sexta-feira, dezembro 28

Se não tratamos bem do que é nosso, é legitimo pedir que nos tratem bem?

Parece-me um pouco um lema que define e bem o que pode ser um balneário de uma equipa de futebol.
Muitas vezes apelidado de profissionalismo, dedicação ou até de mistica, o que será que faz com que um grupo de jogadores defenda mais um clube que o outro?
O amor á camisola poderia ser uma resposta, mas o gosto pelos milhões e pelas grandes competições deverá ser o que mais motiva um jogador nos dias de hoje.
Ora não tendo os milhões, nem as grandes competições no horizonte, restará a um clube como o Sporting apostar nesse tal amor á camisola.
E em Alvalade é quase automático falar de formação, como a tal resposta a quase todos os problemas.
No entanto, seremos um clube que trata bem do que considera o seu mais precioso activo?
Vejamos o que é a formação hoje em dia no Sporting. Indo por casos:
Rui Patrício será a excepção que confirma a regra. Aposta efectiva de um treinador que soube manter a confiança no jogador apesar de muitas oscilações de rendimento (e muita constestação) no começo da carreira, é hoje o nº1 incontestável do clube e da selecção.  Menos sorte tiveram outros.
Cédric por exemplo. O único vice campeão sub-20 no plantel (N.Reis anda por Olhão, A.Cá serviu para pagar Jeffrén e Baldé dispensado para o Guimarães) foi aposta de Sá Pinto no inicio da época. As coisas não correram muito bem (como não correram a quase ninguém) mas ainda assim nestes dois ultimos jogos marcou um golo de bandeira e fez a assistência para Wolfs contra o Marítimo. No entanto, a confiança em Alvalade já não será muita e já se houve falar por aí  num negócio com um João Pereira B em troca com Izmailov.
Carriço é outro dos casos. Capitão da equipa, não teve (há que reconhecer) a evolução esperada face aquilo que prometia nos anos de Paulo Bento. Ainda assim, conseguiu no ano passado ser útil numa nova posição e a polivalência poderia ser um trunfo a seu favor. Mas logo de seguida vieram  Boulahrouz e Gelson, e Carriço passaria a sers apenas a terceira opção para ambos os lugares. Está de saida, sem glória e quase incógnito. E isto depois de quantos anos de clube?
Adrien não poderia ser o novo Moutinho. Haveria que conseguir que o jogador renovasse e ficasse no plantel. Era um mal agradecido se não renovasse, um mercenário mas quando renovou já pouco se ouviu falar em Adrien. Em muitos jornais e blogs sportinguistas já dizem que estará na próxima lista de dispensas do clube.A acontecer faltariam-me as palavras para descrever o comportamento do clube com o jogador.
Falta André Martins para completar o lote de jogadores formado no Sporting que começaram a época no plantel principal do clube. Apontado como o mais promissor da sua geração (os sub-21 que falharam o Europeu por um golo), tem estado desaparecido nos lotes de convocados. Jogou um jogo pela equipa B e depois nunca mais se ouviu falar dele. Deverá ter também guia de marcha nos próximos tempos.
Temos também o caso de Wilson Eduardo, que na Académica já teve ter marcado quase tantos golos como Wolfswinkel, mas acho que o meu ponto de vista já está bem explicado.

Por fim, vejamos a lista de contratações que anda a circular por ai. Um lateral direito, um central, talvez um médio centro e um avançado.
Curioso!!!

E assim, pergunto novamente, será legitimo pensar ou até justo pedir que sejam os putos da Academia a salvar o Sporting?

quinta-feira, dezembro 27

Tem a palavra o CD.

Porque apesar de nem sempre concordar com as tomadas de posição desta gente, temos de ter o discernimento de perceber o óbvio, subscrevo este comunicado.

Para quem for preguiçoso e não quiser abrir o link:

1. De acordo com o despacho de acusação proferido contra o arguido Sr. Pereira Cristóvão, o mesmo terá praticado, no exercício das suas funções de vice-presidente do CD do Sporting Clube de Portugal (SCP), um total de sete crimes, a saber, um crime de burla qualificada, um crime de branqueamento de capitais, um crime de devassa por meio de informática, dois crimes de peculato, um crime de acesso ilegítimo qualificado e um crime de denúncia caluniosa qualificada.

2. Os factos relatados no despacho de acusação revestem-se, em abstracto, da maior gravidade e, se verdadeiros, terão sido e serão causadores de pesados danos à honra e ao património da instituição SCP.

3. Face à natureza dos sete crimes imputados ao arguido Sr. Pereira Cristóvão, é forçoso concluir que o SCP é, relativamente aos crimes de burla qualificada e peculato, a pessoa ofendida, tendo por isso legitimidade para se constituir como assistente no procedimento criminal em curso, como resulta do disposto no art. 68°/1/a do Código de Processo Penal (CPP).

4. A isto acresce que, relativamente a todos os crimes imputados ao arguido Sr. Pereira Cristóvão, é também forçoso concluir que, a confirmarem-se os factos indiciados, o SCP terá sofrido danos patrimoniais e não patrimoniais causados pelos mesmos, o que o legitima a deduzir pedido de indemnização civil no procedimento criminal em curso, como resulta do disposto no art. 74°/1 do CPP.

5. Mais que um direito, a Candidatura Independente considera que a constituição como assistente e a apresentação de pedido de indemnização pelo SCP são um dever a que o CD não pode deixar de dar cumprimento, sob pena de enjeitar todo o património cultural e histórico do SCP e dos seus associados.

6. Efectivamente, os estatutos do SCP impõem a Lealdade como um dos atributos que devem constituir apanágio de toda a actuação do Clube (art. 7°).

7. Os mesmos estatutos impõem que os sócios do SCP devem possuir idoneidade e não podem ter contribuído, através de comportamentos indignos, para o desprestígio de qualquer instituição desportiva, cultural ou recreativa (art. 14°/2).

8. Os estatutos do SCP impõem ainda, como dever de todos os sócios do SCP, o de “manter impecável comportamento moral e disciplinar de forma a não prejudicar os legítimos interesses do Sporting Clube de Portugal, nomeadamente defendendo e zelando pelo património do Clube” (art. 21°/g).

9. A violação de tais deveres constitui infracção disciplinar nos termos dos mesmos estatutos, sendo a sanção especialmente agravada quando cometida por membro dos órgãos sociais em exercício de funções (art. 27°).

10. Ora, os factos indiciados apontam – e fazem-no com suporte probatório sólido, nomeadamente em termos documentais – para uma actuação que, a confirmar-se, viola em toda a linha a matriz do SCP e os deveres de conduta dos seus sócios e, em particular, dos membros dos seus órgãos sociais, tal como consignados nas normas estatutárias acima referidas.

11. O CD do SCP tem assim a responsabilidade indeclinável de demarcar o Clube dos comportamentos imputados ao arguido Sr. Pereira Cristóvão, sinalizando perante toda a comunidade que a instituição não pactua com tais comportamentos nem permanece indiferente quando se vê envolvida nos mesmos.

12. Não está em causa a presunção de inocência que assiste e sempre assistirá ao arguido Sr. Pereira Cristóvão até ao trânsito em julgado de eventual decisão condenatória.

13. Em causa está, sim, a necessidade de o SCP, enquanto sujeito central dos factos em discussão no procedimento criminal, intervir activamente neste procedimento para defesa dos seus direitos - sendo que o momento presente é o legalmente previsto para esta intervenção, que não pode ser protelada até que na justiça penal se estabeleça qualquer juízo de censura definitivo.

14. Deve referir-se que a posição processual do assistente é, nos termos legais, a de colaborador do Ministério Público e de subordinado à actividade deste, ou seja, a de exercer a acção penal no quadro do princípio da legalidade, pugnando pela descoberta da verdade e pela realização da justiça de acordo com critérios estritamente objectivos.

15. Deve notar-se ainda que, relativamente ao crime de peculato, qualquer pessoa tem o direito de se constituir assistente no processo, atendendo ao estatuto de utilidade pública do SCP, enquanto entidade alegadamente lesada.

16. Neste contexto, seria em absoluto incompreensível que essa mesma entidade renunciasse a uma defesa enérgica dos seus próprios direitos, ficando inerte perante uma tão grave imputação delituosa.

17. Nos termos estatutários, é ao CD, enquanto órgão competente para a prática dos actos adequados à realização dos fins do SCP e à aplicação dos seus estatutos, que cabe representar o Clube em juízo.

18. Face a todo o exposto, a Candidatura Independente interpela o CD para que, em representação do SCP, utilize em toda a sua extensão as faculdades processuais que lhe assistem, levando até às últimas consequências a busca pela verdade e pela justiça.

19. Também ao Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) empossado em 27 de Março de 2011 se exige acção pronta e determinada em todas as vertentes suscitadas pelos factos e desenvolvimentos conhecidos ao longo dos últimos dias.

20. Recordamos que, em comunicado de 26 de Junho de 2012, o CFD propôs que o inquérito interno para averiguação dos factos imputados ao arguido Sr. Pereira Cristóvão aguardasse a conclusão da investigação criminal então em curso, o que possibilitaria um conhecimento mais aprofundado dos factos em causa.

21. Concluído que está o inquérito criminal e deixando o processo de estar sujeito a segredo de justiça, mostram-se agora ultrapassadas as limitações aos “poderes investigatórios” do CFD que o impediram de confirmar ou infirmar a realidade daqueles factos.

22. Assim, impõe-se que o CFD incorpore no processo interno de averiguações todo o material probatório existente no processo de inquérito criminal, procedendo, nos termos prescritos nos estatutos do SCP, em conformidade com os factos em causa, os quais, em abstracto e como já se referiu, se revestem da maior gravidade em sede disciplinar, justificando uma investigação aturada e, sendo o caso, uma reacção veemente e exemplar do órgão social competente nessa matéria.

quarta-feira, dezembro 26

Curtas.

1. O Benfica prepara o embate contra o FCP mas até lá ainda há que vencer o Estoril fora e o Aves em casa, para a Taça de Portugal. Bruno César está, aparentemente, no mercado. É verdade que o brasileiro não tem estado especialmente bem mas, na minha opinião, poderia ser importante numa fase mais adiantada.

2. Por falar em mercado, espero que não saia nenhum jogador, muito menos Garay ou Cardozo. Os reforços serão os Andrés, Aimar, Martins e, eventualmente, um médio defensivo de qualidade. Acho que chega, não?

3. O defesa central leonino Rojo diz que espera que o FCP seja campeão. Deve ser estranho ouvirmos um jogador do nosso clube ter este tipo de declarações mas, ao mesmo tempo, diz bem aquilo que é, hoje, o SCP.

4. Mourinho enfrenta o maior desafio da sua ainda curta carreira. Em Madrid já pouco importa o futebol que se pratica, aquilo é uma luta de galos que vai fazer vítimas, para um lado ou para outro.

domingo, dezembro 23

Eduardo Barroso e o SCP

Este senhor personifica muito bem o que é o meu clube neste momento. Ninguém sabe muito bem o que fez para ajudar o Sporting como dirigente (já sei que marcou assembleias mas que depois não pôde ir, não sei bem porquê). Mas sim, sei, que vai à televisão cobrar não sei quantos euros para dar voz ao seu sportinguismo.

Hoje a entrevista que dá, em grande destaque na Bola, claro, não tem qualquer tipo de palavras. Pelo discurso, pelas acusações, pelo timing. Mais merda em cima da mesa, que só vai trazer mais confusão. Para quê? Eu não sei. Mas de certeza que este senhor, que já fez tanto pelo clube, deve saber muito bem.

quinta-feira, dezembro 20

Um Mál(aga) nunca vem só?

