Sexta-feira, Maio 24

E se...

... eu fosse como alguns mal intencionados que se fartaram de lançar suspeições sobre o Estoril (que acaba por vender jogadores ao Porto) e sobre os seus jogadores, aquando do SLB-Estoril, seja o desta época, ou o Estoril-Benfica de há 8 anos atrás (que motivou Rui Duarte "report"), que fantasia poderia fazer com isto?

Deixo à consideração de quem já demonstrou ser capaz das mais rebuscadas teorias conspirativas.

Da minha parte, reitero: as gentes de Paços são honestas e sérias!  

Oficial

O negócio Porto-Monaco para a venda de Moutinho e James foi oficializado. Como já tinha sido adiantado por alguma comunicação social, o valor total das transferências chegou aos 70 milhões: James vai por 45 e Moutinho por 25.

Quer isto dizer que, entre os 25% da mais valia (3,5 milhões) e os 5% dos direitos de formação (1,25 milhões), Moutinho rende ao Sporting perto de 5 milhões de euros. Deverá ser mais ou menos isso que Pinto da Costa vai pedir por 50% de Josué :)

Quinta-feira, Maio 23

Curtas

1 - James e Moutinho no Mónaco por valor a rondar os 70 milhões. Desportivamente, parece questionável a opção dos jogadores. Curiosidade ainda para saber que valor foi atribuído ao médio português...

2 - O Sporting participou ontem na inauguração da Arena Pernambuco, um dos novos estádios construídos para o Mundial 2014. É sempre prestigiante e demonstra que o Sporting é um clube reconhecido internacionalmente. Recorde-se que o Sporting esteve também presente na inauguração do Morumbi, o maior estádio de São Paulo, em 1960, tendo perdido por 1-0 com um golo do ponta direita Peixinho, num mergulho de cabeça. Foi daí que surgiu a expressão "Golo de Peixinho".

3 - A Sérvia é a nova Argentina do Benfica. São já 5 os reforços daquele país. Fico um bocado estupefacto com o valor pago por Markovic. 10 milhões por um jogador a actuar na Liga Sérvia? Parece exagerado e arriscado mas o Benfica tem conseguido rentabilizar este tipo de negócio.

4 - Este ano não demorou aquele rábula do jogador que interessa ao Benfica e acaba no Porto. Foi Carlos Eduardo, médio brasileiro do Estoril.

Terça-feira, Maio 21

"Este é o nosso Dest(r)ino"

Será sempre o destino de quem ganha contra outros. Não se pode ganhar sozinho e, por isso,  de todos os lados envolvidos surgirão argumentos, mas o futebol estará sempre lá em cima à espera de quem o veja como um todo. Pelo lado 'mau' surgirá sempre a desconfiança assentada em erros normais, assim como do 'bom' surgirá sempre a estrutura e a ideologia a provarem a força do Dragão. Mas deixem-me que vos diga que não conheço um campeão que não fosse sujeito a casos e a desconfianças. A sombra do Apito Dourado ainda paira nos novos títulos do FC Porto e como bem negra que é - essa nuvem - tapa os erros próprios dos adversários. O Benfica festejou o título do FC Porto na Madeira e pagou bem caro por isso, pois a equipa de Vítor Pereira ia em segundo mas nunca deixou de fazer bem as coisas.

Arrancado a ferros! Foi talvez o campeonato ganho mais emocionante que a Alameda do Dragão festejou. A luta é agora milimétrica e não permite muitos deslizes. Mas descrentes foram aqueles que julgaram que ela não permitiria nenhum tropeção ao Campeão, e nesse grupo, Vítor Pereira - o obreiro do Tri -, nunca esteve presente. Doeu-lhe e internamente (mas nunca externamente) assumiu o erro de a equipa não ter ganho em Alvalade nem no Dragão, contra o Olhanense, enquanto que o Benfica se escapava para a tal época que já era brilhante mas que acabou por não passar de um sonho. Na Luz estavam contadas as finais e as 'montanhas' que mereciam mais atenção. E foi na pedra pequena que o percalço encarnado provou que as duas equipas eram afinal pontualmente muito mais parecidas do que se imaginava.

