quarta-feira, dezembro 24

Natal

Feliz natal a todos os que nos acompanham

segunda-feira, dezembro 22

Benfica

Depois da vitória no Dragão, o Benfica voltou àquilo que era: uma equipa vulgaríssima.

Os dois últimos jogos vêm colocar em crise a tese de que no Dragão a vitória se deveu à estratégia táctica de JJ. 
O plantel é muito curto e há ali jogadores cuja presença não se compreende em face das ambições que tinha no início da temporada. Vai ser curto para chegar em primeiro ao fim da época. E com a saída de Enzo...

Entretanto Enzo, como de costume, vai sair abaixo da cláusula de rescisão.

São já 3 foices, ou, nas palavras de JJ, três tiros no porta aviões: Champions, Liga Europa, Taça de Portugal.

Relativamente ao jogo de ontem, é triste e custoso, mas não posso deixar de registar que começam a ser casos a mais. Não gosto. Nunca gostei de ver vitórias assim.O golo é precedido de fora-de-jogo inequívoco. Não é no limite, e também aqui não vale o argumento sobejamente usado por outros em tempos recentes, dos movimentos contrários de defesa e avançado. É um erro pouco compreensível.
Começa a fartar falar de futebol nestas circunstâncias.

sexta-feira, dezembro 19

Segundo fracasso da época para o Benfica.

A eliminação de hoje só pode ter deixado todos os benfiquistas frustrados. A equipa fez uma boa exibição, com muitas ausências importantes, num plantel que, assim, fica ao nível de um Braga competente e com alguma qualidade individual.

Muitas ocasiões de golo e uma brilhante exibição do guarda-redes bracarense, mais dois erros infantis da defesa encarnada, foram a receita do jogo de hoje.

Mas uma coisa é certa, o Benfica está fora da festa da Taça de Portugal. Depois da eliminação europeia, este falhanço deixa a equipa apenas com o campeonato pela frente, competição que deverá oferecer apenas mais 3 ou 4 jogos com adversários de qualidade (na Taça sempre poderia haver mais um encontro com o SCP). Uma época estranha.

A comparação que alguns fazem entre este jogo e o do passado Domingo (invertendo a lógica da sorte do jogo) não faz qualquer sentido. O Benfica de hoje foi muito mais superior ao Braga do que o FCP aos encarnados.

Já se sabia que esta época as coisas seriam bem mais complicadas na medida em que a qualidade deste plantel é bem inferior à do plantel do ano passado. E sem contar com Luisão, Sílvio, Eliseu, Fejsa, Amorim, Enzo, Sálvio e Samaris, as opções principais são as de hoje: Almeida a lateral direito, centrais Jardel e César, Cristante (bom jogo, contudo), Pizzi (muito mal), Ola, Derlei, ou Tiago. Pode não ser mau, mas equilibra bem com um Braga e depois a bola é redonda.

Bom jogo, com uma arbitragem que me pareceu positiva.

domingo, dezembro 14

Benfica ganha em toda a linha.

 

Jesus, finalmente, de pé no Dragão. Jogo muito parecido com o de há dois anos mas com o factor sorte a pender para o lado dos encarnados. O Benfica quis um resultado e jogou para isso. 

Destaque óbvio para Lima, também. O brasileiro merece mais do que ninguém estes dois golos e, quem sabe, alguns benfiquistas vão passar a lavar a boca antes de se referirem ao ponta-de-lança.

Talisca, mais um bom jogo. Enzo, soberbo, e Samaris talvez no seu melhor jogo. Almeida sempre presente, Maxi, como o vinho do Porto, dupla de centrais impecável. Júlio César tem muita qualidade e acima de tudo dá segurança à equipa.

Com os empates do Sporting e Guimarães, esta foi uma fantástica jornada para o Benfica.

Que belo Natal. Mas falta muito, ainda.

sábado, dezembro 13

Simples! vencerá o menos teimoso


Se já vem apelidado de Jogo do Ano é porque dispensa apresentações. Mas será bem assim ou valerá a pena compreender as razões que fazem do Porto-Benfica de domingo o jogo que marcará a época? É que se excluirmos o chavão que reza que o próximo jogo é o mais importante, que outros argumentos levarão a que os próximos jogos - ou pelo menos a jornada 14, jogada ainda em dezembro - não sejam tão ou mais importantes que o Clássico? Vai outro chavão? São três pontos, não? Mas, conclusões semânticas à parte, qualquer confronto entre águias e dragões vale, por estas alturas, mentalmente o seu peso em 'ouro'. Isto porque qualquer deslize invalidará na opinião pública e própria aquilo que 'se andou a fazer' até 14 de dezembro. Uma vitória implicará uma saída em ombros. Uma derrota implicará uma saída envergonhada e difícil de digerir. Isto, nem que as equipas estejam bastante próximas uma da outra em termos de qualidade.

Já assim foi no clássico do título em 2013. Dois dos melhores conjuntos portugueses da década decidiram o trabalho de uma época nos detalhes. Já nos princípios de 2014, a diferença dos encarnados para a concorrência foi tão desnivelada que qualquer encontro imediato só serviu para confirmar uma ideia que se tornou patente em todos os outros jogos: o Benfica era demasiado superior à concorrência e tratou de o provar na Luz não dando hipóteses a FC Porto e Sporting. Daí que os clássicos sejam 'utilizados' para se aferir a supremacia de uma equipa em detrimento da outra. No Dragão não será diferente, quando pelo seu relvado águias e dragões mostrarem as suas valências e incapacidades.

Mas, então, o que será que esta nova edição trará diferente? Bem, desde logo, o regresso do 'melhor Benfica' ao anfiteatro do FC Porto será uma realidade. Se na passada época Jesus protegeu sempre o seu 'onze de gala' nas idas ao Dragão, desta vez Gaitán e Enzo não se poderão esconder. Já lá não estão Oblak, Garay e Markovic, mas estarão lá, certamente, Talisca e Jonas, no confronto que também marcará o regresso de Jesus a uma indefinição ideológica. É que se lembrarmos que até com segundas-linhas o Benfica deu, na passada terça-feira, uma lição de como bem defender frente ao Bayer Leverkusen, não será de duvidar que o controle defensivo será uma das valências que se vislumbrarão nos encarnados. Porém, será a arte de bem defender suficiente para triunfar no Dragão?

Mesmo que não se saiba, tudo parece apontar para que organização defensiva seja um momento-chave no plano de JJ. O empate ser um resultado que mantém distâncias parece também confirmar a hipótese. E se, quisermos ir ainda mais longe, a pouca capacidade dos azuis e brancos para jogarem 'entre-linhas' - no interior do bloco adversário - parece manter o timoneiro encarnado bem confortável em relação a passar a maior parte do jogo sem bola. Contudo, também assim foi em maio de 2013 e a ideia acabou por ver-se traída no último suspiro portista. E assim sendo, outra  questão essencial (se Jesus apostar mesmo numa dinâmica mais conservadora) acabará por ser mesmo se este FC Porto tem a capacidade para contornar a boa organização do campeão nacional.

Sabe-se que o Porto de Vítor Pereira tinha. Mas sabe-se também que esse é um Porto que já faz parte do passado e que só no Museu pode ser revisitado. No entanto, uma espreitadela aos processos dos bi-campeões (não incluímos aqui a época de AVB pelo facto do modelo ser diferente) sugerem que o futebol actual, de Lopetegui, é bem distinto do 'Porto VP'. Desde logo pelos processos defensivos e, desde logo também, pelo facto dos processos ofensivos não permitirem que a defensiva seja tão organizada. Sim, o futebol é como um todo. E neste caso a hiperbolizada largura do 'Lopi Team' não deixa a equipa encurtar o campo ao adversário e com isso proteger a sua linha defensiva das transições adversárias. Não é um FC Porto incompetente nesse aspecto, mas também não é um 'Porto 5 estrelas' como aquele que dançava entre todos os momentos do jogo com uma confiança notável. Daí que seja pertinente afiançar que quanto mais a estratégia de Jesus visar recuperações 'altas' (mais perto da baliza de Fabiano) mais o Dragão pode sofrer, da mesma maneira que quanto mais Lopetegui visar o jogo-interior mais hipóteses terá o FC Porto de destapar caminhos até à baliza de Júlio César. Duas teimosias de cada timoneiro com o futebol a oferecer hipótese de redenção. Ainda dizem que ele é injusto...

domingo, dezembro 7

Benfica 3 - Belenenses 0

Não me apetece falar do jogo.
O "caso" Miguel Rosa e Deyverson tirou-me toda a vontade. Qualquer análise fica inquinada por isto.

Da mesma forma que num passado não muito distante me insurgi contra lesões fantasma de alguns jogadores emprestados, não posso, por coerência, estar de acordo e muito menos fingir, que isto não aconteceu. Não é por mudar a cor da camisola que a opinião deve mudar.

Uma ver-go-nha! 

quinta-feira, dezembro 4

Bola de ouro

Mais um ano, mais uma polémica.
Um troféu outrora bastante prestigiado parece estar a cair mas malhas do clientelismo.

Não escondo que gostaria, por sentido patriótico, que Ronaldo vencesse a bola de ouro. E talvez por causa disso estou mesmo convicto que foi o melhor de 2014.

O ano passado Blatter foi um palhaço. Este ano Platini tenta novamente mover a sua influência. Triste. Se é inegável que qualquer um deles tem direito à opinião, também é inegável que quem ocupa determinados cargos deveria usar de uma certa reserva. Ficava melhor darem a sua opinião depois de tudo decidido.

Esta semana soube-se quem eram os 3 finalistas, mas, curiosamente ou não, há umas semanas, Neuer já dava a entender que faria parte do trio, ao dizer que não poderia ganhar a bola de outro porque não posava em cuecas, numa clara indirecta a CR7. Será que ele já sabia que ia fazer parte do trio? hummm...

Porque é que este ano deve ganhar um alemão e em 2010 não ganhou um espanhol e ninguém veio para a comunicação social barafustar? É porque em 2010 a coisa estava clara para o Messi? mesmo depois da Espanha ter ganho um Euro e um Mundial? Mas será que sempre que CR7 está na pole-position há sempre uma polémica para ensombrar a vitória? O ano passado era Ribery, este ano tem que ser um alemão...

Se CR7 e Messi são inequívocos, porquê Neuer e não, por exemplo Thomas Muller? será que o guarda-redes deu mais nas vistas que o médio/avançado? Quem lançou Neuer na corrida? Os votos? ahahah, alguém se lembra daqueles treinadores que disseram que votaram em Mourinho e os votos apareceram noutro treinador? Houve investigação? nein...


domingo, novembro 30

Gaitán: na desmarcação, no pé, no joelho, e no pé, outra vez.

Académica - Benfica 2

O Benfica entrou muito forte e logo aos 8' na sequência de um lance bem executado por Enzo e Gaitán, chegou ao golo com naturalidade. Durante a primeira parte podia ter feito mais um ou dois golos que só não surgiram por azar ou falta de discernimento na hora de rematar.

