algo mais.
O quê?
Pois o mais fácil. Gastar mais, tentar fazer quase tudo diferente aquilo que se fazia!, tentardo assim dar aquilo que faltou ao Sporting para chegar talvez um pouco mais longe. Em vez de custo zeros, temos agora jogadores de 3 a 6,5 milhões.Em vez de um apagado Pedro Barbosa, temos um apaixonado Sá Pinto, etc
Melhores resultados?
Está visto que não. Quisemos dar um passo em frente e demos dois ou mais passos para trás.

Ora e para terminar já com este longo post, não se pode comparar os dois clubes apesar da diferença de momentos fazer pensar que a solução em Alvalade é copiar Braga. O que é bom para o Braga não é bom para nós.Queremos mais, apesar de estarmos piores. Foi aqui que se centrou toda a critica a FSF e a Paulo Bento.
E foi aqui que o Sporting de Bettencourt falhou e continua a falhar com os resultados que todos vemos.
A procura de maior excelência levou-nos a ser bem pior daquilo que eramos antes, não soubemos crescer e agora alimentamos uma estranha nostalgia por um passado que eu não me lembro de existir e passamos a ver todas as qualidades fora de portas e todos os defeitos dentro de casa.
Aonde é que eu já vi isto? Tão tipico no nosso país....
Finalizando já, acho que os méritos dos outros não nos devem desviar dos nossos principios e maneiras de fazer as coisas, das nossas qualidades e também dos nossos defeitos. Ignorar isso e tentar apenas copiar os outros, não resolverá nada em Alvalade. Haja carácter, personalidade e confiança em perceber isso e tenho a certeza que o Sporting será muito melhor clube no futuro,

Grande Braga!!!

A mostrar que por vezes não é só com dinheiro que se alcançam resultados.
Um dos poucos exemplos de boa gestão que ainda vamos tendo em Portugal.
Ganhar duas vezes ao Sevilha, meter 4 golos lá, como já antes tinham metido 3 ao Celtic em Braga.
Sem Eduardo, João Pereira ou Evaldo que lhes tinham rendido já uns 10 milhões de euros.
Mais 12 agora da qualificação.
Parabéns Braga!!!!

terça-feira, agosto 24

O que chamas tu de virtude, posso eu chamar defeito

E este titulo de post vem á baila, precisamente por ter lido no dia de hoje interessantes teorias sobre as razões de sucesso/insucesso num e noutro clube.

Diz hoje o Record:

"Os elogios a André Villas-Boas já tinham surgido quando o técnico teve a inteligência de perceber, no banco, que dificilmente chegaria ao triunfo na abertura do campeonato, caso não interviesse taticamente no jogo. Teve o discernimento de abdicar do 4x3x3 que tão bons resultados deu frente ao Benfica para trocar as voltas à organizada equipa da Naval, com um 4x4x2 trabalhado às escondidas. Prova superada com um penálti que surgiu no momento em que o portuense já preparava, como ele próprio revelou, um arrojado 3x3x4.Tendo como sistema de eleição aquele que lhe deu o triunfo na Supertaça, o treinador portuense voltou ao formato inicial, em Genk, e colocou-se em vantagem ainda na primeira parte. Sem Hulk, Villas-Boas apostou em Ukra, mas foi já no decorrer da segunda etapa que deu mais uma lição de estratégia, apresentando um esboço do 4x2x3x1 que viria a passar com distinção no triunfo sobre o Beira-Mar. O dragão passou a ter três cabeças e isso põe em sentido a concorrência."

Mais abaixo neste mesmo blog, o Marco diz algo que muitos sportinguistas dizem há muito tempo:

"Em Alvalade, as indefinições de sempre. Modelo de jogo não adequado aos jogadores que dispõe e mais uma vez... barafunda total. Ele é 4-4-2 clássico sem nenhuma razão aparente para isso, ele é 4x3x3 sem alas, ele é um 4x2x3x1 que já deu muitas provas de ineficácia. Pergunta: há extremos na academia? há treinadores na academia? a minha resposta é que tanto extremos como treinadores se os há bons em Portugal é em Alcochete certamente. Para quê tanta incerteza?"

Ora está claro que análises simplistas no mundo da bola são dificeis de generalizar tendo em conta o que num clube pode ser apontado como nobre qualidade noutro pode ser um defeito "mortal".
O Villas Boas é inteligente por alternar tácticas no Porto, o Paulo Sérgio é burro por fazer o mesmo em Alvalade. Então quais seriam as conclusões que poderiamos tirar?
Acho que a explicação vai um pouco mais além que a alternância táctica nas duas equipas.

O post que está a dar que falar

Escrito pelo Papoila calmante, do Eterno Benfica. Conjugando a compra de Roberto com ligações das empresas de Vieira à construção do novo empreendimento na zona de Manzanares, é o post ideal para quem gostar de teorias da conspiração... aqui.

segunda-feira, agosto 23

Façam as vossas apostas: Valdés melhor que Casillas e Belluschi melhor que Micael?

Do 8 ao 80, do céu ao inferno, ou vice-versa. O golo e a vitória como principais catalisadores desta doença bi-polar do futebol. Quem tem golo normalmente ganha, quem não tem normalmente não ganha, mas há muito mais para além disso.

Começando pelo jogo que começou a despoletar esta, ainda não consumada, reviravolta no futebol português, a Supertaça trouxe um Porto que não prestou reverência ao actual campeão. Surpreendeu, defendendo alto, e utilizou a fórmula contrária ao que vinha sendo habitual nos últimos anos, ou seja, prescindiu de um médio menos criativo por outro que obriga a subir a equipa e que mesmo perdendo mais bolas obriga também a equipa a recuperá-las mais próxima da baliza adversária.

Não será coincidência que as duas vitórias mais recentes do Porto frente ao Benfica tenham como denominador comum Fernando Belluschi. De facto, o criativo argentino é a pedra fundamental neste Porto ausente de Lucho. Já o deveria ter sido na época anterior mas Jesualdo assim não o entendeu, assim como Villas Boas durante toda a pré-época tendo sido depois bafejado pelo azar de Rúben Micael.

A partir daí foi-se desenrolando o fenómeno que já todos conhecemos bem e que foi decisivo para o Benfica campeão, só que agora surge por outras paragens afectando a equipa da Invicta. Os golos - sim, alguns de pénalti - desbloqueiam o futebol dos portistas que atingem assim grau de confiança para se entrosar e motivar. Com a(s) vitória(s) tudo soa melhor e Villas Boas já não é, aos olhos de Portugal, o bétinho teórico dos livros, para passar a ser um competente treinador com um discurso e estratégia muito bem orquestrados.

Isto, claro, aos olhos de Portugal, que como bem conhecemos é o país do 8 ao 80. Vão decorridas duas jornadas e não há coincidência nas quatro derrotas consecutivas do Benfica ou nas quatro vitórias consecutivas do Porto, mas ainda é demasiado cedo para anunciar campeões. Ainda há muito a provar em relação a estas duas equipas mas, para já, aquilo que define as suas posições foram as apostas dos seus treinadores. A André correram bem, a Jesus - tal como a Jesualdo com Guarín na Luz e Nuno na Carlsberg Cup - correram mal e isso, por agora, faz toda a diferença na estabilidade das duas equipas.

Já Braga e Sporting continuam muito parecidos à época transacta. O primeiro continua, e bem - ainda que não seja o modelo que eu defendo-, a apostar no fio-de-jogo que lhes valeu o segundo lugar na passada época. Muito dependentes do golo, os bracarenses vão ter que colocar na equação a estrelinha da época transacta e isso... não se pode controlar. Em Alvalade, as indefinições de sempre. Modelo de jogo não adequado aos jogadores que dispõe e mais uma vez... barafunda total. Ele é 4-4-2 clássico sem nenhuma razão aparente para isso, ele é 4x3x3 sem alas, ele é um 4x2x3x1 que já deu muitas provas de ineficácia. Pergunta: há extremos na academia? há treinadores na academia? a minha resposta é que tanto extremos como treinadores se os há bons em Portugal é em Alcochete certamente. Para quê tanta incerteza?

P.S. Faço um aparte sobre o assunto do momento no futebol português: o guardião Roberto. Como não é culpa total de Belluschi que o Porto tenha quatro vitórias consecutivas, também não é culpa total de Roberto que o Benfica tenha o mesmo número de derrotas. Mas é certo que o espaço para o guarda-redes espanhol acabou, como também é certo que não terá qualidade para ser o guardião que Jesus augurou. Não surpreende de quem disse não achar "grande piada a Casillas porque Valdés é bem melhor". Que os guarda-redes são como os melões já toda a gente sabe, mas há indicadores que não podem ser postos de parte como o número de vezes que a bola lhes chega durante um jogo. Jogar no Saragoça - ou porque não em Setúbal? - não é o mesmo que jogar no Benfica.

Onde páram os 100 milhões de dólares recebidos desde 2002?

Artigo do Jean-Paul Lares para o Digital Journal:

Sporting Lisbon's youth program failed to meet the club's need for league titles and not even the millions earned in transfer fees allowed for the success of a business model that must now be questioned throughout the world of soccer.


Ler mais aqui.

domingo, agosto 22

Talismã italiano

Em Alvalade, mais uma primeira parte para esquecer. Não só o futebol jogado foi mau como o jogador que melhor se exibia ainda saiu para o hospital, inanimado, com traumatismo craniano.

Ao intervalo porém, eis que surge de Franceschi no relvado e, tal como em 1999, voltou a dar "sorte". Nunca percebi a obsessão dos adeptos com este jogador. Pela qualidade não seria certamente. Talvez por ser italiano ou talvez por funcionar como talismã. No recomeço da segunda parte, Ivone foi para a Juve Leo e por ali ficou durante uns largos minutos. Por coincidência ainda trocou umas palavras com uma amiga italiana que me pediu hoje para ver a bola junto dos tiffosi verde e brancos. Habituada ao Olímpico de Roma, gostou do ambiente da Curva Sul, mas reconheceu a pouca qualidade do jogo do Sporting.