E teria de ser no confronto directo que a realidade finalmente bateria à porta da Liga. Os dois líderes, Jesus e Pereira, enalteceram sempre ao longo da época a identidade das suas equipas, o seu modo de treino e as virtudes que elas iam evidenciando. O Benfica era a equipa que marcava em qualquer campo e que arrasava adversários que se davam a isso. Tinha um plano B - coisa que o FCP raramente mostrou - que aparecia contra equipas que lhe mereciam mais respeito e equilibrava-se assentando nos golos que os seus homens mais adiantados iam (sempre) marcando. Já o FC Porto foi a equipa da posse e do equilíbrio com bola. As ocasiões de golo (quase) sempre foram escassas mas a eficácia, para tal facto, foi sempre positiva. A gestão foi sempre feita com bola, fosse a um ritmo mais acelerado ou mais lento e a pontuação reflectiu sempre um equilíbrio quase perfeito entre os dois estilos. Só um 'mano a mano' poderia resolver a questão e essa possibilidade projectou-se para o clássico do Dragão quando o Benfica baqueou com o Estoril e o FC Porto ficou a tão saborosos dois pontos do seu rival.

A história do confronto já por demais foi escrita e o resultado sublinhou um FC Porto mais destemido, mais campeão, apesar de esse facto em nada beliscar a belíssima equipa do Benfica nesta época. Foi aí e sempre será que se fez o campeão, mas à luz, com legitimidade, vêm também todos os casos que envolveram as duas equipas, visto tal confronto ser tão renhido que qualquer ponto, qualquer lance, poderia - à visão de cada um - decidir o título. Mas este é o Destino dos campeões e faz mal ao futebol português e à visão geral o FC Porto conseguir tal feito tanta vez. Como podem os benfiquistas ver o outro lado da questão? É que passar para lá da pele própria e admitir que campeonatos não se fazem num lance - como o de Maicon, na época passada, ou no de James esta época - só se consegue quando experimentamos várias vezes o tal 'outro lado' (um Lado A, talvez). Repare-se que quando o Benfica ganha a Liga a paz em relação à arbitragem cresce, como se o clube da Luz fosse sinónimo da justiça divina. Mais vezes fosse o Benfica campeão e menos razão teriam os seus adeptos em ser exageradamente conspirativos e nada produtivos. Mas haja reconhecimento hegemónico, ou não, a realidade não quer saber de quem pensa assim ou assado e só deixa levantar Taças a quem faz mais por isso. O FC Porto continua a ganhar porque continua mais forte que Benfica e Sporting e isso é uma realidade quer seja geralmente reconhecida ou não. E que esta época tenha sido por um Tri(z), em nada muda isso.

Primeiras ideias de Leo Jardim

Ouvi com atenção as palavras do novo mister na apresentação. Ficaram algumas questões, nomeadamente: "hã?", "o que foi que ele disse?" e "época dois milhe e catorze/dois milhe e quinze?". Sendo assim, esperei pelos jornais da manhã para perceber melhor as ideias de Leonardo Jardim sobre esta nova etapa. Eis as principais:

- «Vim para rentabilizar a equipa do Sporting com o objetivo de vencer.... Não será fácil - o Sporting vem da pior época da história mas queremos alterar isso com a restruturação da equipa, com trabalho e com a união de todos os sportinguistas. Não podemos estar a apontar metas a curto/médio prazo, podemos é rentabilizar a equipa para encontrar o caminho das vitórias»

- «Sou de poucos sonhos e promessas. Vou trabalhar no limite das minhas capacidades em prol dos objetivos do clube e dos adeptos»

- «Claro que nos últimos dois anos participei em competições europeias. O Sporting não conseguiu classificar-se mas acredito que em 2014/2015 teremos uma boa participação na Europa

- Quando cheguei ao Braga, tinha quatro ou cinco jogadores da época anterior, tive de reconstruir a equipa e fizemos uma boa temporada. Acredito que posso conseguir isso no Sporting.»

Segunda-feira, Maio 20

Curtas Sporting

1 - Acabou a época mais triste de sempre do Sporting. 7º lugar! Pelo menos a última jornada serviu para acabar o campeonato com mais vitórias que derrotas e também para pôr a zeros o goal-average. As coisas a que um gajo se agarra!

