segunda-feira, setembro 29

Fera!

segunda-feira, setembro 22

quinta-feira, setembro 18

Inacreditável

Tenho para mim que existem situações que só acontecem ao Sporting. Aquele erro de ontem, que impediu um começo perfeito de Champions, ofusca tudo o que de bom foi feito pela equipa. É certo que o adversário não era especialmente forte mas para uma equipa inexperiente como o Sporting, que se apresenta com seis jogadores da formação no onze inicial, a vitória tangencial, fora de casa, seria sempre um resultado fantástico.
Mas não foi isso que aconteceu e o empate de Stamford Bridge só veio tornar ainda mais lamentável o ocorrido nos descontos da partida da Eslovénia.
Não vou aqui bater na dupla de centrais (muita gente ficou satisfeita com o que aconteceu), tal como não vou sacrificar Mané por ter falhado, de forma escandalosa, o 2-0.
Vou antes realçar a exibição de Nani que, de facto, está num nível superior aos demais. Aquele golo é excepcional. Não só a forma como trabalhou os adversários até se enquadrar com a baliza mas também como desferiu um colocadíssimo míssil com o seu "pior" pé. Um golo que deveria ter valido três pontos...

terça-feira, setembro 16

Benfica perde na estreia da Liga dos Campeões.

Derrota caseira que torna tudo muito complicado para o Benfica na luta pelos oitavos O Zenit entrou melhor e bastou um erro defensivo de Jardel para marcar um golo, através do cu descaído. O Benfica procurou responder mas houve nervosismo a mais e os russos voltaram a aproveitar, num golpe de cabeça do super hype belga (cabe no chinelo do Enzo e ainda sobra espaço). E o jogo terminou aí, já com Artur expulso.

O que aconteceu depois não merece grande análise porque nem o Zenit jogou o que podia, nem o Benfica teve capacidade para fazer melhor. Isto apesar da boa imagem deixada pelos jogadores encarnados. A equipa juntou-se e mostrou que as coisas podiam ter sido diferentes, para melhor. Houve várias oportunidades de golo mas os russos também as tiveram (e o jogo esteve sempre controlado, parece-me).

A arbitragem podia ter sido bem melhor, especialmente no penálti sobre Sálvio que não foi assinalado.

Agora o foco é para o campeonato, o verdadeiro objectivo para esta época e aquilo que é realmente exigível ao treinador e jogadores.

Ah, e o Samaris mostrou bastante qualidade para quem chegou há 15 dias.

sábado, setembro 13

Jogar sempre igual, para assim esperar resultados diferentes?

Acabo de ouvir Marco Silva na conferência de imprensa e não podia estar mais em desacordo?

Pouca eficácia? O Sporting cruzou muito, teve cantos, rematou também bastante, mas oportunidades de golo!? sim criamos umas 2 ou 3, mas será isso suficiente para ganhar a um Belenenses?

Pouca experiência? tirando Esgaio (que até nem esteve mal) e Sarr (que disparatou lá para o fim) todos os outros jogadores já têm bastantes jogos disto.

O Sporting empatou o jogo de hoje, porque basicamente não jogou nada á bola. Temos ali mais de meia equipa a jogar muito, mas mesmo muito mal. O meio campo então neste momento, está numa forma deplorável. Nas alas, Carrillo perdeu o protagonismo que prometia no inicio da época. Slimani anda ainda á procura da sua melhor forma e assim toda a equipa parece agora demasiado dependente de Nani,

Marco Silva tem que encontrar soluções já e começar também a assumir que estar no Sporting é ser muito mais que isto.

sexta-feira, setembro 12

Benfica na liderança.

Jogo muito bom da equipa do Benfica. Equipa muito focada, com exigência, características que ganharam corpo na época passada. Se for para continuar assim, a renovação do título é mais provável.

Talisca, claro. Tenho vindo a destacar este jovem brasileiro e hoje mostrou, mais uma vez, todo o seu potencial. Muito bem.

Artur regressou bem e mostrou-se sempre seguro, mesmo a jogar com os pés. Samaris e Enzo não se destacaram mas fizeram parte de um todo muito activo e pressionante. Lima sem acertar na baliza (Jonas vai jogar ali?).

Sálvio foi Sálvio e aquele remate foi golo mesmo antes de entrar. Centrais certos e laterais q.b., para um Setúbal muito mal posicionado (grande Domingos, que bela carreira está a fazer!), sempre incapaz de responder defensivamente (porque desorganizado) às investidas de Gaitán e companhia.

Benfica na liderança. Quatro jogos, três vitórias e um empate. Nove golos marcados e zero sofridos. O Artur tem um.

quarta-feira, setembro 10

domingo, setembro 7

A noite em que Aveiro cheirou a Brasil...

