A derrocada da canarinha foi mesmo quem 'ganhou' o campeonato do Mundo. Não há volta a dar-lhe. Domingo a Espanha vai encontrar um sucessor oficial, mas esta Copa teve um vencedor antecipado no resultado mais improvável da história. Mas enquanto a maioria do país futebolístico, que tanto torceu como depois 'xingou', vai carpindo as mágoas de tão triste sina, a outra parcela vai acordando. Despertando lentamente da dualidade que é assentar os seus sonhos em castelos de areia, num futebol que não funciona mais. A arrogância, amigos, a arrogância tem o seu fim quando a vergonha chega, e, às vezes, não há melhor remédio para se acordar para a realidade. É que 'ser' só 'porque sim' não chega. E o tempo dos heróis individuais já lá vai...
Mas, dizíamos, o resultado mais desfavorável para o Brasil é aquele que mais favorável lhe pode vir a ser. Confusos?! É que acordar para a dualidade que Belo Horizonte viveu na terça-feira é o primeiro passo para se sair do erro. Vejamos: princípio do jogo: canta-se o hino como se o país fosse um só. Ao intervalo: a unidade já desvaneceu há muito, bastando para isso a adversidade. Ao fim, bem... ao fim, já um dos jogadores era insultado, numa das demonstrações mais baixas que o futebol tem memória, já o técnico era vaiado e já o futebol, o jogo, o desporto não prestava. Bastou uma desvantagem de dois golos criar uma de cinco para ser a onda que levou a casa assente na areia. E que é isso de querer ser campeão do Mundo sem manter o plano na adversidade?
Hoje diz-se, à boca cheia, que o Brasil não podia ser campeão do Mundo. Mas a verdade é que podia. Isto se fosse capaz de se transcender, de se manter vivo na adversidade. De ir buscar ideia onde só houve vazio. Para isso o plano tinha de ser o mais importante, teria de ser encarnado pelos jogadores ao ponto de um resultado negativo gerado por uma sucessão de erros não provocar a dúvida. Mas onde estava a alma, a fé, quando a razão germânica cilindrou o escrete? É que a fé, ao contrário do que se apregoa, não é mais que sabedoria. Quando sabemos que vai acontecer, é porque temos fortes indícios de que assim vai ser, ou seja, sabemos COMO fazê-lo. Quando não sabemos, a negação é grande e ficamos à deriva preferindo acreditar no milagre. Mas o Brasil, meus caros, o Brasil não procura sabedoria e só tem falsa fé. Até Jesus (o Cristo) dizia que para se ser curado é preciso acreditar na Verdade sendo que os seus milagres só foram espantosos para quem não acreditava. E o Brasil já acredita agora que tem de mudar? Que tem de saber mais sobre o jogo? Que tem de beber da ideia nova? É que não há lugar melhor para a transcendência nascer do que na adversidade. Aproveita país irmão, o futebol precisa de ti!
quinta-feira, julho 10
quarta-feira, julho 9
Mundial 2014: meia-final 2.
Argentina 0 Holanda 0
Primeira parte muito aborrecida, com uma Argentina mais viva e com uma Holanda apática e de simples chutão para a frente. Nenhuma destas duas selecções joga um futebol cativante mas, hoje, parece-me, foram os argentinos que mais assumiram o risco.
Na segunda parte, a Holanda parecia querer mostrar qualquer coisa mas, foi mais do mesmo: um futebol de chutão para a frente. Uma desilusão.
Perto do fim, Enzo, que foi o melhor durante os 90', saíu. Curiosamente, foi nos minutos seguintes que a Holanda ficou mais perigosa. Contudo, até ao fim, não houve golos e o jogo foi para prolongamento.
Primeira parte do prolongamento com a Holanda a pressionar, melhor fisicamente, mas incapaz de desenhar jogadas de perigo. A Argentina recuou um pouco e passou a jogar mais declaradamente em contra-ataque. E a verdade é que os argentinos tiveram duas boas oportunidades para marcar.
Neste momento os jogadores preparam-se para a marcação das grandes penalidades. Espero que vençam os argentinos. Estes momentos estão recheados de falhanços dos maiores especialistas. Messi tem a palavra.
Começa a Holanda. Vlaar: falha! Excelente! Messi, avança: golo! não vacila, o astro. Robben, o fiteiro: golo. Garay, agora. "Só porque saíste do Benfica devias falhar", dizem aqui ao meu lado. Dá-lhe Garay. Golo! Golaço! Vai agora Sneijder, pode ser que falhe, está com ar disso: falhou!!! Defendeu Romero! E agora Kun. Kun-Kun-Kun Aguero: vai buscar, no cantinho. Kuijt: espero que marque, para dar mais emoção ao próximo penálti. Maxi, vai, vai: golooooooooo!
Argentina, na final do Mundial 2014! Merecido, foram melhores e quiseram sempre mais lá chegar. Parabéns, Enzo, Garay, Di Maria e Rojo!
Primeira parte muito aborrecida, com uma Argentina mais viva e com uma Holanda apática e de simples chutão para a frente. Nenhuma destas duas selecções joga um futebol cativante mas, hoje, parece-me, foram os argentinos que mais assumiram o risco.
Na segunda parte, a Holanda parecia querer mostrar qualquer coisa mas, foi mais do mesmo: um futebol de chutão para a frente. Uma desilusão.
Perto do fim, Enzo, que foi o melhor durante os 90', saíu. Curiosamente, foi nos minutos seguintes que a Holanda ficou mais perigosa. Contudo, até ao fim, não houve golos e o jogo foi para prolongamento.
Primeira parte do prolongamento com a Holanda a pressionar, melhor fisicamente, mas incapaz de desenhar jogadas de perigo. A Argentina recuou um pouco e passou a jogar mais declaradamente em contra-ataque. E a verdade é que os argentinos tiveram duas boas oportunidades para marcar.
Neste momento os jogadores preparam-se para a marcação das grandes penalidades. Espero que vençam os argentinos. Estes momentos estão recheados de falhanços dos maiores especialistas. Messi tem a palavra.
Começa a Holanda. Vlaar: falha! Excelente! Messi, avança: golo! não vacila, o astro. Robben, o fiteiro: golo. Garay, agora. "Só porque saíste do Benfica devias falhar", dizem aqui ao meu lado. Dá-lhe Garay. Golo! Golaço! Vai agora Sneijder, pode ser que falhe, está com ar disso: falhou!!! Defendeu Romero! E agora Kun. Kun-Kun-Kun Aguero: vai buscar, no cantinho. Kuijt: espero que marque, para dar mais emoção ao próximo penálti. Maxi, vai, vai: golooooooooo!
Argentina, na final do Mundial 2014! Merecido, foram melhores e quiseram sempre mais lá chegar. Parabéns, Enzo, Garay, Di Maria e Rojo!
terça-feira, julho 8
Mundial 2014: meia-final 1.
Brasil 0 Alemanha 5
Aos 28 minutos. Incrível. Nunca visto. A Alemanha está a dizimar por completo o Brasil. Todas as fragilidades do Brasil foram expostas em menos de meia-hora. David Luiz, gosto muito dele como pessoa mas como jogador é fraco e hoje provou-o mais uma vez. Hulk é outro flop completo na canarinha, sem conseguir desequilibrar uma única vez.
O Brasil entrou pressionante, sem futebol, mas pressionante, obrigando os alemães a despejar e a errar. Mas mesmo antes do primeiro golo, já os alemães tinham criado dois ou três ataques em superioridade que podiam muito bem ter terminado em jogadores isolados (ou falhou o último passe, ou a defesa brasileira safou no último momento). Mas ninguém ia adivinhar isto!
Brasil 1 Alemanha 7
A derrocada continuou e podiam ter sido 10. Não ficou nada de pé mas espero que os brasileiros entendam este buraco negro na sua história como uma inevitabilidade própria do futebol. Perder, ser humilhado em campo, acontece a todos, mesmo aos melhores do mundo.
Aos 28 minutos. Incrível. Nunca visto. A Alemanha está a dizimar por completo o Brasil. Todas as fragilidades do Brasil foram expostas em menos de meia-hora. David Luiz, gosto muito dele como pessoa mas como jogador é fraco e hoje provou-o mais uma vez. Hulk é outro flop completo na canarinha, sem conseguir desequilibrar uma única vez.