2 - Jesualdo Ferreira sai. Em conferência de imprensa conjunta com o presidente, o professor disse que tomou a decisão de sair com "tristeza, é dos momentos mais difíceis da minha carreira mas é também um momento de honestidade. Não poderia aceitar ser treinador para o próximo ano se não sentisse que houvesse condições para, no futuro, não me sentir a mais". Certamente que nos próximos dias saberemos com mais detalhe os motivos de Jesualdo.

3 - E o senhor que se segue é Leonardo Jardim. Não escondo que esta solução me agrada bastante. Apesar daquele sotaque, vejo ali um treinador de muita qualidade, que tem obtido bons resultados por onde passou. É verdade que saiu de Braga e Olympiakos mas não por razões técnicas. Tem outro ponto a favor: é sportinguista doente, quase tanto como Jorge Jesus.

4 - Wolfswinkel despediu-se com mais dois golos. 20 golos nesta época miserável é um registo colossal. Mesmo assim, depois de 45 golos em duas épocas, muitos dos adeptos ainda acham que não era ponta-de-lança para o Sporting. A mim deixa saudades, não só pelo rendimento mas também pela postura exemplar. E espero estar enganado mas dificilmente encontraremos substituto do mesmo nível.

5 - O 1º reforço parece ser Jefferson, lateral esquerdo do Estoril. Não vi o suficiente para analisar correctamente esta contratação. No entanto, será um upgrade em relação a Joãozinho.

TRI-CAMPEÕES

Parabéns.

Ao senhor Moniz Pereira que acaba de ser distinguido com o prémio Mérito e Excelência, nos Globos de Ouros. Um prémio mais do que merecido para um homem que representa superiormente o desporto mas, acima de tudo, traduz o que de melhor a nossa sociedade tem.

E teve "19 a canto coral"!

Domingo, Maio 19

Um dia inesquecível no Estádio da Luz.

Quando deicidi ir ver o último jogo deste campeonato, confesso que não sabia bem o que esperar. Afinal, duas derrotas contra o FCP e Chelsea encostaram o Benfica e os seus adeptos às cordas.

Bom, "vamos agradecer aos jogadores", "vamos despedir-nos de Pablo Aimar", ou apenas "vamos à bola", qualquer desculpa havia de se arranjar, logo após o apito final.

O jogo foi complicado, especialmente tendo em conta o passado recente. Os jogadores do Benfica surgiram algo desconcentrados e o Moreirense muito bem organizado defensivamente. No final, contudo, venceu a melhor equipa, que na segunda metade fez uma boa exibição, marcando três golos (podiam ter sido seis).

O ambiente no estádio esteve sempre tranquilo. Em Paços de Ferreira o FCP venceria sempre e nem um lance escabroso (penálti e expulsão) demoveu os adeptos encarnados no apoio à sua equipa.

Sinceramente, nunca tinha visto isto, por cá. Muitas vezes falamos nos adeptos ingleses, que batem palmas à sua equipa derrotada mas hoje, no Estádio da Luz, além de 90 minutos de constante apoio, sobraram cinco maravilhosos minutos de palmas, com a equipa toda reunida no centro do terreno de jogo.

Foi dramático tudo isto que nos aconteceu. Mas vi na Luz uma verdadeira lição de desportivismo e de saber perder, mesmo que com um encolher de ombros perante a desonestidade que continua a distribuir títulos em Portugal.

Serviu também esta imagem que vos transmito, espero eu, para que o próprio Clube possa abraçar a génese das suas fundações: humildade, distinção, grandeza. Tudo junto, com a bola a rolar no meio de 22 pernas equipadas com meias encarnadas.

Excelente a conferência de imprensa de Jesus. Pena por não ver Aimar. A época ainda não terminou e apenas depois do Jamor se fazem os balanços. Até lá, apoiar estes jogadores que merecem tudo, porque tudo têm dado.

Decidido.

Afinal o título decidiu-se antes do intervalo do último jogo.
Na verdade Hugo Miguel decidiu atribuí-lo ao Porto ao minuto 22 na Mata Real. Não era preciso ser desta maneira até porque já se percebia que o Benfica hoje ia ter muita dificuldade em vencer. E até chega ao intervalo a perder.
 