Belo desafio para o FC Porto, que é este Málaga de Pellegrini. Ao obter excelentes resultados, a equipa espanhola foi mesmo uma das melhores na fase-de-grupos. No La Rosaleda foi fulminante, fora-de-portas foi competente quanto baste para assegurar o primeiro-lugar, num grupo onde estava presente o AC Milan. Coisa que, por exemplo, o FC Porto não conseguiu.

Ainda assim a eliminar 'embaralha-se e dá-se outra vez'. É tudo diferente, sendo que este desafio não anda muito longe do grau de dificuldade que o Porto de AVB teve quando defrontou o Villareal, nas meias-finais da Liga Europa.

Vai ser muito mais equilibrado - como o Submarino Amarelo merecia em 2011 -, não se esperando por isso a 'manita' que aguentou os dragões no El Madrigal. É acima de tudo um desafio para manter a identidade e para, se tudo correr bem, reforçá-la para as eliminatórias seguintes. Isto se ela existir realmente (em Paris não houve grande prova disso).

Taça da Liga.

A Taça da Liga é uma competição que, aos poucos, tem ganho uma notoriedade e importância cada vez maiores no contexto do futebol nacional. A maioria dos clubes da 1ª Liga agradece a competição, não apenas pelos valores monetários em jogo (muito mais do que na Taça de Portugal) mas também pela competitividade que oferece.

Obviamente que esta fase de grupos pode ser pouco entusiamante, mas isso só acontece porque as equipas "grandes", pouco têm investido nesta competição, jogando sempre com as segundas linhas e desprezando uma competição que até lhes pode dar algum dinheiro.

A verdade é que as coisas mudaram um pouco e a competição, até pela tendência que tem em resultar em jogos entre Benfica, Porto, Sporting ou Braga nas meias-finais, tem hoje um élan mais profissionalizado, competitivo e moderno. A equipas investem mais nesta competição e aquela fase de que esta não conta para nada já passou.

As finais têm sido bem organizadas, com espectáculo nas transmissões televisivas e, para clubes como o Paços de Ferreira, por exemplo, quando atingem a final, é uma verdadeira festa.

Por isso custou-me ontem, no jogo entre o Olhanense e o Benfica, ver uma partida de futebol arbitrada por um incompetente, cheio de complexos e que fez um autêntico recital do apito. Paulo Baptista já cá anda há muitos anos, e sabemos bem a fazer o quê. Mas já era altura de meter estes Paulos Baptistas na reforma porque não demorarão a estragar por completo mais uma competição.

quarta-feira, dezembro 19

Curtas.

1. O Benfica é líder isolado e tem apresentado uma consistência no seu jogo que enche os benfiquistas de esperança. O futebol praticado não é espectacular mas tem tido bons momentos, bem contrabalançados com uma eficiência indesmentível.

É certo que nos encontros mais complicados os resultados não foram positivos (Braga, Barcelona x2, Celtic e Spartak) mas vencemos em Alvalade e já fomos à Mata Real, aos Arcos e a Barcelos, campos tradicionalmente muito compicados.

2. No Sporting continua o calvário. A equipa não responde em campo e Vercauteren está a prazo, com a entrada de Jesualdo. Não consigo sequer entender esta contratação mas a verdade é que o belga não conseguiu alterar a dinâmica de derrota e já está nos números de Sá Pinto, o que só pode ser mau sinal.

3. Godinho Lopes deu uma entrevista cheia de mundanidades e lamentos. O "futuro" em vez do "passado", os gastos mensais que são pesados (como se tivesse ele herdado esses gastos, sem qualquer responsabilidade). Por fim, voltou a acusar Luís Filipe Vieira de não ter respondido a um SMS (podia ter mostrado o SMS), porque pelos vistos não fez nenhum telefonema, conforme tinha sido avançado.

4. Villas-Boas aguentou bem o barco nestes importantes últimos jogos e o seu Tottenham está já em quarto lugar. Se o título é impossível (nem serquer é o objectivo), a verdade é que o acesso à Liga dos Campeões pode ser uma realidade. Contudo, uma sequência de dois ou três jogos sem vencer relegará a equipa para o meio da tabela. Mas lá que passa o Natal, passa.

5. Mourinho continua o desespero em Madrid. A equipa pratica um futebol pouco cativante e está já incapacitada de lutar pelo título. Continuo a achar que o português ainda não entendeu que aquele clube é enorme, muito maior do que ele próprio. Fica a Liga dos Campeões, que será a única forma de Mourinho vingar na capital espanhola.

6. O SectorB32 deseja a todos os leitores um bom Natal e mais um ano cheio de bola, que é, para o bem e para o mal, o que se quer.

terça-feira, dezembro 18

Rescaldo da Madeira

Pela segunda parte contra o Nacional e pela maior parte do jogo contra o Marítimo, já se viu pelo menos outra atitude em campo e em situações de desvantagem lá conseguimos empatar. Coisa pouca segundo uns, o Sporting pode e deve chegar a muito mais. Mas nesta fase há que se agarrar a qualquer coisa e eu, á falta de algo melhor,  fico para já com este facto.

Outra coisa é analisar porque é que chegamos a estas situações de desvantagem 
Uma total desorganização, uma defesa que só mete água em cruzamentos para a área, um meio campo que deixa buracos por mais que Rinaudo e Elias corram em campo e lá na frente, vamos sobrevivendo com Wolfs que vai facturando sempre que pode e pelo menos parece que com Viola já encontrou um companheiro lá na frente. Jeffrén e Carrillo mostraram-se demasiados inconsequentes outra vez....

Vamos agora de férias. Vercauteren tem agora mais tempo para começar a mostrar mais serviço.
Pedem-se mais vitórias em Alvalade.

segunda-feira, dezembro 17

O Sporting e a sua obsessão por Managers

Com Jesualdo Ferreira como novo manager do Sporting, renova-se o que para mim tem sido uma das principais características institucionais do clube nesta última década e que basicamente se resume á seguinte frase: "Precisamos de quem perceba de futebol!!!".
De Carlos Freitas a Costinha, de Pedro Barbosa a Couceiro, já vários foram os modelos tentados e inúmeros os nomes que passaram por Alvalade. No entanto, poucos deles fizeram história.
Godinho Lopes tenta agora de novo, encontrar a fórmula de sucesso recorrendo no entanto a modelos do passado.
Parece-me a mim que será fazer a mesma coisa, esperando resultados diferentes, mas também por outro lado me parece que nesta altura, dado o ambiente em Alvalade,que qualquer decisão que se tomasse seria sempre criticada.

Por fim, e sem querer também sugerir que devemos copiar o modelo de outros, quem é o manager dos três da frente e que responsabilidades têm estes na gestão do futebol do clube que representam?
Jesualdo Ferreira no entanto já avisou: "Vou ter plenos poderes!!!"

Não sei, se calhar preferia um presidente que gerisse o futebol de perto, apostando num treinador de alto perfil com uma boa rede de scouting, com 2/3 conselheiros de confiança ( tipo Aurélio Pereira) e um director de futebol mais focado na gestão do dia-a-dia.

Com Jesualdo Ferreira vamos ter mais um ego no clube e é caso para perguntar pegando na entrevista de Godinho de ontem : Será que estes( os egos) se vão sobrepor de novo ao interesse do Sporting?  

Jesualdo no Sporting

E eu a pensar que, pior do que estava, era impossível!

sábado, dezembro 15

SLB 4 Marítimo 1: and the Oscar goes to... Cardozo.

Vitória justa da única equipa que quis vencer. O Marítimo marcou um golo irregular e o Benfica chegou à vantagem num lance de mão casual, na minha opinião. O jogo foi razoável, perante uma equipa muito compacta e defensiva. Muitos golos falados pelos encarnados. Enorme jogo de Matic. Que jogaço. Feliz regresso de Enzo, bom André e Jardel. Cardozo, vezes três. Mas que cabeça devem ter alguns. Lima uns furos abaixo, precisa de um golo.

sexta-feira, dezembro 14

O Sporting e essas desconsiderações...

Foi uma semana difícil (mais uma) para todos os sportinguistas. A uma crise financeira, desportiva e institucional, sumou-se uma dolorosa derrota face ao eterno rival no nosso próprio estádio. Há quem diga até que esta é a maior crise de sempre do clube e que nada será como antes a partir de agora.

Vêm aí tempos ainda mais difíceis temo eu. No entanto, há factos, palavras e considerações que não podem nem devem passar impunes. Já se diz o que se quer do Sporting, e goza-se da maneira mais parva e estúpida mostrando muitas vezes a mesquinhez e estupidez de certas pessoas e instituições.

E ainda que tenha evitado ler jornais ou ver programas televisivos, consegui ainda encontrar o exemplo da TSF com esta brincadeira das lagartixas, o presidente do Benfica inchado a chamar directamente de aldrabão ao presidente do Sporting, e depois essa personagem do futebol do passado a dizer que nem os juniores perdiam em Alvalade, etc, etc, etc...

O Sporting está mal, está em crise, e muito possivelmente vai passar ainda por momentos ainda mais difíceis no futuro próximo. Mas isso não é razão para que se desconsidere o clube de uma maneira pouco respeituosa.

O Sporting precisa de se encontrar e voltar a estar no sítio onde por direito e pela sua dimensão merece estar. Muito provavelmente vai demorar alguns anos, mas que ninguém tenha dúvidas que estaremos de volta.

Enquanto tivermos os adeptos que temos, as tradições e qualidades que nos fizeram ser quem somos, o Sporting será sempre grande. Mesmo se calhar se tivermos que enterrar um modelo de clube e passar uns anos numa travessia de deserto...

quinta-feira, dezembro 13

Penálti de Cardozo.

Que o PB, do Lateral-Esquerdo, é já uma referência dos blogues da bola, disso ninguém tem dúvidas. E é com todo o prazer que deixo aqui no SectorB32 um "post" dele, referente a Cardozo. Leiam, aqui.

Não serve apenas para explicar o óbvio mas serve, essencialmente, para contra-argumentar ideias feitas e sem nexo.

Cardozo marca muitos golos mas é, ao mesmo tempo, muito mais do que esses mesmos golos. O que se pede mais, afinal, ao avançado mais caro da história do Clube? Eu tenho a resposta: que não se vá embora no fim da época e que continue a trabalhar para ser o melhor ponta-de-lança estrangeiro da história do Benfica.

quarta-feira, dezembro 12

O que se passa?

O Sporting está mal a vários níveis mas é de todo inexplicável o rendimento desportivo deste plantel. É inadmissível que, após 11 jornadas, a equipa tenha somado apenas 11 pontos (?!!) e, como um qualquer Moreirense, apresente um goal-average negativo. A isto temos de contabilizar as eliminações da Liga Europa e Taça de Portugal.

Mesmo que fosse o Paulinho a treinar este plantel, o rendimento teria de ser muito superior. É que não estamos propriamente a falar de um plantel formado por novatos.

Olhe-se para os onzes que Sporting e Benfica apresentaram na 2ª feira. O Sporting apresentou um onze com mais experiência internacional e palmarés individual mas o Benfica mostrou-se superior em quase tudo.

Perder um jogo é natural (ainda para mais um derby, sempre imprevisível). Já a época que o Sporting está a realizar não estaria nas previsões do mais pessimista dos sportinguistas nem nas mais optimistas dos rivais. Acredito que os jogadores são homens de carácter e precisam dar outra imagem, até porque estão a pôr em causa o seu futuro profissional.

Até agora, só Patrício e Van Wolfswinkel apresentam um rendimento aceitável. É pouco, muito pouco...

terça-feira, dezembro 11

Master Cardozo.