O Brasil entrou pressionante, sem futebol, mas pressionante, obrigando os alemães a despejar e a errar. Mas mesmo antes do primeiro golo, já os alemães tinham criado dois ou três ataques em superioridade que podiam muito bem ter terminado em jogadores isolados (ou falhou o último passe, ou a defesa brasileira safou no último momento). Mas ninguém ia adivinhar isto!
Brasil 1 Alemanha 7
A derrocada continuou e podiam ter sido 10. Não ficou nada de pé mas espero que os brasileiros entendam este buraco negro na sua história como uma inevitabilidade própria do futebol. Perder, ser humilhado em campo, acontece a todos, mesmo aos melhores do mundo.
segunda-feira, julho 7
Apostas Mundial 2014: meias-finais.
E aí está, Marco Morais a distanciar-se na liderança, a fazer o pleno dos semi-finalistas, assim como Jorge Borges que, de uma vez, salta do meio da tabela, para o terceiro lugar.
Destaque também para Mr. Shankly que é agora segundo classificado e poderá ser o único a disputar a vitória final com Marco Morais (ou não!).
Peyroteo parece não ter aguentado a pressão e já nem pisa o pódio. Hugo M. manteve-se nessa luta e parece disposto a dar tudo na recta final.
LC caíu vários lugares e disse adeus à Europa, assim como Jorge M., luis e Adolfo Sapinho. Tasqueiro e Rita podem ainda ficar com um lugar europeu, mas vai ser complicado.
Outro dos vencedores desta fase foi Virgílio que, depois de um início fraquinho, ocupa agora um bom sexto lugar.
Pedro, Nuno S., Miguel e Sérgio subiram todos um ou dois lugares, enquanto João C. continua em queda livre e está em risco de descida, numa luta com Sérgio (apesar da subida) e Gonçalo, que voltou aos últimos lugares.
Ricardo G. reduziu a diferença para o penúltimo e antepenúltimo e ainda sonha com a manutenção.
Ainda há muitos pontos em disputa, muitas combinações possíveis. Está ao rubro!
Destaque também para Mr. Shankly que é agora segundo classificado e poderá ser o único a disputar a vitória final com Marco Morais (ou não!).
Peyroteo parece não ter aguentado a pressão e já nem pisa o pódio. Hugo M. manteve-se nessa luta e parece disposto a dar tudo na recta final.
LC caíu vários lugares e disse adeus à Europa, assim como Jorge M., luis e Adolfo Sapinho. Tasqueiro e Rita podem ainda ficar com um lugar europeu, mas vai ser complicado.
Outro dos vencedores desta fase foi Virgílio que, depois de um início fraquinho, ocupa agora um bom sexto lugar.
Pedro, Nuno S., Miguel e Sérgio subiram todos um ou dois lugares, enquanto João C. continua em queda livre e está em risco de descida, numa luta com Sérgio (apesar da subida) e Gonçalo, que voltou aos últimos lugares.
Ricardo G. reduziu a diferença para o penúltimo e antepenúltimo e ainda sonha com a manutenção.
Ainda há muitos pontos em disputa, muitas combinações possíveis. Está ao rubro!
Apostas Mundial 2014: quartos-de-final.
E na meta final da competição, os empurrões sucedem-se e todos procuram a melhor classificação possível. Marco Morais foi mortífero à entrada dos Quartos-de-Final e fez uns fantásticos 60 pontos (10 por cada equipa apurada), garantindo o regresso à liderança, lugar que conhece muito bem.
Peyroteo não foi além dos 50 pontos e segue agora na vice-liderança, lugar que o deixará bastante perturbado com certeza.
Mr. Shankly e Hugo M., aproveitaram esta jornada para trepar uns lugares e disputam o último lugar do pódio. LC e Rita perdem posições, pois fizeram apenas 40 pontos, assim como Tasqueiro.
Jorge Borges, Virgílio, luis, Adolfo Sapinho e João C., mantêm os lugares e ainda podem aspirar a algo mais. A Europa, talvez.
Já Jorge M., Gonçalo, Pedro e Nuno S., parecem estar a salvo da descida, se bem que Jorge M. pareça o mais confortável nessa luta.
Miguel e Sérgio não querem o penúltimo lugar, que dá direito a descida, com ligeira vantagem para o homem da casa. Ricardo G. é o lanterna-vermelha e dificilmente evitará a despromoção.
Seguem-se as Meias-Finais, já a seguir.
Peyroteo não foi além dos 50 pontos e segue agora na vice-liderança, lugar que o deixará bastante perturbado com certeza.
Mr. Shankly e Hugo M., aproveitaram esta jornada para trepar uns lugares e disputam o último lugar do pódio. LC e Rita perdem posições, pois fizeram apenas 40 pontos, assim como Tasqueiro.
Jorge Borges, Virgílio, luis, Adolfo Sapinho e João C., mantêm os lugares e ainda podem aspirar a algo mais. A Europa, talvez.
Já Jorge M., Gonçalo, Pedro e Nuno S., parecem estar a salvo da descida, se bem que Jorge M. pareça o mais confortável nessa luta.
Miguel e Sérgio não querem o penúltimo lugar, que dá direito a descida, com ligeira vantagem para o homem da casa. Ricardo G. é o lanterna-vermelha e dificilmente evitará a despromoção.
Seguem-se as Meias-Finais, já a seguir.
Benfica, Sporting e Porto: Uma nova pré-temporada com a mesma confusão de sempre
Há quem diga que é inevitável. Que os clubes portugueses só podem sobreviver com este constante jogo entre compras e vendas. Eu sinceramente continuo a estranhar muita coisa e para mim há ainda muito para explicar neste tipo de negócios. Uma coisa é certa, os que ganham e continuarão a ganhar com estas negociatas não serão os clubes de futebol. Mais, tendo em conta os últimos relatórios de contas, vendo os passivos acumulados ous prejuízos anuais dos principais clubes portugueses, só me fica uma pergunta na cabeça: até quando isto irá durar?
1) Começemos pelo vigente campeão nacional. Vendem A.Gomes e Rodrigo por aqueles valores e ainda aparecem no Seixal a treinar? Silvio tem contrato com o At.Madrid mas é no Benfica que se apresenta? Garay vale 6, Markovic 25, mas o Enzo Pérez já vale 30 e o Oblak 20? Há muito que deixei de acreditar que estes negócios respeitam puramente as leis do mercado...
2) O Sporting. Há um ano iamos fechar portas. BdC, com toda a pompa e circustância, lá conseguiu negociar com a banca uma certa tolerência para não fechar a torneira completamente. Fomos buscar Mauricio, Jefferson, Slimani e Montero por um total de 3 milhões. 4 titulares decisivos para o reerguer da nossa competitividade desportiva. Ao mesmo tempo efectivamos apostas em jogadores da casa. Cédric, W.Carvalho, Adrien, A.Martins e W.Eduardo tiveram as oportunidades que nunca tiveram antes e o resultado ficou á vista de todos. O modelo e estratégia foi elogiados por todos e houve quem dissesse que o Sporting tinha cortado definitivamente com esse passado e que seria esse o caminho do futuro para todos os clubes nacionais. Entretanto, este ano começamos novamente com o overbooking de sempre depois de termos já feito as nossas compras - 6 jogadores por 8 milhões e que dá para já um total de 28 jogadores, ainda sem mundialistas e sem qualquer promoção entre a equipa B para a equipa principal. É caso para perguntar, aprendemos mesmo a lição?
3) O Porto para mim há muito que é uma incógnita. Acumulam centrais e médios ofensivos e ainda vão buscar Oliver por empréstimo (sem opção de compra) e Bruno Martins por 8,5 milhões de euros? Fala-se ainda em Tello e Illarramendi, mas em que moldes e com que custos? Será que o Porto terá mesmo a capacidade de ir buscar sub-21 espanhóis? E alguém me explica como é que tendo os negócios fabulosos de sempre, ainda se apresentam resultados negativos?
Por fim, agora que se fala muito do futuro do futebol português iremos ver quantos jogadores portugueses irão fazer parte nos planteis dos principais clubes portugueses? 20/25%?
domingo, julho 6
Mundial 2014: Holanda 0 Costa Rica 0 (4-3 a.g.p.).