Há um fora de jogo do Luisão no lance do 2º golo. Se tivesse sido em bola corrida, admitia. De bola parada não é admissível um erro destes.

Na segunda parte a toada foi mais morna, mas sempre com o Benfica a controlar. O Benfica marcou o ritmo do jogo e conseguiu controlar o adversário em todos os momentos. A Académica não teve qualquer oportunidade de golo.

Pese embora tudo isto, há que ter em conta que jogamos contra uma das mais fracas equipas do campeonato, e como tal não é motivo para embandeirar em arco, bem pelo contrário. O Benfica continua a demonstrar que é substancialmente mais fraco que na época passada e que perdeu muita, mas mesmo muita qualidade.

Samaris ainda está deslocado, falha passes, intercepções, ainda não atinou com o ritmo de jogo, enfim, ainda não tem condições para se afirmar.

Luisão continua absolutamente inqualificável no passe. Hoje dei-me ao trabalho de reparar mais nele, e se no passe longo é incrivelmente mau, no passo curto é exímio a colocar os colegas em situações de perigo, para não falar da força com que faz os passes.

Gaitán tem carregado a equipa. Jonas é muito bom. Talisca hoje não esteve em Coimbra. Vão valendo os resultados...

sexta-feira, novembro 28

Portugueses na Europa do futebol.

A prestação das equipas portuguesas, não está a ser muito positiva mas, confesso, poderá não ser tão má como temia.

Entre o mau e o péssimo, fica o Rio Ave. Zero vitórias, apenas um pontinho e o afastamento à quarta jornada. A inexperiência não explicará tudo e os vila-condenses até estão a fazer um campeonato interessante (sétimo lugar).

No medíocre está o Benfica. O grupo era equilibrado e tinha um Leverkusen que será a terceira melhor equipa germânica da actualidade (e um bom colectivo e individualidades). O Zenit é um clube que, basicamente, tem alguns dos melhores jogadores que passaram pelo Benfica nos últimos anos. Colectivamente não são fortes como os alemães mas, quem tem Garay, Javi, Witsel, Arshavin, Malafeyev, Fayzulin e Hulk é sempre um adversário poderoso. O Mónaco, mesmo sem James e Falcao, continua a ter um plantel cheio de qualidade.

Contudo, em campo, o Benfica foi sempre uma equipa sem qualidade de Champions. O jogo na Rússia foi apenas razoável e terá sido o melhor. Falta qualidade individual alternativa a Lima, Sálvio, Enzo e Luisão. No ano passado, lembro-me de alguns bancos simplesmente fantásticos. Este ano, a coisa é muito diferente.

Se a culpa é de Jesus? O treinador do Benfica continuará a ser o mesmo teimoso de sempre, a cometer os mesmo erros de sempre. Mas continuará também a ser o mais indicado para trabalhar com a falta de critério da direcção do clube. Um outro treinador, provavelmente, seria incapaz de, sequer, liderar o campeonato.

Jesus adapta-se bem às inconveniências e o seu trabalho tem de ser avaliado também por isso. Até ao fim da época não faz sentido contestar grande coisa.

De razoável, até bom: Estoril. Com o jogo de ontem bem encaminhado, os canarinhos somarão a segunda vitória, mantendo possível o apuramento. Muito difícil, mesmo assim, mas se chegar à última jornada com essa possibilidade, significa que alguma coisa foi bem feita.

Dentro do bom, está o Sporting: não tivesse o Maribor marcado aquele golo no último minuto do primeiro jogo e o clube de Alvalade poderia estar já nos oitavos. O acesso à Liga Europa não é uma surpresa, por si só. Mas o comportamento geral da equipa foi algo surpreendente, com uma razoável exibição frente ao poderoso Chelsea, e duas muito boas contra os alemães do Shalke 04. Na última jornada, bastará um empate ao Sporting, mas o Shalke terá sempre de vencer o seu jogo, o que não é líquido.

E há o muito bom: o FCP. Lopetegui tem enfrentado alguma resistência dentro do clube e os adeptos estão no limbo. Contudo, na maior prova de clubes do mundo, o FCP deu cartas, marcando 15 golos em cinco jogos e cedendo apenas um empate, fora, contra a segunda melhor equipa do grupo.

quarta-feira, novembro 26

Benfica out.

Não há volta a dar. O Benfica de Jorge Jesus marca passo na Europa dos grandes e todas as desculpas que se arranjem valem zero. É preciso, contudo, reconhecer que este Benfica acabou por ser o mais óbvio. Falta qualidade individual, quando comparado com os adversários.

A época vai no início, e convém não desmoralizar apenas porque não cumprimos este objectivo. A época passada deixou o mundo benfiquista em êxtase mas há que descer à terra.

Continuo a considerar que o campeonato é o mais importante objectivo da equipa e aquele que não pode mesmo fugir.

Já agora, deixem-se de Liga Europa, por favor. E metam o Jonas.

Entretanto, parabéns ao Sporting pela boa prestação europeia. O grupo não se compara com o do Benfica mas já fomos de vela com os Shalkes e Maribors desta vida.

segunda-feira, novembro 10

Curtas antes de nova paragem do campeonato.

1. Vi apenas os primeiros 45 minutos do jogo e penso que a exibição do Benfica foi q.b., apesar de tudo. Jogar na Choupana é sempre difícil mas a equipa, como na época passada, reagiu muito bem a um golo sofrido nos primeiros instantes do jogo. Na verdade, não fossem alguns falhanços claros, os encarnados podiam ter chegado ao intervalo com dois ou três golos de vantagem.

Na segunda parte, pelas alterações feitas, deduz-se que Jesus quis defender os três pontos. Não sei se o conseguiu com tranquilidade mas pelo que li o Nacional teve algumas oportunidades. A mais clara delas todas terá sido o lance erradamente invalidado por fora-de-jogo. Lance rápido mas inadmissível de se falhar. Benefício claro para o Benfica neste lance que terá sido o único em 90 minutos.

2. Sporting a perder pontos e duas teorias (ou três, até). "Fomos roubados", "não jogamos um chavo" ou "não jogamos um charuto e fomos roubados". Se as queixas de Marco Silva se referem ao lance anulado a Montero, não as entendo. Slimani faz-se claramente ao lance, com interferência no mesmo. Foi uma boa decisão, parece-me. Os sportinguistas devem estar preocupados com os maus resultados, mas continuo a achar que a Liga dos Campeões é o foco de muitos dos jogadores e esse é o principal motivo da falta de empenho que tantos adeptos não têm visto em campo.

3. Na Amoreira o FCP voltou a perder pontos e desta vez até teve muita sorte em levar um para cima - penálti claro por assinalar contra. Que o plantel está cheio de qualidade, ninguém duvida. Só aquele Brahimi, mais o Jackson, quase que chegam. Mas o futebol apresentado continua demasiado confuso, com laterais pouco activos e muito afunilamento das jogadas e alguma cerimónia na hora de rematar à baliza.

Queremos mais esclarecimentos sobre os "apertos" dados ao jogador do Estoril no túnel. Mesmo que tenham sido iguais às agressões do além do Cardozo em Braga há uns anos, ou seja, inexistentes, já deve dar para alguém ser castigado.

quinta-feira, novembro 6

20 anos é muito tempo.

Na capa do Record podemos ver hoje a exaltação por um excelente triunfo leonino conquistado frente a uma equipa alemã. Não sei se foi brilhante como o título garrafal afirma. Mas isso não interessa.

O que interessa é haver algum controlo emocional de quem escreve nas redacções. Todos temos clubes da nossa preferência e, até por esse motivo, no desempenho das suas funções, devem os jornalistas ter cuidados redobrados na informação que prestam - caso contrário vai parecer que a emoção lhes toldou a razão e que se estão a comportar como um simples adepto.

Diz assim na capa de hoje do jornal Record: "Há 20 anos que uma equipa portuguesa não marcava 4 golos a um adversário alemão". Numa realidade paralela, certamente.

Na nossa realidade, Benfica e FCP são equipas portuguesas e o Hamburger SV e o Hertha BSC, alemãs. Também na nossa realidade, o Benfica em 2010 derrotou os alemães por 4-0, e os portistas, em 2006, venceram por 4-1. Bem sei que até o Postiga marcou um golo, mas o jogo aconteceu mesmo.

Vibrem com as vitórias, mas escondam os cachecóis.

Doutrina de 'Lopi' silencia Catedral

Ficaria bem em qualquer filme: A cerimónia decorre em silêncio, apática até, e, de repente, ouve-se um estrondo. A porta que protegia os crentes do temporal abre-se, a água entra pelo chão mas as pessoas parecem, ainda, não se importar. Chama-lhes a atenção uma sombra: - É ele?! perguntam os mais desatentos. - Claro que é ele! afirmam os experientes. - Queriam que fosse quem?! isto está marcado desde o fim de agosto, exclama Ernesto Valverdo enquanto, de soslaio, se escapa. Julen Lopetegui é o homem de quem todos falam. Ele, e o seu exército de dragões, entram pela Catedral de San Mamés adentro. Julen, só pára no púlpito, de onde Valverde já tinha fugido. A partir daí o segue-se um monólogo. Um estranho monólogo, sem reacção por parte de um povo que fica estranhamente apático. Nota-se-lhes uma certa faísca nos olhos, uma vontade, pelo menos, mas o corpo, a boca principalmente, não tem reacção. Lopetegui fala à esquerda, fala à direita, exclama para o ar e para o chão. Mais forte em tudo, a sua ideia retirou os opositores da Catedral e ficou livre para conquistá-la. Um discurso imponente mas  superiormente ajudado por vários disparos de fogo dos dragões que o acompanhavam. Dois deles (Jackson e Brahimi) acabaram por ser decisivos para a conquista de Bilbao. Seguem-se agora ucranianos e bielorrussos, antes do aguardado prato principal: os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Esta é, claro, a versão cinematográfica de um reencontro (Athletic- Porto) que trouxe novamente ao de cima uma das melhores facetas do 'Lopi Team'. Fora de casa, como no início da época frente ao Lille, os dragões já haviam mostrado uma maturidade competitiva que lhes permitia sonhar com o triunfo em qualquer lugar. E mesmo com as indecisões seguintes (Guimarães e Alvalade) as réplicas não foram de todo criticadas como haviam sido os desempenhos caseiros frente a Boavista e Sporting - este último para a Taça de Portugal. Uma virtude que terá de ser enaltecida, visto que essa vontade, coragem e sobretudo capacidade (muitos o querem, poucos o conseguem) em muitas épocas de Europa não acompanha os portistas. Recorde-se por exemplo a época gloriosa de Vítor Pereira, a segunda, onde em Paris e em Málaga o dragão nunca se conseguiu impor. Mas, adiante, com esta facilidade ninguém sonharia. Daí que o Athletic, o rival que mais assustava no Grupo H, tenha passado imediatamente de 'coco' a... brinde.