Parabéns ao Marco e ao Hugo.
Para o ano há mais.

Sexta-feira, Maio 17

Atlético tira o colchão e deixa o Real a dormir na tábua


O Paços de Ferreira é um clube de vendidos.

O empate com o Estoril deixou-me deprimido. Felizmente para mim, estava no início de umas belas férias e a coisa passou-se, apesar da angústia. A derrota contra o FCP, longe de ser surpreendente, acabou por ser mais dramática. Pelo golo tardio de Kelvin e pela ultrapassagem letal que nos fizeram, mesmo na última curva antes da meta.

Depois, e num estado letárgico, assisti à derrota cruel frente ao Chelsea que, apesar da desgraça, não me deprimiu. Baixar as expectativas e aceitar a evidência de se tratar apenas de um jogo de futebol, ajuda sempre.

Domingo, voltarei ao estádio da Luz. Não porque acredite em grande festas, não porque acredite que festejaremos o título. O FCP vai vencer, e sem dificuldades, um Paços de Ferreira que ainda recentemente, frente ao Sporting, mostrou fragilidades que os portistas não desperdiçarão.

Quero com isto dizer o quê? Que me mete um bocado de nojo ler muitos benfiquistas a falar em "festejos de jogadores do Paços nos golos do Chelsea" ou de pagamentos de "reformas douradas" ao Cássio, sem que exista o mínimo de garantia daquilo que se diz. Ou pelo menos de provas cabais.

Temos tanta coisa a que nos agarrar, temos tantas escutas para nos enojar, que não precisamos de estar constantemente a criar "factos" que colocam em causa o profissionalismo de gente que nada tem a ver com o resto.

Os jogadores do Paços de Ferreira, no Domingo, vão ser aquilo que foram a época inteira. Uma equipa digna, liderada por um gajo competente. Pode não chegar, mas na hora da desilusão, é completamente escusado perder a lucidez, fazendo acusações imbecis e criminosas.

Um bocadinho de humor para desanuviar.



LOL.

E contaram-me esta agora mesmo: ao contrário do que seria de esperar, com os últimos acontecimentos, o governo português está a subir nas sondagens. Pelo menos seis milhões de portugueses acreditam no "Passos".

Eu, por acaso, não acredito nada.

Quinta-feira, Maio 16

E se fosse ao contrário?

Ainda sobre a sequência de maus resultados do Benfica, atrevo-me a perguntar (agora que é fácil fazê-lo): E se Jesus tem feito ao contrário? Se joga no Dragão de 'peito aberto' e se 'fecha-linhas' contra o Chelsea?

Depois de ver os dois jogos, não tenho dúvidas que ao contrário seria quase certo o Benfica festejar no Dragão e, muito provavelmente, ganharia a Europa League em Amesterdão. Já agora, passo a explicar:

Um Benfica que atacasse e quisesse vencer, no Dragão, ajudaria sempre o clássico a resultar num reflexo da tabela. Lembramos-nos, por exemplo, do que aconteceu na Luz, em que um bom jogo - dividido - resultou num empate a duas bolas. Em Amesterdão, a questão mental que decidiria o jogo pesaria na balança para o Chelsea. Os estimados e simpáticos leitores deste texto (uma ou duas almas 'penadas') viram o futebol dos blues? Se foi aquilo em contra-ataque, não imagino o que seria se tivessem que descobrir caminhos contra um Benfica que fechou como no Dragão.

Posso e afirmo, porque é fácil falar no fim, que as estratégias de Jesus não foram assim tão erradas. Foram, sim, trocadas em relação aos jogos.

O oito e o oitenta do Benfica deram 'azares' iguais

Da insuficiência ao exagero com um resultado igual. Quem diria que um enorme Benfica traria de Amesterdão para Lisboa o mesmo drama e resultado do confronto no Dragão com o FC Porto? Depois da derrota no terreno do rival os adeptos pediam entrega, atitude, pediam o Benfica que encantou e fez sonhar durante a época. Pediram e tiveram uma equipa que vulgarizou - como já havia feito na época passada - o milionário Chelsea de Abramovich. Mas mais uma vez o síndrome tão português de não querer marcar fez-nos sofrer. Não se pode! Não se pode falhar tantas oportunidades de golo, Benfica! Quem falha tanto (já é cliché eu sei!) põe-se de tal maneira a jeito que o desfecho parece ser igual ao de quem não quer ganhar jogos.