Acabou o sonho dos costa-riquenhos e acabou bem. A Holanda foi sempre superior e só por milagre o jogo durou até aos penáltis. E, mesmo aí, os holandeses foram mais fortes. E assim teremos umas meias-finais com Holanda-Argentina.
sábado, julho 5
Mundial 2014: Argentina 1 Bélgica 0.
Wilmots diz que a Argentina é uma equipa banal e eu sou forçado a concordar. Mas hoje, a Bélgica, foi sempre incapaz de arranjar argumentos colectivos para vencer o jogo. Depois da estrondosa exibição frente ao EUA, esperava mais, apesar de diferente, e com maior maturidade de jogadores como Hazard ou Felaini.
Para mim continuam a ser a equipa que melhor futebol mostrou mas, parece-me, foram quase sempre demasiado arrogantes. Por isso mesmo, rodeado de belgas, festejei a passagem da Argentina.
sexta-feira, julho 4
Tropa de Elite caçou El Bandido em Fortaleza
Sem avisar, qual tempestade tropical, a Força Especial 'Donos da Bola' entrou no improvisado bairro colombiano em Fortaleza e começou a distribuir 'cacetada'. O objectivo era a eliminação da Colômbia do Mundial'2014, mas para isso essa Tropa de Elite teria de voltar aos níveis de quando se deu a conhecer ao Mundo (Taça das Confederações) e evitar que o líder da revolta cafetera, James 'El Bandido' Rodríguez, pudesse seguir com o seu plano para conquistar o Mundo. De tal modo que para o sucesso dessa investida canarinha foi essencial a rajada inicial que culminou no golo de Thiago Silva. O escrete sabia que não teria muitas oportunidades para com um só cartucho ferir o adversário e para equilibrar esse aspecto não se inibiu de usar a força. Não foi por isso o dia do Coronel Neymar aparecer nas 'flashes', mas sim o dia dos tenentes, dos majores e dos capitães. Outro deles - este honorário - deu a rajada final, num livre directo cobrado na perfeição, impedindo que a reacção de El Bandido (marcou de penálti, aos 80') pudesse salvar 'los cafeteros' da eliminação. Salva-se sim a admiração do Mundo por um dos pés-esquerdos mais encantadores da actualidade.
Toda a gente sabia da invasão, até porque o dia e a hora estavam marcados, mas pouca gente poderia adivinhar que seria o colectivo do Brasil a jogar nos espaços em branco do plano da Colômbia. Os 'donos da bola' voltaram mesmo, e com um vendaval de futebol e muita 'porrada' à mistura meteram mesmo a Colômbia a puxar pela cabeça. Fernandinho e Paulinho tinham tudo menos diminutivos nos pés e seguraram aquele que foi sempre um dos problemas da ideia de Pekerman. O meio-campo ficava curto para o enorme jogador que tentava soltar e, desta feita, foi Guarín a saltar 'a la cancha' para tentar dar algo que Aguilar nunca conseguiu. Mas no meio daquela tempestade, só sobrou o esclarecimento de um James que é cada vez mais o jogador da moda. Sem precisar de ser um velocista, os seus dribles antecedem sempre uma brilhante tomada de decisão que rapidamente parte os 'quadros pretos' dos treinadores adversários ao meio.
Porém, o colectivo brasileiro haveria de o segurar. Não a ele 'bandido individual, mas por arrasto colectivo. É que o golo de vantagem permitiu concentração e solidariedade a uma equipa sempre compacta, e nem as mudanças de Pekerman (apostou sempre tudo, ao contrário do Mundial'2006) davam à equipa maior chegada à área. Daí que a rajada final (o escrete já só tinha mais esse cartucho) de David Luiz acabasse por vir a ser suficiente para o objectivo. Mas, digníssimo da ideia de que o seu deve ir a seu dono, o 'futebol' ainda deu a oportunidade ao melhor marcador do torneio, até ao momento, de aumentar a sua contagem para 6 golos. Uma prenda tirada do esforço de uma Nação e reproduzida por um talento único na hora de proteger, temporizar, soltar ou disparar. No Brasil'14 acabou vergado ao peso da história, mas o Mundo já sonha com os seus próximos torneios.
Brasil-Colômbia, 2-1 (Thiago Silva 7' e David Luiz 69'; James 80' g.p.)
Foto: Getty Images
Toda a gente sabia da invasão, até porque o dia e a hora estavam marcados, mas pouca gente poderia adivinhar que seria o colectivo do Brasil a jogar nos espaços em branco do plano da Colômbia. Os 'donos da bola' voltaram mesmo, e com um vendaval de futebol e muita 'porrada' à mistura meteram mesmo a Colômbia a puxar pela cabeça. Fernandinho e Paulinho tinham tudo menos diminutivos nos pés e seguraram aquele que foi sempre um dos problemas da ideia de Pekerman. O meio-campo ficava curto para o enorme jogador que tentava soltar e, desta feita, foi Guarín a saltar 'a la cancha' para tentar dar algo que Aguilar nunca conseguiu. Mas no meio daquela tempestade, só sobrou o esclarecimento de um James que é cada vez mais o jogador da moda. Sem precisar de ser um velocista, os seus dribles antecedem sempre uma brilhante tomada de decisão que rapidamente parte os 'quadros pretos' dos treinadores adversários ao meio.
Porém, o colectivo brasileiro haveria de o segurar. Não a ele 'bandido individual, mas por arrasto colectivo. É que o golo de vantagem permitiu concentração e solidariedade a uma equipa sempre compacta, e nem as mudanças de Pekerman (apostou sempre tudo, ao contrário do Mundial'2006) davam à equipa maior chegada à área. Daí que a rajada final (o escrete já só tinha mais esse cartucho) de David Luiz acabasse por vir a ser suficiente para o objectivo. Mas, digníssimo da ideia de que o seu deve ir a seu dono, o 'futebol' ainda deu a oportunidade ao melhor marcador do torneio, até ao momento, de aumentar a sua contagem para 6 golos. Uma prenda tirada do esforço de uma Nação e reproduzida por um talento único na hora de proteger, temporizar, soltar ou disparar. No Brasil'14 acabou vergado ao peso da história, mas o Mundo já sonha com os seus próximos torneios.
Brasil-Colômbia, 2-1 (Thiago Silva 7' e David Luiz 69'; James 80' g.p.)
Foto: Getty Images
quinta-feira, julho 3
Sporting e um estranho caso de liquidez financeira
Há um ano atrás após uma época de cataclismo financeiro e desportivo, andavamos basicamente atrás de suplentes da Académica (Cissé), jogadores de segunda divisão brasileira (Mauricio) e promessas da liga de honra (Rafa).
Eu mesmo, pouco habituado a este tipo de interesses no meu clube, lançava as minhas primeiras farpas a esta direcção com este tipo de negócios.
No entanto, na altura o discurso era que não havia dinheiro e que aquele era o tipo de negócios que podiamos fazer/concluir. O certo é que para meu espanto, mesmo com a capacidade negocial de um Paços de Ferreira, lá conseguimos sacar um Montero, Slimani, Mauricio e um Jefferson por exemplo e conseguir ficar num inesperado segundo lugar á frente do Porto do Reyes e Herrera e dos muitos milhões investidos.
Ora o que está a acontecer este ano é um pouco diferente. Sem sabermos bem de onde veio o dinheiro, já fomos buscar 6 gajos por um total de 7/8 milhões de euros. Obviamente que ainda é cedo para avaliar quem quer que seja, mas para quem passou por tantas restrições há não tanto tempo assim, estranha um pouco.
Os reforços continuam a vir de sitios mais exóticos que o típico Brasil, Argentina, Sérvia ou Espanha.
Mas o dinheiro que se gasta nessas mesmas contratações é que já parece ser um pouco diferente (2 milhões do Slavchev, mais 2,5 pelo puto da Escócia, 1 milhão pelo Rosell, etc). E isto sem termos vendido ninguém até agora. Penso então que em qualquer negociação sobre a reestruturação financeira que o clube possa estar a fazer, por certo que haverá um linha de financiamento aberta para o investimento da equipa de futebol do Sporting. Ou isso ou há empresários por trás (como em Braga) mas com BdC como presidente do clube, não acredito muito.
E não é só isso, assim de repente passamos a ter uma espécie de overbooking para certas posições.