Isto porque o Porto tem essa capacidade, é verdade. Isso e jogadores que colam o pé à bola. Alguns deles, até, fazem mais do que isso. De tal modo que acabou por ser delicioso ver Jackson e Brahimi, segurarem, rodarem, caírem, levantarem-se e começaren tudo de novo até que o mais importante se deu. Se durante toda a primeira-parte a constante e habitual mudança de flanco dos portistas deu cabo dos rins de uns bascos que se posicionavam para pressionar (campo curto) mas sem vontade de o fazer (nunca se terá visto em casa um Athletic tão insosso), deixando todo o outro lado destapado para as investidas do dragão. Foi assim que o argelino atraía para a ala esquerda, foi assim que Óliver virava o jogo, que Danilo aparecia e cruzava e que Jackson falhava à beira do golo. E o jogo até nem corria de feição ao colombiano. A confirmá-lo esteve, pela enésima vez, uma grande penalidade ganha por uma simulação de Danilo. O engano do árbitro da partida deu oportunidade ao Cha Cha Cha de demonstrar de novo porque um penálti não é uma boa notícia para o FC Porto.

Tudo isto numa primeira metade onde os dragões foram bastante superiores e onde o mesmo Jackson, e Martins Indi na mesma bola, tiveram oportunidade para desfeitear Iraizoz, assim como Brahimi e Maicon assustaram a Catedral, e de que maneira, depois de dois livres frontais. Estava lançada a primeira cartada de um FC Porto que esperou, no segundo tempo, pela resposta. Valverde já se habituou à boa maneira 'basca' de fazer duas alteraçoes ao intervalo. Claro que resta-lhe agora aprender que o truque (de lançar Muniain e Iraola, dando a posição '10' a De Marcos) não resulta sempre. Ainda assim os bascos subiram, um pouco, as linhas e conseguiram maior presença no meio-campo portista. Isto até Brahimi se lembrar de Arouca e fazer do último terço dos bascos uma entrada para a auto-estrada antes de servir Jackson no primeiro golo. Definitivamente a noite era dos portistas. O sistema funcionava de novo e os fantasmas passavam para o outro lado. E qual FC Porto intranquilo e inseguro, o Athletic até acabou por oferecer o segundo golo a quem mais o mereceu: atraso de Laporte para Iraizoz (GR), pé furado, recepção falhada, e Brahimi livre para encostar. É verdade! é oficial: A maldição ficou no País Basco e Valverde é o novo Lopetegui.

terça-feira, novembro 4

Liga dos Campeões: Benfica 1 Mónaco 0.

Talisca é já um verdadeiro achado e continua a facturar a um ritmo impressionante. Há-de chegar a hora em que as pernas vão falhar, um momento menos bom, dificuldades. Mas o brasileiro continua a demonstrar muita qualidade, mesmo numa equipa pouco coesa e onde os processos defensivos e ofensivos não estão ainda bem definidos.

O jogo foi muito complicado, especialmente na segunda parte, onde o Mónaco foi superior. Contudo, na primeira parte o Benfica podia ter marcado dois ou três e acabou por cima do adversário. A vitória foi justa e merecida mas um empate era perfeitamente aceitável.

Os jogadores deram mais uma demonstração de entrega e, apesar de nunca ser suficiente, ajuda-os a estar mais perto do sucesso. Maxi esteve fantástico, Júlio César seguro e eficaz, Almeida com dificuldades (completamente deslocado da sua posição), Luisão sempre no sítio certo, Jardel com muita entrega apesar das limitações a nível de passe e de resolução eficaz de algumas jogadas, Enzo, pouco contundente, Samaris a fazer 35 minutos muito bons, assim como Gaitán. Sálvio demasiado ansioso mas quase sempre perigoso, Derlei lutador, gostei, mas precisa de jogar mais. Lima: não merece um único assobio, mas isso sou eu que vejo no brasileiro um verdadeiro profissional, super dedicado e empenhado.

Tudo em aberto na Liga dos Campeões mas tudo demasiado complicado, também. O jogo de hoje favoreceu as individualidades mas na Rússia o Benfica tem de se chegar à frente e conquistar os três pontos.

domingo, novembro 2

Curtas.

Benfica
Ainda nem sequer vi o golo de Talisca mas aposto que mais uma vez o brasileiro deixou bem patente a importância que já tem na equipa de Jesus. E mesmo depois de treinador e presidente adversários terem defendido que o tal lance do ataque do Rio Ave foi bem anulado, já me fartei de rir com a teoria da linha torta, por não estar paralela à linha da grande área encarnada. Chama-se perspectiva e bastava que se dominasse um pouco do conceito "ponto de fuga" para se perceber que não valem todos os argumentos para se ganhar uma discussão, principalmente se forem uma demonstração de ignorância e estupidez.

Pelo que li, não é unânime que o Benfica esteja a jogar bem. É algo preocupante a aparente fragilidade defensiva mas, depois de Garay, haveria sempre lugar a um enorme vazio, de qualidade, de seriedade, de classe e de sobriedade. O meio-campo continua também pouco consistente mas, já se percebeu, muito tem contribuído para isso a "ausência" de Enzo.

Até Dezembro é importante que a equipa se mantenha na frente. Com mais ou menos qualidade, o que importa é vencer os jogos e esperar que os principais adversários percam pontos.

Sporting
Também não vi nada deste jogo mas pelo que li faltou tudo à equipa de Marco Silva. O Sporting está naquele patamar muito perigoso: tão depressa joga bem e ganha, como logo a seguir perde e não mostra nada. Eu penso que é natural, dada a pouca qualidade de alguns dos jogadores. Nani não vai ser sempre decisivo (apesar de estar a ser o melhor a par de Talisca e talvez Jackson) e do banco nunca sairá nada de muito consistente. Com a LC a bombar, a cabeça de alguns, dispersa-se, as pernas de outros, faltam.

Facadas
A impunidade que existe em alguns recintos do país é o mais assustador. Já todos nos habituámos à violência praticada em Guimarães e isso é o pior. As melhoras para as vítimas de um ataque cobarde (onde andam os punhos?, os mano-a-mano?, isso das navalhas é para maricas) e que sabemos que voltará a repetir-se, num estádio perto de si. Triste.

Nolito
Sempre aqui defendi o espanhol. Defini-o vezes sem conta como sendo um dos jogadores mais inteligentes que já vi jogar. Jesus nunca foi à bola com o extremo e, mal pôde, despachou-o. Nem com os golos, nem com as assistências, nem sequer com a clara qualidade técnica e táctica que emprestava à equipa, o espanhol caíu no goto de JJ. O que fez em Barcelona (e o que tem feito), além de absolutamente delicioso, serviu apenas para os benfiquistas suspirarem de saudades.

segunda-feira, outubro 27

Jornada 8

O primeiro candidato ao título a entrar em acção foi o Porto, em Arouca. Jogo sem grande história, apesar do início prometedor dos homens da casa. Mas assim que o Porto abriu o marcador (com sorte, diga-se), foi um passeio. Estes 5-0, que correspondem também a uma aproximação ao líder, vão acalmar as hostes portistas.

A caminho do passeio parecia ir também o Sporting. 3-0 ao intervalo levaram a um excesso de confiança que poderia ter custado muito caro. Felizmente a equipa recuperou do desnorte que se instalou no início do segundo tempo e Montero tranquilizou os sportinguistas com um golo absolutamente fenomenal. Nani continua estonteante e João Mário cresce de jogo para jogo.

Para o fim ficou o jogo de maior cartaz da jornada, Braga-Benfica, que é normalmente um jogo quezilento e este não fugiu à regra. A arbitragem de Marco Ferreira foi bastante fraca, permitiu lances muito duros (Micael pateta) e falhou na grande área. Por exemplo, o lance de Lisandro e Pardo. Dois erros na mesma jogada. Fora-de-jogo de Pardo e, na sequência, falta claríssima de Lisandro sobre o colombiano. Penalty. Ainda pior foi a placagem a Gaitán já nos descontos. No meio disto tudo, quase nos esquecemos dos 3 belos golos que fizeram o conveniente resultado de 2-1 para os bracarenses, este ano com melhores argumentos. Vai ser muito difícil passar na Pedreira...

domingo, outubro 26

quinta-feira, outubro 23

Portugal na Europa.

Que explicação poderá ter tamanho falhanço das nossas equipas nas competições europeias? Na Liga Europa penso que em seis jogos apenas uma vitória, contra cinco derrotas (Estoril e Rio Ave), na Liga dos Campeões, Benfica e Sporting, juntos, com dois pontos. Apenas o FCP se tem destacado mas, mesmo os portistas não parecem muito convencidos.

A questão da fraca competitividade do nosso campeonato é antiga e se antes considerava que estaria no Top5, neste momento é mais para o fundo do Top10.

Entretanto, a conversa da limitação de estrangeiros (extra-comunitários) no futebol português pode afundar ainda mais esta realidade. Ou temos aqui qualidade nacional em quantidades suficientes?

Adenda: teorias para todos os gostos, aqui.

Benfica faz o primeiro ponto na LC ao fim de três jogos.

No fim do jogo ficou a sensação que o Benfica podia ter feito mais. Mas a questão é: temos para mais? Queremos mais?

Continuo sem entender a falta de motivação aparente das equipas de Jesus na maior prova de clubes do mundo. Bem sabemos que a pouca competitividade do nosso campeonato é um factor que não podemos ignorar mas, até por aí, faria mais sentido os jogadores aparecerem motivados para jogar estes jogos.

Como já escrevi anteriormente, o plantel deste Benfica é curto para grandes andanças (esqueçam a época passada) e ontem viu-se. As alternativas são poucas e de qualidade duvidosa. Não seria muito mau se Sálvio, Enzo e Lima estivessem em forma, contudo, não é isso que se tem visto.

O extremo nunca mais foi o mesmo depois da grave lesão que teve. É normal, e são muitos os casos de jogadores que não voltam a atingir o nível demonstrado antes das lesões. O argentino parece que está sempre a querer mostrar serviço, como se estivesse a convencer-se a si próprio que as suas qualidades permaneceram intactas. O resultado tem sido um jogador excessivamente individualista, com imensas perdas de bola. Obviamente que a vertigem e a loucura de Sálvio são as características que fazem dele um excelente jogador, contudo, quando as coisas não correm bem, a qualidade do seu futebol diminui bastante. Talvez seja uma questão de se insistir na sua utilização, até porque não temos melhor. Desde que ninguém se ponha com paneleirices de querer transformar o Sálvio num Markovic, acredito no argentino e acredito que vai melhorar o seu rendimento ao longo da época.

Em relação a Enzo, apesar de nunca jogar mal, falta ali qualquer coisa e é bem capaz de ser descanso, simplesmente. Companhia, também, mas Samaris ainda não serve, Cristante é uma incógnita e Almeida não é aposta de Jesus (apesar de dar conta do recado) na posição.

Lima, ontem, fez mais um jogo cheio de entrega mas com pouca objectividade. Não é, nem nunca será, um homem de muitos golos (compará-lo neste campo a Cardozo é apenas idiota). Precisa de companhia mas, na Europa, Jonas ficou de fora e Talisca nem sempre joga lá perto.