No final, Matigol mostrou nervo suficiente para converter em golo, aos 88', um penalty assinalado sobre Liedson. Justiça no marcador, caída do céu, a penalizar a pouca ousadia maritimista. Era bom que na 5ª feira Ivone estivesse em Copenhaga...

Nem tudo é mau...

A confirmar-se a excelente notícia avançada pela TSF, o Roberto "franguista" vai ser emprestado. O Benfica está no mercado à procura de novo guarda-redes.
Mais dinheiro pelo cano abaixo.
Não era o LFV que dizia que havia quem desse 12M por ele? Faça lá um desconto e venda-o por 8.5. Era bom não era?
PS - A SAD do Benfica desmentiu a notícia. Não que isso a torne falsa, mas deixa certamente os benfiquistas mais tristes, pelo menos até ver. Nãso há fumo sem fogo.

"Tonte... Babade... Franguista"

Tonto, babado e franguista, foram as expressões que mais ouvi ontem na bancada da Choupana. Mas já lá vamos.

Primeiro o jogo.
O Benfica apresentou-se melhor que na 1ª jornada. Dominador, criando várias oportunidades para chegar à vantagem. Se do lado do Nacional Bracali ajudava a suster o golo do Benfica, do lado benfiquista, cada vez que a bola se aproximava da áera era um calafrio. Ainda na 1ª parte, Roberto teve uma saída em falso, que só não deu golo, porque... não deu.
Na 2ª parte o Nacional entrou melhor, e mais decidido. É verdade que o golo surge um pouco contra a corrente, mas daí para a frente o Nacional justificou plenamente a vantagem e chegou ao segundo golo com alguma naturalidade e enorme facilidade. Daí até ao fim foi o assitir a um Benfica partido, desorientado, desconcentrado. O golo de honra surge já em período de descontos num remate de raiva do Carlos Martins que apesar de ter entrado já depois do 2-0, mostrou que merece um lugar na equipa e revelou-se um dos mais inconformados.
O Benfica ainda está a milhas do Benfica campeão. Só Coentrão e Saviola parecem estar ao mesmo nível.


Roberto:
Jesus começa a defender o indefensável. Ainda que fosse verdade que não foi por culpa do Roberto que o Benfica perdeu (eu acho que ele tem cuklpa nos 2 golos), às tantas para defender o próprio jogador o melhor seria fazê-lo "descansar". Acho quem, nem o Bossio era pior que ele. É dos piores guarda-redes que já vi defender as cores do Benfica. Mas porventura dos mais caros da história do futebol mundial. Alguém tem que assumir as culpas por esta contratação, cara, desastrada, e pelos vistos feita ao acaso. Na verdade ele é um franguista.


Quanto ao título do post:
Descobri ontem que na Madeira não se chama frangueiro a um guarda-redes, mas sim franguista. Até aí...
Ainda o jogo não tinha começado e entram na bancada 2 indivíduos: um com o cachecol dos superdragões amarrado no braço e o outro com o cachecol do Porto ao pescoço. Logo pensei que não vinha dali coisa boa. O intuito era provocar como se veio a revelar logo a seguir. Mal os jogadores do Benfica entraram em campo começaram os insultos, tantos e tão efusivos que até lançavam "perdigotos" para as pessoas que estavam à frente. E então passamos a assistir a um outro espectáculo que, se teve piada no início depois tornou-se maçador: quando um deles dizia "és um tonte" o outro dizia "és um babade... babade... man" de vez em quando alternado com "franguista". Como felizmente estavam rodeados de pessoas ordeiras (do Benfica e do Nacional) ninguém lhes ligou pêva. O que os deve ter deixado ainda mais raivosos, porque começaram a gritar cada vez mais alto e como se não ouvesse amanhã.
E isto durante 90 minutos, literalmente. Só houve descanso ao intervalo. Como se não bastasse a claque do Nacional...
Mesmo perdendo e provocados por adeptos estranhos a ambos os clubes, os benfiquistas ali presentes souberam comportar-se. Ainda bem.
Isto tudo para reafirmar ainda mais convictamente que eles não podem com o vermelho. Mesmo não jogando o clube deles, estão lá a marcar o ponto! É por isso que somos grandes.

Declarações

Jorge Jesus na pré-época afirmou que queria um guarda redes que garantisse pontos! Como tal, saiu Quim e entrou Roberto...

Paulo Sérgio afirmou, num acesso de loucura no fim do jogo com o Brondby, que a equipa tinha jogado bem. No lançamento do jogo de hoje diz que quer relançar a onda verde e branca. A única coisa que os sportinguistas pedem ao Paulo Sérgio é que não invente e que se veja um pouco do futebol que se viu contra, por exemplo, o Lyon. É meio caminho andado para ganhar o jogo e ficar mais perto dessa onda.

quinta-feira, agosto 19

Dúvidas

Se o Brondby é uma equipa banal, este Sporting é o quê?

Porque motivo todas as segundas partes dos 4 jogos oficiais efectuados mostraram uma equipa destroçada física e animicamente?

Qual o pior Sporting, o de hoje e da Mata Real ou o da época passada?

O Maniche tem alguma cláusula que impeça a substituição?

Qual é a vantagem que o NAC apresenta face ao Tonel e, sobretudo, face ao Polga?

Qual é, afinal, o esquema táctico ou ideia de jogo do Paulo Sérgio?

Quem será o próximo treinador do Sporting?

Palmas para o João Pereira. Garra, intensidade e espírito de "grande clube".
Estes 2 jogos destruíram o capital de confiança e a margem de tolerância dos adeptos face à equipa.

Não podem com o vermelho!

Cada vez fico mais convencido que o presidente do Porto tem algum complexo com o Benfica.
Aliás, chegou mesmo a admitir há poucos dias numa entrevista que já sofreu tanto pelo o Benfica como pelo Porto.
Vem isto a propósito do interesse portista em Salvio. A estratégia de, por esta via, instabilizar o adversário é velha e já teve melhores efeitos.
Esta temporada foi o James Rodriguez e parece que vai ser o Salvio. A temporada passada foi o Falcao e o Pereira. Já foi o Rodriguez, o Lisandro e tantos outros.
É verdade que o Porto já desviou da Luz alguns bons jogadores, caso recente do Falcao. Parece-me porém que o primeiro objectivo do presidente portista e meter uma farpa no adversário e, juntando o útil ao agradável, contratar bons jogadores.
A parte da farpa esbate-se a cada ano, porque a técnica é antiga e já não surpreende. Começa a ser ridículo: o Benfica inetressa-se por um jogador e o Porto vai logo atrás dele. Dá para rir.
Mas os adeptos do Porto deliram com isto!
Ainda vai chegar o dia que ele vai fazer uma proposta para comprar o Estádio da Luz, ou mesmo o Benfica.
Se ele quiser, mandamos já o Vieira, a custo zero.

domingo, agosto 15

Benfica perdeu

O Benfica acaba de perder frente à Académica.
Há pouco a dizer e muito a fazer.
O resultado pode não ser inteiramente justo, o Benfica atacou muito na 2ª parte mas geralmente mal.
Não se percebe o meio campo do Benfica. Passes errados, bolas perdidas em zona probidas, entregas de bola ao adversário...
Onde anda a equipa forte nas bolas paradas? a solidez defensiva? a equipa pressionante?
Peixoto não tem categoria. Sidnei com paragens cerebrais muito perigosas. Aimar em baixo. Só Fábio Coentrão se exibiu ao nível da temporada passada.
O Benfica é a antítese da época passada. Já lá vão 3 jogos seguidos com exibições muito fracas.
Jesus tem muito, mas muito trabalho a fazer.

sábado, agosto 14

Falsa partida

Depois de uma primeira parte em que dispôs de 3 oportunidades flagrantes, o Sporting, tal como muitas vezes no ano passado, não conseguiu traduzir a superioridade em golo. Pior, no recomeço deixou de mandar no jogo e sofreu mesmo um golo que coloca um sabor de injustiça no marcador.

Paulo Sérgio "inventou" um pouco e saiu-se mal. Também não conseguiu ter o golpe de asa para inverter o rumo dos acontecimentos. Todavia, sejamos honestos, bastava uma das oportunidades de golo do 1º tempo ter entrado para tudo ter sido diferente.

Mas, como sempre, no fim o que conta são as que entram e os pontos que se ganham. O Sporting começou por isso, da pior maneira, este campeonato. Esperemos que aquela massa humana de sportinguistas que, confesso, me surpreendeu pelo número pouco habitual nos ultimos tempos, não desanime para os próximos encontros.

quinta-feira, agosto 12

Negócio do século

É o que acaba de conseguir o Vitória de Guimarães ao vender Bebé ao Manchester United por cerca de 9 milhões de euros! Recorde-se que o jogador ingressou nos minhotos apenas em Junho, vindo da II Divisão e que o valor da transferência terá sido o equivalente a 30 sandes mistas.
Esperemos que o Vitória aproveite esta situação para dar definitivamente o salto e atingir o nível do rival Sp. Braga.

Beleza do futebol

O Man Utd contratou por 9M de euros um desconhecido; alguém cuja experiência no futebol profissional não existe e cuja principal competição onde jogou foi o Mundial dos sem-abrigo. Segundo o Mirror, o United não pondera emprestar o jogador que assim vai evoluir ao lado dos outros pontas de lança do clube: Rooney, Berbatov, Owen, Macheda e Javier Hernandez.