Para a posição 6 temos William, Rinaudo e Rosell, para número 8 Adrien, Slavchev, J.Mário, para o ataque para médios ofensivos temos A.Martins, Shikabala, Gauld, para extremos então perco a conta. E ainda falam em mais nomes por aí.
Assim de repente passamos a ter um plantel de 30 jogadores, o que obviamente fará com que alguma gente tenha que sair.
Sinceramente não estava nada á espera disto. Em cerca de um ano, passamos da privação a uma certa abundância o que só atesta o bom trabalho que esta direcção está a fazer.
Veremos então o que Marco Silva fará com esta lista de várias opções para vários lugares.
quarta-feira, julho 2
Nunca te metas com o diabo, Tim!
Mas para se contar a história do frenético 'extra-time' que envolveu belgas e americanos, terá de ser chamada à memória a evolução destes diabos vermelhos ao longo do torneio. É que até Fellaini entrar, no primeiro jogo frente à Argélia, a Bélgica não foi mais do que um conveniente 'hype' para todo e qualquer 'hipster' do futebol. Um futebol previsível e que se tornava chato pela preocupação defensiva no 'miolo' de Wilmots. Mas assim que a pedra saiu da engrenagem (leia-se Dembélé, mas podia ser qualquer outro com aquelas características), a rotina voltou e foi-se consolidando até se chegar ao espectáculo que pudemos ver na passada terça-feira no Arena Fonte Nova (ou através da SportTV, que é a nave espacial de Freitas Lobo). O diabo perdeu o medo à táctica, ao clima, à história, e lançou-se para 38(!!) remates (27 na direcção da baliza de Howard) e 19 cantos, sinais de uma supremacia criada, também mas não só, pelo poder de decisão de Divock Origi - o excelente avançado de 19 anos do Lille.
Com ele a bola não foge e as jogadas acabam desenhadas pela inteligência. Claro que falar aqui de Hazard, De Bruyne ou Mertens será desnecessário, até porque o principal problema de Wilmots ainda reside no meio-campo. Isto porque Axel Witsel é, de certeza, o médio que lhe oferecerá melhores soluções em zonas adiantadas do terreno. Fellaini desbloqueou o sistema, mas com o antigo médio encarnado como pivot-único a Bélgica perde o seu potencial máximo nas chegadas à área. Mas bem, com tantos e tão bons... que venha o diabo e escolha! Porém, enquanto tudo isto se passava, do outro lado Howard tentava exorcizar o demónio, Bradley tentava esclarecer os 'states' e Dempsey ficava tão isolado como o Hawaii de Washington. Ainda assim, o regime alemão que Klinsmann instaurou no 'Team USA' conseguiu ser venenoso ao ponto de, também, criar situações aflitivas para Courtois, sendo que essas só assumiram decisivo protagonismo já quando Howard caiu finalmente em tentação (93'). Aí estava já esgotada a etapa regular e o prolongamento mostrava mais do mesmo. Mas, desta feita, a leitura perfeita de Marc Wilmots na inclusão de Lukaku fez ceder o que restava do 'force field' de Klinsmann, originando os dois golos belgas que teriam o condão de despertar os americanos da ilusão profunda que é ser atacado por um Lúcifer futebolístico. Era agora o diabo quem era perseguido, levando a pensar quem assistiu a tão intenso jogo (e ao golo de Julian Green) que, afinal, isto do mal, do diabo e das vítimas (e, até, da humidade), não existe em futebol. É mesmo tudo à conta de um Bem Supremo.
Bélgica-EUA, 2-1 (De Bruyne 93' e Lukaku 105'; Julian Green 107')
terça-feira, julho 1
Mundial 2014: oitavos-de-final (4ª).
Argentina 1 Suíça 0
Vi apenas o prolongamento deste jogo. A Argentina parece continuar a mostrar muito pouco mas Messi, diga-se a verdade, tem aparecido cada vez mais e, sem haver melhor, tem resolvido as coisas. No último minuto, milagre autêntico, numa bola ao poste do guarda-redes argentino.
EUA 1 Bélgica 2
Estou autenticamente banzado com o jogo que acabei de ver. Que hino ao futebol. Aliás, isto é que é o verdadeiro futebol. Não sei se hei-de destacar o massacre belga, com um futebol de luxo, liderado por De Bruyne e Vertoghen (que jogaço, que jogaço, que jogaço!), ou se hei-de destacar o espírito dos americanos e até a qualidade que mostraram quando, do nada, encostaram a Bélgica às cordas, já na segunda parte do prolongamento. Foram 120 minutos fantásticos, com duas equipas absolutamente comprometidas (cada uma com o seu estilo). Que jogo. Os belgas fizeram finalmente uma estrondosa exibição e mereceram ganhar, apesar de ter torcido pelos américas. Este foi, sem dúvida alguma, o melhor jogo deste Mundial. Quem diria?
Espero que o Marco Morais nos faça a devida e merecida crónica a este jogo. Era uma boa maneira de amanhã, começarmos bem o dia.
Foda-se que estupidez de jogo.
Vi apenas o prolongamento deste jogo. A Argentina parece continuar a mostrar muito pouco mas Messi, diga-se a verdade, tem aparecido cada vez mais e, sem haver melhor, tem resolvido as coisas. No último minuto, milagre autêntico, numa bola ao poste do guarda-redes argentino.
EUA 1 Bélgica 2
Estou autenticamente banzado com o jogo que acabei de ver. Que hino ao futebol. Aliás, isto é que é o verdadeiro futebol. Não sei se hei-de destacar o massacre belga, com um futebol de luxo, liderado por De Bruyne e Vertoghen (que jogaço, que jogaço, que jogaço!), ou se hei-de destacar o espírito dos americanos e até a qualidade que mostraram quando, do nada, encostaram a Bélgica às cordas, já na segunda parte do prolongamento. Foram 120 minutos fantásticos, com duas equipas absolutamente comprometidas (cada uma com o seu estilo). Que jogo. Os belgas fizeram finalmente uma estrondosa exibição e mereceram ganhar, apesar de ter torcido pelos américas. Este foi, sem dúvida alguma, o melhor jogo deste Mundial. Quem diria?
Espero que o Marco Morais nos faça a devida e merecida crónica a este jogo. Era uma boa maneira de amanhã, começarmos bem o dia.
Foda-se que estupidez de jogo.
segunda-feira, junho 30
Mundial 2014: oitavos-de-final (1ª, 2ª e 3ª).
Brasil 1 Chile 1
Torci pelo Chile e vi mais futebol desse lado. O Brasil voltou a ser uma equipa confusa, onde nem sequer existe competência defensiva. Meio-campo demasiado duro, bola nas laterais e depois logo se vê. Belo campeonato dos chilenos.
Colômbia 2 Uruguai 0
A Colômbia já é uma séria candidata, apesar de revelar algumas dificuldades defensivas. Mas com James a comandar as tropas, tudo se complica para os adversários dos sul-americanos. Não dá para ir buscar o Cuadrado, pois não?O Uruguai desiludiu. Passou quem eu desejava.
Holanda 2 México 1
Jogo de nervos, com uma das minhas equipas preferidas, o México. Dos Santos fez sonhar os mexicanos mas cinco minutos bastaram para a Holanda dar a volta, merecida, até, depois de uma boa segunda parte. Perdeu quem eu queria que passasse.
Costa Rica 1 Grécia 1
Bom jogo, este. A Grécia teve dificuldades mesmo quando jogou em superioridade. Simpatizo com os gregos e esperava que passassem. Contudo, esta Costa Rica fez pela vida e acabou por vencer nos penáltis.
França 2 Nigéria 0
Não vi o jogo mas o resultado foi o esperado. A França continua em bicos dos pés a fazer um percurso quase imaculado. Mas já chega de equipas "menores". Vem aí a Alemanha e, finalmente, um adversário à altura.
Alemanha 2 Argélia 1
Grande jogo de Mundial. Tudo a correr, bom futebol. Luta, entrega e uma Argélia que fez o seu melhor jogo. Impôs algum respeito à poderosa Alemanha, que nunca substimou o adversário. Passou a melhor equipa, mas os argelinos saíram de cabeça levantada e com uma participação digníssima.
Nota: entretanto, voltaram os erros inaceitáveis dos árbitros, com influência nos resultados. Já não sei bem o que diga mas, este Mundial, é bem capaz de estar a ser o pior neste aspecto. Desde que eu me lembro.