O jogo de ontem exigia mais e os primeiros 30 minutos foram fracos. A equipa fez depois um jogo razoável até à expulsão mas sempre a parecer que no fundo, estava satisfeita com o empate. Na Luz é para ganhar a este modesto Mónaco e baralhar ainda mais as contas do grupo e as probabilidades.

Domingo há jogo em Braga e as coisas podem complicar-se. Costuma ser assim com as equipas europeias. Contudo, vencer na Pedreira seria um passo muito importante na reconquista do título. Vamos ver como reage a equipa.


E o que dizer das capas dos desportivos depois do jogo do Sporting, na Alemanha? Hilariantes, estes rapazes. Depois da roubalheira a que todos assistimos na derrota do Benfica frente ao Sevilha, entre "heróis" e "maldições" nas primeiras páginas, poderíamos agora rir com estes "roubos" e "roubados". Muito bom.


quarta-feira, outubro 22

Curtas à moda antiga.

Parece que a maioria dos elementos do SectorB32 escolheram mal a altura para se ausentarem. Com tanta coisa a acontecer, muitos posts ficaram por escrever. Mas a vida é mesmo assim e com tantas obrigações, sobra pouco tempo para nos dedicarmos à bola.

1. Campeonato nacional

Benfica líder isolado no campeonato. Não o esperava, confesso, mas, ao mesmo tempo, acaba por ser normal, dadas as alterações técnicas dos rivais. A equipa perdeu qualidade, especialmente com as saídas de Markovic e Garay, muito difíceis de substituir, não estivessemos a falar de dois jogadores muito acima da média.

Talisca tem ajudado a equipa a vencer e tem sido, para já, a grande novidade dos reforços benfiquistas. Jonas entrou agora e deu show, não só com os golos que marcou mas, especialmente, com a qualidade do seu futebol. Lima não é o homem-golo que o Benfica precisa, embora continue a considerá-lo indispensável na manobra atacante da equipa.

Na baliza Júlio César não tem sido opção e Artur continua a revelar fragilidades que nos vão custar pontos (o que nem sequer será uma novidade). Maxi está em forma e tem faltado mais Enzo que, parece, tem estado algo desacompanhado. Samaris começou bem mas tem tido algumas dificuldades.


O Sporting tem surpreendido. Marco Silva é um bom treinador e Nani é um acrescento de qualidade fantástico. Sempre gostei do extremo formado em Alvalade e as suas exibições não me surpreendem minimamente. Comparo-o, aliás, a Simão Sabrosa quando este esteve no Benfica: o melhor do plantel, de muito longe, e uma capacidade ímpar de resolver jogos, com golos, assistências e muita qualidade.

Com William Carvalho a subir de forma - tem estado uns furos abaixo do que fez na época passada - este Sporting tem dado mostras de ser capaz de vemcer uma competição, já esta época. Contudo, o plantel é muito curto e os jogos europeus vão continuar a fazer mossa (lesões, cansaço, derrotas). Janeiro tem de haver reforços, caso ainda exista Europa.

Mais a norte, um aparente desnorte. Lopetegui está com dificuldades em impôr o seu estilo de jogo, seja ele qual for. O plantel tem muita qualidade individual mas o espanhol parece baralhado e algo desacompanhado pela estrutura. O FCP vem de uma época muito má, os adeptos estão sem paciência e o treinador portista tem dado o peito às balas, gastando energias.

Jackson continua cheio de classe e Quaresma insiste em quebrar as regras: ainda ontem, numa jogada que pedia logo ali um passe para um companheiro, o extremo pegou na bola, meteu a cabeça no chão e fez... golo.

2. Liga dos Campeões

Uma boa participação, uma má e uma assim-assim. O FCP lidera o grupo que é, também, o mais fraco dos três. Ali é tudo a BATE(r) no mesmo (14 golos sofridos em três jogos), menos o Bilbao, o que acaba por atestar a fragilidade destas duas equipas. Já o Shakhtar não mostrou ser superior aos portistas. Em primeiro ou em segundo, o FCP segue em frente.

O Sporting tem apenas um ponto, num empate consentido no último segundo do primeiro jogo, contra a equipa mais fraca do grupo. Inexperiência ou falta da qualidade individual? Contra um super Chelsea liderado pelo já insuportável Mourinho, os sportinguistas viram a sua equipa responder com qualidade mas sem evitar a derrota. E houve palminhas e tudo, numa repetição do que aconteceu na Luz contra o Zenit. Com a derrota na Alemanha, as contas ficaram mais difíceis mas, seguramente, o terceiro lugar vai acontecer. O segundo é perfeitamente possível, ainda.

E o que dizer da participação do Benfica? Nada de novo, com certeza. Jesus já nos habituou a tristes figuras mas, saliento, esta época, as coisas dificilmente poderiam correr muito melhor. O jogo com o Zenit foi cheio de peripécias e na Alemanha, de equívocos. Contudo, o plantel é inferior ao do ano passado e nota-se bem a diferença de qualidade das opções. Hoje é contra o Mónaco e só a vitória interessa. Ainda está tudo em aberto e no fim, espera-se, pelo menos, que deixemos uma boa imagem e nada de Liga Europa, obrigado.

3. A Liga da vergonha

O que dizer da presença de Ruben Amorim num evento sobre a arbitragem onde esteve presente o líder dos Super Dragões? O Benfica que conheci há dezenas de anos já não existe mesmo e é lamentável que não se dê ao respeito. Já nem falo dos apertos de mão do presidente. É preciso ter muito estômago para assistir a estas cenas. Do lado de quem as pratica, basta serem iguais a si próprios.

segunda-feira, outubro 20

À noite no Museu

Ainda o clássico, claro! Uma partida que trocou as voltas ao FC Porto, no seu próprio estádio, jamais se esgotaria tão cedo nos dias vindouros. Até porque quem teve o condão de abanar a normalidade tinha o estranho habito de não o fazer, de não conseguir soltar-se das suas próprias amarras, há vários anos. O Sporting, com Marco Silva, foi, por exemplo, aquilo que o FC Porto de André Villas-Boas, e de Vítor Pereira, foram na Luz. Mas para que o excelente feito leonino não se esgote em comparações com o rival, enaltecer a identidade e coragem do plano do leão é extremamente necessário até porque é por aí que o futebol português tem de ir. Ele que é tão pródigo em alterações quando defronta os seus adamastores. Assim, haver quem lembre que identidades não se mudam, "ao sabor do vento", só é bom para o 'todo' do futebol luso. Foi assim, desculpem de novo, que o FC Porto chegou ao êxito e foi assim que o Benfica, mantendo Jesus, se equiparou andando ombro a ombro com o rival. Com Marco Silva a evoluir o trabalho de Jardim (e com Bruno de Carvalho a reclamar os louros a cada intervenção) o Sporting tem tudo para tornar estas contas ainda mais interessantes - isto, se conseguir que a sua defesa controle (bem) melhor a profundidade.

A três seria melhor, é verdade. Mas, para isso, o FC Porto tem de transcender a síndrome que já o assola há praticamente um ano. E de Fonseca a Lopetegui, passando por Luís Castro, a falta de identidade do dragão é bem visível. Assume, assim, importante carga a lição de Marco Silva no Estádio do Dragão. Terá Pinto da Costa deixado fugir o melhor treinador para o Sporting? Logo ele que esteve ali, tão perto, quando deu a primeira dose a Paulo Fonseca. Claro que a resposta à pergunta dependerá de Lopetegui e de como o basco entender o momento. E não nos parecendo que Lopi deixe de pensar em futebol e que faça algo 'só porque sim', resta explicar que o seu plano esbarrou em Patrício e, depois disso, num 'miolo' muito mais forte que o portista (já desde o ano passado). A ideia era preencher o sector em que o Sporting é, visivelmente, mais fraco: a defesa. Adrián ainda confundiu algumas vezes, Quintero outras, mas sem rotina não há finalização decente. Depois Nani, que embala o leão como poucos se lembram, forçou o resto.

Assim, se Lopetegui entender que tudo isto não passou de um pesadelo e que a solução continuará a passar por dar ao carrossel até dias melhores chegarem, é provável que PC tenha de intervir. Uma visita, mais exaustiva, ao Museu não seria má ideia. Lá Lopetegui encontraria as bases de Mourinho (uma a duas alterações no 'onze', exceptuando as forçadas), as de André Villas-Boas (duas a três alterações no 'onze') e as de Vítor Pereira na segunda época (uma alteração no 'onze' exceptuando as forçadas). Já na primeira época do espinhense [Vítor Pereira] o sabor do vento também enjoou o Dragão. Meio-campo por definir, 'onze' por criar e, claro, erros que custaram vitórias e tranquilidade à equipa. Isto até Lucho...

Onde Lopetegui encontrará o seu Lucho, não sabemos. O que se sabe é que o basco se tem dado, sim, ao luxo de desperdiçar médios para a ala (provavelmente desviaria El Comandante para uma delas) e oportunidades para consolidar uma equipa que tem imensas soluções para, depois, se enquadrarem. E ao mínimo deslize, no Dragão, os corações apertam e visão tolda ao ponto de as saídas de bola não distinguirem colegas de adversários. Lopetegui quer subir ao céu, dando primeiro três voltas ao Mundo para escolher a melhor roupa. E o tempo urge...

domingo, outubro 19

Taça de Portugal

Porto 1 - Sporting 3

Vi praticamente todo o jogo, e vi dois conjuntos completamente diferentes. 
De um lado, o Porto que nesta altura é uma amálgama de jogadores, alguns deles de qualidade superior, mas está longe de ser uma equipa em todas as dimensões do conceito. Não há rotinas, não há estabilidade, não há entendimento entre os jogadores. Os dias de ilusão de Lopetegui se ainda não chegaram ao fim, esse fim está muito próximo. A maior crítica que se faz é de falta de estabilidade no 11. Parece-me que há algo mais, nomeadamente alguma falta de capacidade do treinador para tão altos vôos.
Do outro lado, o Sporting é uma equipa muito bem organizada, homogénea e compacta, superiormente orientada por Marco Silva. Não tem os talentos individuais do porto é é de longe, nesta altura muito mais equipa.
Tudo isto resultou num Sporting superior desde o início, impedindo o Porto de trocar a bola mais atrás e sair a jogar de forma controlada. E amarrando assim o Porto, parece que os azuis não dispõem de outras soluções. Mesmo depois da quebra física (a partir dos 70 minutos) o Porto, ainda que dispondo de oportunidades, não teve o discernimento para chegar ao golo.
A vitória é inteiramente justa e merecida por parte da equipa que foi claramente superior dentro das 4 linhas.
O penalti é forçado por Jackson e Maurício foi "anjinho". O lance na mão de Jonathan eu não sancionaria como penalti, já que, além de involuntário, a bola não vai para  a baliza. Mas se o árbitro marcasse não seria escândalo já que neste particular a falta de critério dá azo a todo o tipo de interpretações.
Bruno de Carvalho teve um discurso incisivo antes do jogo. Jogou o mesmo tipo de jogo de Pinto da Costa. É arriscado jogar assim contra o Porto, na medida em que os azuis e brancos se "alimentam" deste tipo de polémicas para se tornarem guerreiros e "comerem a relva" se for caso disso. Ontem não funcionou para o Porto e também neste capítulo o Sporting venceu claramente.