Já não há adjectivos que descrevam toda a importância que o enorme tacuara tem na história do Benfica. Ontem, mais uma vez, brilhou e ofuscou as imbecilidades lancinantes de gente mesquinha que, dizem, gostam apenas de falar de futebol mas que, quando a azia lhes inunda a boca de mau hálito, deixam cair a máscara que já ninguém acredita ser só isso, uma máscara.

Segundo o site oficial da Liga, Cardozo foi o autor dos três golos do Benfica. Não sei se foi, se não foi, nem isso me interessa porque, para lá do Cardozo (e toda a gente sabe o quanto admiro o jogador) existe o Clube e só esse, verdadeiramente, me interessa. E o Clube venceu o seu grande rival por 3-1, em Alvalade.

O Sporting entrou melhor (perdi os primeiros 20' mas era a opinião geral) e até ao golo foi a equipa mas perigosa. O Benfica, estranhamente, ou talvez não, emprestava o seu meio-campo ao adversário e apresentava um futebol pouco rigoroso defensivamente e inócuo, ofensivamente.

O golo de Wolfs descreve o holandês enquanto jogador: inteligente, rápido e com classe. Sozinho, desfez a (aparente) solidez defensiva dos encarnados. Guardou a bola, soltou-a no momento certo, e concretizou de forma brilhante, perante a oposição de Garay, o melhor central a actuar em Portugal.

A partir deste momento o Benfica subiu e foi à procura do golo. Patrício ia chegando para as encomendas e o intervalo chegou, com risos e galhofa na tribuna presidencial leonina.

Confesso que cheguei a equacionar que a derrora seria inevitável. Não porque o Sporting mostrasse ser superior mas sim porque o Benfica, durante 45', pouco fez, ou quis fazer, para vencer o jogo.

Felizmente, na segunda parte, tudo mudou. Lima ficou ainda mais móvel, Ola deu espectáculo, Sálvio apareceu, Gomes e Matic estancaram o meio-campo dos leões e Cardozo foi letal. O Sporting foi uma equipa sem chama, sem qualidade mas, mesmo assim, quase conseguia chegar ao 2-0. Foi esse o lance do jogo e é nisso que os benfiquistas devem reflectir. Como é possível a equipa encarnada, contra um adversário muito inferior, desmotivado, e a passar uma das piores fase da sua história, estar à rasca?

A resposta é muito simples: não joga um chavelho. Não tem intensidade, não tem personalidade. É uma manta de retalhos em termos ofensivos, onde cada um é livre de fazer o que quer. Defensivamente, e apesar das loas ao trabalho de Jesus, conseguimos sofrer um golo e quase sofrer o segundo (que seria o 2-0, reforço).

Vencer o Sporting é sempre motivo de alegria. Mas, ontem, em Alvalade, estiveram presentes todos os (maus) sinais do futebol encarnado. E mais uma vez, valeu-nos a qualidade individual dos jogadores mais caros da história do Clube.

O Sporting está hoje, infelizmente para os seus adeptos, ao nível de um Gil Vicente. O Benfica, por seu lado, está num patamar muito superior (em todas as nuances: futebol, qualidade individual, treinador, estabilidade directiva e financeira) e tem de ser muito mais exigente.

A falta de exigência num campeonato disputado entre duas equipas leva-nos a fiascos na Europa dos grandes: em três participações, uma foi vergonhosa (2010), outra, fraca (2012) e apenas uma razoável (2011).

O Benfica merece mais e tem de dar mais. Jesus tem tudo para que isso aconteça.

segunda-feira, dezembro 10

Crónica de uma morte anunciada

Quem hoje andava por Alvalade horas antes de começar o jogo, perguntar-se-ia se, na verdade, era dia de derby. Não é que não houvesse adeptos... eles andavam por lá. Mas as caras, os comentários, a atitude era já sinal de que não se esperava grande coisa no dia de hoje.

Mas o jogo não começou mal. Um Benfica estranho sem dar sinais de querer ganhar o jogo, um Sporting com atitude que merecia o resultado de 1-0. Houve então alguém que se perguntava ao intervalo, onde andou esta equipa durante o princípio da temporada? No entanto, faltavam ainda 45 minutos de jogo...

A segunda parte começou, com um jogo mais equilibrado com oportunidades de golo para ambas as equipas. Quem via o Sporting neste momento do jogo, estaria longe de adivinhar o que viria acontecer.

Golo de Cardozo, ou de Rojo?! (no estádio não consegui perceber) e o descalabro físico e emocional da equipa do Sporting a acontecer. Dar a bola ao adversário, defender mal, e ir sofrendo golos até ao apito final (foram 3, mas poderiam ter sido mais). Afinal de contas tem sido assim o Sporting desta época. Com Sá Pinto, Oceano ou Vercauteren.

E eu já nem espero que seja muito diferente até ao final da época. E como já tenho dito aqui, já é tempo de quem ainda anda por Alvalade de começar a perceber isso. De que este Sporting já acabou, não há grande esperança de renascimentos ou milagres. Utilizando palavras mais fortes, este Sporting morreu!!!

Precisamos de outras coisas, outras ideais, de outras pessoas. E de tempo para construir de novo um clube forte, de que todos os sportinguistas se orgulhem. Até lá, eu começaria a limpar a folha de salários de jogadores já veteranos ou pagos a peso de ouro, que o clube não pode sustentar: Elias, Izmailov, Pranjic ou Boulahrouz, por exemplo.

Depois, acho que já é inevitável eleições lá para Abril, Maio. Godinho ficou sozinho perante esta realidade complicada e se acha que tem capacidade para liderar uma equipa como a do Sporting, pois que construa uma lista de convicção e não de ocasião para querer mudar o Sporting.

E depois que sejam os sócios do Sporting a decidir. Sócios e adeptos que hoje deram mais um exemplo de serem o melhor deste clube. Para a história, fica mais uma derrota dolorosa frente ao eterno rival. Tempos difíceis em Alvalade!!!!

O meu derby mais triste

Sinceramente, já não me lembro da última vez que fui a Alvalade com um sentimento de tristeza semelhante ao que tenho no dia de hoje.

Não é o medo da derrota, da goleada, da humilhação face ao rival da segunda circular que me faz sentir assim. Oxalá fosse só isso...

É o ver, o constatar da realidade da situação em que estamos, desportivamente, financeiramente e institucionalmente. E, ao mesmo tempo, olhar para o futuro próximo, e ver que não há sinais de que a situação se altere. Quem sente o clube, não pode de facto alhear-se desta dramática situação em que estamos.

Pensei que a distância ajudasse a relativizar esta triste realidade. Mas hoje que estou de volta à pátria e com presença marcada para mais logo, não posso deixar de sentir uma grande preocupação. E ver o Sporting ao vivo, seja com Benfica, Basileia ou Moreirense, é só mais uma nova amostra, um novo comprovar, da triste situação que estamos.

Oxalá ganhemos hoje, eu pelo menos vou lá estar a apoiar, mas tenho a convicção que já há algum tempo que o futuro do Sporting não passa pelas 4 linhas.

terça-feira, dezembro 4

Não houve Príncipes num Parque que foi tudo menos de diversões

Foi um FC Porto sem a ambição prometida aquele que deixou os três pontos e o primeiro lugar do grupo em Paris. Com o melhor onze resguardado na eliminação em Braga, foi com naturalidade que a expectativa aumentou para a visita ao Parque dos Príncipes, onde a equipa liderada por Carlo Ancelotti esperava poder afastar os seus recentes fantasmas com uma vitória e com a subida ao topo do Grupo A. O empate bastava aos dragões e talvez essa vantagem tenha causado um conforto que nunca permitiu que a equipa fosse ambiciosa o suficiente para travar o talento de Lavezzi, Ménez e Ibrahimovic.

Goradas as expectativas, frustradas as intenções. Foi assim, a nu e cru, que o FC Porto saiu de Paris. Antes, à chegada, as ilusões eram muitas. A equipa de Vítor Pereira, ou pelo menos o seu 'onze' mais forte ia prometendo domínio colectivo e sede de vitória em qualquer campo. Mas o tombo, não poderia ser maior. Nem a vantagem inicial que o empate dava permitiu aos dragões uma entrada tranquila na partida. Os raides parisienses, pelas alas, tomaram lugar logo de início tendo sempre o bombardeiro sueco Ibrahimovic na mira. O perigo rondava a baliza de um Porto que não conseguia segurar o jogo e a posse prometida não passava de 'olhos fechados' e 'bola para o ar'.

Os parisienses jogavam sem complicações e rendilhados, até porque o tempo não jogava a seu favor, e tinham nas transições um dos seus maiores perigos. Escrevem-se 'perigos' no plural porque havia outra arma: a bola parada. Foi já depois de Jackson ter avisado a primeira vez os gauleses, que Thiago Silva aproveita um livre de Maxwell para abrir o marcador e para, pela primeira vez, no jogo colocar os dragões em desvantagem. E sublinhe-se esta desvantagem pois a mesma poderia, e deveria, ter mais importância em todas as linhas que se escreverem sobre este Paris SG-FC Porto. É que a correr atrás do marcador, os dragões colocaram a bola no chão, ocuparam o meio-campo adversário e rapidamente fizeram o golo do empate. A ambição finalmente contagiou a equipa, e Jackson, aos 33', deu enorme sensação de deja-vu a todos os portistas que seguiam o jogo. Cruzamento de Danilo, e o número 9 portista, à Falcao (haverá outra maneira de caracterizar este golo?), antecipa-se ao seu marcador directo e, de cabeça e quase no chão, faz o empate que em 4 minutos tão ambicionado foi.

O golo do colombiano trouxe um maior à-vontade que, à medida que o relógio passava, se foi transformando no tal conforto perigoso que traz os passes errados e as más decisões. E se no campeonato português certos erros passam incólumes, contra um Paris SG carregado de talento individual eles pagam-se, desta feita, com primeiros lugares no grupo, milhões e pontos perdidos. A receita foi sempre a mesma. Aproveitar as bolas perdidas pela organização ofensiva portista para lançar Ménez e Lavezzi. Algo que poderia ter sido evitado se no momento da perda de bola os azuis e brancos estivessem especialmente agressivos e autoritários. Não sendo assim, continuaram os raides, assim como o perigo a rondar a baliza de Helton. E se o jogo já tinha trazido uma sensação de deja-vu boa, outra estaria guardada mas com um sabor bem amargo para os portugueses. É que têm sido recorrentes, nos últimos anos, algumas falhas que oferecem golos aos adversários por parte dos portistas em jogos decisivos na Europa. Neste coube a Helton a oferenda ao deixar fugir por entre os braços um remate de Lavezzi, que acabaria por colocar de novo o PSG em vantagem no jogo e no topo do grupo.

Tudo saiu gorado ao FC Porto, que nem o seu estilo próprio tão sublinhado pelo seu treinador conseguiu evidenciar, saindo do Parque dos Príncipes inferior em todos os capítulos ao seu adversário. Inclusive na tão afamada posse de bola que acabou com um equilibrado 52-48. Pouco para quem reivindicou estatuto de 'jogar para ganhar em qualquer campo'. Agora, Vítor Pereira terá, de novo, de crescer na adversidade e na difícil missão de ter que preparar uma equipa mais ambiciosa para uns 'oitavos' de Champions, jogando num campeonato tão pouco competitivo como o português.

sexta-feira, novembro 30

Jesus e o Benfica.