É a beleza do futebol.


segunda-feira, agosto 9

Round 1

Do que vi até agora, no sábado era assim: Rui Patrício, João Pereira, Polga, Carriço, Evaldo, A. Santos, Maniche, Vukcevic, Djaló, Liedson, Postiga.

domingo, agosto 8

Entrar com o pé direito

Há algum tempo que não havia um Porto que gerasse tanta incerteza ou desconfiança... como preferirem. Não minha opinião não me parece infundada alguma reserva em relação à nova época senão vejamos:
- O treinador mais jovem e inexperiente de sempre no FCP
- O 3º lugar na temporada passada
- A saída de ícones do clube (Bruno Alves está consumado, Meireles adivinha-se e Baía não pode, nem deve ser menosprezado)
- Muitas contratações e só um jogador garante lugar imediato no 11.
Pelo burburinho criado nos media, pela exigência de uma massa adepta habituada a ganhar e pouco paciente e pelo facto de enfrentarmos um Benfica favorito, esta vitória acabou por ter um significado acima do normal. Não se ganhou só uma Taça, ganhou-se confiança no seio da massa adepta e reforçou-se o respeito externo.
Mas o que é que muda em relação ao ano passado? O esquema táctico é o mesmo e, à excepção de Moutinho, este 11 já tinha jogado antes... mas a atitude... a atitude parece outra. A equipa parece mais agressiva e organizada, essencialmente no meio campo. Estamos no bom caminho agora é só dar continuidade.
Sinal Mais - Um Varela desequilibrador, um Rolando imperial, um Falcão em grande forma e uma dupla Moutinho-Belluschi que parece que joga junta há anos.
Sinal Menos - Um Sapunaru lento e comprometedor.
Entrar a ganhar é sempre positivo. Agora é manter os pés assentes no chão e capitalizar esta boa entrada para um arranque forte na Liga.

Benfica 0 - Porto 2

A taça vale pouco, está quase a nível da taça da liga.
Mas um Benfica-Porto tem sempre uma enorme importância, mesmo sem nada em jogo. Daí que, o motivo de interesse fosse o embate entre os dois clubes e não a supertaça.
A históeria do jogo é simples de contar: o Porto foi melhor praticamente durante toda a partida. Marcou muito cedo e soube gerir muito bem a vanmtagem que ampliou justamente no 2º tempo. Varela foi o jogador mais perigoso dos portistas.
O Benfica esteve irreconhecível. O meio campo não actuou. Estou convicto que esteve em Airton grande parte da culpa pela falência do meio campo benfiquista. O brasileiro, de qualidade inegável, esteve bastante infeliz neste jogo: os passes não saíram, e no desarme só em falta conseguiu travar os adversários. Fiquei à espera da sua substituição pelo Javi ao intervalo...
Não me parece que tivesse sido o golo madrugador do Porto a condicionar o jogo do Benfica, até porque esta pré-época já tinham passado por isto mais do que uma vez.
O desnorte dos jogadores do Benfica é injustíficável, assim como algumas entradas bastante duras sobre os adversários.
O árbitro: foi o João Ferreira, penso que não é preciso dizer mais nada. Desta vez, o Porto leva razões de queixa.

sexta-feira, agosto 6

Fair-Play? Afinal é possível!!!

AQUI está a demonstração e um exemplo do que deveria ser o futebol.
Sem energúmenos ao barulho. Só assim é possível.
Bem hajam os presidentes das casas do Porto e do Benfica de Setúbal.

quinta-feira, agosto 5

Bye, Bye Ramires

Ao Ramires só posso desejar a maior sorte do mundo.
O Ramires leva o Benfica no coração mas certamente que ficará no coração dos benfiquistas.
Muito bom jogador e um profissional muito acima da média, que nunca se poupou a esforços em prol do colectivo.
Do ponto de vista financeiro foi mais um excelente negócio do Benfica. Contudo, acredito que ficando mais uma época o encaixe poderia ser bem maior. Parece que eram condições acertadas antes da vinda para o Benfica que "obrigaram" à venda nesta altura.
Do ponto de vista desportivo o Benfica fragilizou-se. Vamos ver até que ponto...
Quem virá aí para substituir o "queniano"?

segunda-feira, agosto 2

Pré-época do Benfica

O Benfica está a um dia de terminar a pré-temporada, mais uma, recheada de golos. As exibições no torneio do Guadiana deixam antever mais uma época em que vamos ter futebol a rodos. Gaitán e Jara deram boas inidicações. Roberto é sinónimo de calafrios, para já.
Ainda faltam Luisão, Ramires e Maxi a 100%.
Coentrão é dos mais influentes.
David Luiz está mais completo.
Sidnei demonstra ser uma boa alternativa.
Cardozo vem com a pontaria mais afinada.
Para Aimar e Saviola já não há palavras.
Os indicadores só podem deixar os benfiquistas sorridentes e motivados.
Estou ansioso pelo início da competição a sério. É já dia 7 e o teste é de fogo!
PS - Será que o Urreta não merecia uma oportunidade?

sexta-feira, julho 30

Sporting&Outros

Um resultado curtinho para aquilo que se pedia.
Não sofremos golos e podiamos ter marcado mais um ou outro,mas pede-se mais deste Sporting, muito mais.
Nota positiva: A reabilitação de Vuk.
Nota negativa: A indefinição na construção do plantel.

Há ofertas que não sepodem recusar. Não é este o caso.Esta oferta do Génova, só se explica pela necessidade do clube em fazer dinheiro já. Toda a gente sabe que Veloso vale bem mais. E só a confirmação de Zapater como grande jogador irá fazer deste negócio menos mau para o clube.


Entretanto por outras bandas fala-se em negócios por mais de 20 milhões de euros. Cada vez mais se vai abrindo um fosso em relação aos outros. Espero que seja só um falso alarmismo da minha parte....

domingo, julho 25

Notas do defeso

1 - O Sporting parece francamente melhor do que o ano passado. A existência de dois pilares - Mendes e Maniche - já veteranos de várias guerra parecem trazer calma e consistência à equipa.

2 - Djaló está a dar nas vistas: 7 milhões por um jogador que não é consensual e, muitas vezes injustificadamente, bastante criticado, seria um bom negócio. Todavia, se Paulo Sérgio apostar efectivamente em jogar mais aberto nas alas, pode vir a ser precioso este ano.

3 - Veloso no Génova é uma péssima notícia... para o jogador. Para o Sporting também não é bom, 10 milhões de euros é um mal menor porque, este sim, vale bem mais do que isso.

4 - Vi ontem um pouco do Benfica. Aquela segunda parte voltou a ser (muito) preocupante. Não alinho no discurso de que "o que interessa somos nós, o que os outros fazem é secundário". Não competimos sozinhos e mantenho a teoria que muita da crise interna do ano passado no reino do leão era fruto da boa época que víamos os concorrentes directos a fazer.

sábado, julho 24

Boas Indicações

Não costumam ser grande indicador estes resultados de pré-temporada.É mais o momento para experiências, rodagens, decisões de quem fica ou de quem sai.
No entanto, é sempre ganhar e jogar bem. Dá outra confiança e tranquilidade.
Há pouco mais de uma semana após a derrota por 2-4 com o PSG soaram os primeiros alarmes. Depois desse jogo, ganhamos ao Lyon e Man.City por 2-0 e empatamos com o Celtic por 1-1. É evidente que não eramos tão maus há uma semana atrás, como agora não somos os maiores. Mas se por exemplo compararmos com a epoca passada, já na pré-temporada era evidente a crise no futebol do Sporting. Temos portanto agora outros indicadores que espero que se confirmem esta época.

PS- Acabo de ler agora a noticia de que vamos vender o Veloso por pouco mais de 8 milhões e o primeiro ministro de Espanha. Credo.....continuamos a fazer negócios pouco convincentes!!!

terça-feira, julho 20

Diogo Salomão

É certo que estes truques são feitos contra adversários de escalões inferiores, mas o potencial está lá.

segunda-feira, julho 19

Sporting 2- 0 Lyon

Apesar de se poderem retirar poucas conclusões destes particulares de pré-época, parece-me que Pedro Mendes, que hoje até foi capitão ao fim de meia dúzia de meses no clube e Maniche (jogador com mais minutos no jogo de hoje) vão ser intocáveis no 11 de Paulo Sérgio. A experiência e clarividência que emprestam ao jogo são uma mais valia e, se Veloso não sair para outro clube, o trio do meio campo está encontrado.

Paulo Sérgio optou pelo 4-2-3-1 na maioria dos 90'. Não sei se será o melhor esquema para tirar partido das características de Liedson ou de Pongolle mas, como dizem os entendidos, o que interessa não é a táctica, é sim a dinâmica que a equipa consegue imprimir no jogo.

Paulo Sérgio rodou os 3 g.r. que devem integrar o grupo. Golas começou o jogo, Tiago continuou mas acredito que Rui Patrício vai continuar a ser o dono da baliza.

Nas laterais não me parece que vá haver grandes dúvidas este ano, dada a diferença de ritmo e garra entre os antigos Abel e Grimi e os novos ex-bracarenses J. Pereira e Evaldo.

No eixo da defesa, hoje vimos um Polga ao melhor nível, mostrando aquela qualidade que ainda pode fazer dele o melhor central do Sporting. Não faço ideia quem partirá na frente para ocupar os 2 lugares de central, mas de qualquer modo não me parece que o reforço Torsiglieri seja um deles.


No meio campo, os já citados Mendes e Maniche encheram as medidas. Valdés, Vukcevic, Matías, Djaló, Salomão foram rodando no papel de médios mais criativos, todos alternando o bom com o menos conseguido. Um grande ponto de interrogação para os médios ala que serão escolhidos no futuro e convém não esquecer Izmailov que nem sequer jogou...

Na frente começou Pongolle, seguiu-se Saleiro, depois Postiga e por fim Liedson. Se só houver lugar para 1, não me parece que vá haver muitas dúvidas.