Covilhã 2 - Benfica 3

Exibição paupérrima do Benfica. As 2ª escolhas não justificam nada. Os milhões de Cristante, de Bebé,de Pizzi e de César, para não citar outros, deveriam ser suficientes para uma vitória mais desafogada. O Covilhã bateu-se bem enquanto teve pernas. O desnorte de JJ no fim é indiciador das dificuldades inesperadas deste jogo. Quase que havia taça... 
Salvou-se Jonas!

quarta-feira, outubro 1

Leverkusen 3 - Benfica 1

Fica provado que o Benfica é uma equipa para consumo interno. 
É a equipa mais fraca da Champions nesta altura. Até o Ludogorets faz melhor figura.
O 3-1 acaba por ser um bom resultado para o Benfica. Podiam ter sido muitos mais...
Talvez o melhor seja ficar mesmo em último lugar. Focar os jogadores para o Liga Portuguesa.

Lviv ou Rviv? Jackson explica!

Quatro! Quatro (empates) é o número gordo que se invoca, no que diz respeito à prestação de um novo FC Porto que a maioria quer ver derrapar, patinar, escorregar e tombar. Pena que na Ucrânia não estivesse gelo - como é habitual sempre que os dragões por lá aterram - para que a tal 'selecção' hiper-inflacionada, coberta de petróleo, e com sotaque castelhano caísse - pela primeira vez. Assim se poderia esquecer que mesmo cometendo três graves erros, mais um do árbitro da partida, o FC Porto sobreviveu num jogo de Champions, fora de casa, e contra um adversário que é um habitué nestas lides. Mas antes que nos esqueçamos, a parte que interessa: o FC Porto continua a sobreviver à gestão do seu treinador, mas, mais do que isso, às suas escolhas. Tudo isto... sempre a jogar para o lado. 

Claro que estando tão nivelado e concentrado numa racha de empates, o FC Porto deve estar, sim, preocupado com os seus erros próprios. Sabe-se que, na maioria das vezes, no fim dá igual que o Mundo esteja contra si. Factor esse que é, até, decisivo para a reacção interior que é tão bem conhecida do Dragão. Mas, adiante, ler os quatro empates seguidos dos azuis e brancos como alguma praga dos deuses é pura demagogia ou, se quisermos, estupidez. Isso e passar um jogo todo sem perceber que o mesmo estava a ser dividido, e partido, porque um elemento do 'miolo' portista teimava em oferecer controle - leia-se a bola - ao Shakhtar. De facto, tem sido por essa zona que o 'Lopi Team' tem desperdiçado o seu enorme potencial. Potencial esse que esteve - e tem estado - à vista de todos quando consegue ressuscitar um jogo que estava perdido por culpa própria. E se desta vez foram os inquestionáveis a errar (Brahimi, Óliver e até Maicon que soube agarrar esse estatuto... à força), mais uma vez passaram despercebidas as 'brancas' de Herrera na tomada de decisão. Isto em Portugal! porque em Lviv... Lucescu de certeza que agradeceu, quando viu a sua equipa agarrar-se a um jogo, e a dividi-lo, com uma equipa que lhe estava a ser (e é) superior.

Assim se dividiu um jogo que, a toque e toque - quase sempre para o lado, é verdade -, se encaminhava para a baliza de Pyatov. Não fosse a incapacidade de Herrera para jogar um tipo de jogo que se quer intuitivo, de decisão rápida e, claro, acertada, e o FC Porto teria controlado um adversário que teria, aí, aparência de Europa League. Contudo, ao invés, as constantes más decisões do mexicano fizeram sempre com o que o jogo se dividisse, perdendo-se a oportunidade de a 'posse' portista controlar a fúria ucrâ... perdão, brasileira. Nos highlights ficarão, ainda assim, a enorme capacidade do modelo portista colocar os avançados no 'um para um' com os seus adversários. Daí resultaram várias jogadas perigosas, inclusive a que redundaria no penálti assinalado depois da queda de Brahimi na área. Por aí, nos resumos, se encontrarão também o inclassificável erro de Óliver (que esteve mais uma vez excelente nos outros capítulos) e a incapacidade de Maicon para segurar uma bola que acabaria nas redes de Fabiano.

Mas valeu ao FC Porto que Jackson, afinal, estava bem para 25 minutos. Ao seu nível, o colombiano foi a linha de passe que permitiu aos portistas saírem do habitual 'vai para dentro e chuta' de Quintero (entrou aos 65', pelo excelente Marcano). Foi, de facto, um milagre que um jogo tão fraco de ideias (assim que o Shakhtar fechou - depois do 0-1) pudesse ter ganho na Arena Lviv (outro) penálti, assim como ter conseguido fazer chegar a bola a um Jackson que, na área, é letal. Em suma: o dragão tem uma capacidade individual impressionante, que nunca será aproveitada com 1) um trivote; 2) com Herrera em campo; 3) sem um meio-campo definido que proporcione jogo-interior. É que, falando em culpa, talvez fosse melhor a Lopetegui repensar o seu conceito 'baralha e torna e dar', pois mesmo havendo já muitas coisas boas no colectivo que lhe podem ser imputadas, a ideia de uma visita à 'videoteca' portista nunca poderá ser considerada como má. É que isso de forçar conceitos em 'casas alheias', não tem por costume dar bons resultados.

segunda-feira, setembro 29

Fera!

segunda-feira, setembro 22

quinta-feira, setembro 18

Inacreditável

Tenho para mim que existem situações que só acontecem ao Sporting. Aquele erro de ontem, que impediu um começo perfeito de Champions, ofusca tudo o que de bom foi feito pela equipa. É certo que o adversário não era especialmente forte mas para uma equipa inexperiente como o Sporting, que se apresenta com seis jogadores da formação no onze inicial, a vitória tangencial, fora de casa, seria sempre um resultado fantástico.
Mas não foi isso que aconteceu e o empate de Stamford Bridge só veio tornar ainda mais lamentável o ocorrido nos descontos da partida da Eslovénia.
Não vou aqui bater na dupla de centrais (muita gente ficou satisfeita com o que aconteceu), tal como não vou sacrificar Mané por ter falhado, de forma escandalosa, o 2-0.
Vou antes realçar a exibição de Nani que, de facto, está num nível superior aos demais. Aquele golo é excepcional. Não só a forma como trabalhou os adversários até se enquadrar com a baliza mas também como desferiu um colocadíssimo míssil com o seu "pior" pé. Um golo que deveria ter valido três pontos...

terça-feira, setembro 16

Benfica perde na estreia da Liga dos Campeões.

Derrota caseira que torna tudo muito complicado para o Benfica na luta pelos oitavos O Zenit entrou melhor e bastou um erro defensivo de Jardel para marcar um golo, através do cu descaído. O Benfica procurou responder mas houve nervosismo a mais e os russos voltaram a aproveitar, num golpe de cabeça do super hype belga (cabe no chinelo do Enzo e ainda sobra espaço). E o jogo terminou aí, já com Artur expulso.

O que aconteceu depois não merece grande análise porque nem o Zenit jogou o que podia, nem o Benfica teve capacidade para fazer melhor. Isto apesar da boa imagem deixada pelos jogadores encarnados. A equipa juntou-se e mostrou que as coisas podiam ter sido diferentes, para melhor. Houve várias oportunidades de golo mas os russos também as tiveram (e o jogo esteve sempre controlado, parece-me).

A arbitragem podia ter sido bem melhor, especialmente no penálti sobre Sálvio que não foi assinalado.

Agora o foco é para o campeonato, o verdadeiro objectivo para esta época e aquilo que é realmente exigível ao treinador e jogadores.

Ah, e o Samaris mostrou bastante qualidade para quem chegou há 15 dias.

sábado, setembro 13

Jogar sempre igual, para assim esperar resultados diferentes?

Acabo de ouvir Marco Silva na conferência de imprensa e não podia estar mais em desacordo?

Pouca eficácia? O Sporting cruzou muito, teve cantos, rematou também bastante, mas oportunidades de golo!? sim criamos umas 2 ou 3, mas será isso suficiente para ganhar a um Belenenses?

Pouca experiência? tirando Esgaio (que até nem esteve mal) e Sarr (que disparatou lá para o fim) todos os outros jogadores já têm bastantes jogos disto.

O Sporting empatou o jogo de hoje, porque basicamente não jogou nada á bola. Temos ali mais de meia equipa a jogar muito, mas mesmo muito mal. O meio campo então neste momento, está numa forma deplorável. Nas alas, Carrillo perdeu o protagonismo que prometia no inicio da época. Slimani anda ainda á procura da sua melhor forma e assim toda a equipa parece agora demasiado dependente de Nani,

Marco Silva tem que encontrar soluções já e começar também a assumir que estar no Sporting é ser muito mais que isto.

sexta-feira, setembro 12

Benfica na liderança.

Jogo muito bom da equipa do Benfica. Equipa muito focada, com exigência, características que ganharam corpo na época passada. Se for para continuar assim, a renovação do título é mais provável.

Talisca, claro. Tenho vindo a destacar este jovem brasileiro e hoje mostrou, mais uma vez, todo o seu potencial. Muito bem.

Artur regressou bem e mostrou-se sempre seguro, mesmo a jogar com os pés. Samaris e Enzo não se destacaram mas fizeram parte de um todo muito activo e pressionante. Lima sem acertar na baliza (Jonas vai jogar ali?).

Sálvio foi Sálvio e aquele remate foi golo mesmo antes de entrar. Centrais certos e laterais q.b., para um Setúbal muito mal posicionado (grande Domingos, que bela carreira está a fazer!), sempre incapaz de responder defensivamente (porque desorganizado) às investidas de Gaitán e companhia.

Benfica na liderança. Quatro jogos, três vitórias e um empate. Nove golos marcados e zero sofridos. O Artur tem um.

quarta-feira, setembro 10

domingo, setembro 7

A noite em que Aveiro cheirou a Brasil...

... e em que Óbidos cheirou a Campinas. Mas, ironias, climas e humidades à parte, convém referir que quantos mais percalços a Selecção Nacional sofrer, mais perto ficarão os seus seguidores de não andarem iludidos sobre o potencial da mesma. E, assim sendo, esta histórica derrota frente à Albânia só poderá ser considerada uma coisa boa (bastante boa, até) para quem pretende que a Selecção de todos nós possa transcender um capítulo que põe em causa, e de que maneira, a sua qualidade. Isto porque por mais nomes, renovações e revoluções que se invoquem, Portugal, em campo, tem um gravíssimo problema na tomada de decisão dos seus jogadores. Apesar do(s) posicionamento(s) obedecerem às novas modas (centrais abertos, trinco ao meio, laterais profundos e alas no meio - com bola; tentativa de encurtar os espaços ao máximo, sem ela) as constantes más decisões conseguem transformar uma partida que passou a maior parte do tempo a ser jogada no meio-campo da Albânia, numa derrota que faz corar quem envergou a camisola das quinas nesta noite de domingo. 