--> Para contextualizar minimamente o assunto, escrevi isto sobre Jesus, no final da época passada: "Sou contra a continuidade de Jesus. Errou em demasia e continuo a pensar que alguns desses erros foram tudo menos inocentes. A insistência em Emerson, a constante fragilidade com que montava o meio-campo, a ostracização de Saviola e Cap, a aposta inócua em Aimar como segundo ponta-de-lança, a má gestão de alguns jogadores, o discurso do “plantel mais equilibrado” e do “estamos muito fortes”, o abraço a Pinto da Costa, a falta de humildade, o Roberto, o David Luiz a lateral esquerdo em jogos importantes, a soberba, o desplante, a apatia nas derrotas, contrabalançada com a excitação das vitórias. Não posso com a figura já."

E conforme prometido num post anterior aqui fica a minha opinião sobre o trabalho de Jesus, relativamente a esta época:

O homem que perdeu "metade" do plantel
Os defensores acérrimos de Jesus utilizam muito este argumento falacioso. Partindo do princípio que num Clube como o Benfica, ou se é campeão, ou não se é campeão, não entendo como é que Javi e Witsel se encaixam no segundo lugar da época passada. 

Jesus tem tido, enquanto treinador, passadeira vermelha para tomar todas as decisões que quis, sem nunca lhe terem sido prestadas grandes contas. Terá sido o próprio treinador a não querer reforços para substituir o espanhol e o belga. Jesus tem tido nas mãos, importa frisar, os melhores e mais caros plantéis de toda a história do Clube. Não é propriamente a mesma coisa que o Paulo Sérgio chegar ao SCP com uns tostões para gastar.

Mas há que dar-lhe o mérito por ter conseguido equilibrar a equipa com Matic e Enzo (recuperado para o Clube como grande investimento que foi) no meio-campo. Até ver, Witsel e Javi não fazem falta nenhuma (a equipa não perdeu nada futebolisticamente, e os objectivos são os mesmos).

Manter a bitola
Jesus tem esta época uma tendência parecida com a época passada. Segue na frente do campeonato, a Taça de Portugal tem sido bem gerida e parece que há interesse real em conquistá-la, e a LC é, à última jornada da fase de grupos, uma possibilidade.

Na Europa a equipa mostrou mais uma vez uma incapacidade de marcar uma posição condizente com o espalhafato que as declarações de Jesus, normalmente, produzem. Contudo, na época passada, era uma obrigação passar o grupo com o Basel e aquela equipa de mancos da qual ninguém se lembra do nome. E o MU não é o Barcelona. Este ano, o grupo é bem mais equilibrado.

Jesus gosta de falar na ida aos quartos mas a verdade é que falhou rotundamente há duas épocas em que fez uma participação horrorosa, e mesmo no ano passado a equipa só conseguiu algum brilhantismo na vitória sobre o Zenit (equipa muito longe do topo europeu) e na eliminatória frente ao Chelsea (apesar do resultado negativo).

Por isso, uma eventual ida para a LE deste ano é, no fundo, aquilo que Jesus tem para dar. Isto porque a equipa não tem mostrado força mental suficiente para andar lado a lado com os maiores clubes da Europa. Desde a sua primeira época, Jesus tem mostrado pouca capacidade nos jogos a doer (1ª época: derrota em Braga, empate em Alvalade num jogo onde não se quis mais, 3-1 contra o FCP quando bastava um empate para ser campeão, derrota copiosa em Anfield Road; 2ª época, sem comentários; 3ª época, falhou contra o Chelsea, contra o FCP, SCP, e até em Olhão; 4ª época, empate contra o Braga e derrota contra o Spartak) e a equipa não deu esse salto.

Coisas boas
São várias e não me vou alongar muito neste aspecto porque são situações já muito debatidas: a gestão de Ola John, a inclusão de jovens portugueses sem decair a produção global da equipa, adaptação de Melga, gestão da ausência de Luisão, recuperação de Enzo, utilização de Lima e melhoria no futebol praticado (pelo menos nos últimos jogos).

Coisas menos boas
A incapacidade de definir Gaitán. A utilização indefinida de César (ora na linha, ora no meio), o desprezo por aquele que é o nosso melhor extremo, Nolito, (Sálvio é outra coisa), e o discurso incoerente que tantas vezes prejudica o Clube.

Para rematar, continuo sem acreditar em Jesus. Pode ter as mais inovadoras tácticas e os métodos mais futuristas mas, no final, falta-lhe qualquer coisa que ampare tanta arrogância e convencimento. E eu até sei o que é: títulos.

Tenho a certeza, ou pelo menos a convicção, que Jesus perde bastante (e por arrasto, o Clube) em ser pouco equilibrado, dentro do campo, e fora dele. É claramente alguém que não tem grandes filtros e, muito menos, capacidade para gerir um plantel de egos.

Eu dava-lhe quatro milhões, uma coleira e um açaime. E mesmo assim...

quarta-feira, novembro 28

Benfica a um terço.

Ao fim de um terço da época, já é possível fazer uma avaliação daquilo que tem sido a temporada do Benfica.

Saídas
Depois da saída de Javi escrevi neste blogue “que este é um falso problema. A saída era inevitável mas, mais do que a qualidade técnica e táctica do espanhol, fará falta a garra, a entrega e a paixão que entregava ao jogo. Sabemos que Javi era bastante irregular no passe e que, mesmo com ele, a equipa revelava uma acção desequilibrada, incapaz de controlar o meio-campo adversário. E esse problema mantém-se, independentemente de jogarmos com Javi ou com Matic. É um problema estrutural da equipa.”

Relativamente a esta questão, penso que Jesus conseguiu o que poucos acreditavam: dar a Matic a responsabilidade efectiva do lugar anteriormente ocupado por Javi. E, na verdade, o sérvio está a dar conta do recado, fruto, especialmente, da qualidade técnica (bastante superior a Javi) e da qualidade táctica (que melhorou com a sua utilização).

Regressos, adaptações e contratados
Enzo Pérez tem sido outra agradável surpresa. É, para mim, um dos melhores e muito me arrependo de ter escrito que o argentino jamais deveria vestir a camisola do Benfica, depois da barraca que deu no ano passado. Tem técnica, classe e, sobretudo, equilibra a equipa defensivamente.

Outra vitória de Jesus é Melgarejo. Apesar de nunca se ter criticado a qualidade do jogador, criticou-se muito a situação de termos de adaptar um extremo a lateral. O paraguaio resistiu a um péssimo início de época, tendo melhorado defensivamente ao ponto de fazer pouco sentido falar-se na necessidade de se contratar um lateral de raiz.

Onde Jesus também marca pontos é na utilização de Ola John. O holandês que afinal apenas custou ao clube cerca de 2 milhões tem sido um dos melhores, apesar do mau início de época. É inteligentíssimo e relega, sem dó nem piedade, Gaitán para o banco.

Devido ao castigo de Luisão, Jesus apostou em Jardel que fez, verdade seja dita, o seu papel com qualidade.

Destaques positivos
Artur (tem revelado algumas inseguranças mas, por jogo, acaba sempre por fazer defesas importantes), Garay (um verdadeiro central, da estirpe dos enormíssimos Ricardo, Mozer, Aldair ou Gamarra, o argentino é de classe mundial, sempre o defendi), Sálvio (que jogador), César (tem feito alguns bons jogos, apesar de nem sempre as coisas lhe saírem bem. Vai ser um jogador importante lá mais para a frente), Cardozo (muitos golos, obrigado), Lima (excelente atitude, golos, entrosamento com os colegas).

Destaques negativos
Maxi (estamos habituados a mais e a culpa é do próprio), Gaitán (continua a demonstrar uma atitude incompatível com a exigência de um profissional de futebol, apesar de toda a qualidade que tem naqueles pezinhos), Nolito (o espanhol não conta para Jesus e está a acusar o toque, como é óbvio), Rodrigo (tem inegável qualidade e até atitude, contudo, demora a efectivar o seu trabalho).

Incógnitas de qualidade 
Luisão, Aimar e Carlos Martins são potenciais reforços de Inverno. O seu contributo à equipa tem sido nulo, pelas mais variadas razões. O regresso dos três vai aumentar a qualidade da equipa.

Jovens e astutos
Os benfiquistas tinham saudades de ver putos portugueses a jogar. Os Andrés têm tido uma presença meritória na equipa e são, aparentemente, dois elementos que contam para Jesus. Têm qualidade própria e a confiança dos adeptos.

Alguma nota artística
A equipa tem revelado alguma consistência e a prova disso são os jogos sem sofrer golos. Defensivamente parece-me claro que melhorámos e ofensivamente temos um arsenal de jogadores do melhor que há. O futebol apresentado tem vindo a melhorar, depois de um início bastante duvidoso. Contudo, temos enfrentado equipas relativamente acessíveis e falhámos no encontro mais complicado (Braga).

A Europa (não) é nossa
Num grupo com o Barcelona, tudo ficou virado do avesso com a vitória do Celtic frente aos espanhóis. Fomos pouco exigentes na forma como abordámos os jogos contra o Celtic e Spartak (fora) e agora precisamos de um milagre para seguir em frente. Penso que a equipa não está preparada para o andamento da LC e não sei até que ponto será benéfico continuarmos a aventura europeia numa desprestigiada LE (pode ser que haja boas equipas nos quartos-de-final).

Queremos o Jamor
Com um sorteio mais ou menos favorável continuamos em prova. E na próxima ronda restará apenas um real adversário candidato. Gostei a forma como, finalmente, encarámos esta competição.

A época começa agora
Vêm aí os jogos difíceis (Barcelona e Sporting, para abrir o apetite) e o rigor do Inverno. O plantel tem soluções mas será necessário investir num médio para alternar com Matic (André é curto pois pode sempre haver uma lesão). O principal candidato ao título está a fazer uma época que não nos deixa outra hipótese que não a de empenhar todos os esforços na principal competição nacional. Esse, continua a ser o nosso principal objectivo.

terça-feira, novembro 27

Rui Silva e os parabéns ao futebol português.

O árbitro Rui Silva fez, segundo rezam as crónicas, uma boa exibição no jogo que apitou no passado Sábado, no qual o Benfica derrotou o Olhanense por duas bolas a zero. E desde logo apareceram as virgens impolutas a argumentar que, afinal, não parecia haver quaisquer problemas em aquele jogo ter sido apitado por Rui Silva que, pasme-se, até assinalou um penálti óbvio a favor dos encarnados.

Rui Silva foi condenado no âmbito do Processo Apito Dourado a 20 meses de castigo, por falsificação de relatório, como escrevi num post passado, sendo que não fui eu que o condenei. Por isso, não é muito complicado fazer o seguinte exercício:

1. Queremos gente que falsifica relatórios de jogo a arbitrar jogos do nosso Clube? Não. Não queremos. Apesar de todos conhecermos as escutas que nos mostram cabalmente que a viciação de relatórios era uma realidade (o caso da chuteira do Deco - que depois permitiu que o brasileiro jogasse na Luz onde marcou o único golo da partida, apesar do bailinho que levámos - ou a camisola rasgada pelo Mourinho) no futebol português, não nos habituamos à ideia.

2. Queremos que as entidades que regulam e gerem o nosso futebol alberguem gente condenada pelas próprias instâncias do nosso futebol, premiando os condenados com a continuação da prática de arbitragem, sendo por isso remunerados e parte importante no contexto do futebol português? Não. Não queremos.

O que mais me intriga no meio disto tudo, é que há gente muito palerma ao ponto de não entender o básico desta questão. A mim incomoda-me que Rui Silva continue a apitar jogos, especialmente os do meu Clube, mas independentemente de serem os do meu Clube.

Mas há mais: em vez de irmos aos jogos em que Rui Silva apitou a equipa do Benfica e em que aparentemente não teve qualquer influência no desenrolar dos mesmos - como se isso atestasse por si só a sua seriedade -, podemos fazer um exercício semelhante e, se calhar, mais profícuo.