No fim de contas, foi um bom teste. O Lyon podia ter marcado no período em que esteve por cima (dos 5 aos 35 minutos) e o Sporting acaba por ser um vencedor com mérito. Dizem que o resultado é o que menos interessa, mas a época passada viu-se o que aconteceu depois de uma pré-época em que só se ganhou,salvo erro, o jogo ao Sarilhense.

sábado, julho 17

Valor de mercado

Não me preocupa demasiado a noticia que o Miguel mais abaixo resolveu postar aqui no blog.
Acho que com a venda de Moutinho e muito possivelmente de Veloso e Djaló, o Sporting cobre o que investiu nestes ultimos 6 meses e ainda possíveis desvios de tesouraria.
No entanto, estou longe de estar tranquilo. A equipa actual do Sporting é construida com o objectivo de encurtar o máximo possível a distância que temos actualmente para os dois grandes rivais. Contrataram-se jogadores experientes, com provas dadas no futebol português e internacional e capazes de dar uma resposta imediata ao actual problema desportivo do clube.
Porém, podemos estar a entrar num outro possivel problema de mais dificil resolução.

Ora o sucesso de um clube, principalmente em Portugal ainda que outros queiram fazer ver que não, depende da capacidade de gerar mais valias continuadamente, financiado o sucesso da actividade procurando comprar melhores jogadores que os rivais não conseguem comprar.
Ai esta a base de sucesso do Porto e do Benfica do ano passado quando foram buscar Ramirez, Javi Garcia e Saviola.

Ora parece-me evidente que esta equipa do Sporting e vendo que a aposta na formação ( a nossa galinha dos ovos de ouro)ficou para segundo plano tem comparativamente muito menos potencial que Porto e Benfica em possiveis futuras mais valias, ainda que consiga êxitos.
Por exemplo:
Quanto dinheiro pode estar aqui, por exemplo?
Porto - Helton,Fucile,Rolando, Bruno Alves, A.Pereira, Fernando,Raul Meireles, Moutinho, Varela, Hulk e Falcão.
Ou então,
Benfica - Roberto, Maxi, Luisão,D.Luiz, F.Coentrão, Javi Garcia, Ramirez, Aimar, Gaitan, Saviola e Cardozo.
E depois comparemos com,
Sporting - Patricio, J.Pereira, Carriço, Torsi, Evaldo, P.Mendes, Maniche, Izmailov, Valdes, Liedson e Pongolle.

Deste provável onze, encontramos um valor com alto valor de mercado ( Carriço), outros que podem lá chegar dependente da época da equipa e do desempenho individual ( Patricio,J.Pereira,Torsiglieri, Izmailov,Pongolle) e depois jogadores que dificilmente vão garantir mais valias (Evaldo, Pedro Mendes, Maniche, Liedson, Valdes).

Se as coisas não correrem bem este ano e não conseguimos pelo menos uma ida á Champions, onde é que podemos financiar-nos para conseguir melhores jogadores e uma melhor equipa?
Perigoso.....


sexta-feira, julho 16

Há dinheiro para mandar cantar um cego?



As rádios “Antena 1” e “Renascença” avançaram hoje que o Sporting falhou o pagamento, dentro do prazo estipulado, da primeira parcela do valor acordado com o Sp. Braga para a transferência do defesa.

Segundo a informação divulgada, a transferência de Evaldo para Alvalade só ficaria efectiva após o pagamento da primeira tranche e, como os “leões” terão falhado o prazo previsto, o jogador pode regressar a Braga.

UEFA

Possíveis adversários do Sporting:
FC Nordsjælland (DEN)
ŠK Slovan Bratislava (SVK)
FC International Turku (FIN)
FC Videoton (HUN) – NK Maribor (SVN)
Valletta FC (MLT) – KS Ruch Chorzów (POL)


Tudo o que não seja resolver a eliminatória no 1º jogo é mau resultado...

GB

É só comigo ou, pelo segundo ano consecutivo, aqueles borregos que trabalham em Alvalade não acautelaram os prazos de envio da Gamebox a tempo do 1º jogo a que a mesma dá direito de acesso?

quinta-feira, julho 15

Quanto mais pressas...

Bola cá, bola lá, exactamente com este tempo. Sem temporização. É o futebol de sonho, jogado a uma velocidade estonteante e seria perfeito, não fosse o humano um ser... imperfeito. Num dos únicos indícios à preparação do novo FC Porto de Villas Boas - jogos na TV nem vê-los - a velocidade e o futebol ao primeiro toque parecem ser a base do modelo.

A incógnita está cada vez mais próxima de deixar de o ser. Para ajudá-la a permanecer quase indecifrável as TV´s deram uma ajuda e abdicaram de transmitir os jogos do novo FCP, mas o que vem a público, como as reportagens de O JOGO no estágio, indicia a tentativa do futebol positivo. Em todas elas um fio condutor: velocidade. Queixou-se o novo técnico, logo após o primeiro desafio, da falta dela. Villas Boas parece querer um FC Porto supersónico e isso deixa-me várias dúvidas.

A rapidez de execução complementada com o acerto na decisão é o sonho de qualquer treinador e como tal será o mais difícil de atingir. Como os jogadores de futebol são humanos o mais normal é que, tal como cada um de nós, quanto mais rápido fizerem as coisas maior será a probabilidade de errarem. A rapidez tolda o raciocínio e, consequentemente, a decisão. Ou a coisa está muito bem preparada ou dá em sucessão de... decisões erradas.

É cedo para se auferir desta suposta obsessão pela velocidade de André Villas Boas. É bastante provável que o jovem técnico esteja a treinar, isso mesmo, velocidade mas sem deixar de parte outros factores importantes no jogo. Ainda assim a conotação jovial do técnico pode facilmente confundir-se com a ingenuidade de querer um futebol supersónico sem temporização e horizontalidade.

Há no entanto, caso a velocidade seja a prioridade, argumentos a favor. Veja-se o exemplo do Benfica de Jesus. Extremamente rápido e vertical massacrou as defesas frágeis do nosso campeonato, e não se deu nada mal com isso, vencendo-o justamente. No entanto (cá está), não só por esse mas também por outros factores, o futebol a 200 à hora não deu frutos em provas a eliminar, baqueando na Europa e na Taça de Portugal.

Verticalidade e rapidez não são sinónimos de posse de bola mas sim um complemento na hora de a largar, para o golo. Será que Villas Boas vai ter isso em conta, tal como Mourinho teve na mudança de modelo que operou depois de vencer a Taça Uefa para depois vencer a Liga dos Campeões? A contratação de Moutinho para patrão do meio-campo não indicia nada de bom. Isto porque o ex-leão é um jogador extremamente rotativo que não sabe desacelerar e a batuta de um maestro nem aqui se quer sempre a todo o gás.

terça-feira, julho 13

Don Andrés Ifiesta

Longe da apatia futebolística que remete os tempos modernos do jogo para um bloco baixo vs. um bloco alto, a final do Mundial recebeu duas verdadeiras equipas positivas. Com a bola como principal instrumento, Espanha e Holanda proporcionaram um duelo bastante interessante, e equilibrado, onde o futebol entre linhas, que procura Iniesta, venceu. Antes, Robben podia ter pintado a taça de laranja.

Antes de se falar no campeão do Mundo nunca se poderá deixar de referir o seu adversário. Contra as previsões, que se apoiavam em fases finais anteriores, a Holanda caminhou até à final apoiada no seu habitual futebol e na qualidade dos seus jogadores. Inicialmente fraca em termos defensivos, encontrou em Sneijder, e posteriormente em Robben, as armas que completavam a boa posse de bola com oportunidades. O jogo com o Brasil marcou a viragem e distanciou a equipa das gerações mais próximas catapultando-a para a quase glória. Não houvesse uma equipa com preceitos parecidos mas mais rotinada e à terceira seria de vez.

Não foi à toa que a festa da laranja mecânica foi estragada. Do outro lado esteve uma equipa que se demarcou de todas as outras selecções por ter como base os jogadores, e ideia futebolística, do... Barça. Não fosse isso vantagem mais que suficiente ainda lhe juntou jogadores da qualidade de Sérgio Ramos, Casillas, Villa (ainda não jogou pelo Barcelona) e Xabi Alonso. Todos eles com extrema apetência para o tiki-taka.

Todas as outras selecções teriam que, num espaço extremamente reduzido de tempo, formar uma equipa capaz. Muitas foram dando o seu melhor e jogo a jogo foram melhorando. Neste campo, Uruguai (muito por culpa do alinhamento favorável), Argentina, Alemanha e claro a Holanda foram muito bem sucedidas. Os germânicos e os holandeses já traziam mais trabalho de casa e isso, claro está, favoreceu-os imenso. Quem não aprendeu com estes países de língua quase impronunciável foram Portugal e Inglaterra, as grandes desilusões a nível futebolístico da fase de grupos em diante.

A vantagem para se vencer, ou chegar longe numa, competição de selecções é esta e só essa e a Espanha era, de longe, a equipa mais bem formada da prova. Ainda assim, poderão dizer, que poderia ter perdido não fossem os falhanços de Robben. E até terá razão quem o diz pois nada garante a vitória a 100%, mas o que é facto é que Don Andrés "meteu-a lá dentro" e Robben não. Linhas do destino a protegerem quem mais competência teria para isso? Nem sempre é assim mas desta vez foi.

Neste Mundial, principalmente na final, ficou a ganhar a ideia mais positiva do futebol. O jogo derradeiro provou ser possível enfrentar posse com pressão alta e mais posse. Foi interessante e fica a lição para alguns professores aprenderem. O resultado foi o mesmo mas a imagem laranja foi muito mais brilhante. Não foi Sô Carlos?

segunda-feira, julho 12

Breves

1 - A Espanha é campeã do Mundo e com todo o mérito pois é a melhor selecção da actualidade. Numa final violenta, Casillas venceu o duelo com Robben e, quando já se pensava nos penalties, Iniesta acabou com o jogo num remate cruzado. Os holandeses protestaram, não percebi muito bem porquê.