Parece injusto criticar de novo o Benfica depois de na Final da Liga Europa os encarnados terem voltado ao futebol que os caracterizou esta época, mas, para quem não se lembra, esse mesmo futebol - o do alucinante modelo de Jesus - requer golos, golos e mais golos. Revejam-se as oportunidades que o Benfica criou e sinta-se o síndrome e o medo com que os jogadores abordaram a finalização. Reveja-se também a criação de oportunidades noutros jogos com adversários sem nome, que não assustam nem bloqueiam cérebros, para se perceber que a derrota com o 'banal' e boring Chelsea é algo completamente mental.

"Tão fácil não pode ser! Tão fácil é impossível ser", pareciam dizer os jogadores do Benfica à hora do remate que num jogo que passasse despercebido seria golo certo. E, criado por eles, tão difícil se tornou (a missão) que o Benfica teve que sofrer um golo, para depois Cardozo converter sem dó a grande penalidade que daria o empate. Mas aí, já o psicológico tinha enraizada a ideia da derrota tal qual 'pica miolos'. É o mal das equipas que muito produzem mas que se sentem confortáveis no discurso final com o domínio territorial e de oportunidades falhadas. Em futebol, amigos, isso não chega e na Final de Amesterdão também, obviamente, não chegou. A cada oportunidade falhada, a cada pulsação do jogo, o incisivo Benfica de Jesus ia-se destapando, ia quebrando, como que se estivesse à espera da estocada de Ivanovic.

Mas de análises à falta de eficácia na finalização por parte do Benfica, assim como ao cinismo do Chelsea, estarão hoje os jornais cheios. Para o Benfica e para as restantes equipas portuguesas, urge exorcizar o demónio que as bloqueia, que não as deixa marcar para vencer (!) contra os 'adamastores'. E o síndrome passa, a meu ver, pela tal moralidade que é controlar um jogo e dizer que se domina, que se cria, que se fez e se 'aconteceu'. Mas, sabe-se que não marcando não há prémio, não há Taça, nem devia haver consolação possível. Os esquemas e modelos, tão demais apregoados, não são mais que caminhos para o golo. E nos golos nada há de acaso, nem de sorte. Ainda que como, no jogo de ontem, eles sejam bem difíceis de explicar.

Os acasos e as sortes que os decifrem, as direcções, os técnicos, os jogadores e (porque não?) os adeptos, para não haver Bruxos de Fafe a mandar 'papaias' sobre futebol.

Quarta-feira, Maio 15

Grita Benfica. De cabeça bem levantada.

Fomos melhores mas perdemos. Os jogadores deram tudo o que tinham e o que não tinham. Obrigado por fazerem sonhar milhões de pessoas. Sinceramente, foi das derrotas menos dolorosas, apesar do aparente drama. Quero, e queremos, mais destas vidas em campo.

Ganhar nem sempre é possível. E temos de aprender a viver com isso. É futebol e, apesar do desalento, é bonito, assim.

De cabeça levantada. Com muito orgulho nestes jogadores e nos adeptos.

Desilusão!

Nem aos adversários desejo uma coisa destas.
Duas vezes na mesma semana.
E hoje é tremendamente injusto!

Boa sorte SLB

Que elevem bem alto o nome do nosso país e saiam vitoriosos de Amesterdão. Um abraço portista aos benfiquistas do blog.

Terça-feira, Maio 14

Curtas.

1. Amanhã há Final da Liga Europa e as apostas apontam para a vitória do Chelsea. Compreende-se: são os actuais campeões da Europa, têm um plantel recheado de enormes jogadores e participam numa liga intensa, competitiva, que lhes garante um outro ritmo.

A posição secundária do Benfica pode, até, jogar a nosso favor. Espero uma vitória, como espero sempre, mesmo sabendo que é pouco provável. O mais importante é haver Benfica, o que não aconteceu muito no dragão.

2. Sporting fora da Europa, apesar da vitória. Jesualdo falhou o objectivo e parece-me que não vai estar em Alvalade. Sinceramente, não sei bem o que esperar do futuro próximo do clube de Alvalade. Sem dinheiro, sem treinador, e sem jogadores, a situação não vai melhorar.