- Jogo entre FCP e Gil Vicente, época passada, segunda jornada, minuto dois, penálti claro a favor dos gilistas. Otamendi deveria ter sido expulso mas incrivelmente levou apenas o cartão amarelo. Minutos depois, Hulk empata num penálti muito duvidoso.

- Na mesma época, num jogo que estava empatado sem golos contra o Leiria, Rui Silva expulsa um defesa leiriense por uma entrada dura mas que não era merecedora de vermelho (o jogo acabou 4-0 com o primeiro golo a ser marcado aos 65 minutos).

Não estou a insinuar que o FCP foi beneficiado por Rui Silva nestes dois jogos, estou apenas a relatar factos que estão documentados. E não serão estes erros a dizer-nos que Rui Silva não é sério. Quanto muito posso dizer em tom de brincadeira que foi "um regresso em grande à actividade".

Se a decisão (de uma entidade reguladora) de castigar um árbitro que comprovadamente aldraba relatórios tem como resultado esse mesmo árbitro voltar a apitar jogos (patrocinado por uma entidade reguladora) do campeonato nacional, então as dúvidas vão continuar a existir porque a credibilidade desta gente (árbitros e dirigentes) é nula, é zero.

Mas isso é o que convém a muita gente, não é?

segunda-feira, novembro 26

Os terramotos são casuais e não intencionais

O que se aqui vai passar, caros amigos, não é uma discussão clubística e não vai ter reféns porque não é um assalto.

A minha única preocupação no exemplo que vou dar é a crosta terrestre. Isto porque desconfio que tanta mudança de opinião faça oscilar a mesma e cause várias catástrofes naturais.

Ontem, em Braga, há um penálti (claro), não assinalado, que seria a favor do SC Braga. Segundo o critério que sempre defendi - o braço como extensão do corpo não pode interferir com a bola - Carlos Xistra deveria ter assinalado o 'castigo máximo'. O covilhanense não entendeu assim e, hoje, segunda-feira, deparo-me com uma falange de apoio enorme em relação ao 'meu' critério.

Saúdo a mudança de opinião e de consciência e só tenho pena de as mesmas não terem acontecido mais cedo. Podia ter-se evitado uma discussão morosa, aquando do lance que apresento 'em cima'.

Espero que a partir de agora pensem na crosta terrestre quando emitirem ou mudarem de opinião. É que depois de tanto ouvir 'casual' e 'não intencional' nunca esperei a tal falange de apoio ao critério que sempre defendi. Muito obrigado por isso e espero que não se esqueçam de mudar a camisola quando mais vos convier.

P.S. Obrigado, Carlos, pela foto.

Lindo!


O mesmo golo, com uma diferença de 42 anos.

Curtas à segunda-feira.

1. O Braga disse, ontem, adeus ao título e tem vindo a mostrar pouca competência quando a pressão aumenta. Há quem lhe chame "dores de crescimento", eu chamo-lhe apenas "mania das grandezas". A diferença de reacções que há entre a berraria depois do jogo de Alvalade, com todos os intervenientes a opinarem sobre o lance do golo anulado (com os jornalistas obviamente a questionarem o lance), com destaque para o inenarrável Micael, e o silêncio após terem sido prejudicados num lance para penálti claríssimo no jogo de ontem é, no mínimo, estranha.

2. Apenas pelos resumos deu para perceber que, mais uma vez, houve vendaval de golos perdidos na Luz (o que não é positivo). Saúda-se o regresso de Martins e a unanimidade que existe em relação a Matic. Hulk está esquecido no FCP mas Javi também o está, no Benfica.

3. O SCP joga hoje em Moreira de Cónegos e espera-se uma reacção do plantel após o embaraçante desaire frente ao Basileia. É também a hora de Vercauteren mostrar que tem capacidade para salvar o clube da situação dramática em que vive.

4. Em Espanha, o Barcelona continua o passeio. Iniesta é fantástico, já o sabemos, mas aquele passe para o segundo golo do Messi, diz tudo sobre ele. Naquele momento em que um outro jogador centraria, o espanhol faz um compasso de espera e explora a linha de fundo até ao limite. Tudo para entregar de bandeja o 82º golo de Messi.

Ainda em Espanha, Mourinho está a bater com os costados. Finalmente percebeu que está naquele que é, provavelmente, o único clube do mundo que é maior do que ele próprio. Está a entrar num beco sem saída e os sinais de divórcio só serão disfarçados se a equipa for mantendo a "perseguição" ao Barça ao mesmo tempo que vai eliminando adversários até à final da LC.

5. Em Inglaterra, Villas-Boas só não ganhou pontos ao MU e ao surpreendente West Bromwich. Boa jornada para o português. As próximas três serão muito importantes para a equipa londrina marcar uma posição: ou vai lá para cima lutar pela LC ou perderá definitivamente o comboio.

6. Na Alemanha, o Bayern vai com uma média de três golos por jogo e com uma liderança folgada (9 pontos). Em Itália, fiquei espantado com a diferença pontual entre AC Milão e Juventus (líder), antes do jogo de ontem. Felizmente para os de Milão, venceram por 1-0 (ficando "apenas" a 14 pontos). O Inter está na luta, juntamente com a Fiorentina. Em França, apenas seis pontos separam o primeiro (PSG) e o nono classificados. O parisienses vão ter de se esforçar...

A sorte é ter um Bandido que no cair rouba o pano

Diz-se que no futebol o mais importante são os jogadores. E quem viu o Braga-Porto, deste domingo à noite, bem o pode confirmar. Foi no início e no fim que mais se notou o talento que o Dragão alberga. Pelo meio houve um Braga diferente, que não quis bola, que não quis a iniciativa e que por isso mesmo esteve sempre dependente do que o que o FC Porto poderia fazer. Os bracarenses ainda deram um ar da sua graça mas nunca tiveram argumentos para marcar a um excelente Helton. Já o Porto... o Porto não teve Lucho, não teve Moutinho, mas teve James e Jackson. É o que dá ter muitos e com qualidade.

Sorte! Muito se falou dela nos dias que antecederam o jogo. Sim, essa sorte que explica o que não se consegue ver, até que se rotula totalmente o fenómeno com a mesma palavra. Sorte de uns, azar de outros é o caminho de uma dualidade que não interessa. Interessa sim é perceber que quando Éderzito tem um '1 para 1' com Mangala não consegue passar pelo francês, desviar para o pé esquerdo e fazer golo. Sabem quem fez isso? Quem fez isso dança o Cha Cha Cha pela Liga portuguesa a fora...

Foi essa a real diferença. A real sorte, se quisermos. De resto, a posse, os cantos, os remates não são garantia de nada e podia-se discutir toda a noite casos em que deram vitórias e casos em que deram derrotas. Este deu vitória ao Porto em detrimento de um Braga que, a princípio, renunciou à sua identidade. Deixou o Porto jogar, criar perigo, e só depois do primeiro quarto-de-hora (e depois de uma bola nos seus ferros) mostrou que também queria discutir o resultado da partida. Subiu linhas, rematou, mas pouco mais fez do que fazer Helton arregaçar as mangas. Pelo meio pode queixar-se de uma má decisão de Xistra, que, pelo critério que sempre defendi, daria penálti. Não sou eu o árbitro e a discussão pode e deve alastrar-se. Afinal o que se deve ajuizar? Intenção? Mão na bola? Bola na mão? Entendam-se de vez.

Indiferente a isso, o Porto entrou bem mais mandão na segunda metade. Jogou mais no pé e deixou de procurar insistentemente o passe vertical que tanta bola dava aos minhotos na primeira-parte. O resultado disso foi um controle quase absoluto do jogo mas que não causava calafrios alguns a Beto. O Braga teve sempre na sua defesa um verdadeiro muro e os cortes eram sempre oportunos e as intercessões sempre com um 'timing' perfeito, o que fez o nulo pairar sobre todas as mentes quando o relógio se acercava dos 90'. Isto até o Bandido roubar a única intercessão que falhou. Com ajuda de um defensor, James desbloqueou o jogo e elevou a 'unión' portista à condição de vencedor da partida. Depois, noutra falha bracarense, Jackson encontrou o espaço que lhe faltou durante toda a partida para elevar para dois golos a diferença entre as duas equipas. Há diferença clara entre as mesmas e James e Jackson fizeram questão de a frisar, cavando cada vez mais o fosso dos líderes para quem muito quer mas nada ainda provou.

sexta-feira, novembro 23

Desastre

Esta é, provavelmente, a pior temporada que me lembro do Sporting. Mesmo nos anos 80 em que o Natal era um fantasma, nunca o cenário foi tão negro. O título está perdido, a Taça também e a UEFA idem. Ou seja, estamos orfãos de objectivos em Novembro (Taça da Liga continua a não ter qualquer valor), a menos que considerem lutar pelo 3º lugar um objectivo.

Sem entrar em grandes diagnósticos, creio que a Direcção da SAD devia demitir-se por manifesta incompetência. Assumam que são uma nódoa e desapareçam.

Ontem, começámos a perder quando na equipa inicial estavam pelo menos 5 jogadores que, por falta de qualidade, empenho ou ambientação não servem actualmente para titulares do Sporting: Cédric, Xandão, Gelson, Pranjic, Labyad.


Se os jogadores acima mencionados deviam estar de fora, Vercauteren tem culpa no cartório. Se um adepto consegue perceber o óbvio ao fim de 2 ou 3 jogos, será que ele que lida com eles todos os dias não vê? Para ser claro refiro-me a 2 situações em concreto: Gelson titular para ficar Rinaudo no banco e Labyad titular para ficar Carrillo no banco. Será que hoje o Manel Fernandes vai dar uma entrevista a criticar o Gelson como o fez há 3 semanas quando afastou Rinaudo da equipa?

Depois, existem outras situações inexplicáveis. Não é que Onyewu seja muito melhor que Xandão, mas pelo menos é do Sporting, ao contrário do brasileiro que é emprestado. Não percebo a razão porque se fica com um emprestado e se empresta um activo do clube.

O clube, ou melhor, a SAD, são geridas de forma anárquica. Mais ou menos restruturações dão sempre em asneira. Já mostraram que não sabem mais, tenham a dignidade de sair.

Benfica-Olhanense.

Depois de um desgastante jogo contra o Celtic, o Benfica joga para o campeonato contra um adversário muito difícil. Já não há jogos fáceis, todos sabemos, mas este não vem nada a calhar.

É que, se defrontar a equipa do Olhanense ainda é como o outro, o mesmo não podemos dizer do desafio que será superar Rui Silva, o árbitro do jogo.

O futebol português continua de parabéns.

quinta-feira, novembro 22

Mas o que é isto?

Perder 2-0 contra um Basileia com 10????
Mas quantas pré-temporadas querem mais esta época para depois não sair da mesma merd***!!!
Dasse, não seria melhor fechar as portas este ano e ter assim 6/8 meses de reflexão clubistica?

Peço desculpa, nova correcção, a perder 3-0 contra um Basileia com 10!!!??????????
Puta que pariu!!!

Vítor, o profeta

A campanha imaculada que o FC Porto tem feito na Liga e na Champions tem surpreendido todos aqueles que não acreditavam no trabalho desenvolvido até então. A ilusão não era muita e, pelo menos eu, nunca esperei que a equipa se soubesse reequilibrar tão bem e atingir níveis que lhe permitem desfrutar o momento. Questionado sobre isso, ontem depois do FC Porto-Dinamo Zagreb, Vítor Pereira teve na resposta uma frase que poderá ter escapado aos portistas mais exigentes, mas também mais distraídos (eu incluído). A sobranceria às vezes não tem limites e num caminho cheio de rosas faltaram-me à visão os espinhos com que o técnico teve de levar. Disse Vítor Pereira que 'este ano as cabeças estão no lugar'. Até a dele, parece-me.

