sexta-feira, fevereiro 19

Ao sabor do vento vieram os golos, pois claro!

Pedia-se sorte (tranquilidade e confiança) e o desígnio confirma mais uma vez que nenhuma equipa pode ter tanto azar. Ainda assim, o Porto não está, em circunstâncias normais, à altura deste Arsenal, pelo menos do meio-campo para a frente. No Emirates o FC Porto vai ter que marcar e sofrer à séria. Mas isso toda a gente já sabe.

Não foi (em boa parte dele) um grande jogo do Porto. Esperei uma entrada (futebolística) melhor - houve muita tremedeira e falta de acerto nos passes - mas um lance fortuito resolveu sobrepor-se a qualquer boa entrada. Afinal, os golos valem mais que tudo. Pois claro!

O FC Porto acusou, e muito, o carrossel do Arsenal. Não foram raras as vezes que os erros de posicionamento foram evidentes, e o meio-campo desceu até à linha de defesa não sendo eficiente na pressão a Fabregas e companhia. Sendo certo que não é qualquer equipa que o faz bem - a pressão àquela circulação de bola magnífica -, o FCP até demonstrou qualidade e capacidade de sofrimento no último terço. O Arsenal, refém das ausências de Van Persie e Arshavin, nunca conseguiu ser demolidor em organização ofensiva e da bola parada veio o erro.

Sempre que se joga contra este tipo de equipas, os golos (contra) lá aparecem muito bem sem se saber como. É a diferença de qualidade e organização, pois claro! O golo do Arsenal é mais uma (das muitas) meninices que este Porto de Jesualdo tem dado pela Europa a fora. Está mais que explicado e falar dos três toques na área, sem oposição, é estar a cansar (ainda mais) um leitor que até já está a fazer o esforço de ler sobre um jogo que já se passou há dias.

Este golo deu mais uma volta na montanha-russa das emoções psicológicas do Porto, e de confiantes assim sem saber meio porquê, passámos a inofensivos, aturdidos e amedrontados. Foi o golo, pois claro!

A segunda-parte foi bem melhor que a primeira. A saída de Meireles (não devia ter jogado, mas compreendo o professor) revitalizou o meio-campo e a abnegação de Tomás Costa foi ajuda eficaz à (falta de) pressão portista. Mas o que realmente se passou para na segunda-parte o Porto ser superior ao Arsenal... foi o golo, pois claro!

Demasiado debatido o assunto já pouco terei a acrescentar. Lembro de pensar, imediatamente a seguir ao golo, que Wenger iria dar uma de palhaço. Isto porque lembrei-me, imediatamente também, que o Arsenal fora a equipa que mais vez vi a fazer lances semelhantes, que no próprio dia escorreram pelos media (e blogosfera) portugueses. O golo é legal e a quem interessar que leia a explicação aqui.

Desta vez não fomos anjinhos, nem foram os outros que nos fizeram algo semelhante que toda a gente iria, certamente, gabar dizendo que tínhamos sido... anjinhos e que é nestas coisas que se vê quando uma equipa tem estofo. Esta equipa do Arsenal pode ser excelente nos cinco momentos do jogo, mas há ali coisas (já de há uns anos para cá) que não a deixam ganhar nada. E ali se viu. O Porto pode sonhar com a passagem aos quartos mas terá de esperar mais do que as benesses arsenalistas. Terá que defender melhor e ser melhor nas duas transições se não quiser sair vergado da competição. Acredito, mas com contingência favorável. Otherwise...

Nunca uma equipa de futebol pode estar refém dos golos e das contingências favoráveis do jogo para explanar o seu futebol. Sei que é difícil, mas a equipa (seja ela qual for) que menos for afectada por este factor tem mais condições de vencer. E estas duas (Porto mandão só depois do segundo golo e Arsenal completamente abaixo após o mesmo golo) de estofo vencedor mostraram muito pouco. Lá foram indo ao sabor do vento.

11 comentários:

Jorge Borges disse...

Quanto ao jogo, não me posso pronunciar porque não vi.

Quanto ao lance, que vi no resumo, que dá o 2º golo do Porto, ninguém pode apontar nada à equipa do Porto. Receberam a bola das mãos do árbitro e limitaram-se a marcar o livre.

Se há alguma coisa que apontar, eventualmente será ao árbitro, que estava de costas na altura em que o Ruben Micael tocou a bola, e portanto nem viu o livre a ser marcado.
Se devia ter dado oportunidade ao Arsenal para fazer barreira? Eu acho que por uma questão ética deveria, mas pelos vistos nada obriga. Afinal o lance acabou por se tornar mais mortífero que o penalty que, supostamente seria a penalidade máxima.
Tudo depende do critério que se vai assumir daqui para a frente. Muitas questões se vão levantar.
Desta vez ficaram os do Porto contentes e os ingleses tristes, e quando for ao contrário?

Os precedentes são "perigosos"

Marco Morais disse...

Mais do que ética companheiro Borges. Aqui há lei e a lei, na marcação de uma falta, nunca deve dar vantagem ao transgressor.

Como é que hei-de dizer... foram anjinhos. Já fomos tantas vezes, e na maioria delas. Chamem-lhe fado, chamem-lhe o que quiserem, para mim na maioria das vezes acontece-NOS isto. E na vez que não acontece... põem em causa. (tu não, mas alguém (a maioria) põe)

Tomara eu que um lance destes nos "levasse" até à final da Champions. (não temos equipa para isso)

Jorge Borges disse...