Torci pelo Chile e vi mais futebol desse lado. O Brasil voltou a ser uma equipa confusa, onde nem sequer existe competência defensiva. Meio-campo demasiado duro, bola nas laterais e depois logo se vê. Belo campeonato dos chilenos.
Colômbia 2 Uruguai 0
A Colômbia já é uma séria candidata, apesar de revelar algumas dificuldades defensivas. Mas com James a comandar as tropas, tudo se complica para os adversários dos sul-americanos. Não dá para ir buscar o Cuadrado, pois não?O Uruguai desiludiu. Passou quem eu desejava.
Holanda 2 México 1
Jogo de nervos, com uma das minhas equipas preferidas, o México. Dos Santos fez sonhar os mexicanos mas cinco minutos bastaram para a Holanda dar a volta, merecida, até, depois de uma boa segunda parte. Perdeu quem eu queria que passasse.
Costa Rica 1 Grécia 1
Bom jogo, este. A Grécia teve dificuldades mesmo quando jogou em superioridade. Simpatizo com os gregos e esperava que passassem. Contudo, esta Costa Rica fez pela vida e acabou por vencer nos penáltis.
França 2 Nigéria 0
Não vi o jogo mas o resultado foi o esperado. A França continua em bicos dos pés a fazer um percurso quase imaculado. Mas já chega de equipas "menores". Vem aí a Alemanha e, finalmente, um adversário à altura.
Alemanha 2 Argélia 1
Grande jogo de Mundial. Tudo a correr, bom futebol. Luta, entrega e uma Argélia que fez o seu melhor jogo. Impôs algum respeito à poderosa Alemanha, que nunca substimou o adversário. Passou a melhor equipa, mas os argelinos saíram de cabeça levantada e com uma participação digníssima.
Nota: entretanto, voltaram os erros inaceitáveis dos árbitros, com influência nos resultados. Já não sei bem o que diga mas, este Mundial, é bem capaz de estar a ser o pior neste aspecto. Desde que eu me lembro.
domingo, junho 29
Apostas Mundial 2014: oitavos-de-final.
Grandes alterções na tabela classificativa depois de conhecidas as selecções apuradas para os oitavos-de-final.
As regras de pontuação são as seguintes, para cada uma das oito eliminatórias:
- Equipa e posição certa, 8 pontos
- Equipa certa, 4 pontos
Ou seja, a título de exemplo, quem colocou o Brasil em primeiro lugar do grupo A, ganhou 8 pontos. Quem colocou o Brasil em segundo lugar, ganhou apenas 4.
Para os quartos-de-final, os resultados, em termos de golos, não interessam. Interessa apenas as equipas que se apuram (10 pontos cada uma das apuradas).
Na liderança mantém-se Peyroteo. Rita e LC foram os únicos da frente que ganharam pontos ao líder e parecem firmes na perseguição ao primeiro lugar. Surpreendente Mr. Shankly com a melhor pontuação dos oitavos, com uns estrondosos 84 pontos e um pulo gigante para o quarto lugar.
Marco Morais aparece em sétimo lugar, numa fase de menor fulgor, assim como luis que teve uma queda brutal, ocupando agora a 11º posição. Tasqueiro continua a subir e está já pertíssimo da liderança.
Na cauda da tabela, Ricardo G. é agora o último, por troca com Sérgio.
As regras de pontuação são as seguintes, para cada uma das oito eliminatórias:
- Equipa e posição certa, 8 pontos
- Equipa certa, 4 pontos
Ou seja, a título de exemplo, quem colocou o Brasil em primeiro lugar do grupo A, ganhou 8 pontos. Quem colocou o Brasil em segundo lugar, ganhou apenas 4.
Para os quartos-de-final, os resultados, em termos de golos, não interessam. Interessa apenas as equipas que se apuram (10 pontos cada uma das apuradas).
Na liderança mantém-se Peyroteo. Rita e LC foram os únicos da frente que ganharam pontos ao líder e parecem firmes na perseguição ao primeiro lugar. Surpreendente Mr. Shankly com a melhor pontuação dos oitavos, com uns estrondosos 84 pontos e um pulo gigante para o quarto lugar.
Marco Morais aparece em sétimo lugar, numa fase de menor fulgor, assim como luis que teve uma queda brutal, ocupando agora a 11º posição. Tasqueiro continua a subir e está já pertíssimo da liderança.
Na cauda da tabela, Ricardo G. é agora o último, por troca com Sérgio.
sexta-feira, junho 27
A folga
Há quem jure ver, na folga deste Mundial'2014, dois torneios diferentes. O primeiro, que acabou na passada quinta-feira e que teve compreendido em si várias 'liguilhas', e o segundo, que começa este sábado e estará enquadrado no espírito do 'mata-mata' imortalizado por Scolari. Não sabemos, no entanto, se as reais diferenças entre um e outro serão assim tantas, até porque, como já vimos, preconizar algo neste Brasil'2014 pode custar caro à auto-estima de quem o faz. O que se poderá fazer, entre outras coisas, é lembrar a tendência para um sistema táctico que se tem provado muito eficiente nesta competição. Em relação ao esquema-tipo de outras épocas, adicionou-se um central, deu-se maior liberdade aos laterais, manteve-se o 'duplo-pivot' a proteger um criativo e 'lançaram-se' dois avançados às feras para desequilibrar e confundir as defesas menos avisadas.
Foi esse o caso da Espanha. A gloriosa campeã mundial e bi-campeã europeia não resistiu à dúvida lançada pelas mudanças holandesas, que encontraram na 'Armada Invencible' as falhas que meio-mundo andava ansioso por achar. No entanto, a queda da Espanha aconteceu muito por culpa da ainda campeã mundial não ter sabido contornar a dúvida, mantendo o seu habitual futebol. Não falamos pois da queda de um tiki-taka inexistente (durou até ao fantástico golo de Van Persie e podia ter 'matado' o jogo) mas sim da queda da confiança e rotina de nuestros hermanos na adversidade. O 'tiki-taka', acreditem, ainda valerá muito, resta saber é quem o conseguirá recriar.
Nesse campo, o da dúvida existencial, andará a falha de grande parte das equipas que, à partida, seria favorita para figurar no propalado 'mata-mata'. Portugal, como bem sabemos (e sentimos), era uma delas, mas acabou por não resistir à derrocada psicológica que os confrontos com equipas de maior qualidade lhe costumam provocar. A Alemanha colocou a nu a falta de rotina, e credibilidade, de um 'onze' congelado e Bento não encontrou ideia, nem solução, para, pelo menos, voltar ao nível habitual. A falha, essa, estendeu-se até ao jogo com os Estados Unidos e criou uma situação impossível de reverter no jogo com o Gana. Resta a questão: porque é que Portugal não se consegue equilibrar com as grandes potências? A falta de qualidade, em relação a outras selecções é evidente, mas nem quando a teve (Rui Costa, Figo, Deco, Costinha, Maniche, Ronaldo...) conseguiu triunfar. E pode-se chamar-lhe estigma, mas, acredite-se, a resposta terá muito mais a ver com organização, competência e ideia, do que com outra coisa.
E a falha portuguesa, ao contrário da espanhola, até não teve nada a ver com a emergência da nova tendência táctica deste Mundial. Porém podem usar-se os dois exemplos para dar uma noção ao leitor de que as organizações europeias duvidaram de si próprias e perderam em larga escala para um sistema que, potencialmente, é menos rico que os '4-3-3' do Velho Continente. A dúvida e a competência são por isso mais importantes que qualquer sistema. Repare-se nas caminhadas de Brasil e Argentina que, sem real colectivo, procuram as suas maiores individualidades para vencerem os seus jogos. Temos portanto, nesta fase a eliminar, aquilo que já havíamos tido na fase-regular. Equipas carregadas às costas pelos seus mágicos e equipas com um 3-5-2 que tem confundido a falta de rotinas de planos potencialmente mais ricos. Neste cenário, será possível a Bélgica, a Colômbia, a França e a Alemanha encontrarem confiança para baterem a tendência? É que só com doses elevadas dessa auto-estima se poderá evitar que a Final deste Brasil'14 acabe jogada por duas equipas que de real futebol só têm tido Messi e Neymar.
