quarta-feira, outubro 1

Lviv ou Rviv? Jackson explica!

Quatro! Quatro (empates) é o número gordo que se invoca, no que diz respeito à prestação de um novo FC Porto que a maioria quer ver derrapar, patinar, escorregar e tombar. Pena que na Ucrânia não estivesse gelo - como é habitual sempre que os dragões por lá aterram - para que a tal 'selecção' hiper-inflacionada, coberta de petróleo, e com sotaque castelhano caísse - pela primeira vez. Assim se poderia esquecer que mesmo cometendo três graves erros, mais um do árbitro da partida, o FC Porto sobreviveu num jogo de Champions, fora de casa, e contra um adversário que é um habitué nestas lides. Mas antes que nos esqueçamos, a parte que interessa: o FC Porto continua a sobreviver à gestão do seu treinador, mas, mais do que isso, às suas escolhas. Tudo isto... sempre a jogar para o lado. 

Claro que estando tão nivelado e concentrado numa racha de empates, o FC Porto deve estar, sim, preocupado com os seus erros próprios. Sabe-se que, na maioria das vezes, no fim dá igual que o Mundo esteja contra si. Factor esse que é, até, decisivo para a reacção interior que é tão bem conhecida do Dragão. Mas, adiante, ler os quatro empates seguidos dos azuis e brancos como alguma praga dos deuses é pura demagogia ou, se quisermos, estupidez. Isso e passar um jogo todo sem perceber que o mesmo estava a ser dividido, e partido, porque um elemento do 'miolo' portista teimava em oferecer controle - leia-se a bola - ao Shakhtar. De facto, tem sido por essa zona que o 'Lopi Team' tem desperdiçado o seu enorme potencial. Potencial esse que esteve - e tem estado - à vista de todos quando consegue ressuscitar um jogo que estava perdido por culpa própria. E se desta vez foram os inquestionáveis a errar (Brahimi, Óliver e até Maicon que soube agarrar esse estatuto... à força), mais uma vez passaram despercebidas as 'brancas' de Herrera na tomada de decisão. Isto em Portugal! porque em Lviv... Lucescu de certeza que agradeceu, quando viu a sua equipa agarrar-se a um jogo, e a dividi-lo, com uma equipa que lhe estava a ser (e é) superior.

Assim se dividiu um jogo que, a toque e toque - quase sempre para o lado, é verdade -, se encaminhava para a baliza de Pyatov. Não fosse a incapacidade de Herrera para jogar um tipo de jogo que se quer intuitivo, de decisão rápida e, claro, acertada, e o FC Porto teria controlado um adversário que teria, aí, aparência de Europa League. Contudo, ao invés, as constantes más decisões do mexicano fizeram sempre com o que o jogo se dividisse, perdendo-se a oportunidade de a 'posse' portista controlar a fúria ucrâ... perdão, brasileira. Nos highlights ficarão, ainda assim, a enorme capacidade do modelo portista colocar os avançados no 'um para um' com os seus adversários. Daí resultaram várias jogadas perigosas, inclusive a que redundaria no penálti assinalado depois da queda de Brahimi na área. Por aí, nos resumos, se encontrarão também o inclassificável erro de Óliver (que esteve mais uma vez excelente nos outros capítulos) e a incapacidade de Maicon para segurar uma bola que acabaria nas redes de Fabiano.

Mas valeu ao FC Porto que Jackson, afinal, estava bem para 25 minutos. Ao seu nível, o colombiano foi a linha de passe que permitiu aos portistas saírem do habitual 'vai para dentro e chuta' de Quintero (entrou aos 65', pelo excelente Marcano). Foi, de facto, um milagre que um jogo tão fraco de ideias (assim que o Shakhtar fechou - depois do 0-1) pudesse ter ganho na Arena Lviv (outro) penálti, assim como ter conseguido fazer chegar a bola a um Jackson que, na área, é letal. Em suma: o dragão tem uma capacidade individual impressionante, que nunca será aproveitada com 1) um trivote; 2) com Herrera em campo; 3) sem um meio-campo definido que proporcione jogo-interior. É que, falando em culpa, talvez fosse melhor a Lopetegui repensar o seu conceito 'baralha e torna e dar', pois mesmo havendo já muitas coisas boas no colectivo que lhe podem ser imputadas, a ideia de uma visita à 'videoteca' portista nunca poderá ser considerada como má. É que isso de forçar conceitos em 'casas alheias', não tem por costume dar bons resultados.

3 comentários:

Tasqueiro Ultra-Copos disse...

Os coitadinhos empatam fora estão em primeiro do grupo e são uma bosta enquanto que os outros perdem festejam as derrotas estão em último e são os maiores. O Porto que merecia ganhar quase ia perdendo, outros que só não foram goleados porque não calhou acham que mereciam mais. Tristeza. A MultiÓpticas é que deve estar a facturar este ano...

Carlos disse...

Perfeita crónica aos últimos jogos do porto.
O Herrera tem de sair da equipa e não faltam opções.
Acho que o Lopetegui tem ainda muita coisa para melhorar, mas está no bom caminho.

António Nicolau Andrade disse...

Ucra... Brasileira! Isso mesmo! Que vergonha esses gajos que num jogam com gajos do próprio país! Foda-se...

Tasqueiro, tens toda a razão. O verdadeiro coitado é o FCP que tem uma super equipa, joga, joga, joga, e no fim empata. Foda=se... É muito injusto esta merda. o porto merece mais. Então o jorge nuno aposta as fichas todas nesta época e faltam assim ao respeito? Foda-se... Que merda é esta? E o lopetegue, que é um senhor, não merece este caralho!

Há mais de 200 anos que andamos a ser fodidos! Temos de abrir os olhos! Foda-se...