E esses [seleccionados] podiam ser tantos, mas foram praticamente os mesmos que já haviam sido avisados, no Brasil, pelo universo. Lá, no 'onze' titular de Bento, continuam aqueles que merecem a sua máxima confiança, sendo que em relação a 'desconhecidos' basta referirmos o nome de André Gomes (não esquecendo William Carvalho) e estamos conversados. Mas, se vamos por aí, mais vale não esquecer que o problema é mesmo como os lusos tratam a bola. Isto porque mesmo com um défice de qualidade gritante em relação às gerações de ouro, esta equipa teria que ter batido uma Albânia que se colocou, durante toda a partida, a jeito para ser castigada. A correr pelo campo todo - pressionar é outra coisa -, e com marcações individuais, os albaneses seriam facilmente batidos por uma selecção que soubesse usar isso a seu favor. Mas o 'problema' de Portugal é que Cristiano Ronaldo habituou mal uma equipa que vê todas as suas más decisões escondidas na habilidade que CR7 tem para fazer golos.

Assim, com Ronaldo a usar o tempo para retirar dos seus joelhos o peso que Portugal lhe provoca, ficou a nu a incapacidade que Portugal tem para fazer um (um sequer, leram bem!) ataque condizente com os seus pergaminhos. Pepe e Ricardo Costa, por exemplo, são horríveis a iniciar jogo, William Carvalho ainda não joga à vontade com as quinas ao peito, o 'par' André Gomes e Moutinho não dará profundidade (ainda assim foram os 'melhores', se é que se pode usar a expressão) e Nani alterna a excelente capacidade técnica com várias decisões infantis. E se chegarmos a Vieirinha e Éder, mais vale dizer que os dois, juntos, fizeram um jogo ao nível do Cristiano Ronaldo... que ficou em Madrid. Inexistentes no apoio e na finalização.

Terá, por certo, de ser dividida a culpa pelo gritante facto de a equipa não saber jogar em conjunto. Enquanto os rockets, as acelerações, os golos de cabeça, de pé esquerdo e direito, ficaram na capital espanhola, a Selecção foi mostrando um pobre jogo sem ligação e capacidade para desposicionar uma defesa que sempre pareceu instável. Mas a gestão dos tempos de jogo, as tabelas, as diagonais, e as chegadas à área nunca estiveram - nem nos parece que vão estar - nos planos de Bento, sendo que do banco saiu a atrapalhação de Cavaleiro, a demasiada vontade de Horta, e a tentativa de aproveitar um livre de Miguel Veloso. Preocupante, portanto. Tudo isto quando a Albânia já tinha feito o impensável (Balaj, 52'), por parte de um avançado que depois de marcar um grande golo teve a humildade de o festejar pedindo a camisola a Pepe. Reacção que contrasta, claramente, com a de quem permanece pensando (e o gerúndio fica aqui tão bem) que tudo isto é obra do azar. Continue-se a jogar para Ronaldo e nem com ele a Selecção chegará para ombrear com os melhores, e nem sem ele ganhará às Albânias desta vida. Melhor lição não haverá para Port... Paulo Bento.

Portugal-Albânia, 0-1 (Balaj 52')

Foto: Catarina Morais/zerozero.pt

segunda-feira, setembro 1

Benfica quase fechado.

Está quase a terminar o período de transferências e as boas notícias chamam-se, para já, Enzo e Gaitán, que permanecem de águia ao peito. Enzo vai, assim, continuar a ser o motor da equipa e Gaitán, pelo que se tem visto, continua comprometido em ser um jogador de futebol, emprestando a criatividade necessária a uma equipa que se quer vencedora.

Cristante, dizem, é um talento puro, e em Itália há muita gente a lamentar a sua saída. Entretanto, Sílvio fica e o plantel só fica coxo na posição mais avançada no terreno.

No geral, as opções são menos do que na época passada mas agora temos Samaris, Cristante e Enzo (Amorim e Fejsa não contam para esta época) e laterais com qualidade.

Os meus maiores receios estão na baliza (desconheço a forma/motivação de Júlio César) e na frente, pois Lima é muito pouco.

Faltam vinte minutos e era bom que se confirmasse a chegada de Joel Campbell.

domingo, agosto 31

Empate na Luz

Foi um bom jogo aquele a que assistimos na Luz.
Entrada mais forte do clube que jogava em casa, mas rapidamente voltou tudo ao equilibrio com um Sporting a jogar bastante personalizado a jogar na Luz. A discutir a posse de bola, pressão alta, número de cantos, o que mostrou um Sporting que foi efectivamente lutar pelo resultado na Luz.

Muito se tem falado nas saidas do Benfica, mas para mim, talvez um pouco exageradamente. No ano passado o clube da Luz tinha 4 jogadores de nivel mundial (e um deles ficou logo arrumado em Outubro com uma lesão de 6 meses) na minha opinião. Com a saida de Garay, este ano conta com 3 e isso quer queiramos quer não, ainda se nota principalmente em jogos como este. Enzo, Gaitán e Salvio estiveram sempre a um nivel muito superior de todos os outros. E enquanto permanecerem no clube, este Benfica vai ser sempre uma equipa bastante forte.

O Sporting, apesar das tremidelas naqueles 15 minutos da segunda parte, esteve quase sempre bem neste jogo. Estava com receio de ver as estreias de Sarr e Esgaio nestes ambientes. O francês acabou de chegar e o defesa direito ainda não tinha tido um teste a este nivel. Ambos estiveram muito bem e o Sporting acabou por fraquejar talvez nas suas unidades mais experientes (Mauricio, Adrien, André Martins). Continua a faltar o melhor Nani, mas já temos Slimani e com isso ganhamos outro poder ofensivo que não tivemos nos outros dois jogos.

Apartir de agora, vai ter que ser sempre a ganhar, até chegarmos á sexta jornada onde vamos receber o Porto. Jogo importantíssimo para nós, pois já estamos a quatro pontos do primeiro lugar.

Benfica vence dérbi.

Dérbi morno, onde o Benfica foi superior e teve mais e melhores oportunidades de golo. Artur voltou a mostrar todas as debilidades (que têm anos) e a equipa sofreu desnecessariamente. Gostei do Talisca novamente (ainda lhe falta alguma coisa), do Maxi e do Luisão.

O Sporting conseguiu sobreviver na segunda parte e no fim acabou por cima, sem saber muito bem como. Felizmente para o Benfica, o suspeito do costume entrou já depois do jogo ter terminado e resolveu a coisa com mais um golo e mais três pontos para os encarnados.

quinta-feira, agosto 28

Sorteio Champions

 - Sporting com Chelsea, Schalke e Maribor. Nada mau. Com algum jeito até passamos o grupo. A Liga Europa é obrigação.

- Benfica com Zenit, Leverkusen e Monaco. Muito equilíbrio. Nenhum favorito óbvio.

- Porto com Shakthar, Bilbao e Bate Borisov. O mais sortudo. Mas duas equipas espanholas no mesmo grupo? Achei que não era permitido...

terça-feira, agosto 26

Brahimi & Jackson: Milhões de Festa em jogo de cêntimos

Nas contas do defeso, não se enganaram os 'olheiros' de coração azul e branco. Brahimi sempre lhes pareceu como o algodão, assim como Jackson, e a sua permanência, sempre foram exigidas à SAD portista como fundamentais para a 'ilusión' que a nova época lhes podia, ou não, criar. Pois bem! num dos momentos mais fundamentais da época para o FC Porto, foram estas duas certezas dos adeptos que ofereceram aos portistas a 19.ª presença na Champions, número que permite aos dragões igualar Real Madrid e Manchester United no número de participações na prova rainha do futebol europeu. No entanto, até se chegar aos dois momentos mais importantes do jogo (leia-se golos - Brahimi, aos 49', e Jackson, aos 69'), o 'Lopi Team' demonstrou cuidado a mais para aquilo que o Lille merecia. O grau de exigência que os gauleses trouxeram ao Dragão nunca revelou a necessidade de um meio-campo reforçado (aquele que, de resto, já é imagem de marca deste Porto: Casemiro; Rúben Neves e Herrera), e de um futebol tão curto de ideias. Assim, lembre-se que o técnico basco tinha avisado que os dragões teriam que ser perfeitos (99,9% não chegava) para passar a eliminatória. Mas perfeito, perfeito... só mesmo um resultado criado sem quaisquer outras chances de golo. 

Não foi, assim, o adversário a refrear os ânimos atacantes dos dragões nesta nova aventura pela Europa do futebol. Foi sim, apostamos, o elevado grau de exigência que a obrigatoriedade de participar na Champions League implicou para uma equipa com tão pouco tempo para administrar uma ideia de jogo tão complexa. O FC Porto quer-se 'mandão' e prota
gonista, mas a sua rotina ainda 'só' chega para mostrar uma organização defensiva irrepreensível e uma intenção de toque curto, com um posicionamento que lhe permite, até agora, controlar os seus jogos. Contra um Lille um 'nada' mais atrevido que na 'ida', Casemiro, Rúben Neves e Herrera (com Óliver e Brahimi das alas para dentro) foram defensivos e cautelosos em demasia para um Porto com qualidade para resolver a questão bem mais cedo. Assim sendo, o Dragão teve de esperar por um momento de génio do seu novo ídolo - Brahimi - para chegar à baliza de Eneyama. Já na segunda metade, foi através de um livre (porque este 'miolo' não liga com o último terço) que o argelino ofereceu o primeiro sopro de alívio a um Estádio que na ultima época não viu nenhuma vitória europeia. Mas não só. O golo do 'Tio Brahinhas' pôde dar a segurança que faltava a um conjunto que geriu com pinças, e passes de risco, uma vantagem que nunca seria segura para corações tão sôfregos.

Enquanto isso, Ricardo Quaresma ia também sofrendo com o paradigma do seu novo técnico - Lopetegui teve decerto pesadelos com as sucessivas perdas de bola do Mustang (e de Quintero) - e o máximo de relva que este lhe ofereceu... foi a zona reservada ao aquecimento. Uma polémica que, diga-se, nunca sairá do controle de 'Lopi' enquanto a equipa conseguir um grau de eficácia como o desta terça-feira. É que mesmo sem criar chances de golo, basta um erro de posicionamento adversário para o talento de Brahimi (não esquecendo que Óliver fez um jogo que merecia o centro do campo) encontrar as redes ou criar um 'duo' que tem tudo para ficar nas melhores memórias portistas. Com Jackson, que é certo e sabido, não perdoa, o argelino coroou-se 'man of the match' enquanto os dragões transformaram os cêntimos que levaram para esta partida em milhões fundamentais para a nova época.

FC Porto-Lille, 2-0 (Brahimi 49' e Jackson 69')

Foto: UEFA

segunda-feira, agosto 25

Nunca mais faço zapping em dia de jogo.