P.S. Não pretendemos, de maneira alguma, elevar um tipo de jogo em detrimento de algum outro. Uma Final Brasil-Argentina teria tanto valor como qualquer outra. No entanto pretendemos sim chamar a atenção para o facto das individualidades se estarem a sobrepor ao colectivo, sendo esse facto um enorme revés para a evolução que o jogo tem sofrido nos últimos anos. É, também, um facto que só nos parece possível porque as competências colectivas das selecções que valorizam o conjunto parece, estranhamente, desafinadas. A Espanha, e a má forma da Alemanha, juntamente com a queda da Itália, assim o confirmam.
Foi esse o caso da Espanha. A gloriosa campeã mundial e bi-campeã europeia não resistiu à dúvida lançada pelas mudanças holandesas, que encontraram na 'Armada Invencible' as falhas que meio-mundo andava ansioso por achar. No entanto, a queda da Espanha aconteceu muito por culpa da ainda campeã mundial não ter sabido contornar a dúvida, mantendo o seu habitual futebol. Não falamos pois da queda de um tiki-taka inexistente (durou até ao fantástico golo de Van Persie e podia ter 'matado' o jogo) mas sim da queda da confiança e rotina de nuestros hermanos na adversidade. O 'tiki-taka', acreditem, ainda valerá muito, resta saber é quem o conseguirá recriar.
Nesse campo, o da dúvida existencial, andará a falha de grande parte das equipas que, à partida, seria favorita para figurar no propalado 'mata-mata'. Portugal, como bem sabemos (e sentimos), era uma delas, mas acabou por não resistir à derrocada psicológica que os confrontos com equipas de maior qualidade lhe costumam provocar. A Alemanha colocou a nu a falta de rotina, e credibilidade, de um 'onze' congelado e Bento não encontrou ideia, nem solução, para, pelo menos, voltar ao nível habitual. A falha, essa, estendeu-se até ao jogo com os Estados Unidos e criou uma situação impossível de reverter no jogo com o Gana. Resta a questão: porque é que Portugal não se consegue equilibrar com as grandes potências? A falta de qualidade, em relação a outras selecções é evidente, mas nem quando a teve (Rui Costa, Figo, Deco, Costinha, Maniche, Ronaldo...) conseguiu triunfar. E pode-se chamar-lhe estigma, mas, acredite-se, a resposta terá muito mais a ver com organização, competência e ideia, do que com outra coisa.
E a falha portuguesa, ao contrário da espanhola, até não teve nada a ver com a emergência da nova tendência táctica deste Mundial. Porém podem usar-se os dois exemplos para dar uma noção ao leitor de que as organizações europeias duvidaram de si próprias e perderam em larga escala para um sistema que, potencialmente, é menos rico que os '4-3-3' do Velho Continente. A dúvida e a competência são por isso mais importantes que qualquer sistema. Repare-se nas caminhadas de Brasil e Argentina que, sem real colectivo, procuram as suas maiores individualidades para vencerem os seus jogos. Temos portanto, nesta fase a eliminar, aquilo que já havíamos tido na fase-regular. Equipas carregadas às costas pelos seus mágicos e equipas com um 3-5-2 que tem confundido a falta de rotinas de planos potencialmente mais ricos. Neste cenário, será possível a Bélgica, a Colômbia, a França e a Alemanha encontrarem confiança para baterem a tendência? É que só com doses elevadas dessa auto-estima se poderá evitar que a Final deste Brasil'14 acabe jogada por duas equipas que de real futebol só têm tido Messi e Neymar.
P.S. Não pretendemos, de maneira alguma, elevar um tipo de jogo em detrimento de algum outro. Uma Final Brasil-Argentina teria tanto valor como qualquer outra. No entanto pretendemos sim chamar a atenção para o facto das individualidades se estarem a sobrepor ao colectivo, sendo esse facto um enorme revés para a evolução que o jogo tem sofrido nos últimos anos. É, também, um facto que só nos parece possível porque as competências colectivas das selecções que valorizam o conjunto parece, estranhamente, desafinadas. A Espanha, e a má forma da Alemanha, juntamente com a queda da Itália, assim o confirmam.
Apostas Mundial 2014: 3º jornada.
Marco Morais perdeu o comando daquela que é, provavelmente, a liga mais desejada do mundo. Peyroteo ameaçou, não descolou e, à entrada dos oitavos, assume a liderança. Com toda a sua experiência em divisões inferiores, Peyroteo é candidato ao caneco. Tem a palavra Marco Morais que, mesmo assim, fez 32 pontos nesta terceira jornada.
Rita continua a subir na tabela e já está no terceiro lugar, que abre as portas da Liga dos Campeões.
O organizador luis aproveitou a sombra da liderança repartida com Marco e desceu ao quinto lugar. Depois da vitória na Liga do Euro 2004, tudo o que seja abaixo do terceiro será um mau resultado.
Hugo M., que tem pautado a sua participação com muito equilíbrio, ascendeu ao quarto lugar, ainda que com os mesmo pontos de Rita. LC desceu uma posição e Sapinho mantém-se à espreita.
Entretanto, Tasqueiro continua a subir e aparece bem colocado para um lugar europeu, ou até para algo mais. Nuno S. também subiu uns degraus e está apenas a 2 pontos do quinto lugar. Mesmo Mr. Shankly e João C., apesar de estarem a descer na tabela, mantêm a possibilidade de terminarem numa boa posição.
Jorge M. e Virgílio continuam em ascensão moderada, e Pedro, que começou muito bem, já está um pouco longe do sonho europeu, assim como Jorge Borges.
Destaque ainda para Gonçalo que, graças a uns magníficos 40 pontos nesta jornada, largou o último lugar que pertence, agora, ao Sérgio. Ricardo G. continua na luta para fugir aos últimos lugares e tem agora a companhia de Miguel.
Nota: os pontos da 3ª jornada estão alinhados com os nomes da primeira coluna.
Rita continua a subir na tabela e já está no terceiro lugar, que abre as portas da Liga dos Campeões.
O organizador luis aproveitou a sombra da liderança repartida com Marco e desceu ao quinto lugar. Depois da vitória na Liga do Euro 2004, tudo o que seja abaixo do terceiro será um mau resultado.
Hugo M., que tem pautado a sua participação com muito equilíbrio, ascendeu ao quarto lugar, ainda que com os mesmo pontos de Rita. LC desceu uma posição e Sapinho mantém-se à espreita.
Entretanto, Tasqueiro continua a subir e aparece bem colocado para um lugar europeu, ou até para algo mais. Nuno S. também subiu uns degraus e está apenas a 2 pontos do quinto lugar. Mesmo Mr. Shankly e João C., apesar de estarem a descer na tabela, mantêm a possibilidade de terminarem numa boa posição.
Jorge M. e Virgílio continuam em ascensão moderada, e Pedro, que começou muito bem, já está um pouco longe do sonho europeu, assim como Jorge Borges.
Destaque ainda para Gonçalo que, graças a uns magníficos 40 pontos nesta jornada, largou o último lugar que pertence, agora, ao Sérgio. Ricardo G. continua na luta para fugir aos últimos lugares e tem agora a companhia de Miguel.
Nota: os pontos da 3ª jornada estão alinhados com os nomes da primeira coluna.
Mundial 2014: grupo G/H.
Alemanha 1 EUA 0
Não vi o jogo. O 1-0 foi curtinho para os interesses de Portugal mas não podemos dizer que os alemães não fizeram o que lhes competia.
Portugal 2 Gana 1
Uma selecção ganesa feita em cacos foi o adversário ideal para Portugal sair de cabeça levantada deste Mundial 2014. Finalmente vimos uma equipa equilibrada entre a defesa e ataque, com posse de bola e futebol apoiado. Nem sempre, claro, até porque esta terceira versão já era um remendo sobre remendo, com jogadores que nunca se viram, praticamente, dentro de campo.
Não valerá a pena falar nos golos falhados de Ronaldo, na inconsistência perturbadora dos pés de Éder (o que é aquilo, por favor?!), ou nos disparates contínuos de Veloso ou Bruno Alves. Hoje vencemos, e vencemos bem, num jogo razoável, e que serviu, apenas, para elevar até ao nível mínimo a nossa auto-estima.
Paulo Bento desiludiu-me. Especialmente na hora de assumir as suas mais do que óbvias responsabilidades. Tinha-o como homem sério, daqueles à prova de bala. A prestação da nossa selecção foi pouco mais do que miserável e Bento deveria demitir-se no segundo imediato ao apito final da partida de hoje.