Não há volta a dar. Por mais que se fale num grupo e num calendário fáceis, numa Liga onde a grande, grande, maioria dos jogos serão facilmente ganhos, Vítor Pereira está este ano a fazer um excelente trabalho. Já se falou aqui, dando a mão à palmatória, que depois de uma época de êxitos veio sempre a desgraça para os dragões. O técnico espinhense, e a direcção, souberam no ano transacto aguentá-la e lançar bases para este ano fazer uma campanha extremamente adulta.

Várias vezes apelidei o timoneiro do FC Porto de autista. Ora, quando muito se atira para o ar corremos o risco de falar para o espelho e de a carapuça assentar. Estaria eu, então, a ser autista se não reconhecesse o enorme esforço que o técnico tem feito para que esta campanha acontecesse sem mácula. Também, em tom jocoso, associei o técnico à teoria 'fake it til you make it'. Quantas e quantas vezes não o ouvimos, qual profeta, a adivinhar o que aí vinha? Somos Porto, dizia ele. E não é que cada vez mais a equipa parece entrar confiante, aguerrida, mandona e sobretudo sem ponta de sobranceria? Se há uma definição de 'ser Porto', ela é essa.

De facto, depois da fé em si próprio mover esta montanha, qualquer comentário que se possa fazer em relação a Vítor Pereira tem de incluir um 'para já' antes. E para já a equipa conseguiu aquilo que eu tanto pedia. Fecho os olhos e vejo-a fazer um excelente jogo em Paris. Fecho os olhos e vejo-a gladiar nos 'oitavos' da Champions. A 'ilusión' foi-me devolvida por um técnico que nem sabe bem onde pode chegar, que nem sabe bem ainda qual a sua maneira de ser enquanto líder, enquanto entrevistado. Está também ele a criar-se, a criar a tal 'persona' em que o clube e ele podem (para já) vir a ser um só. Aquilo que André Villas-Boas teve no primeiro momento que chegou ao Dragão, Vítor Pereira está agora a aprender. A linha do 'nada está ganho mas nada queremos mais que isso' faz cada vez mais a trave-mestra do seu discurso tornando o Dragão cenário ideal para novas conquistas. Se as houver, tanto melhor. Se não, ficam, desde já, dados os parabéns ao técnico pelo estoicismo, pela crença e pela vontade.

Não será, para já, o melhor técnico do Mundo. Nem terá, para já, o modelo em que mais me revejo. O próprio estar não é, para já, o mais tranquilo e confiante. Mas como Jesualdo, por exemplo, ganhou, para já, a minha simpatia. E o que é que une dois portistas? Só, a identificação pela causa. E essa está cada vez mais patente em Vítor Pereira. Aquilo que ninguém de fora compreende e que nunca poderá elogiar porque não percebe, mas que se estiver atento às entrelinhas terá um 'glimpse' de como se trabalha naquela casa e do porquê de tanta vitória e tanta diferença em relação à concorrência. Neste momento Vítor pisa essa linha e quem a pisa tem sempre a minha admiração.

No final da partida, o técnico teve outra expressão de enorme valor e que lhe poderá ser extremamente útil para o futuro. 'É na adversidade que se cresce', e Vítor cresceu. Mas se é na adversidade que se cresce, na facilidade é fácil ficarmos confortáveis e desviarmo-nos do caminho, do padrão e da causa. Sempre atento, caro Vítor, que agora vem o mais difícil.

Liga Europa.

E como se vão comportar hoje as equipas portuguesas?

O SCP tem uma missão complicada mas, mesmo assim, parece a menos complicada das três equipas portuguesas.

Ao fim da noite de hoje, SCP, Académica e Marítimo bem que podiam continuar a acalentar esperanças de fazerem companhia ao Benfica, na próxima fase desta competição.

terça-feira, novembro 20

Benfica-Celtic.

Resultado injusto ao intervalo mas, contra uma equipa como a do Celtic, todos os erros são demasiados. Boa entrada, golo madrugador e algum bom futebol. Os escoceses são, claramente, uma equipa muito física mas isso não lhes deveria garantir que uma agressão a Enzo não seja punida com vermelho directo. No lance do golo, não alinho na idiotice do Manha. Há falta, porque há obstrução. Simples. O árbitro aliás, está a ser o pior "jogador" deste jogo.

Vai ser complicado dar mais ao jogo mas acredito na vitória. Cardozo mostrou mais uma vez porque é um jogador fundamental neste Benfica. Lima nem se viu mas espero vê-lo a festejar, mais logo.

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Segunda parte:
48 - Entrámos com vontade mas com pouco acerto.
49 - Os escoceses não hesitam: passou? Dá pau.
51 - Canto. Nunca vai bem marcado.
52 - Lima! Magnífico! Cardozo falha, também!
55 - Carrega Benfica, o Celtic não desarma lá atrás. Enzo falha.
57 - Samaras não leva segundo amarelo, porquê?
58 - Luisão! Por cima.
61 - O massacre é total, mas falta aquele lance claro.
64 - Canto para o Celtic.
66 - Matic burro faz falta perto da área.
67 - Remate fraco de Lima, após bom passe de Matic.
69 - Sálvio! Quase!
70 - Pressão constante. O Benfica já merece um golo. Canto.
71 - Gooooooooooooooooooooooooooooooolo! Foda-se! Ezequiel! Assistência do capitão!
72 - Agora é organizar! Defende Artur!
73 - Sálvio! Ao barrote! Grande exibição.
74 - Sai Lima, que esteve melhor na segunda parte. Entra Gaitán. Vê lá se partes isso!
76 - Os jogadores encarnados estão com tudo. Jesus não recua a equipa e a intensidade é uma loucura.
77 - Sai Matic, bom jogo, mais uma vez. Entra Maxi. Almeida fica no meio.
78 - Sálvio, que jogo. Gaitán está parvo.
79 - Livre frontal, é para o Tacuara! Boa, Gaitán.
80 - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Bela defesa. Tiraço!
81 - Falta pouco. É só nervos...
82 - O Celtic vai subir.
83 - O Benfica merece o terceiro. Enzo muito bem.
87 - Agarra Artur!
88 - Sálvio... 29º remate da equipa.
89 - Foda-se, Cardozo! Foda-se!
90 - Minha nossa... tanto desperdício.
91 - Três minutos. Sai enorme Sálvio, que jogador. Entra Jardel, bem merece.
92 - Segura a bola, caralho!
93 - Foda-se, que susto... Estou com o coração na boca.
94 - É nossa!

Vitória justíssima! Grande jogo de futebol. Os jogadores fizeram tudo e mereceram. Jesus pôs a equipa a jogar como gosta: super emocional, sem perder a estrutura. Isto foi futebol, ó escoceses!

Taça de Portugal: sorteio.

Sp. Braga-FC Porto; Benfica-Aves/Coimbrões/Operário/Caldas; Gil Vicente-Oliveirense; Académica-Tourizense; Arouca-Beira-Mar; Lourinhanense-Paços Ferreira; Marítimo-Vit. Guimarães; Belenenses-Fabril.

Um dos principais candidatos vai cair nesta ronda e o Benfica vai, certamente, estar na próxima. O Belenenses tem tudo para continuar em prova (é bom vê-los nestas andanças outra vez).

Curiosas as declarações do treinador do FCP sobre as "bolas amestradas". Só tinha ouvido falar em "bolas quentes" mas ele lá sabe como evoluíram as patranhas do chefe.

Blogues da bola: as minhas voltas.

Numa base diária (ou sempre que posso, vá) visito alguns blogues que, de uma maneira ou de outra, são, para mim, uma referência. Uns relativos ao meu clube, outros das cores dos rivais e outros, ainda, mais generalistas mas, igualmente, interessantes.

A Mão de Vata - descobri este blogue há pouco tempo. Tem alguns textos muito bons. É vermelho, claro.

A Norte de Alvalade - é neste espaço que acompanho a vida do SCP. É actualizado diariamente e sempre com qualidade.

Diário de um adepto benfiquista - essencialmente, faz as crónicas dos jogos. E por isso mesmo é visita obrigatória depois dos mesmos.

Entre Dez - aqui faço visitas menos regulares porque é pouco actualizado. Contudo, é um dos blogues mais interessantes.

Lateral esquerdo - é o meu blogue preferido, neste momento. Assertivo, explicativo e útil. Tenho pena que não seja mais actualizado.

Mágico SLB - estou lá todos os dias, nem que a vaca tussa.

Ontem vi-te no Estádio da Luz - tem bons bloggers e, em especial, o Ricardo, que escreve de forma apaixonada e, por vezes, surreal. De benfiquistas, para benfiquistas, sem deixar de ser transversal (como o era o Bulhão Pato). Bons conteúdos para a nação encarnada.

 Reflexão Portista - é um pouco parecido com o "A Norte de Alvalade", mas referente ao FCP.

segunda-feira, novembro 19

Curtas pós-fim-de-semana.

1. Braga, Benfica, Marítimo, Beira-Mar, FCP, Aves | Coimbrões/Operário/Caldas, Oliveirense, F. Barreiro, Lourinhanense, Gil Vicente, Tourizense, Arouca, P. Ferreira, Belenenses, Académica, Guimarães continuam na Taça de Portugal. Para os "grandes" há ainda muito por onde escolher.

2. O Benfica prepara a recepção ao Celtic já com Garay, Enzo, Martins e Maxi. É o tudo ou nada da equipa portuguesa que, em caso de empate ou derrota se arrisca a terminar em último do grupo. Já o FCP deve carimbar com classe a passagem aos oitavos da LC, na recepção ao Zagreb. O Braga, visita o Cluj e, se vencer, fica a depender apenas de si para continuar em prova.

3. Villas-Boas não está a fazer um campeonato propriamente brilhante (oitavo lugar, atrás de equipas como Everton, W. Bromwich e West Ham), mas a derrota contra o Arsenal foi algo enganadora. Só vi a primeira parte e, de facto, houve um Tottenham antes da expulsão e um Tottenham depois da expulsão. Mas o objectivo pelo quarto lugar começa a ficar complicado...

4. O Real Madrid continua na desesperante perseguição ao Barcelona. Ronaldo não marcou na goleada deste fim-de-semana mas o Madrid parece ter encontrado o seu ritmo. 

sábado, novembro 17

Adebayor deu, tirou, e Villas-Boas levou com os canhões!

O encontro, deste sábado, entre o Arsenal e o Tottenham não vai deixar boas recordações ao técnico português André Villas-Boas. E até nada fazia prever até porque aos 18' já os spurs
tinham introduzido por duas vezes a bola na baliza do Arsenal. No entanto, só uma foi considerada legal e só o golo de Adebayor valeu. Sim, esse mesmo, o togolês que, no já apontado e fatídico minuto 18, complicou (e de que maneira) a vida aos homens de André Villas-Boas. O avançado teve uma entrada bastante dura sobre Santi Cazorla e obrigou o Tottenham a jogar mais de parte e meia com dez unidades.

Aí, o jogo, que até então se desenrolava no meio-campo dos gunners, sofreu metamorfose total. O Arsenal carregou os canhões e ao intervalo já vencia por 3-1. Mertesacker, Podolski e Giroud foram quem virou o jogo, deixando bem visível a dificuldade defensiva do Tottenham.

André Villas-Boas só tinha uma hipótese (atacar) mas teria que o fazer com um controle absoluto da partida. Missão quase impossível de atingir, ainda para mais no Emirates. Os spurs iam tocando o esférico em movimentos apoiados e até chegaram a 'encostar' o Arsenal à sua área. Mas aí, não tiveram metade da eficácia que os pupilos de Wenger haviam tido na primeira metade. Outra prova disso foi o golo de Santi Cazorla (4-1) que afastou ainda mais os (outros) londrinos da partida. Gareth Bale ainda reduziu (boa jogada individual finalizada de pé direito) mas o Tottenham saiu mesmo do Emirates goleado por cinco bolas, depois de Theo Walcott (90+1') fazer também o gosto ao pé.