3. Os bilhetes para a Final da Taça de Portugal esgotaram logo. Apesar do desânimo que a derrota no Porto causou, os benfiquistas responderam bem. Não se podem queixar de falta de apoio... e o Vitória vai assumir o papel que caberá ao Benfica, amanhã.

4. Villas-Boas dificilmente fará melhor do que o seu antecessor. Contudo, e não me custa reconhecer, acabou por fazer um bom trabalho. O que mais me surpreendeu foi o facto de ser já bastante respeitado em Inglaterra. E Bale ajudou, claro.

5. A reacção de Coentrão revela-nos um jogador que perdeu um pouco o "norte" na sua carreira. Talvez o Real Madrid seja demasiado grande para ele. Bem que podia voltar à Luz.

Arbitragem: longe da perfeição.

Em pouco mais de 60 segundos de jogo, a equipa de arbitragem engana-se quatro vezes, sempre para o mesmo lado.

Primeiro, não marca falta sobre Garay. Depois, assinala lançamento ao contrário, acabando por marcar uma falta inexistente de Melgarejo. Para terminar, um fora-de-jogo que passa em claro, resulta num golo.

Sigam a jogada toda, aqui.

Este é um excelente exemplo da total impreparação e incapacidade técnica que alguns árbitros têm e que, todos os fins-de-semana, contribuem para falsear resultados e destruir o trabalho de equipas inteiras.

O exemplo é aleatório pois encontrei-o totalmete ao acaso e não pretende justificar o resultado do jogo em questão.

A discussão que pode surgir com o vídeo é: o erro faz parte do jogo, sempre foi assim, sempre será, porque é impossível acertar sempre, mesmo com o recurso à tecnologia. Mas, se calhar, a metodologia de treino está errada, pois este caso é sintomático disso mesmo. Não é possível, num jogo, em poucos segundos, fazer tanto disparate seguido (independentemente de ter sido sempre a favor de uma das equipas).

Segunda-feira, Maio 13

Benfica precisa-se.

Com certeza que muitos benfiquistas, depois do empate em casa contra o Estoril, mandaram a toalha ao chão. É normal. Afinal, a história recente mostra-nos que passamos maus bocados no Porto e que, com Jesus, decisão rima com insucesso.

Mais uma vez, a história repetiu-se, sem grande estranheza. O que foi diferente, desta vez? O golo da vitória chegou quase no fim, deixando o Benfica sem hipóteses de reagir, sequer. Foi dramático, pesado mas, no fim, não foi injusto.

Todos aqueles que, como eu, defendiam a necessidade de ir ao Dragão com quatro pontos de vantagem, viram os seus receios confirmados. Os outros, mais crentes, continuam na senda da fé, agora virada para a força pacense, talvez capaz de fazer o que ninguém conseguiu até agora: derrotar o FCP.

O empate, chega, também. Mas depois do desastre caseiro contra os canarinhos e com a Final da Liga Europa na Quarta-Feira, acho que é preciso mais fé ainda numa vitória contra o Moreirense.

Falando da Europa dos pequeninos, vamos defrontar o actual campeão europeu. Infelizmente não nos calhou um "Mónaco" e nenhum benfiquista estará convencido que a vitória é o resultado mais provável.

Vamos jogar contra todas as expectativas. Perdemos praticamente o campeonato no último minuto de jogo, temos meia-equipa cansada, a moral está em baixo e enfrentamos o adversário mais forte da temporada, logo atrás do super-Barcelona.

Como qualquer adepto, quero que o meu clube vença. Acredito, até, que isso vai acontecer.

Mas foda-se, e o campeonato? Nós queríamos era o campeonato. A Liga Europa não chega, e a Taça de Portugal também não. Contudo, será isto bom? Poder ganhar tudo até ao fim? Chega? Como se lida com o insucesso no último degrau de uma longa escadaria? Vai deixar-nos mais fortes? Mais fracos? Melhor preparados?

Luís Filipe Vieira esteve no Brasil durante o jogo contra o Estoril. No Dragão, viu o jogo no balneário. Costuma dizer-se que o exempo vem de cima, não é? Todos queremos Benfica, de peito aberto, a voar. Escondido e não presente, já sabemos que não resulta.