Marco,
A lei também deve ser aplicada com bom senso. É dos livros. Se não fosse assim, por exemplo, o Hulk tinha que levar 6 meses de suspensão, pois esse é o limite mínimo da moldura penal aplicável. Concorde-se ou não com a pena, foi o senso (bom ou mau) que imperou.
Ao contrário do que se julga a lei (já) não é rígida!

Não é por ser o Porto que está em causa, mas acho sinceramente que o árbitro não teve bom senso.

jvl disse...

A única coisa que tenho a apontar nestes casos é a dualidade de critérios. O SCP contra o Barcelona sofreu um golo similar, no campeonato marcou um que foi invalidado.

Como disse um amigo meu portista: "Nós tentámos e o árbitro deixou."

luis disse...

Jorge, a moldura penal para agressão do Hulk é de seis meses (mínimo). Mas, se ficar provado que ele agrediu como resposta a outra agressão, a pena mínima é de três meses (isto justifica logo a suspensão. Mas esta gente ignorante e burra, andou durante dois meses a protestar com a suspenção "preventiva" do Hulk. Ora, aqui não havia "preventiva" nenhuma, pois o jogador foi expulso por agressão ao segurança, "garantindo desse modo o mínimo de 3 meses).

Pelos vistos, ficou provado que o jogador foi provocado (ao ponto de agredir daquela maneira) como se de uma agressão se tratasse. Só rir.

O que nós vemos nas imagens é elucidativo. Os jogadores do FCP, a começar por Fernando, entraram no túnel com o intuito de provocar. Depois foi o Hulk a fazer a espera ao árbitro.

O resto é perfeitamente "normal". Os seguranças terão começado a reagir às intenções dos portistas (das quais NINGUÉM fala) e naquela troca de palavras, o resultado foi as agressões bárbaras dos jogadores.

É o país que temos. E ainda vêmos adeptos portistas a barafustar contra a decisão.

Quanto ao SLB, se quer moral para demonstrar que as coisas (pouco graves) que aconteceram da nossa parte, não voltam a acontecer, deveria despedir imediatamente os seguranças que reagiram ao comportamento dos portistas.

Marco Morais disse...

A suspensão do Hulk e do Sapunaru é perfeitamente legitima. Concordo e nenhum jogador do Porto (ou de qualquer clube) deve agredir, ou responder agredindo, ninguém.

Parece-me que foi o segundo caso e também me parece que o túnel tinha gente a mais e coisas foram ditas de parte a parte. De qualquer modo a suspensão é justíssima. Só tenho pena é de ele poder jogar contra o Benfica. Pode ser que até lá ele aprenda que não pode tentar fazer a jogada do século em... todas as jogadas. Que burgesso, tanto no campo como nos túneis.

luis disse...

Não sei se tinha gente a mais. Ao princípio, podemos ver o cordão que os seguranças formam, penso que será normal. Tudo estava pacífico até à entrada de Fernando, que mandou um pontapé na estrutura, numa atitude provocatória. O Hulk foi para o pé dos árbitros fazer o quê? Provocar. Os jogadores também têm obrigações, e a principal é recolherem aos balneários sem ter atitudes idiotas.

Fico feliz por ter aqui um portista que vê para além da cor da camisola, analisando o caso como se de benfiquistas se tratasse.

Marco Morais disse...

Pois, aquilo é sempre uma estupidez.

Se critiquei aqui o que fizeram ao Glorioso (que é bem mais meu conhecido que o Hulk). Vou defender dois jogadores que foram uns animais?

Noutro post referi-me à responsabilidade benfiquista no assunto, porque acho (até no Distrital é assim) que só pode andar no túnel quem está na ficha de jogo. E um cordão humano (que neste caso também lá pode estar) de seguranças deve estar em silêncio, sempre! Para não falar do moço que lá está a picar os jogadores que passam, onde se nota claramente que pica o Mariano e o Fárias, mas estes, espertos, não lhe ligaram.

Se o Fernando pontapeou aquilo, dá-se conta dos estragos, vê-se se há punição legal e passa-se a factura. Também é reprovável mas bem mais aceitável, acho que já toda a gente teve um acesso desses.

Bater em alguém é que não tem palavras.

LC disse...

Falando do jogo que vi, não tenho reparo nenhum a fazer ao 2º golo, foi sobretudo inteligente a forma como o Micael foi expedito na marcação do livre.

Quanto ao árbitro, o maior reparo é ao não sancionar a falta para penalti sobre o Rosicky 30 segundos antes da falta que dá o livre do 2º golo e um critério técnico absurdo durante todo o jogo a prejudicar ambas as equipas que conseguiu ser pior que qualquer árbitro que apita a nossa 1ª liga.

Foi bom a vitória mas "acho" que o golo sofrido deitou tudo a perder.

Já sobre o Sporting hoje, deixo o que testemunhei e citei no blog do antonioboronha:

"Eu sou sincero, vi o jogo rodeado de sportinguistas e já não sei como apelidar os jogos em que um dos intervenientes é o Sporting Clube de Portugal, pois os próprios adeptos passam o jogo a rir não sei se da figura de palhaços que os "profissionais" do seu clube fazem se da comédia que é assistir a um jogo de uma equipa que não sabe minimamente o que anda a fazer em campo, é triste, muito triste."

Sobre túneis e castigos não falo mais, acho que é perder tempo.

Só uma nota sobre os castigos... aquele "manifesto" de hoje foi hilariante, digno de fazer parte de qualquer episódio dos Monty Python em versão rasca... porque raio estava o 3ºGR com cor de Bin Laden a palrar ladeado pelo agressor de campo à esquerda e o agressor de tuneis à direita?

Anónimo disse...

O grande jogador deste campeonato é o Ricardo Costa

Anónimo disse...

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