Arsenal-Tottenham, 5-2 (Per Mertesacker 24', Lukas Podolski 42', Olivier Giroud 45+1', Santi Cazorla 60', Theo Walcott 90+1'; Emmanuel Adebayor 10', Gareth Bale 71')

sexta-feira, novembro 16

Nojo.

Trinta minutos de puro gozo de Duarte Gomes. O Benfica está a fazer uma exibição séria mas isso, hoje, pode não chegar. Uma vergonha o que está a acontecer em Moreira de Cónegos.

Final
Muito bom Matic. César melhor e a equipa, no geral, com boa atitude, apesar de todas as ausências. Venha o Braga, na Luz, onde só se vai a luz quando o jogo acabar. Joga essa merda, ó Duarte!

Oxalá Guardiola beba café

James e Jackson! A conexão colombiana que, à hora que escrevo este texto está em trânsito pelo Oceano Atlântico, mostra a cada jogo o novo perfume colombiano que se espera que encante o mundo do futebol. Na madrugada de quinta-feira, os 'cafeteros' mostraram que podem parar uma das selecções mais fortes do planeta. Os seus excelentes intérpretes já foram alvo de muitos textos, mas por trás da desenvoltura individual que os colombianos apresentam está uma organização de jogo corajosa e competente. Pekerman é o principal responsável de um 'Starbucks' cujo o gerente é o '10' do FC Porto. Sem um e sem o outro a Colômbia poderia augurar o sucesso, mas nunca com aquele perfume.

Se é verdade que não foi mais que um empate e que o Brasil (o ultra-poderoso Brasil) poderia ter ganho o jogo, é a Colômbia que me importa referir e sublinhar. Isto porque de tempos a tempos olha-se para a canarinha e sem surpresa vêm-se alguns dos melhores jogadores do Mundo no relvado e, até, no banco. O Brasil provocar surpresa no futebol é mais ou menos como um álbum dos Radiohead ser bom. No surprises! Mas em relação à Colômbia, o caso já não é bem o mesmo. De facto, só me recordo de uma grande selecção colombiana e a mesma teve o sucesso de que todos nos lembramos. O Mundial'94 foi da euforia e ilusão à tristeza manchada de sangue e nunca o maestro Valderrama pôde espalhar magia (e cabelo) pelas eliminatórias a fora.

Passaram os anos mas o sucedido está bem na memória, e o caso faz olhar para cada ponta de euforia de soslaio. E se talvez tudo tivesse surgido para não se tropeçar desta vez? Seria fantástico que a travessia pelo Brasil'2014 levasse a Colômbia, 20 anos depois, a um lugar que o seu futebol, de momento, merece. Qual é ele? Depois vê-se, não se preocupem. Mas, dizia eu, que o futebol colombiano desta geração me encanta por várias razões. A primeira é que não é o Brasil, a França, a Alemanha, a Espanha que o praticam. A segunda é que bons jogadores há muitos, mas estilo que os potencie totalmente há poucos. Pekerman gosta de controlar o jogo e não se assusta com gigantes. Mantém-se fiel ao que defende mesmo que isso implique deixar Messi no banco (lembram-se?). Ora, isso pode ser bom ou mau. Já foi mau para a Argentina mas será, certamente, bom para a Colômbia que, como outsider, beneficiará dessa coragem. A terceira, e só a terceira, são os jogadores. Um onze muito forte com atributos de classe mundial lá dentro. Interessam-me sobretudo os do FC Porto e o exagero terá de ser doseado na sua apreciação.Jackson (que não é primeira escolha de Pekerman) é muito bom de bola e é um dos melhores avançados a jogar de costas para a baliza. James será dentro em pouco o melhor médio criativo do planeta e quem gosta de futebol tem de rezar incessantemente: Deus, por favor meu Barbinhas que estás no céu, não permitas que o puto vá para onde o Guardiola não for. Por favor, por favor...

quinta-feira, novembro 15

Paulo Bento & Pinto da Costa

Pois é, quem diz o que quer, ouve (lê) o que não quer.
Quando se tem meória curta e selectiva às vezes dá nisto.
Independentemente de eu concordar com a crítica ao "timing" do jogo, há um discurso pelo qual não se deve enveredar sob pena dos factos nos traírem. Paulo Bento é um homem frontal e sem papas na língua e deu a resposta à altura, recordando uma série de factos que devem deixar Pinto da Costa sem resposta. E contra factos não há argumentos.
Nestas alturas, e confesse-se não são muitas, o presidente do Porto costuma eclipsar-se. A ver vamos.
Sobre o facto de parecer que alguém gostar mais de outra selecção que da portuguesa, o Paulo Bento não é inovador na insinuação: alguém se lembra da história da garrafa de champanhe? hummmm... Portugal-Grécia? 
 
Foi este temperamento que, provavelmente, impediu o Paulo Bento de um dia ser treinador do Porto.

quarta-feira, novembro 14

Brutal.

Como se marcar três golos à Inglaterra não bastasse, o Tsubasa sueco ainda fez isto. Este gajo faz coisas verdadeiramente espantosas, desde há muitos anos.

terça-feira, novembro 13

Sporting e os museus.

Há quem tenha gostado do facto de Godinho ter recebido o presidente do Braga no museu do clube. Há outros, como eu, que acharam uma falta de identidade ter recorrido a isso para afirmar a grandeza do Sporting. Como se necessitassemos de algum museu ou de números para justificar o que somos.

Eu gosto de ir ao museu do clube e ver os troféus que me lembram os títulos do Jardel e do Acosta, por exemplo. Mas gosto de os ver pela lembrança daqueles momentos de alegria clubística que passei e não por ter uma necessidade de me lembrar porque sou do Sporting.
Ser do Sporting é ser muito mais que troféus e é isso precisamente que hoje está em crise no clube. Já antes passámos 18 anos em branco, e nessa altura, não havia, ou pelo menos eu não sentia, que a identidade do clube estivesse tão em causa como agora. Se não foi só pelos troféus que eramos antes do Sporting, porque razão há de ser agora?

Além disso, voltando ao tema dos museus, haverá agora coisas engraçadas. O que seria de Godinho se fosse à Luz e fosse recebido pelo presidente do Benfica no seu próprio museu (ainda que a maioria já com um certo pó ou ferrugem) ou então no museu do Porto por PC (ainda que manchados por cafés, leites e frutas)? Reafirmaria o Sporting como clube menor que Porto ou Benfica a nível futebolístico? Que disparate! Continuo a achar que perdemos tempo e energia com o que não devemos...

segunda-feira, novembro 12

Regresso às vitórias

E não podia ser melhor do que vencer uma equipa forte e que tinha 10 pontos de vantagem. Diga-se que, no final, o Sporting teve a sorte que tem faltado nos últimos jogos e aguentou-se muito pela extraordinária exibição de Patrício, que fez defesa monumental aos 89 minutos. Mas também é verdade que o Sporting podia ter chegado ao intervalo a vencer por margem mais confortável.
De facto, a primeira parte do Sporting foi muito boa, Vercauteren arrumou muito bem a equipa, o trio de meio campo foi dinâmico, destacando-se o espírito de sacrifício de Pranjic, ainda em processo de recuperação de uma costela fracturada. Carrillo voltou e é essencial pela capacidade de desequilíbrio. Wolfswinkel foi aquilo que muitos teimam em não reconhecer: um ponta-de-lança de excelente movimentação (veja-se o golo como exemplo perfeito) e que marca muitos golos (leva 8 esta época, sem penalties). Dier estreou-se e mostrou personalidade, concentração e futebol, claro (é dele a assistência para o golo).
Foi, portanto, um Sporting melhor do que em jogos anteriores, cujo esforço na primeira hora de jogo obrigou a um recuo que Peseiro aproveitou, colocando, como se diz, "toda a carne no assador". Sofreu-se a bom sofrer neste período e o Braga chegou mesmo a marcar mas o golo foi invalidado. Bem ou mal? Parece que Éder fez falta sobre Schaars. Quem já jogou futebol, mesmo só entre amigos, sabe que qualquer toque, quando o jogador está no ar, compromete a acção por completo. É assim, por muito leve que seja o contacto. Fico pois com a ideia que o árbitro acertou no lance. Ainda bem para o Sporting. Ainda mal para o pateta Micael e para o presidente do Braga que foi ontem pela primeira vez a um museu.

domingo, novembro 11

Benfica segue na frente.

Uma boa vitória no Estádio dos Arcos, perante um bom Rio Ave. Contudo, a equipa do Benfica sofreu bastante nos últimos 20 minutos e pode agradecer a Artur os três pontos, depois de uma defesa espantosa no último segundo.

O primeiro tempo foi até razoável, com o Benfica sempre dominador e com algumas situações de golo. Cardozo, com pouca sorte, podia ter metido mais duas batatas lá dentro, mas acabou por ser Lima a resolver.

Sálvio continua a desiludir e não consegue sequer aproximar-se de Ola John, a grande surpresa dos últimos encontros. É inteligente e toma, quase sempre, boas decisões. Apresentou um grande volume de jogo e foi mesmo um dos melhores, a par de Artur, Garay e Cardozo.

A segunda partre foi fraca, com a equipa sempre incapaz de controlar o jogo. A vitória foi justa mas, é preciso que se diga, aconteceu com alguma sorte à mistura.

quinta-feira, novembro 8

O Sporting vai ser isto...

...e não tenho qualquer ilusão que as coisas possam ser diferentes para melhor nos próximos tempos.
Já dissemos adeus á Taça de Portugal, preparamo-nos para dizer adeus á Liga Europa e no campeonanto nem me atrevo a adiantar um lugar em acho que vamos ficar.
Acho que pouca gente esperava isto no principio da época, mas agora já ninguém consegue calar frustações, indignações e, palavras de como vergonha ou escândalo já são hábito em Alvalade.
Mas sinceramente já começa a não fazer-me diferença, e em parte já me habituei a saber o que vai ser o Sporting e a esperar este tipo de jogos.
E pode soar a fatalismo, ou a um certo conformismo. Mas agora mesmo andar a gritar por aí, a pedir mais demissões e caras novas e não sei mais o quê, para mim já cansa. Já aprendi a saber que mudanças dessas quase nunca trazem nada de bom aí. E o que quer que seja que nos ponha no caminho certo vai demorar tempo.
Até lá não vão haver soluções milagrosas, nem vai existe ninguém capaz de mudar o actual estado do clube em pouco tempo.
Entretanto, temos 2 caminhos:
- Andar para aí a atirar "cocktails molotov" aos que por lá andam, ou
- Ir apoiando a equipa, continuando indo ao estádio, ao mesmo tempo que se incentiva gente nova com novas ideias para que trabalhem em projectos e caminhos alternativos para o clube;

Cardozo na Marca.

Uma avaliação à carreira de Óscar Cardozo, sem paneleirices, aqui.

quarta-feira, novembro 7

Tacuara 2 Spartak 0.