Domingo, Maio 12

Mil palavras


E a marca do perfume de Kelvin?

Esperava-se o jogo do título no Dragão mas o 'Benfica campeão' não quis comparecer. A impressionante rigidez táctica da equipa de Jorge Jesus meteu em 'xeque' toda uma época em que o discurso vincou sempre uma identidade que na hora da decisão não apareceu, porque o seu técnico entendeu jogar para o ponto. O FC Porto ainda não ganhou a Liga mas, com o golo de Kelvin, afirmou a superioridade no confronto directo com o seu rival porque foi sempre, até ao fim, fiel ao que o seu treinador apregoou durante toda a época. Assumiu o jogo 'à campeão' e foi premiado com mais um golo salvador de um brasileiro que já é talismã.

O Benfica que toda a gente elogiou e que devolveu a esperança de acabar com a hegemonia do FC Porto não subiu ao relvado do Dragão. A equipa pressionante e atacante que "desgasta adversários" com o seu jogo ficou em Lisboa e na Invicta surgiu uma versão que tinha, durante todo o encontro, um momento do jogo em mente: organização defensiva. Com isso, e só isso para fazer, o Benfica acabou por fazê-lo bem, fazendo uso também do habitual 'golo da praxe' obtido pelo faro de golo dos seus homens mais adiantados. O 'modelo' fazia sentido, não estivessem em jogo questões morais e de afirmação de uma sobre outra equipa. Assim sendo, os encarnados abordaram o jogo de uma forma que o FC Porto nunca faria na Luz - mesmo que só precisasse de empatar.

Essa é a diferença maior numa Liga em que águias e dragões abateram tudo o que lhes apareceu, exceptuando os habituais percalços que, agora, até não são derrotas, são empates. Assim a luta de estilos teria de aparecer e o confronto teria de ser entre as identidades dos dois primeiros e não entre a identidade do actual primeiro classificado e a identidade da maior parte das equipas nacionais: jogar no erro e apostar em 'qualquer coisinha' como um lançamento para a área ou um qualquer livre.

O FC Porto não criou por aí além mas manteve o jogo no meio-campo adversário onde, por uma questão de metros, os golos estão sempre mais perto, nem que no 'emaranhado' de jogadores adversários a bola ressalte em dois e entre na baliza. O trio do meio-campo do Benfica não tinha bola e a ideia sempre foi segurar o do FC Porto. Enzo, Matic e Gaitán não foram potenciados ofensivamente e viam Fernando, Lucho e Moutinho andar a rondar a sua grande-área. Por aí a balança do jogo pesava claramente para o lado do Dragão mas o Benfica demonstrava uma lição quase perfeita em campo, pois é Jesus quem diz que até 'a marca de perfume dos adversários conhece'. Sabia tudo sobre como o FC Porto ia atacar e James - jogo horrível - e Jackson foram engolidos pela organização defensiva de JJ. Como se podia então derrubar o muro encarnado? Com opções que o seu plano omitisse.

As entradas de Kelvin e Liedson - o FC Porto passava aqui a jogar só com 3 defesas - não surpreenderam porque eram as mais prováveis mas a abordagem encarnada ao lance não teve o sucesso defensivo que quase todo o jogo mostrou. A espontaneidade do miúdo 'salvador' na hora do remate meteu a toda a táctica de joelhos premiando Vítor Pereira, um técnico que por não ser levado em braços se excede no discurso mas que tem uma fé na sua equipa e modelo, do 'outro mundo'. Nunca mostrou receio do Benfica e nos momentos decisivos, contra os encarnados, nunca falhou. Demonstra o seu portismo por todos os poros e é fiel ao modo de trabalho de uma casa onde os jogadores não 'pulam' e se abraçam sem terem ainda ganho nada. Cautelas, que para a semana há mais, não esteja o destino da Liga nas mãos das 'equipas-sensação'. Já o 'ensaiar' de buzinas pelas ruas portuenses compreende-se. Não é todos os dias que a superioridade moral em relação ao maior rival é garantida em casa e... aos 90'+2.

Sábado, Maio 11

FCP 2 Benfica 1.