Uma coisa é ter uma participação digna, podermos falar de azar, de momentos, de pormenores. Outra, completamente diferente, é termos para discutir as más opções tomadas, o fraquíssimo futebol apresentado, uma goleada sofrida, indisciplina, não conseguir aguentar sequer a vantagem com os EUA. Bento uniu, Bento desuniu. Voltámos a ter uma imagem pálida da nossa selecção e atingimos novamente um nível de indiferença perigoso.
E Bento, se fosse aquilo que eu esperava que ele fosse, demitir-se-ia. Não há outra saída. E ele que não se iluda: os portugueses não estão desiludidos por termos perdido. Estão desiludidos porque a equipa liderada por Paulo Bento não honrou os portugueses. E é disso que se trata.
Grupo G
Alemanha 7
EUA 4
Portugal 4
Gana 1
Coreia do Sul 0 Bélgica 1
Este foi, provavelmente, o jogo que mais me irritou neste Mundial. Já referi que esta Bélgica é o meu ódio de estimação e hoje, tudo o que aconteceu neste jogo acentuou ainda mais esse sentimento. Com alguns titulares de fora, mas com a qualificação assegurada, os belgas tinham tudo para, finalmente, mostrar um futebol condizente com a qualidade individual. Foi o que fizeram, a espaços (muito poucos). Contudo, no geral, foram mais uma equipa com sorte, confusa no ataque e com uma atitude altiva que me irrita completamente. Mas o pior nem foi ganharem um jogo a jogar com dez durante uma parte inteira. O pior foram os coreanos. Desesperei por um golo dos asiáticos. Faziam tudo bem: bola no chão, desmarcação, tabela, toque, técnica. Mas depois: grande área! O bloqueio era total, inacreditável. Perdiam as forças, a qualidade no passe, a velocidade na desmarcação. Falharam "n" oportunidades que não o chegaram a ser. Desesperante, mesmo, é a palavra.
Rússia 1 Argélia 1
Uma surpresa total, esta Argélia. Não pelo futebol praticado, que é medonho, mas pela entrega, espírito de sacrifício e Slimani, claro. Os russos tiveram o pássaro na mão mas, na verdade, foram incapazes de dar a volta ao muro de onze jogadores argelinos. Ghilas entrou para lateral direito e tudo, uma maravilha! Acompanhei melhor a segunda parte deste jogo e à Rússia faltou criatividade, pois atacavam como podiam, e não como deviam.
Grupo H
Bélgica 9
Argélia 4
Rússia 2
Coreia do Sul 1
Não vi o jogo. O 1-0 foi curtinho para os interesses de Portugal mas não podemos dizer que os alemães não fizeram o que lhes competia.
Portugal 2 Gana 1
Uma selecção ganesa feita em cacos foi o adversário ideal para Portugal sair de cabeça levantada deste Mundial 2014. Finalmente vimos uma equipa equilibrada entre a defesa e ataque, com posse de bola e futebol apoiado. Nem sempre, claro, até porque esta terceira versão já era um remendo sobre remendo, com jogadores que nunca se viram, praticamente, dentro de campo.
Não valerá a pena falar nos golos falhados de Ronaldo, na inconsistência perturbadora dos pés de Éder (o que é aquilo, por favor?!), ou nos disparates contínuos de Veloso ou Bruno Alves. Hoje vencemos, e vencemos bem, num jogo razoável, e que serviu, apenas, para elevar até ao nível mínimo a nossa auto-estima.
Paulo Bento desiludiu-me. Especialmente na hora de assumir as suas mais do que óbvias responsabilidades. Tinha-o como homem sério, daqueles à prova de bala. A prestação da nossa selecção foi pouco mais do que miserável e Bento deveria demitir-se no segundo imediato ao apito final da partida de hoje.
Uma coisa é ter uma participação digna, podermos falar de azar, de momentos, de pormenores. Outra, completamente diferente, é termos para discutir as más opções tomadas, o fraquíssimo futebol apresentado, uma goleada sofrida, indisciplina, não conseguir aguentar sequer a vantagem com os EUA. Bento uniu, Bento desuniu. Voltámos a ter uma imagem pálida da nossa selecção e atingimos novamente um nível de indiferença perigoso.
E Bento, se fosse aquilo que eu esperava que ele fosse, demitir-se-ia. Não há outra saída. E ele que não se iluda: os portugueses não estão desiludidos por termos perdido. Estão desiludidos porque a equipa liderada por Paulo Bento não honrou os portugueses. E é disso que se trata.
Grupo G
Alemanha 7
EUA 4
Portugal 4
Gana 1
Coreia do Sul 0 Bélgica 1
Este foi, provavelmente, o jogo que mais me irritou neste Mundial. Já referi que esta Bélgica é o meu ódio de estimação e hoje, tudo o que aconteceu neste jogo acentuou ainda mais esse sentimento. Com alguns titulares de fora, mas com a qualificação assegurada, os belgas tinham tudo para, finalmente, mostrar um futebol condizente com a qualidade individual. Foi o que fizeram, a espaços (muito poucos). Contudo, no geral, foram mais uma equipa com sorte, confusa no ataque e com uma atitude altiva que me irrita completamente. Mas o pior nem foi ganharem um jogo a jogar com dez durante uma parte inteira. O pior foram os coreanos. Desesperei por um golo dos asiáticos. Faziam tudo bem: bola no chão, desmarcação, tabela, toque, técnica. Mas depois: grande área! O bloqueio era total, inacreditável. Perdiam as forças, a qualidade no passe, a velocidade na desmarcação. Falharam "n" oportunidades que não o chegaram a ser. Desesperante, mesmo, é a palavra.
Rússia 1 Argélia 1
Uma surpresa total, esta Argélia. Não pelo futebol praticado, que é medonho, mas pela entrega, espírito de sacrifício e Slimani, claro. Os russos tiveram o pássaro na mão mas, na verdade, foram incapazes de dar a volta ao muro de onze jogadores argelinos. Ghilas entrou para lateral direito e tudo, uma maravilha! Acompanhei melhor a segunda parte deste jogo e à Rússia faltou criatividade, pois atacavam como podiam, e não como deviam.
Grupo H
Bélgica 9
Argélia 4
Rússia 2
Coreia do Sul 1
quarta-feira, junho 25
Mundial 2014: grupo F/E.
Argentina 3 Nigéria 2
Não vi o jogo. A Argentina faz o pleno e Rojo marca um golo num Mundial.
Bósnia 3 Irão 1
Não vi o jogo. Acredito que tenha sido um bom jogo da Bósnia. O Irão marcou um golo no Mundial e Queiroz demitiu-se.
Grupo F
Argentina 9
Nigéria 4
Bósnia 3
Irão 1
Suíça 3 Honduras 0
Jogo sem grande história com os suíços a mostrarem uma boa eficácia com destaque natural para Shaqiri, com três golos. Os hondurenhos mereciam mais qualquer coisa mas foram incapazes de traduzir em golos a maior posse de bola e algumas oportunidades.
França 0 Equador 0
Depois de uma primeira parte aborrecida, com poucos motivos de interesse, pensei em desligar-me deste jogo. Mas quando os equatorianos ficaram reduzidos a 10, pensei que a França ia marcar golos e a coisa podia até tornar-se divertida. Mas, na verdade, o Equador viveu o seu melhor período após a expulsão de Valencia, resistindo às atabalhoadas investidas francesas e contra-atacando com perigo. O empate acabou ser justo, especialmente para uma equipa que defendeu a sua bandeira com uma alma incrível.
Grupo E
França 7
Suíça 6
Equador 4
Honduras 0
Depois de ver estas quatro últimas jornadas, o Pepe deve estar a sentir-se ainda mais estúpido. É cotoveladas, mordidelas, mais cotoveladas e nada. Nem um amarelinho, nadinha.
Não vi o jogo. A Argentina faz o pleno e Rojo marca um golo num Mundial.
Bósnia 3 Irão 1
Não vi o jogo. Acredito que tenha sido um bom jogo da Bósnia. O Irão marcou um golo no Mundial e Queiroz demitiu-se.
Grupo F
Argentina 9
Nigéria 4
Bósnia 3
Irão 1
Suíça 3 Honduras 0
Jogo sem grande história com os suíços a mostrarem uma boa eficácia com destaque natural para Shaqiri, com três golos. Os hondurenhos mereciam mais qualquer coisa mas foram incapazes de traduzir em golos a maior posse de bola e algumas oportunidades.