Apenas vi a segunda parte mas há espaço para algumas notas:

1. A Liga dos Campeões parece ter acabado aqui, depois da derrota do Barcelona em Glasgow.
2. Vencer o Celtic é fundamental para garantir o acesso à Liga Europa, naquilo que será uma verdadeira decepção.
3. Jesus deixa Cardozo de fora e o paraguaio agradece com três golos (o primeiro foi mal anulado), mas aceito a sua justificação. É verdadeiramente incrível a produtividade apresentada por Cardozo ao longo dos anos.
4. Sálvio fez 45 minutos muito fracos. Nolito ficou no banco o jogo todo.
5. Enzo, mais uma vez. E Artur.
6. Os russos foram pêra doce. Mas é triste não termos percebido isso há 15 dias atrás.
7. Ola Jonh com excelentes 45 minutos. Começa a nascer um jogador e aqui Jesus tem o mérito de o ter sabido lançar.
8. Maxi, Maxi...
9. Garay é milhões de vezes melhor do que David Luiz.
10. Pouca gente no estádio, obviamente. Os preços subiram e não há quem os aguente. Era um jogo decisivo da Liga dos Campeões.
11. Sábado é para ganhar mas o jogo vai ser mais complicado do que este.

segunda-feira, novembro 5

Grandes coisas depois implicam pequenas coisas antes?

O melhor Porto desta época viu-se na passada sexta-feira frente ao Marítimo. Sem tirar o pé, os dragões cilindraram um jogo cheio de contratempos. A conexão colombiana voltou a dar frutos alicerçada por uma máquina rotativa chamada João Moutinho. Foi também um dos melhores jogos da era 'Pereira' com uma resposta bem clara aos detractores. O técnico havia dito, dias antes do jogo, que os adeptos ainda não tinham visto o que ele é capaz de fazer. Um ano e meio depois da sua chegada ao comando da equipa, dou-lhe toda a razão. Até agora foi tudo muito esporádico, mas nem tudo foi mau. Dias depois de uma vitória de mão-cheia, aqui ficará registado o 'lado bom' do técnico de Espinho.

Em Julho de 2011, avizinhava-se tudo menos fácil a missão de Vítor Pereira. A equipa havia ganho tudo e, na história do FC Porto, a época a seguir aos maiores êxitos trouxe sempre desilusões. Técnicos e jogadores importantes abandonam o clube e o processo de renovação nasce com muita aresta para limar, o que torna muito difícil manter o nível que trouxe os anteriores triunfos. A chegada do adjunto de Villas-Boas ao comando da equipa não trouxe desafios diferentes. Vítor Pereira precisava, sobretudo, de ganhar um grupo que não viu partir o seu líder a gosto, pois nas 'cabeças' do núcleo duro estava  também a pretensão de seguir viagem para outros destinos. Falcao, o garante dos golos, partiu, Hulk e João Moutinho viram-se, certamente, numa indefinição e Álvaro e Guarín permaneceram na Invicta mas nada contentes com isso.

Foi notório que grande parte do grupo foi abalado pelo defeso e o técnico acabou por lidar bem com isso. Sabia que com o tempo as mágoas haviam de ser ultrapassadas e que os jogadores haveriam de se concentrar no FC Porto. Talvez nunca como quando ainda não haviam ganho o direito de querer partir, mas, ainda assim, haveriam de arranjar motivação suficiente para perseguir outros êxitos. Com João Moutinho e Hulk assim foi. Mas não com Álvaro e Guarín. O colombiano saiu em Janeiro. O uruguaio manteve-se mas nunca mais foi brilhante, assim como o futebol da equipa, que precisava de golos e de organização. Nessa altura a estrutura portista não abanou. Protegeu-se um técnico que estava com dúvidas de personalidade (ainda hoje as mantém) e foi-se buscar organização argentina com golos austríacos. Se a primeira já se sabia que era boa (e continua a ser) a segunda desenrascou e ofereceu alguma estabilidade a um ataque orfão de El Tigre.

Com os desaires do Benfica e com a vitória na Luz o campeonato foi conquistado, assim como o direito de permanecer mais uma época. Uma época que já tem muito que se lhe diga. Os resultados vão dando razão a um técnico que se acha capaz de fazer história no clube. Agora tem tudo a seu gosto. Tem o avançado que queria, tem líderes que pensam em posse, organização e colectivo primeiro e só em si depois e tem cada vez mais adeptos a acreditar no seu trabalho e nas suas palavras. Vítor Pereira está agora mais confiante e afirma que os adeptos ainda 'não viram nada' do que ele pode fazer, o que, um ano e meio depois da sua subida de posto, me pareceu algo estranho de ouvir. Afinal ele também sabe que ainda não está ao nível que lhe pode ser exigido. A questão-chave será mesmo: qual o nível que se lhe exige?

O 5-0 ao Marítimo talvez dê metade da resposta. É que só exibindo-se assim no campeonato, o Porto pode augurar a evolução na Europa. Para já, na Champions, o calendário ajudou e a qualificação está quase garantida. Mas a exigência não baixa e os testes não cessam. Agora Kiev, depois, em ritmo mais descontraído, Paris, para de seguida se enfrentar o grande teste de qualquer treinador do Porto: as eliminatórias e toda a pressão que elas trazem. Alguém dúvida que é disso que fala Vítor Pereira quando diz que 'estamos talhados para grandes coisas'? E alguém dúvida que é por essa linha que eu me guio quando o critico?

Troca

Mudei de clube. Agora sou do Sporting B. Quando a principal passar a ser uma equipa de futebol, com organização e fio de jogo, talvez mude novamente. E pode ser que nessa altura os ressaltos não acabem dentro da nossa baliza e as bolas no poste se transformem em golos. E, mais difícil, que os árbitros não errem tanto em nosso prejuízo. Mas até lá, como disse, Sporting B.

domingo, novembro 4

Cardozo once again.

Aí está, o melhor ponta-de-lança do Benfica, com dois golos e uma assistência contra o clube dos vitós. Não foi sublime, mas também não precisava de o ser. Já te agradecemos o suficiente, tacuara? Obrigado.

sábado, novembro 3

FCP na frente, Benfica não pode ficar para trás.

Espero que o Benfica, hoje, vença o Vitória de Guimarães com a mesma clareza com que o FCP derrotou, ontem, um apático Marítimo. Jackson continua a superar todas as expectativas e já vai em sete jogos a facturar (e sempre com uma limpeza nos gestos de meter inveja). O FCP de Vitor Pereira está melhor e o homem continua a provar ter algumas qualidades na medida em que as suas equipas, pelos vistos, valem pelo colectivo (alguém se lembra de Hulk?). Claro que trabalhar ali é outra coisa mas, de qualquer maneira, não é pior do que quase todos os que por lá passaram.

Hoje joga o Benfica e todos queríamos que jogasse Aimar. O argentino faz anos hoje mas atravessa uma fase complicada e Jesus abriu a janela para uma fuga que não se deseja, em Janeiro. Seria desastroso Aimar sair no mercado de Inverno. Desastroso.

Artur
Maxi; Jardel e Garay; Luisinho
Matic e Carlos Martins
Sálvio e Nolito
Lima e Cardozo

É obrigatório vencer.

terça-feira, outubro 30

A vantagem como soporífero

É absolutamente engraçado quando a falta de constância é uma constante. Engraçado para os trocadilhos, para os leitores e escritores, mas não para quem sofre do mal referido. Já vai longe a análise ao FC Porto desde que Vítor Pereira lhe tomou o leme. É costume atribuir-se ao treinador a responsabilidade pelo comportamento da equipa. É um costume certo, esse, mas que não encontra grande paralelo no futebol dos dragões. É que os bons momentos de futebol oscilam com um adormecimento invulgar. A pressão oscila com a contenção e no meio de tudo não se percebe bem qual é a palavra de ordem. Quando confrontado, o técnico espinhense ou não sabe, ou se irrita ou dá a responsabilidade aos jogadores mais experientes enquanto que a tira aos jogadores mais novos (James, Atsu). Já eu, só queria perceber porque é o Porto só joga futebol quando o resultado não lhe convém.

Os dragões foram, neste último domingo, a um campo apelidado de 'maldito' encontrar uma equipa orientada por um dos novos treinadores da moda. Marco Silva é novo, tem facilidade de discurso e não fala de árbitros nem antes nem depois do jogo, o que chamou de sobremaneira a atenção da comunicação social. Não conhecendo o Estoril, olhei o jogo com o interesse adicional de seguir o 'modelo' de jogo do seu treinador. Pensei que sendo ele da 'nova geração' talvez as ideias seriam também novas, e sendo este um jogo contra um grande, que melhor oportunidade para elas serem testadas?

Antes do jogo, Marco Silva havia chamado a minha atenção pelo elogio frequente na imprensa e pela 'flash' depois do jogo com o Sporting. A frase 'não comento arbitragens' é boa e é um método a seguir. Oceano, por exemplo, também o usa e por isso tem um ponto em comum com o jovem timoneiro dos canarinhos. Outra coisa em comum entre os dois é o facto de passarem o jogo a 'barafustar' com o árbitro, o que revela pelo menos uma pontinha (isto para ser simpático) de hipocrisia. Essa foi obviamente a primeira coisa que reparei no treinador do Estoril.

Mas isto, por si só, nunca seria motivo de texto, nem parágrafo, algum. A hipocrisia é tão recorrente no futebol que já nem se repara nela. O que realmente me entristece é olhar para o jogo do Estoril contra o Porto e não ver uma única (!) jogada com pés e cabeça. Vi, sim, todos os jogadores atrás da linha da bola a defenderem como guerreiros. Uma 'ocupação de espaços' também ela muita querida da nossa imprensa, mas que em mim não provoca efeito algum de satisfação. Qual é a lógica de se dizer que a equipa ocupa bem os espaços quando defende com todos os homens? Estão lá todos! Que espaço há para não ocupar? Depois quando se ganha a bola que hipótese há de encontrar alguém para definir rumo à jogada?

Marco Silva, de novo não traz nada. É, quando muito, um treinador da 'velha guarda', ou então um treinador da moda... vintage.

Já o FC Porto fez o que lhe competia. Foi talvez dos jogos, em campos reduzidos contra equipas fechadas, que melhor vi fazer aos dragões de Vítor Pereira. Nessas condições a 'mosca tsé tsé' picou sempre aos dragões, mas desta vez os jogadores entraram a todo o gás na Amoreira. Os campeões nacionais não contavam era com o golo madrugador do Estoril, numa das únicas descidas dos canarinhos. Teria de ser num livre, ou num canto, pois jogadas dignas desse nome não contei uma ao Estoril-Praia. A desvantagem é algo normal em futebol e a este Porto até lhe dá jeito. Não deixa dormir e mantém os jogadores focados no objectivo. O golo madrugador do Estoril deu jeito a um Porto que no decorrer de todo o jogo teve boas situações para marcar. Os dragões viraram o jogo a meia-hora do final quebrando a resistência de uma equipa que teve o tempo todo dependente de duas jogadas mais acertadas dos azuis e brancos. Depois... depois, a sonolência. Por parte do FC Porto já se sabe o que contar com as vantagens. Contenção, mais contenção, toque para o lado, mais toque para o lado: frete total. Para animar a contenda, Vítor Pereira puxa ainda de um central para se bater contra um Estoril que nem dois passes seguidos conseguia fazer.

Já é recorrente. Tudo bem feito em desvantagem, tudo mal feito em vantagem. Pegue-se, por exemplo, no jogo contra o Dínamo Kiev. Vantagem, empate, vantagem, empate, vantagem. A  falta de constância é uma constante deste Porto. Até nas declarações do seu técnico, até nas suas ideias para dentro do campo. Ao jogador experiente nada diz porque ele sabe tudo, ao jogador jovem tudo corrige porque ele (imagino eu) não sabe nada. A equipa pressiona em desvantagem, mas contém com vantagem. Em desvantagem, a equipa circula no campo todo, mas, quando na frente do marcador, toca para o lado com imensa displicência. De onde vem isto? Se vem de Vítor Pereira nem ele parece saber, mas que é ele o responsável, disso, não tenhamos dúvidas.