2 - Por cá, as nossas equipas começam a realizar jogos de pré-época. Só consegui ver os jogos do Sporting e, do que vi, fiquei moderadamente optimista. Não pela qualidade do futebol que, nesta altura, nunca poderia ser boa, mas sim pela atitude dos jogadores e pela táctica que Paulo Sérgio pretende implementar, com extremos. Nesse aspecto, Diogo Salomão tem dado nas vistas. Parece estar ali um potencial bom jogador. Os receios com Maniche também são infundados pois é o que mais corre na equipa. E os primeiros minutos de Valdés mostraram um jogador com qualidade técnica acima da média. De resto, Torsiglieri mostra uma natural inadaptação ao futebol europeu.

3 - De Benfica e Porto, que apontamentos tiraram os adeptos dos jogos de fim-de-semana?

4 - Mercado. Acabado o Mundial, penso que o mercado vai tornar-se bem mais activo. No Sporting, estou em crer que Veloso e Djaló vão sair e que Polga, Tonel e Grimi podem seguir o mesmo caminho. Em relação a reforços, esperemos para ver o que Costinha conseguirá trazer para completar o plantel de Paulo Sérgio. Até ver, sou da opinião que o Sporting está a trabalhar bem neste defeso.

segunda-feira, julho 5

Para que formar?

O Futre ganhou titulos pelo FCP e SLB, o Figo saiu a custo zero, o Simao quer acabar a carreira no Benfica, o Quaresma vai para quem lhe pague mais, o Viana mente no salario que quer ganhar no Sporting, o Moutinho abdica de ser o capitao em Alvalade para ser mais um no Porto.
Hoje pergunto: para que formar???
Para sofrer desta maneira???
Nao sei se valera a pena!!!

domingo, julho 4

Tomara eu dez milhões e uma incógnita

Por mais que tente ver as coisas de outra forma, são demasiados os negócios inflacionados (e infundados) que o FC Porto faz só para tentar fragilizar os adversários. Se algumas "guerrilhas" com o Benfica ainda são disfarçadas por ser, praticamente, igual a fatia de mercado que os dois clubes disputam, esta de oferecer 10 milhões de euros a um adversário é de bradar aos céus!

É uma estratégia há muito utilizada pelos lados do Dragão. Picar e ferir os adversários, e com isso, muitas das vezes, tirar proveito próprio, teve (e tem) o sucesso que conhecemos. Mas não serão já demasiadas vezes, o que coloca em risco a probabilidade de sucesso?

Maniche e Deco foram campeões da Europa no Porto, enquanto que foram dispensados do Benfica. Jesualdo consegue ser tri-campeão no FCP, enquanto que no Benfica não conseguia dar um treino, em paz, sequer. Tudo bem, a probabilidade de sucesso no FCP é maior mas partir do princípio que isto resulta sempre - pague-se o que se pagar - dá mau resultado.

Para já, estes negócios inflacionam sempre por isso mesmo. Paga-se o ferimento que se inflige ao adversário. E se no caso das guerras com o Benfica o maior montante se paga a outros clubes, neste estão-se a oferecer 10 milhões a um adversário directo. Ou seja, estamos a pagar os disparates que Bettencourt fez no mercado de Inverno.

João Moutinho vale os 10 milhões e não tenho dúvidas acerca disso. O que critico no negócio é ter de ser o FCP a pagá-los e a estar interessado no jogador. Por mais valias que tenha - o número de jogos que faz, a intensidade que coloca em campo - o Porto não se pode dar ao luxo de comprar um jogador por 10 milhões quando ainda há bem pouco tempo teve para a mesma posição Raúl Meireles (este ainda tem eu sei, mas...) e Maniche por muitos menos de metade do preço.

Mais uma vez, não ponho em causa a qualidade do jogador mas tenho dúvidas que consiga fazer mais do que os dois que enumerei acima, até porque, pelos vistos, foi comprado para ser o médio-ofensivo da equipa e nº10, por mais que queiram fazer dele, é coisa que João Moutinho não é. As comparações com Meireles e Maniche, acreditem, não foram ingénuas. É um grande negócio para o Sporting, que perde um jogador (totalmente) substituível e arrecada 10 milhões de euros e uma incógnita.

Risco (pouco) calculado

10 milhões + Nuno Coelho(!) = 100% do passe.
Fica mais difícil de explicar e, ainda mais, de engolir. Costinha e Bettencourt ficam perigosamente fragilizados caso as coisas não corram bem logo desde início.

sábado, julho 3

Já não existem super-heróis

O pseudo-capitão lampião

Só me custa que seja vendido para um rival. De resto, se for vendido por 11M por 50% do passe parece-me (muito) bem vendido.

É hoje 1 de Abril!?

Leões e dragões negoceiam Moutinho

O FC Porto e o Sporting estão a negociar a transferência do médio João Moutinho de Alvalade para o Dragão, soube a Lusa junto de fonte próxima dos clubes.

Dirigentes dos dois clubes estiveram esta madrugada reunidos nos arredores de Lisboa a ultimarem os detalhes da que deve ser uma das transferências mais sonantes deste verão, devendo o negócio ficar concluído este fim de semana, antes do Sporting partir na segunda feira para França, onde vai realizar o estágio de preparação para a nova época.

Quê!????


quinta-feira, julho 1

Com desprezo pela bola um baño dela se levou

De todas as identidades, e facetas, disponíveis, Queiroz encontrou, para a nossa selecção, a pior de todas. Contudo com a lista de desculpas intermináveis que guardou no bolso, até parece bem fácil a vida de seleccionador.


Já por demais aqui enumerei algumas das desculpas a que fomos sujeitos na preparação para o Mundial e sua fase-final. Desde o meu último post elas continuaram, confirmando a má abordagem para esta competição. Contra a Costa do Marfim era importante não perder e não perdemos. Objectivo, na mente queiroziana, conseguido, mas que denotou desde logo ao que íamos: evitar jogar futebol a (quase) todo o custo. A cautelosa entrada abrandou, e para muitos acabou mesmo, no jogo contra a Coreia do Norte. 7-0, ataque, bola e jogadores ganhos faziam antever que afinal Portugal não vinha envergonhar quem gosta de futebol. Mas à terceira continuou-se a branquear e a enganar o povo com a habitual e esfarrapada desculpa. Brasil é a maior potência e não perdendo garantia-se o apuramento, logo abordou-se o jogo com a tal cautela e duas a três jogadas seriam suficientes para, mais uma vez, enganar o povo.

Jogando para não jogar, jogando para o ponto, argumentando que a defesa era, cada vez mais, de betão, a sorte castigou e calhou-nos o pior adversário possível. Nada que assustasse Queiroz, pois a desculpa já estava preparada e na sua mente sairíamos sempre em grande. O adversário era, novamente, dos melhores e a estratégia foi, mais uma vez, tudo aquilo que Portugal não deve ser: submisso. A analogia ao Barça x Inter vem à baila, mas quem a traz esquece-se que a equipa de José Mourinho esteve reduzida a dez elementos mais de uma hora. Não sei se Queiroz achou que nós não tínhamos onze jogadores disponíveis, mas jogar daquela maneira com uma desprezo absoluto pela bola é horrendo. Porque não "copiar", mas sim, o Inter x Barça? esse sim uma lição de como se deve jogar contra o "Barcelona A".

Controlar o espaço com boa organização defensiva é extremamente importante no futebol, não o desminto. Mas é um, repito um, momento do jogo. E os outros quatro? Jogando com uma só competência ficámos à mercê daquilo que nuestros hermanos poderiam fazer. E não é que marcaram? Que surpresa. A bola, a nós, queimava-nos de tão mal que a tratávamos. Teremos assim tão pouca qualidade para jogar para o pé, em segurança, aliviando o nosso meio-campo da melhor circulação de bola feita por selecções? O que me irrita é que isso até foi feito... uma ou duas vezes em 90 minutos. Mas a desculpa já estava preparada: eles são mais fortes e têm qualidade, coisa que aos olhos do seleccionador nós não temos. Quem diz que "voltaremos com melhor equipa e melhores jogadores" não podia estar à espera de melhor.

Mas, pergunto eu: com uma abordagem daquelas ao jogo que jogador ficaria satisfeito, ao vê-lo passar-lhe ao lado? A insatisfação de Deco e Ronaldo não vem de outra coisa senão daí. Agora, depois das, também elas, bocas de Queiroz até a qualidade destes dois se vê posta em causa. Que culpa tem Ronaldo de receber a maioria das bolas a 60 metros da baliza? Que culpa tem Deco de uma estratégia que prescinde da posse de bola, aquilo em que ele é mais forte? Compreendo a frustração e duvido - embora fosse despropositado - que também eu conseguisse ficar calado.

É, para mim, a maior fatia de culpa. Uma abordagem grega que foi sempre dependente do que os outros poderiam fazer, assente na "falta de qualidade" dos nossos jogadores. Não digo que não caíssemos igual, mas as possibilidades eram infinitamente maiores. Queiroz emprenhou pelos ouvidos e foi dando razão às más línguas do apuramento. Mas essa equipa circulava a bola, assumia o jogo, criava oportunidades mais que suficientes para ganhar. Essa era a equipa que deveria ser afinada defensivamente e representar-nos no Mundial, mas ao invés fomos representados por uma anedota futebolística que se vale dos sete golos marcados e do um sofrido para argumentar com uma boa campanha.

Pois é...