França 0 Equador 0
Depois de uma primeira parte aborrecida, com poucos motivos de interesse, pensei em desligar-me deste jogo. Mas quando os equatorianos ficaram reduzidos a 10, pensei que a França ia marcar golos e a coisa podia até tornar-se divertida. Mas, na verdade, o Equador viveu o seu melhor período após a expulsão de Valencia, resistindo às atabalhoadas investidas francesas e contra-atacando com perigo. O empate acabou ser justo, especialmente para uma equipa que defendeu a sua bandeira com uma alma incrível.
Grupo E
França 7
Suíça 6
Equador 4
Honduras 0
Depois de ver estas quatro últimas jornadas, o Pepe deve estar a sentir-se ainda mais estúpido. É cotoveladas, mordidelas, mais cotoveladas e nada. Nem um amarelinho, nadinha.
terça-feira, junho 24
Mundial 2014: grupo D/C.
Itália 0 Uruguai 1
Finalmente senti-me um bocado defraudado com um jogo deste Mundial 2014. Esperava mais, especialmente da Itália. Primeira parte aborrecida e que me fez lembrar a "boa-velha Itália". Na retranca, sem dar qualquer espaço ao adversário, numa espécie de "podes brincar mas só onde eu quiser". 45 minutos equilibrados, sem grandes motivos de interesse, contudo, sempre com a tónica da incerteza de qual das equipas passaria aos oitavos. Segunda parte com o Uruguai a pressionar e os italianos a falharem completamente no contra-ataque. Assim, limitaram-se a defender, revelando uma total incapacidade de atacar. Aproveitou o Uruguai para criar duas boas oportunidades de golo (na de Suárez, Buffon fez uma defesa espantosa). Cheirava a golo, apesar do perfume defensivo italiano. Já com 10, por expulsão de Marchisio (continuo sem perceber se foi para vermelho ou não), a Itália acabou, ainda por cima com Pirlo a jogar a passo (tem muita qualidade, mas não exageremos). Entretanto, Suárez decide morder Chiellini e este reage quase que instintivamente com uma cotovelada. A acção do uruguaio foi simplesmente deplorável e o jogador deve ser banido da competição. É o mínimo. E que levem cinco, já a seguir, se faz favor. Finalmente, o rei-Godín marcou com as costas e acabou com o jogo, pois os italianos já nem respiravam.
Inglaterra 0 Costa Rica 0
Não vi este jogo. Os ingleses, apesar de tudo, mostraram mais qualidade do que o costume neste Mundial. A Costa Rica foi a surpresa do grupo.
Grupo D
Costa Rica 7
Uruguai 6
Itália 3
Inglaterra 1
Japão 1 Colômbia 4
Uma Colômbia já qualificada mas que apresentou uma equipa disposta a manter a mesma lógica dos dois jogos anteriores: com velocidade, muito rápida no ataque e sempre com uma atitude vencedora. Estas provas dependem muito da forma como os jogadores interpretam cada lance, cada disputa de bola, e estes colombianos têm o sangue a ferver, e têm alguns jogadores de classe mundial, como James, Cuadrado ou Jackson. O Japão tentou equilibrar a coisa e bem que tentou. Na segunda parte, os nipónicos tudo fizeram e até surpreenderam com um futebol apoiado, bem jogado, mas, infelizmente, sem balizas. No contra-ataque, a Colômbia ameaçava sempre e era inevitável que dilatassem a vantagem que já tinham de 2-1. Jackson com um belo golo, fez o terceiro e, James, numa jogada sublime, mandou os japoneses ao tapete. Muita qualidade colombiana, num jogo emotivo mas que esteve sempre a cair para o lado dos melhores.
Grécia 2 Costa do Marfim 1
Não vi este jogo com muita atenção até aos 65 minutos. A Grécia vencia por 1-0 e até ameaçava o segundo. Só que a Costa do Marfim fez o golo do empate e esteve com um pé nos oitavos. O resto do jogo foi dramático, com os gregos a manterem-se focados e os africanos a apostarem no contra-ataque. A Grécia mandou a terceira bola ao poste neste período e a Costa do Marfim não foi capaz de aproveitar algum desequilíbrio defensivo dos gregos. A dois minutos do fim, penálti para a Grécia, muito bem marcado por Samaras (que é um jogador do caraças). Karagounis é classe, ou melhor, ainda é. Que drama neste final de jogo. O futebol a ser madrasto para os africanos e a deixar os gregos em lágrimas de alegria. Quem nos dera!
Grupo C
Colômbia 9
Grécia 4
Costa do Marfim 3
Japão 1
Finalmente senti-me um bocado defraudado com um jogo deste Mundial 2014. Esperava mais, especialmente da Itália. Primeira parte aborrecida e que me fez lembrar a "boa-velha Itália". Na retranca, sem dar qualquer espaço ao adversário, numa espécie de "podes brincar mas só onde eu quiser". 45 minutos equilibrados, sem grandes motivos de interesse, contudo, sempre com a tónica da incerteza de qual das equipas passaria aos oitavos. Segunda parte com o Uruguai a pressionar e os italianos a falharem completamente no contra-ataque. Assim, limitaram-se a defender, revelando uma total incapacidade de atacar. Aproveitou o Uruguai para criar duas boas oportunidades de golo (na de Suárez, Buffon fez uma defesa espantosa). Cheirava a golo, apesar do perfume defensivo italiano. Já com 10, por expulsão de Marchisio (continuo sem perceber se foi para vermelho ou não), a Itália acabou, ainda por cima com Pirlo a jogar a passo (tem muita qualidade, mas não exageremos). Entretanto, Suárez decide morder Chiellini e este reage quase que instintivamente com uma cotovelada. A acção do uruguaio foi simplesmente deplorável e o jogador deve ser banido da competição. É o mínimo. E que levem cinco, já a seguir, se faz favor. Finalmente, o rei-Godín marcou com as costas e acabou com o jogo, pois os italianos já nem respiravam.
Inglaterra 0 Costa Rica 0
Não vi este jogo. Os ingleses, apesar de tudo, mostraram mais qualidade do que o costume neste Mundial. A Costa Rica foi a surpresa do grupo.
Grupo D
Costa Rica 7
Uruguai 6
Itália 3
Inglaterra 1
Japão 1 Colômbia 4
Uma Colômbia já qualificada mas que apresentou uma equipa disposta a manter a mesma lógica dos dois jogos anteriores: com velocidade, muito rápida no ataque e sempre com uma atitude vencedora. Estas provas dependem muito da forma como os jogadores interpretam cada lance, cada disputa de bola, e estes colombianos têm o sangue a ferver, e têm alguns jogadores de classe mundial, como James, Cuadrado ou Jackson. O Japão tentou equilibrar a coisa e bem que tentou. Na segunda parte, os nipónicos tudo fizeram e até surpreenderam com um futebol apoiado, bem jogado, mas, infelizmente, sem balizas. No contra-ataque, a Colômbia ameaçava sempre e era inevitável que dilatassem a vantagem que já tinham de 2-1. Jackson com um belo golo, fez o terceiro e, James, numa jogada sublime, mandou os japoneses ao tapete. Muita qualidade colombiana, num jogo emotivo mas que esteve sempre a cair para o lado dos melhores.
Grécia 2 Costa do Marfim 1
Não vi este jogo com muita atenção até aos 65 minutos. A Grécia vencia por 1-0 e até ameaçava o segundo. Só que a Costa do Marfim fez o golo do empate e esteve com um pé nos oitavos. O resto do jogo foi dramático, com os gregos a manterem-se focados e os africanos a apostarem no contra-ataque. A Grécia mandou a terceira bola ao poste neste período e a Costa do Marfim não foi capaz de aproveitar algum desequilíbrio defensivo dos gregos. A dois minutos do fim, penálti para a Grécia, muito bem marcado por Samaras (que é um jogador do caraças). Karagounis é classe, ou melhor, ainda é. Que drama neste final de jogo. O futebol a ser madrasto para os africanos e a deixar os gregos em lágrimas de alegria. Quem nos dera!
Grupo C
Colômbia 9
Grécia 4
Costa do Marfim 3
Japão 1
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