... e em que Óbidos cheirou a Campinas. Mas, ironias, climas e humidades à parte, convém referir que quantos mais percalços a Selecção Nacional sofrer, mais perto ficarão os seus seguidores de não andarem iludidos sobre o potencial da mesma. E, assim sendo, esta histórica derrota frente à Albânia só poderá ser considerada uma coisa boa (bastante boa, até) para quem pretende que a Selecção de todos nós possa transcender um capítulo que põe em causa, e de que maneira, a sua qualidade. Isto porque por mais nomes, renovações e revoluções que se invoquem, Portugal, em campo, tem um gravíssimo problema na tomada de decisão dos seus jogadores. Apesar do(s) posicionamento(s) obedecerem às novas modas (centrais abertos, trinco ao meio, laterais profundos e alas no meio - com bola; tentativa de encurtar os espaços ao máximo, sem ela) as constantes más decisões conseguem transformar uma partida que passou a maior parte do tempo a ser jogada no meio-campo da Albânia, numa derrota que faz corar quem envergou a camisola das quinas nesta noite de domingo. 

E esses [seleccionados] podiam ser tantos, mas foram praticamente os mesmos que já haviam sido avisados, no Brasil, pelo universo. Lá, no 'onze' titular de Bento, continuam aqueles que merecem a sua máxima confiança, sendo que em relação a 'desconhecidos' basta referirmos o nome de André Gomes (não esquecendo William Carvalho) e estamos conversados. Mas, se vamos por aí, mais vale não esquecer que o problema é mesmo como os lusos tratam a bola. Isto porque mesmo com um défice de qualidade gritante em relação às gerações de ouro, esta equipa teria que ter batido uma Albânia que se colocou, durante toda a partida, a jeito para ser castigada. A correr pelo campo todo - pressionar é outra coisa -, e com marcações individuais, os albaneses seriam facilmente batidos por uma selecção que soubesse usar isso a seu favor. Mas o 'problema' de Portugal é que Cristiano Ronaldo habituou mal uma equipa que vê todas as suas más decisões escondidas na habilidade que CR7 tem para fazer golos.

Assim, com Ronaldo a usar o tempo para retirar dos seus joelhos o peso que Portugal lhe provoca, ficou a nu a incapacidade que Portugal tem para fazer um (um sequer, leram bem!) ataque condizente com os seus pergaminhos. Pepe e Ricardo Costa, por exemplo, são horríveis a iniciar jogo, William Carvalho ainda não joga à vontade com as quinas ao peito, o 'par' André Gomes e Moutinho não dará profundidade (ainda assim foram os 'melhores', se é que se pode usar a expressão) e Nani alterna a excelente capacidade técnica com várias decisões infantis. E se chegarmos a Vieirinha e Éder, mais vale dizer que os dois, juntos, fizeram um jogo ao nível do Cristiano Ronaldo... que ficou em Madrid. Inexistentes no apoio e na finalização.

Terá, por certo, de ser dividida a culpa pelo gritante facto de a equipa não saber jogar em conjunto. Enquanto os rockets, as acelerações, os golos de cabeça, de pé esquerdo e direito, ficaram na capital espanhola, a Selecção foi mostrando um pobre jogo sem ligação e capacidade para desposicionar uma defesa que sempre pareceu instável. Mas a gestão dos tempos de jogo, as tabelas, as diagonais, e as chegadas à área nunca estiveram - nem nos parece que vão estar - nos planos de Bento, sendo que do banco saiu a atrapalhação de Cavaleiro, a demasiada vontade de Horta, e a tentativa de aproveitar um livre de Miguel Veloso. Preocupante, portanto. Tudo isto quando a Albânia já tinha feito o impensável (Balaj, 52'), por parte de um avançado que depois de marcar um grande golo teve a humildade de o festejar pedindo a camisola a Pepe. Reacção que contrasta, claramente, com a de quem permanece pensando (e o gerúndio fica aqui tão bem) que tudo isto é obra do azar. Continue-se a jogar para Ronaldo e nem com ele a Selecção chegará para ombrear com os melhores, e nem sem ele ganhará às Albânias desta vida. Melhor lição não haverá para Port... Paulo Bento.

Portugal-Albânia, 0-1 (Balaj 52')

Foto: Catarina Morais/zerozero.pt

segunda-feira, setembro 1

Benfica quase fechado.

Está quase a terminar o período de transferências e as boas notícias chamam-se, para já, Enzo e Gaitán, que permanecem de águia ao peito. Enzo vai, assim, continuar a ser o motor da equipa e Gaitán, pelo que se tem visto, continua comprometido em ser um jogador de futebol, emprestando a criatividade necessária a uma equipa que se quer vencedora.

Cristante, dizem, é um talento puro, e em Itália há muita gente a lamentar a sua saída. Entretanto, Sílvio fica e o plantel só fica coxo na posição mais avançada no terreno.

No geral, as opções são menos do que na época passada mas agora temos Samaris, Cristante e Enzo (Amorim e Fejsa não contam para esta época) e laterais com qualidade.

Os meus maiores receios estão na baliza (desconheço a forma/motivação de Júlio César) e na frente, pois Lima é muito pouco.

Faltam vinte minutos e era bom que se confirmasse a chegada de Joel Campbell.