A partir dos 5:22. Simplesmente inacreditável. Só não lhe chamo grandessíssimo fanático dos popós porque as coisas andam tão perigosas que ainda me põem um processo qualquer em cima. A lata desta gente. A máquina está ligada, a propaganda está mais declarada do que nunca e os gorilas avançam sem medo porque ninguém lhes dá uma chumbada na tola. Estes artistas estão na primeira linha da destruição do futebol português. Simplesmente ultrajante e descarado.

E aquele banana do Benfica está ali a fazer o quê? Que coisa tão imbecil. O do Sporting compõe o ramalhete. Chiça, que vergonha do alheio.

domingo, agosto 24

Sinteticamente, uma pobreza.

Tinha algumas expectativas para este jogo no Bessa. A equipa do Benfica mostrou qualidade na primeira jornada, Enzo poderia ser opção e o adversário era fraco. Pensei que pudesse haver continuidade mas rapidamente tirei o cavalinho da chuva.

Talisca aparecia recuado e Amorim sem sal, Sálvio e Gaitán disinspirados, Lima um zero absoluto. Sobrava Maxi para dar alguma rapidez (e talvez o melhor jogador em campo), Luisão com extremo acerto, e Eliseu a subir de forma.

Sobre o lateral, já aqui o escrevi: vai meter Siqueira num chinelo, precisando apenas de melhorar fisicamente para não ter que recorrer à falta tantas vezes e para que possa apoiar mais o ataque. Boa contratação, sem dúvida.

Talisca fez uma primeira parte razoável mas, como a equipa toda, uma segunda apenas sofrível. Mas continuo a achar que deve ser aposta.

O Boavista não joga futebol. Limita-se a ocupar os espaços e a dar biqueiros na bola. A forma como o Benfica também (não) jogou acabou por beneficiar os axadrezados que, tipo râguebi, iam ganhando terreno, lançamentos, cantos, sem saber muito bem como.

Três pontos conquistados mas uma exibição muito fraca dos encarnados. Mas, sabendo que esta fase da época é a mais complicada, digamos que o importante foi mesmo o resultado.

A arbitragem , sem ser medonha, teve vários erros. Sempre a apitar, sempre a quebrar o ritmo do jogo. Já fez bem melhor, este Marco Ferreira. Contudo, nos lances capitais, acertou sempre.

Uma vitória que não convence, mas que nos pôs no caminho certo

Ponho-me a imaginar no que seria ir á Luz com 4 pontos de atraso, sob o risco de ficar a 7. O que seria "apenas" a mesma distância pontual que tinhamos para o primeiro classificado quando o campeonato passado acabou. Só que claro,com a pequena diferença, que ainda estamos á terceira jornada....

Este Sporting de Marco Silva ainda não arrancou. E talvez o jogo na Luz possa ser o momento certo para o fazer. Mas o certo é que o jogo da equipa neste momento é previsivel, molengão, sem grandes rasgos individuais, não pressiona a defender, a atacar parece estar á espera que o golo caia do céu. E aqui não sei se a vinda de Nani deu a mensagem certa para o plantel.
Eu acho que o pior de tudo é que todas as boas notas que tinhamos tirado da pré-temporada, parecem já não estar lá. André Martins voltou á letargia da época passada, Rossell parece jogar a medo, Montero continua na sua sequia inexplicável. Talvez este tipo de jogo peça mesmo Slimani ou então porque não Tanaka? O colombiano está a precisar de uma terapia de confiança

Notas Positivas: Adrien (parece decidido a sair da mediania); Mané (que satisfação é ver este jogador no plantel e a entrar para resolver. Pela quase generalidade da mentalidade tuga, estaria a evoluir numa B ou teria sido já emprestado a um clube pomposo lá no estrangeiro); o ambiente em Alvalade (por enquanto em sintonia total com a equipa)

Notas Negativas: Nani ( apesar do óbvio extra de qualidade que veio trazer, não pode começar logo a ser ele a marcar livres, penalties, a amuar quando é substituido. Havia uma equipa montada e pensada, antes de ele chegar); André Martins e Montero pelos motivos que já expus.

Para a Luz, vou confiante apesar de tudo. Algo temeroso pelo baptismo de Sarr e Esgaio nestas andanças, mas optimista que nestes jogos lá na frente possa haver mais inspiração para resolver jogos.

quarta-feira, agosto 20

Pavilhão da Realidade

Que se saiba, tirando os 'esforços' de Herman José com as rabúlas da 'Expo 97' (Herman Enciclopédia), nunca houve nada parecido à Expo '98 na Invicta. Por consequência, pavilhões como o da Utopia, ou o da Realidade Virtual, nunca dariam para fazer analogias ao primeiro jogo europeu dos dragões sob o comando de Julen Lopetegui. Mas, depois da polémica que antecedeu o Lille-Porto, a cobertura do Pierre-Mauroy fechou mesmo e transformou a casa do adversário dos dragões num inédito Pavilhão da Realidade. Lá, puderam ser revisitados conceitos já conhecidos mas com algumas inclusões (ou exclusões...) surpreendentes. Que dizer do afastamento de Quaresma do 'onze', do golo do improvável Herrera, de nova vitória fora-de-portas (desta vez em França e a doer) e do comportamento defensivo quase irrepreensível de uma equipa que à meia-hora conseguiu... 70% de posse-de-bola? E esta parece ser a Realidade de um colectivo que quer estar preparada para tudo.

Claro que tudo isto teve um preço que transportou para a realidade dos espectadores e tele-espectadores que este FC Porto é, claramente, um produto inacabado. Talvez a relva seca e a tentativa de sufocar o 'paradigma' azul e branco tivessem ajudado, mas a verdade é que os cinco médios que Lopetegui juntou (Casemiro; Rúben Neves, Herrera, Óliver e Brahimi - estes últimos ocupavam as faixas) tiveram demasiados problemas em se ligar a Jackson e, por consequência, em criar lances que aproveitassem a desmesurada percentagem de 'posse' que o FC Porto conseguiu na meia-hora inicial. Mas se a máxima reza que as equipas se constroem a partir de trás, os portistas podem estar descansados. É que foi, quase sempre, exemplar a forma como o 'Lopi Team' fechou os caminhos a uma equipa que só procurou o resultado a partir da meia-hora já referida.

Aí, momento determinante para se avaliar a coesão do novo dragão. E se já com Vítor Pereira (com Paulo Fonseca escusa-se o mesmo exercício) se conheciam dificuldades em assumir os jogos fora-de-portas em jogos europeus com grau de dificuldade elevada (City, PSG, Málaga), a pressão gaulesa foi determinante para que se veja, e reveja (porque não?) que o Porto tem ainda muito trabalho na sua organização ofensiva. Por outro lado, o comportamento zonal da linha defensiva só por uma vez assustou (Corchia 45'). Mas quem estiver interessado na relação casa/fora de um Porto (que se quer) Europeu, pode também reter que na segunda metade a tentativa de 'ser protagonista' se manteve - apesar da 'posse' ir baixando à medida que a velocidade defensiva do Lille aumentava -, mas que para se criar um Porto totalmente imponente vai ser preciso mais tempo. Claro que, no meio disso, o mais importante: Rúben Neves ainda é aposta e serviu mesmo, tanto para ser o mais esclarecido dos dragões em campo, como para oferecer de bandeja uma inédita corrida até à linha que haveria de dar o triunfo aos dragões. Tello entrou (Brahimi 60') e mostrou outro caminho, Jackson não conseguiu bater Enyeama, mas Herrera (que precisa, à vontade, de 100 remates para fazer um golo) conseguiu aproveitar o facto da baliza ter ficado escancarada e colocar o FC Porto a sonhar (mais ainda) com a Europa. Isso, e fazer recuar uma equipa que até aí se tinha mostrado sempre mais 'mandona'. Mas, depois disso e até ao fim, a filosofia de Lopetegui teve de dar lugar à (excelente) organização defensiva e à (escusada) repetição de chutões para Tello. Algo a rever para Paços-de-Ferreira e para a segunda-mão deste 'playoff' que se joga na próxima terça-feira no Estádio do Dragão.

Lille-FC Porto, 0-1 (Herrera 61')

Foto: Getty Images

terça-feira, agosto 19

Populismo, meus senhores!!!

Estava ali mesmo perto do estádio, quando resolvi por lá passar numa mais de "morder" o ambiente e ver afinal de contas quem é que treina, quem não treina, como se joga, como MS prepara esta equipa para o jogo de sábado e talvez dar a minha contribuição para a Missão Pavilhão.

E foi mesmo chegar lá perto para logo me aperceber que algo de diferente se estava a passar. Algum pessoal já a fazer filas para comprar bilhete para o próximo jogo de sábado, Loja Verde completamente cheia, várias pessoas em passo acelerado para entrar depressa no estádio, falta de lugares para se sentar, laterais e superior a terem que ser abertas etc etc etc.

Do treino em si, não sairam grandes ilações. Miguel Lopes por lá andava, bons pormenores do puto argentino da esquerda, muitos passes e trocas de bolas, pouco golos e poucos destaques individuais para o dia de hoje.

Mas o melhor estava para vir. O pessoal a agradecer no fim e BdC a pedir o microfone.
Primeiro, comecou por agradecer a presença de tantos adeptos. E logo começou a dizer que ainda tinha mais 2 coisas para dizer.
A segunda delas, era aquela que todos os sportinguistas estavam á espera: Nani está de volta a Alvalade!
Foi como se marcasse um golo em Alvalade. Na verdade, não me lembro de ver tanta manifestação positiva dentro de um estádio que não estivesse relacionado com um golo.
Por fim, lança outra noticia que deixou os sportinguistas ainda mais orgulhosos do seu clube: 9 milhões para o pavilhão. Alegria total!

Por fim, ao ver o pessoal sair, pensei cá para mim. Pode ter sido puro populismo, mas soube muito, muito bem.
:-)

segunda-feira, agosto 18

Um bom começo

Vou esperar a crónica/análise ao jogo para quem sabe escrever (despacha-te lá Marco) e vou-me limitar a partilhar uma fotografia tirada in loco, que imortaliza o pontapé de saída desta nova edição da liga e meia dúzia de linhas sobre este novo Porto.


Boas indicações deste Porto com sotaque castelhano. Lopetegui muito bem na escolha do 11 inicial, principalmente pela coragem em colocar um miúdo a titular e bem na forma como foi lendo o jogo e mexeu na equipa. Nota-se uma preocupação clara em sair com a bola controlada e evitar o jogo directo, mesmo que às vezes seja enervante, principalmente nos pontapés de baliza, acredito nesta forma de jogar e nas vantagens que existem em começar a construir cedo e em chamar o adversário para pressionar em zonas tão adiantadas. Outro factor evidente é a qualidade técnica destes meninos. O controlo de bola e a qualidade de passe são muito bons. Oliver é uma peça fundamental nesta equipa, pela forma como faz circular a bola e descongestiona o jogo e Brahimi é um desequilibrador. Uma nota final para Ruben Neves que fez história aos 17 anos.

Benfica entra com o pé direito.