"Nas minhas equipas, quando ganhamos, ganhamos todos, quando perdermos, perco eu... por isso Ronaldo pode estar tranquilo e gozar as suas férias que na próxima época não deixarei que ninguém ponha sobre ele as responsabilidades de uma equipa".
Mourinho 30/06/2010

Acho que é por estas "pequenas coisas" que Mourinho é o treinador que é.

quarta-feira, junho 30

Ahahahahah

É que nem digo mais nada:

terça-feira, junho 29

Cabeça Erguida

É verdade que o dia é de tristeza.
É verdade que se procuram desculpas para o desaire, e que o Queirós é o elo mais fraco porque nunca ganhou a simpatia de um Scolari, que serviu sempre para comparações, absurdas na maioria.
É verdade que nem tudo correu bem, ou pelo menos tão bem como devia.
Mas também é verdade que a selecção dignificou Portugal, nos fez sonhar, mostrou capacidade de se bater com os maiores do mundo. E surpreendeu os "velhos do restelo". Quem vaticinava descalabros e vergonhas pode meter a viola no saco.
Hoje perdemos porque a Espanha foi e é melhor que nós. Podemos falar da saída do Hugo Almeida (que ma pareceu mesmo cansado) como podemos falar do apagamento pouco normal do Cristiano, ou do golo (parece-me) fora de jogo dos espanhóis, ou mesmo do árbitro com queda para o castelhano. Mas isso são desculpas. A verdade é que os espanhóis são melhores e, naturalmente, ganharam.
Fizemos uma boa primeira parte e mostrámos que nos podemos bater por um resultado. Depois do golo Portugal desapareceu, mais por mérito do meio campo espanhol que circula a bola com mestria ímpar.
Da mesma forma demonstrámos na 2ª parte contra o Brasil que nos podemos bater com os melhores.
Contra ventos e marés chgamos ao Mundial, tivemos que os vencer para passar a fase de grupos e cair de cabeça erguida ante o campeão europeu.
Esta é uma derrota apenas para aqueles que vaticinaram um mundial para Portugal ao nível do rubricado pela favorita França.
Uma referência ainda a 4 jogadores que, quanto a mim, se exibiram em patamares superiores aos restantes colegas: Meireles, Eduardo Coentrão e Tiago.

I Got a Feeling...

... que hoje ganhamos no prolongamento com um golaço do Ronaldo, tiro de fora da área... daqueles de levantar um estádio!

E para esta noite....


Olé!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Di Maria galáctico

... por 25 milhões, segundo o As. Em comparação, por exemplo, com o Nani (que custou o mesmo), acho um preço ajustado.

segunda-feira, junho 28

Será este o caminho certo!?

De acordo com o que têm vindo a público, existe em Alvalade uma nova política de empréstimos.
Agora selecciona-se o clube onde determinado jogador irá jogar, com base na percentagem do salário que esse mesmo clube se propõe a pagar.
Um critério economicista, portanto, num clube que se diz formador.
Assim, hoje portanto temos jogadores na Bélgica, Açores, Israel, em Guimarães, Aveiro, Olhão e vamos lá ver se ficamos por aqui e estou com curiosidade para saber os resultados.
Outra nota de realçe. Há um ano atrás, Diogo Rosado e Rabiu Ibrahim eram apontados como os dois maiores talentos daquela geração. Hoje, o primeiro nem merece uma oportunidade com a equipa senior, o segundo já nem sei onde anda....

sexta-feira, junho 25

É o caminho certo II

A confirmar-se o regresso dos treinos em Alvalade à porta aberta, é outro passo fundamental e acertado para que se regresse ao passado, atenuando o afastamento que se tem vindo a sentir entre adeptos e jogadores.

Repito a expressão que usei no post anterior: "eu ainda sou do tempo" em que ia com o João, com o Peyroteo (e com outros amigos) ver os treinos do Sporting. Sobretudo nas férias de Verão em que, juntamente com outras centenas de pessoas, acompanhávamos em procissão os jogadores desde a porta dos balneários até ao campo nº 2 (e mais tarde ao nº 3 quando foi relvado) e depois no sentido inverso, no fim do treino.

Por ali se ficava a ver o aquecimento, as peladinhas, a ouvir os reformados que partilhavam histórias, a ver os putos desejosos do autógrafo, etc etc. Sentir o pulso aos jogadores no treino de 6ªf antes de haver derby, motivá-los, pedir-lhes a vitória, enfim, tudo coisas que, embora de forma não tão "chegada", prometem reaparecer.

Sem esquecer também que a pressão que os jogadores vão sentir será maior quando as coisas correrem mal. Mas é essa pressão que os leverá a perceber o que é o clube onde jogam.

É o caminho certo

Agora que finalmente o projecto Pavilhão está em marcha - ainda para mais, ao lado do estádio e não numa localização pouco atractiva - mais uma boa notícia: o Sporting vai reactivar o Hóquei em Patins. Mais um passo acertado.

Em momentos de crise forte no futebol de 11, sem dúvida o que prende os adeptos, as modalidades servem para que o "espírito Sporting" não esmoreça. Este ano foi uma prova disso mesmo com os excelentes triunfos e grande comunhão entre equipas e adeptos no Andebol e no Futsal. As humilhações sofridas ao longo da época foram expiadas nestas modalidades. Os jogadores de ambas fizeram questão de nos relembrar o que é o Sporting.

Por outro lado, eu ainda sou do tempo em que o pessoal ia ver o jogo das modalidades antes de entrar para o estádio para ver o jogo às 16h. Hoje em dia, com a merda dos horários que temos no futebol de 11, será igualmente fácil garantir boas assistências nas modalidades. Até porque antes, muitas vezes, não se via o jogo das modalidades até ao fim com a pressa de entrar para o estádio...

quarta-feira, junho 23

Torsi...quê!?

Marco Torsiglieri, 22 anos, 1.90cm, Velez Sarfield.
Muito provavelmente será a torre que Paulo Sérgio pediu. 3 milhões e qualquer coisas.
É sempre um risco investir nestas promessas sul americanas. Ainda temos os Kmet´s e Hanuch´s na mémoria. No entanto, é uma contratação que se entende. O Sporting não pode concentrar-se apenas em trazer jogadores já feitos e com pouco valor de mercado. Temos que assumir um maior risco no investimento a fazer. Só assim um dia conseguiremos também fazer os mesmos encaixes financeiros que os nossos adversários.

segunda-feira, junho 21

Má nada!!!

7 a 0 num Mundial é algo digno de registo e que não está certamente ao alcance de todos, ainda que o adversário se chame Coreia do Norte.
Houve ali um momento, na segunda parte que fomos simplesmente arrasadores.
Tiago e Meireles em grande. Ronaldo a jogar para a equipa, Almeida a servir estaca lá na frente perfeito para as tabelinhas, Coentrão sempre em alta rotação.
Podemos agora perder com o Brasil e ainda assim quase que asseguramos a passagem como segundo classificados, coisa que até nos pode favorecer caso a Suiça de apure em primeiro por exemplo. Basta um empate hoje e ganhar ás Honduras.
Por último, não gosto de fazer post´s contra ninguém, mas não posso deixar de evitar um comentário para quem augurava vergonhas, tristes figuras ou até quem defendesse que nem deveriamos ir ao Mundial.
Meninos, um pouco mais de fé nesta selecção e nestes jogadores. Podem não saber falar em castelhano como outros, mas ainda assim merecem um pouco de respeito de todos nós.

domingo, junho 20

Sporting: Títulos & Reforços

- Tricampeonato em juniores. Mais uma massagem no ego se bem que o que realmente interessa é aproveitar estes campeões para reforçar a equipa A. O resto é folclore.

- Campeões nacionais de futsal. Quem ganha 2x na casa do tricampeão nacional e campeão europeu merece o título. O Sporting fica agora sem treinador mas ganhou uma equipa e um novo ídolo: Cardinal.

- Espero que se confirme a vinda de Hugo Viana. Por várias razões: é formado na casa, está no topo da sua carreira e o value-for-money parece-me elevado.

- Não aprecio particularmente a vinda do Maniche. A idade e uma potencial desmotivação por ser um jogador já em vias de concluir carreira não me inspiram grande confiança.

quinta-feira, junho 17

Argentina e Brasil na linha da frente

Ainda sem grandes definições o Mundial 2010 prova a tendência da mais peculiar prova de futebol. Para a ganhar é preciso ganhar uma equipa e isso não há fases de qualificação ou previsões que ditem. Para já é quem ganhou que segue em melhor posição e quem perdeu (pontos) terá, certamente, vida mais difícil, ainda que tudo seja, obviamente, corrigível.

Concluída que está a primeira jornada do Mundial saltam à vista os jogos equilibrados e a tendência para não arriscar. À partida para esta competição eram apontados, com enorme garantia, três favoritos: Brasil, Espanha e Inglaterra. Pois bem, destes três só o Brasil confirmou as expectativas, que também não eram as melhores, mas que envolviam a vitória. A canarinha ganhou mas não convenceu. Nada demais pois o importante era isso mesmo, a vitória.

Dos outros favoritos, duas histórias parecidas. Dos britânicos esperava-se que Capello lhes conferisse o que sempre faltou: equilíbrio táctico e emocional. Mas o frango de Green estragou tudo. Confesso que me desiludiu bastante a Inglaterra. Para além de não lhe interessar a bola nem acelerar e dominar o jogo - como é apanágio das equipas de Fábio Capello - a Inglaterra não tem extremos de qualidade, conta com um segundo avançado em idade de reforma e tem, ainda, o habitual problema do guarda-redes. Não me admiraria que a Inglaterra chegue, por exemplo, às meias-finais - esta competição é de facto peculiar - mas duvido imenso que se sagre campeã mundial. Para mim encontra-se ao nível de Portugal.