Nem nos piores pesadelos. E se contratássemos o Vítor Pereira?

Sexta-feira, Maio 10

Os 90 minutos de Pedro Proença.

O FCP-Benfica está aí e, ao contrário do que eu esperava e desejava, será um jogo absolutamente decisivo para a atribuição do título e, ao mesmo tempo, um verdadeiro obstáculo para a final da Liga Europa.

O Benfica teve tudo para ir "passear" ao Dragão. O rotundo falhanço, perante 60 mil adeptos, frente a um Estoril que era o mais fácil de todos os adversários recentes e futuros, deixou a comunidade benfiquista com os nervos em franja.

Também eu espero que o resultado final no Dragão reflicta o que se passou em campo. Também eu espero que o vencedor não seja levado ao colo pelo Pedro Proença.

A nomeação de Proença é um duro golpe nas aspirações encarnadas por tudo aquilo que representa. É um árbitro do sistema (as escutas são claras a este respeito) e tem um historial de erros graves contra o Benfica digno de ser constantemente relembrado.

Mas... há mais de 20 anos, os jogadores do Benfica foram recebidos nas Antas num ambiente de extrema violência. Equiparam-se nos corredores porque os balneários cheiravam a merda, viram dirigentes do Clube serem ameaçados à pistola e, no relvado, foram vítimas de atropelos, pontapés e agressões, sempre com a complacência do homem do apito. E no fim, venceram.

Contudo, amanhã, não acredito que a história se repita. Quer dizer, acredito que possamos vencer, mas acredito também que o ambiente não será comparável, que o Abel não aparecerá de coldre à cintura e que os jogadores do FCP se comportarão com dignidade.

Quanto a Pedro Proença, será facilmente o elo mais fraco desta história. Vai entrar pressionadíssimo, e qualquer erro de caca ser-lhe-á apontado como factor decisório no resultado final. No final, certamente, de um lado ou do outro, vão chover críticas.

Se forem do lado do Benfica, são mais umas a juntar ao rol de erros do passado, sobre um árbitro que, por norma, prejudica o clube da Luz. Se forem do lado do FCP, será porque o homem é benfiquista, mesmo que uma simples pesquisa por "Proença escutas" no Google nos demonstre, cabalmente, que apesar desse epíteto, Proença é bastante apreciado por Pinto da Costa.

Mas uma coisa é certa e, penso que todos concordamos: apesar de Pedro Proença ter sido a pior escolha para este jogo, todos lhes desejamos muito boa sorte e competência durante os 90 minutos mais importantes deste campeonato.

Mote para a memória colectiva desportiva

Aconteça o que acontecer, o jogo de Sábado vai ser daqueles que vai ficar gravado na memória de Portistas e Benfiquistas. Vai ser histórico e vamos falar dele, em reminiscências desportivas, durante o resto das nossas vidas. 

Quanto ao espírito que gostava de ver amanhã está tudo escrito aqui, com grande categoria e alma, http://www.porta19.com/2013/05/ouve-la-o-portista/ neste excelente site portista. Este é o único rapaz de rivaliza com o nosso Marco quando se escreve do FCP.

Quinta-feira, Maio 9

O árbitro

Mas havia dúvidas?  Pedro Proença é o árbitro do jogo do título. O pseudo-melhor árbitro português e mundial...
O historial deste árbitro com o Benfica ultrapassa em muito o Porto...
Como se sentem os adeptos do Benfica? e os do Porto?

Adenda.
Para quem quiser cair na tentação de lhe imputar algum benfiquismo, veja este vídeo, mas acima de tudo compare os critérios na análise dos lances.

Utopia

É legítimo querer vencer. É legítimo puxar pelo seu clube. É legítimo ficar triste com a derrota.
Mas o futebol não passa de um jogo. Não é uma guerra, um tudo ou nada. A vida ou a morte.



Independentemente do resultado, sábado devia ser assim. Mas é uma loucura sequer pensar que algum dia isso possa acontecer.
A violência mais não é que descarregar uma frustração, sendo que grande parte das vezes as vítimas nada têm a ver com isso.
Acompanhando Miguel Sousa Tavares, dramático não é perder um campeonato. Dramática é a situação do país.