Primeira jornada com uma boa vitória do Benfica sobre um Paços de Ferreira bem organizado e perigoso. Os encarnados estiveram em bom plano e produziram um futebol com alguma qualidade, sendo que os dois golos nascem de excelentes combinações e finalizações.

O reforço Talisca parece-me bastante interessante, com um bom toque de bola e boa capacidade de a transportar. Contudo, parece ainda algo distante da mecânica da equipa. Já a lateral esquerda parece bem entregue a um Eliseu que vai fazer esquecer Siqueira num instante.

Jara entrou bem, e confesso que gosto do seu estilo. Tem algumas dificuldades na altura de decidir mas, parece-me, será um elemento importante durante a época. Teve alguns momentos bons.

De resto, destaque especial para Artur que, com mais um penálti defendido, mostrou que quer continuar a ser o número um. Maxi em grande, assim como Sálvio e Gaitán. O extremo-direito é uma seta apontada à baliza adversária. Com Markovic havia uma maior subtileza no toque e no passe, assim como uma maior predisposição para caminhos mais interiores, mas o argentino arrasta sempre consigo pelo menos dois jogadores e, normalmente, as suas acções resultam em jogadas de perigo. Bom jogo também de Amorim, Jardel e Luisão.

A vitória foi tranquila mas o plantel parece curto para uma época que se deseja bem recheada de jogos. Contudo, o objectivo principal, mais uma vez, é a conquista do campeonato nacional e, pelo menos para isso, parece que estamos relativamente bem servidos.

É muito importante garantir Enzo e um avançado goleador, entretanto, pois Lima não consegue desempenhar esse papel.

A arbitragem foi medonha.

quarta-feira, agosto 13

FC Porto - versão 2014/15

Não há dúvidas que o FCP é a equipa que mais está a apostar neste defeso e a quem se vai exigir mais para esta nova temporada. É verdade que o Sporting também vai querer mostrar que o ano que passou foi o regresso de um SCP competitivo e a lutar pelo título e o SLB vai querer defender os troféus da época passada, mesmo depois de ver jogadores-chave sair. Mas voltando ao que me interessa mesmo... o FCP. O plantel ainda não está fechado, mas avanço com uma primeira análise daquilo que me parece ser um grupo mais equilibrado, quando comparado com o ano anterior.

Guarda-Redes - Fabiano, Andrés Fernandez e Ricardo (Helton dificilmente contará)

Não tenho grandes comentários neste sector. Parece-me que o Fabiano será o titular da baliza do FCP e só se enterrar muito ou tiver problemas físicos será substituído pelo Espanhol.

Defesa - Danilo, Opare, Maicon, Diego Reyes, Martins Indi, Marcano, Alex Sandro e José Angel

Uma das grandes lacunas da época passada parece ter sido endereçada, com a contratação de alternativas aos laterais, mas o principal problema da defesa tem sido as constantes falhas de concentração e erros infantis. Qualidade existe, tem é que haver a calma e a confiança necessária para jogar simples e não perder bolas de forma estúpida.

Meio-Campo - Ruben Neves, Casemiro, Herrera, Carlos Eduardo, Oliver, Brahimi, Quintero e Evandro

Um sector renovado e cheio de qualidade. Permanecem grandes dúvidas em relação a quem irá desempenhar o papel de médio defensivo, vulgo trinco, mas a forma como a equipa se vai posicionar em campo, tentando recuperar a bola mais à frente, vai determinar o perfil deste elemento. Com a saída de Defour e provável dispensa de Carlos Eduardo (claramente sem espaço) é possível que entre um médio de características defensivas.

Ataque - Jackson, Adrian, Quaresma, Sami, Tello, Kelvin e Ricardo Pereira

A dinâmica do novo sistema de jogo com os extremos a virem mais para dentro e a aparecerem mais na área para finalizar irá com certeza mostrar e exigir mais dos homens que irão jogar no apoio a Jackson. O colombiano não tem um substituto à altura e esta poderá ser a maior lacuna do plantel, porque tanto Adrian como Sami, apesar de poderem fazer o lugar não chegam perto de Jackson.

Parto com grandes expectativas para esta nova época, não só pelos nomes novos, como pelo estilo de posse e carrossel que Lopetegui está a implementar. Na 6ª feira lá estarei no Dragão para ver in loco este Porto com sotaque castelhano.

Uma nota final para lembrar os que vão embora ou não contam, pelas mais variadas razões e que ajudaram desportivamente e/ou financeiramente esta equipa nos anos que passaram: Fernando, Mangala, Rolando, Varela, Defour, Iturbe e Castro, obrigado e boa sorte.

terça-feira, agosto 12

Moniz Pereira.

Moniz Pereira, na RTP2. Simplesmente divinal. Que maravilha de senhor. Vejam, andem com aquela coisa para trás, que grava tudo, e vejam.

sexta-feira, agosto 8

O mito do “Milagre Financeiro” do Benfica-parte II



No post anterior, relativo a este tema, falou-se dos Proveitos Operacionais excluindo os Resultados com Transacções de jogadores, passamos agora para os Custos Operacionais (estão igualmente excluídos os Resultados com Transacções de Jogadores). Este ainda não será o último post sobre este assunto (nem penúltimo).

Tal como no post anterior, é preciso ter em conta que os resultados da Benfica Estádio apenas começaram a ser englobados a partir do 2º semestre de 2009/10, o que tem especial influência na rubrica de Amortizações e e menor medida nos Fornecimentos e Serviços de Terceiros.

Com a observação do quadro seguinte e se o formos comparar com o do post anterior, percebe-se que apenas num dos anos (2011/12) os Custos não foram superiores aos Proveitos (7,6 milhões de lucro). De qualquer forma o saldo total é de -16,4 Milhões. Uma média de prejuízo de 3,28 Milhões/ano (recordo que estou a excluir os Resultados com Transações de jogadores).



Custos Operacionais (3)     2008/09      2009/10    2010/11      2011/12     2012/13
Fornecimentos e serviços de terceiros -17 693 -21 188 -22 921 -23 683 -26 633
Custos com o pessoal -37 129 -38 263 -42 343 -48 130 -50 431
Amortizações -1 805 -5 265 -9 231 -8 855 -8 932
Provisões e perdas de imparidade -638 -2 192 -5 718 -891 -2 076
Outros custos operacionais -2 653 -5 606 -3 182 -2 004 -4 552
Total Custos Operacionais -59 918 -72 514 -83 395 -83 563 -92 624




A primeira rubrica a analisar é a de Fornecimentos e Serviços de Terceiros. Nos Relatórios e Contas é possível obter mais detalhe, no entanto este meio não é o mais apropriado para os exibir. Na variação existente do primeiro para o 2º ano o Relatório justifica com o Empréstimo de Keirrison, viagens para as competições Europeias e Custos de Comissões de Bilhética.

A variação entre o 2º e o 3º ano prende-se principalmente a integração da Benfica Estádio nos resultados da Benfica SAD durante todo o ano fiscal e não apenas metade.

Entre o 3º e o 4º ano, apesar de se verificar a redução assinalável de custos nalguns itens (de 3,7 Milhões para 2,9 em Trabalhos Especializados, de 1,36 Milhões para 1 Milhão em Subcontratos e de 1,89 para 1,20 em Outros Fornecimentos e Serviços) os custos aumentaram devido principalmente aos Honorários (1,29 para 1,94 “influenciada pela distribuição de prémios variáveis à estrutura de apoio à equipa de futebol profissional“), Equipamento Desportivo (1,30 para 1,94 “os quais não tem impacto líquido no resultado do exercício, dado que o custo é compensado pelo proveito registado na rubrica de patrocínios, conforme estipulado no contrato celebrado entre a Benfica SAD e a Adidas“); Comissões (0,76 para 1,07); Acordos e Protocolos (0,01 para 0,30).

No último ano em análise houve um aumento significativo dos custos com os Fornecimentos e Serviços de Terceiros que gostava de perceber. Analisando item a item vê-se que nos Trabalhos Especializados assistiu-se a um incremento de 2,9 Milhões para 4,5! Uma variação de 54% que não aparece justificada!

Outro custo importante refere-se a Deslocações e Estadias (de 2,1 para 2,8 Milhões, 33%). Aqui a explicação (aumento de jogos das Competições Europeias) não tem muita lógica, pois apenas se fez mais 1 jogo: houve o mesmo número de jogos em casa e fora e apenas houve a deslocação extra a campo neutro na Final. Se alguém conseguir explicar, agradeço.

Outro aumento significativo, sobretudo percentualmente, é o da Publicidade e Propaganda (de 554 mil para 833 mil, ou seja 59%). Não sei a que se deve o aumento, nem se teve o efeito desejado, mas seria interessante saber.

Passando aos Custos com o Pessoal, o principal responsável pelos custos da SAD, dá para perceber que a gestão tem sido irresponsável. Não se pode passar de 37 Milhões para 50 Milhões em 5 anos, sobretudo em anos de crise económica. Pior é perceber que é uma linha crescente e que em nenhum ano se reduziu! Dos 392 Milhões de Custos Operacionais, esta rubrica é responsável por 216 Milhões (55%). É preciso ter menos jogadores e mais baratos.

Em relação às Amortizações não há muito a dizer, relacionam-se principalmente com o Estádio e com o Caixa Futebol Campus.

Provisões e Perdas de Imparidade
O grosso do valor relaciona-se com Provisões para Clientes de Cobrança duvidosa. Vendo a evolução do Balanço (não confundir com valor anual da Demonstração de Resultados) verifica-se que o total de provisões era em 2009/2010 era de 3,6 Milhões e em 2012/13 o valor é de 11,2 Milhões! Daquilo que conheço dos processos de transferências de jogadores (só o que sai nos jornais), normalmente são exigidas Garantias Bancárias aos compradores portanto, partindo do princípio que grande parte deste valor refere-se à venda de jogadores, não percebo como é que se chegou a esta situação. Para acrescentar alguma coisa digo apenas que parte do valor provisionado refere-se à venda do Roberto. Na melhor das hipóteses apenas vislumbro uma gestão irresponsável da Direcção do Benfica, ao não acautelar as suas Vendas. 

Outros Custos Operacionais
Esta rubrica que inclui “Impostos” e “Outros Custos Operacionais” tem valores bastante irregulares e os comentários existentes nos vários R&C são genéricos o suficiente para não se perceber a origem detalhada dos custos. Ponho o exemplo de 2012/13, que ainda assim nos dá um valor:
A rubrica de imposto engloba os encargos com os impostos directos, indirectos e taxas, incluindo no período corrente um valor de 970.072 euros referente a um processo fiscal relacionado com IMI, conforme referido na nota anterior.
Os outros gastos e perdas operacionais incluem as indemnizações acordadas relativas a processos judiciais ou relacionadas com a actividade e os pagamentos efectuados referentes a réditos do Totobola dos Clubes/SAD’s que não aderiram ao processo de dação das receitas do Totobola. A variação face ao período homólogo explica-se essencialmente por regularizações de operações correntes de anos anteriores.