Espanha perdeu e confirmou também as peculiaridades desta competição. Fase de qualificação irrepreensível - sem derrotas -, futebol de sonho e equilíbrio de qualidade em todas as posições. Com tudo isto quem pensaria na derrota frente à Suíça? Como já todos estão fartos de saber, o futebol é isto mesmo e para se ganhar um Mundial terá que se ganhar uma equipa mas no decorrer da competição e não antes. Daí os saltos e exaltações de Diego Armando Maradona, pois ele sabe a importância de se ganhar o primeiro jogo, de ganhar logo ali, no princípio, a galvanização e espírito de grupo que só uma vitória pode dar.

Contem-se as histórias que se contarem, façam-se as previsões que se fizerem tenha-se sempre em conta esta primeira jornada. Quem pensaria que a Argentina de Maradona - que deve treinar à noite e sem luz - se pudesse infiltrar nas contas do favoritismo? Seria épico - mas perfeitamente recorrente - se uma equipa tacticamente banal, conseguisse ganhar um modelo de jogo através do querer, da vontade e da união de grupo.

Outra selecção que entre pezinhos de lã passou despercebida no lote foi a Alemanha. Ganharam confortavelmente à Austrália e com um futebol que impressionou... quem pensar que a Austrália é adversária para se auferir alguma coisa. A ver vamos nesta segunda jornada. Outra grande crónica candidata à eliminação precoce - antes do Mundial - é a Holanda. Bom futebol, bons jogadores mas parece que falta sempre algo à Laranja Mecânica e não é a vitória por 2-0 frente à Dinamarca que muda isso.

E, claro, Portugal. Surgem agora, mais, desculpas - que realmente não passam disso - invocando que muitos favoritos perderam pontos e que ainda está tudo em aberto. Obviamente tudo isso é verdade, mas para que conta? A verdade é que empatámos por culpa própria e deixámos à vista inúmeras carências que poderão ser fatais para quem quer ir longe nesta competição. Estamos, já à segunda jornada, a jogar a eliminar. Talvez seja mesmo o portuguesismo do "deixar tudo para a última", para não falar nas já referidas desculpas. Ainda não há equipa, ainda não há modelo, ainda não há vitória. Não há ainda nada, portanto.

Novidades

- O Sporting acaba de apresentar os seus primeiros reforços. Dois médios, um em inicio de carreira outro já no fim e um dos melhores defesas esquerdos do compeonato português. Comentários da minha parte. Tenho curiosidade em saber o que pode valer André Santos, não percebi Maniche( quantos médios temos já?e ainda se fala em Hugo Viana e Petrovic...) e Evaldo bom, 3 milhões de euros, vamos ver....

- No Benfica, segundo noticias de Espanha, Di Maria vai valer 25/30 milhões mais o passe de Rodrigo.Sendo que o clube já havia hipotecado 20% do passe do argentino, fica o Benfica a lucrar agora entre 12 e 16 milhões com o argentino(tinha custado 8 milhões). Ainda assim, bom negócio de um jogador que acho banal e de mais fácil substituição no plantel encarnado. Segue-se Gaitan...

- No Porto tudo tranquilo como quase sempre. Fala-se em Tardelli(que fracassou antes no Betis e PSV) e pouco mais. Farias está novamente para sair. Não percebo porquê!!!

- Se a Suiça pelo menos empatar com o Chile, precisa apenas de ganhar á fraca selecção das Honduras para garantir o primeiro lugar do grupo. De repente, o segundo lugar no nosso grupo poderá passar a ser o mais apetecivel. Se o Brasil ganhar á Costa do Marfim, poderá até querer perder contra nós.Interessante!!!

quarta-feira, junho 16

Vamos lá ver...

Tenho visto por aí um certo fatalismo que creio ser totalmente exagerado.
Se calhar o pessoal habituou-se a ver grupos com os USA, Polónia ou Coreia ou então México, Angola e Irão e pensa que para passar a uma fase final é algo assim fácil.
Eu não gostei do Portugal de ontem, mas vamos lá ver foi o primeiro jogo. Não fizemos pior que uma França, Inglaterra ou Itália, a Holanda precisou de um autogolo para abrir a lata, a Argentina fez de Heinze herói e até o Brasil ontém sofreu para ganhar á Coreia do Norte.
Eu continuo optimista. Talvez Deco não mereca ser titular nesta selecção. Talvez Hugo Almeida no actual esquema táctico seja mais útil para a equipa. Talvez Simão seja já um peso pesado no grupo e deva estar no onze inicial. Há espaço para melhorar, vamos acreditar.
É ganhar por meio a zero á Coreia e depois jogar tudo com o Brasil. O primeiro lugar do grupo ou até a eliminação.

terça-feira, junho 15

Descrenças confirmadas

E lá está... razão tinha quem não confiava. Frente a uma Costa do Marfim que montou uma linha defensiva bem subida no terreno, Portugal nunca assumiu o risco nem teve cabeça e decisão para o fazer. Jogar para trás e para o lado foi o que mais se viu, ficando a imagem de um jogo mal conseguido onde o adversário foi superior.

A minha expectativa é sempre a melhor. Confio, sempre, que tudo corra a Portugal, como nos sonhos. Cristiano Ronaldo desequilibra e decide, Deco enche o campo e decide bem, Danny será figura porque "estas coisas (caso Nani) não acontecem por acaso", mas depois... acordo. Apesar de tudo é com Portugal que mais assumo a crença de adepto mas razão tem quem desconfia. Eu também desconfio, mas na hora (e horas antes, pois claro) desligo a parte racional do cérebro e "vamos ganhar isto tudo".

Bastaram dez minutos para a decepção. Costa do Marfim com linha de quatro logo no meio campo e Meireles, Deco e Pedro Mendes a jogar para trás. Fábio Coentrão ia tentando - é bastante atrevido e está confiante - mas decidia mal. Ia faltando bola no meio campo defensivo da Costa do Marfim, muito por culpa das decisões dos jogadores que como se pode ler aqui foram incutidas pelo técnico.

Pior do que isso - não haver bola que fosse perigosa para a equipa de Erickson - era o reverso da medalha. Como a ordem era jogar "pelo seguro", a bola rolava em zonas que em caso de perda da mesma seriam muito perigosas para Portugal. A equipa africana aproveitava e trazia o jogo para... o meio campo de Portugal.

De facto, foi como toda a gente viu: um tiro de Ronaldo ao poste e pouco mais que nada. Organização ofensiva nula, pressionar só com os olhos e um medo enorme disfarçado de cautela para "ganhar um ponto frente a um favorito".

Fica à vista o trabalho e entrosamento que se criou. Quando se está empatado, com o jogo bem difícil e os jogadores preferem tentar o toque de calcanhar, ou a jogada individual, em vez de segurarem a bola e por consequência o adversário, nota-se que ou há ordem má ou, pura e simplesmente, não há ordem.

Mais uma vez Queiroz estica a corda. Primeiro não era a doer e ninguém se podia aleijar, agora era o primeiro jogo não convinha arriscar frente a um favorito. Esticar até ao fim normalmente dá mau resultado, mas quem sou eu para dizer isso?

Pouca coisa...

....um lance de génio de Cristiano Ronaldo e pouco mais.
Não vi os jogos todos desta selecção na fase de qualificação, mas parece-me que as dificuldades em criar lances de perigo na área adversária são demasiado evidentes e duram já há demasiado tempo
Um 0-0 não é um mau resultado para mim. Foi o primeiro jogo, a jogar contra a melhor equipa africana na minha opinião no seu próprio continente. Além disso, vê-se ali uma organização e não uma equipa perdida a jogar cada um para si como tinha acontecido na Copa de África.
Deco parece pedir uma reforma antecipada, Liedson é um corpo estranho nesta equipa, Danny não existiu. Destaco Raul Meireles pela presença e a defesa em si que salvo os apuros no final do jogo esteve impecável.

É hoje

Inicia-se hoje a participação portuguesa no Mundial e logo com um jogo complicado mas que, ao mesmo tempo, permitirá avaliar as possibilidades portuguesas na competição. A ausência de Nani é importante e será Danny o substituto. Não tem a mesma classe do jogador do United mas tem qualidade e velocidade suficiente para atormentar a defesa marfinense. É esse o ponto mais fraco desta selecção africana, que individualmente é, de longe, a melhor do seu continente mas que colectivamente não funciona tão bem. Drogba é a figura e a sua presença neste jogo ainda é duvidosa mas, mesmo que não jogue, a defesa portuguesa não pode facilitar pois Kalou, Aruna Dindane, Gervinho ou Keita são nomes a ter em conta.
Seja como for, acredito que vamos vencer este primeiro obstáculo e dar um passo de gigante rumo aos Oitavos-de-final e, porque não, como primeiros classificados deste Grupo.

PS: Drogba vai jogar

Perspectivas


segunda-feira, junho 14

Mundial - Dia 3

Finalmente apareceu um dos apontados candidatos ao ceptro Mundial a fazer jus ao estatuto.
Depois de equipas como a França, Inglaterra e a Argentina demonstrarem, ou confirmarem, que estão longe, muito longe de encantar, eis que surgiu a Alemanha imponente e demolidora, perante uma frágil Austrália. Até agora, os germânicos foram os que mais "assutaram".
Portugal pode não estar muito bem, mas, pelo que se tem visto, há muito pior. A ver vamos com que pé entramos na competição.

sábado, junho 12

O desbloqueador francês que provavelmente não existe

Se havia expectativa relativamente à estreia da selecção gaulesa, ela era, obviamente, negativa e a equipa de Domenech fez questão de a confirmar. A França está longe de assustar e parece ter um problema crónico de confiança, isto porque afinal os jogadores também se apercebem de que os tempos áureos já lá vão.

A febre do campeonato do Mundo tem muitas particularidades. Por exemplo: porque outro motivo qualquer, um português assistiria a um África do Sul x México? Ou porque não teria nada para fazer, ou porque é um amante do futebol, à la Luis Freitas Lobo, e gosta de seguir jogadores, ou então porque é o jogo de abertura do Mundial. Mas este segundo jogo trouxe, para os portugueses, uma maior fatia de interesse: a inimiga França.

É inegável que desde 1984 - às tantas até antes - a rivalidade entre Portugal e França é uma realidade. Já não era habitual, por inúmeras razões, gostar-se dos franceses, e por consequência do país, e eles ainda fizeram questão de nos vencer, várias vezes, em partidas de fases-finais de Europeus e Mundiais. Assim sendo a maioria dos amantes de futebol portugueses espera a vingança, nem que ela apareça sob forma de vitória alheia. Desde que a França, perca, empate ou seja eliminada, está tudo bem.

Eu cá, não me aquece nem me arrefece. Acompanhei os embates desde 2000 e constatei que os franceses foram sempre justos vencedores, não me faz diferença o país, nem a língua - que até gosto -, nem tão pouco a arrogância que lhes é generalizadamente conotada. Mas este Mundial, assim como já os Europeus de 2004 e 2008 tinham evidenciado, poderá dar essa "alegria" aos portugueses. É que esta França, ou arranja algo que a desbloqueie, ou estará condenada.

Primeiro que tudo, o estofo. Aquilo que cria pânico nos adversários ao mesmo tempo que dá nos dá confiança. Nesta França, que defrontou o Uruguai, isso não existe. Há demasiada dúvida própria que dá origem a muita da trapalhada que se viu na Cidade do Cabo. O Uruguai fez o que a maioria da selecções foram para a África do Sul fazer - obviamente defender - e deu-se bem, muito por culpa das decisões gaulesas.

Com três centrais, a equipa sul americana concedeu um domínio que a França nunca soube aproveitar. As alas eram oferecidas, como engano, e o jogo francês foi constantemente atraído para a armadilha. Constantes cruzamentos que nunca deram em nada e jogo interior poucas vezes tentado. Estaria aí, nesse jogo interior, a chave. E para além de tudo isto, foi claramente, notório o desânimo, que afectou inúmeras decisões, a alastrar-se a cada minuto que passava. Se toda a gente sente que a França não está forte, os seus jogadores não serão excepção.

Os portugueses poderão sorrir com escárnio - semelhante ao que criticam em Domenech-, mas se analisarem bem descobrirão que este período gaulês terá muitas semelhanças com que a nossa selecção enfrenta. Bons jogadores não faltam mas o estofo não está lá. Falta algo que o desbloqueie, e para isso acontecer, esse algo, terá que estar na equipa pois há coisas que não se inventam. Conseguiremos nós escapar a essa incapacidade?

sexta-feira, junho 11

Para começar... nada mau

Foi bom o começo do Mundial 2010. O jogo de abertura trouxe intensidade, incerteza no resultado e dois lados opostos de abordar o jogo que no final... se equivaleram.

E com todas as dúvidas - algumas bem justificadas - que poderia haver, com todas as nuvens negras que pairavam sobre o Mundial, o jogo de abertura até surpreendeu pela positiva. Pelo lado bom, claro, o do futebol.

O alinhamento das equipas balanceou, desde início, o favoritismo para o lado da selecção mexicana, e (quase toda) primeira parte também. Nomes como Marquez, Dos Santos e Vela davam ego para começar o jogo a todo o gás e foi desde bem cedo que o México poderia ter marcado. Os bafana bafana entraram envergonhados - defendendo quase em cima da pequena área - e valeu-lhes um enorme Khune para não finalizarem o primeiro tempo em desvantagem. Ainda, da primeira parte, mais dois indicadores: a má organização defensiva da África do Sul nas bolas paradas e o equilibrar da balança - México claramente com mais talento em campo - pela selecção anfitriã com objectividade nas decisões.

A África do Sul, sejamos claros, em termos individuais está reduzida ao talento de Pienaar e valeu-lhes, para além do (outra vez porque bem merece) enorme Khune, a objectividade e simplicidade dos seus jogadores que, aproveitando a lentidão mexicana, chegaram à vantagem com um grande golo de Tshabalala (nome que parece o início de uma qualquer música de reggae).

De facto, o talento mexicano na frente estava desaproveitado, e complicativo, e a equipa da casa galvanizou-se. Mas o futebol voltou a provar que é perito em machadadas. Esta é preciso recorrer ao flashback da primeira parte, que indiciou a má organização defensiva nas bolas paradas por parte da África do Sul. Erro crasso - falha de marcação incrível - que permitiu a Marquez fazer o empate final. Antes do fim, ainda a África do Sul sonhou com a entrada perfeita, mas esta... acabou por embater no poste.

Num grupo com contas complicadas, fica a ideia que a África do Sul poderá mesmo ser a equipa mais fraca. Mas o factor casa, e anímico, a objectividade e simplicidade da equipa poderão equilibrar. O México terá que aprender alguma objectividade com os anfitriões, para não colocar à vista a sua maior debilidade: a transição defensiva. Venha o Uruguai x França!

Mundial - Previsões da fase de Grupos

Em maiúsculas, as selecções que, na minha opinião, vão passar aos Oitavos-de-final.

Grupo A – África do Sul, FRANÇA, México e URUGUAI
Grupo B – ARGENTINA, Coréia do Sul, Grécia e NIGÉRIA
Grupo C – ARGÉLIA, Estados Unidos, Eslovênia e INGLATERRA
Grupo D – ALEMANHA, Austrália, Gana e SÉRVIA

Grupo E – Camarões, DINAMARCA, HOLANDA e Japão
Grupo F – Eslováquia, ITÁLIA, Nova Zelândia e PARAGUAI
Grupo G - BRASIL, Coréia do Norte, Costa do Marfim e PORTUGAL
Grupo H – CHILE, ESPANHA, Honduras e Suíça


E vocês?

quinta-feira, junho 10

Esta agora...

Coloco na integra este artigo de opinião do sr. Jorge Fiel que escreve para o DN.
O meu unico comentário ao que diz. Oxalá fossemos todos como o Benfica ou o Porto, teriamos certamente um país exemplar.


As contas do último exercício do Sporting deixaram-me muito preocupado com o futuro do país, porque o PEC confeccionado por Sócrates para trazer o défice orçamental de volta para baixo dos 3% copia o modelo do plano traçado pela direcção leonina para pôr em ordem as finanças do clube.

Para endireitar as contas do Sporting, a direcção sacrificou o investimento, atirando o clube para uma grave recessão, com as receitas e os resultados desportivos em queda livre. Os resultados do PEC leonino são tão devastadores como as visões do Inferno de Hieronymus Bosch.

No curto espaço de um ano, o prejuízo subiu de 8,6 milhões para 14,8 milhões de euros, o passivo assumido do grupo Sporting já vai nos 310 milhões e as receitas despenharam-se para 22,7 milhões, reduzindo-se em dez milhões. E é mais provável o Clark Kent e Super-Homem aparecerem juntos do que as coisas melhorarem. Na próxima época não há Champions e não se perspectiva nenhum jackpot no capítulo das transferências. Mesmo bem vendidos, Moutinho, Veloso e Izmailov renderão menos do que o Benfica vai encaixar com a venda do Di María. É a catástrofe iminente sem meios para a esconjurar.

Ao olhar para o Sporting, confirmamos que Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, estava carregado de razão quando nos avisou de que Portugal precisa de investir, pondo todas as fichas no crescimento e não na austeridade, lembrando que desde a Grande Depressão se sabe que o caminho que está a ser seguido é desastroso.

Ao ver o director financeiro do Sporting, José Filipe Nobre Guedes, de chapéu na mão, a mendigar ao BCP e ao BES que aceitem renegociar 55 milhões da dívida (transformando-os em obrigações convertíveis) para retirar o clube da falência técnica, Teixeira dos Santos está a ter um flashforward da figurinha que vai fazer dentro de poucos meses para conseguir refinanciar a dívida portuguesa e evitar que a República entre em incumprimento.

Agora é tarde, Inês é morta, mas tenho muita pena de que, antes de cozinharem um PEC igual ao do Sporting, o benfiquista Sócrates não se tivesse aconselhado com Luís Filipe Vieira (que arriscou elevar o passivo em 38 milhões, mas ganhou o campeonato, valorizou extraordinariamente os seus activos e comprou a entrada na Liga dos Campeões) e que o portista Teixeira dos Santos não tivesse consultado Pinto da Costa, para aprender como é que ele conseguiu fechar o exercício de 2009 com 10,7 milhões de lucro e ganhar três em cada quatro campeonatos nunca deixando de investir - e mesmo assim tem o passivo mais baixo dos três grandes. Tenho muita pena de que Portugal esteja cada vez mais parecido com o Sporting.

quarta-feira, junho 9

Acho piada...

...que num país que mal ultrapassa os 10 milhões de habitantes, onde o principal campeonato de futebol é dominado pelos jogadores estrangeiros (tendência que se acentua nos plantéis de alguns dos principais clubes portugueses) que ainda haja pessoas que se admirem de adaptações ou naturalizações. Temas diferentes está claro, mas que deixam em evidência o mesmo problema.
Até quando poderemos ter um grupo de 23 jogadores na selecção minimamente competitivo?

terça-feira, junho 8

Nani de fora

Uma baixa de peso na selecção, pois era um jogador em boa forma e que podia desequilibrar qualquer jogo a favor de Portugal. O substituto é Ruben Amorim. Não sei bem qual a ideia de Queiroz. Depois de pensar um pouco, a coisa mais lógica que me surgiu foi a adaptação de Miguel a extremo, ficando Amorim como um dos laterais direitos. Mesmo assim, não percebo esta opção porque Portugal, mesmo com Nani, já tinha poucas soluções ofensivas.