quinta-feira, abril 21

Carlos Xistra o emplastro de mais uma vitória Azul

Nem seria um clássico, com Carlos Xistra a apitar, se não houvesse 'pano para mangas' na discussão pós jogo. Apesar de haver uma equipa claramente superior à outra, serão novamente os casos a terem a preponderância na análise final ao jogo. E podem queixar-se os benfiquistas do critério do covilhanense, isto porque os erros do mesmo beneficiaram primeiramente a equipa que deu a volta ao texto.

É uma discussão antiga e que terá muito a ver com o 'sexo dos anjos'. Muitos seguidores do futebol português dão completa primazia ao futebol que as equipas praticam como principal indicador de competência. Outros dão completa primazia aos erros de uma equipa que deveria ser alheia a cores e pressões. No meio disto tudo há quem puxe a brasa à sua sardinha contornando critérios e erros com a sua definição de intencionalidade.

Se me perguntarem se concordo com o critério que Carlos Xistra aplicou durante o 5.º clássico entre Benfica e Porto, obviamente responderei que não. Pois nunca poderei concordar com um indivíduo que 'entra' num jogo de futebol para se poder proteger a ele próprio e não para proteger a validade arbitral do mesmo. Foi bem evidente durante todo o jogo que Carlos Xistra não iria expulsar ninguém das duas equipas.

Têm os benfiquistas razões de queixa porque Rodríguez deveria ser expulso. E podem também - certamente irão fazê-lo - ficar indignados com o que vou escrever a seguir, mas é por demais evidente que este tipo de critério 'aparece' no jogo tendo como base os outros 4 que as equipas disputaram. Será mentira que houve uma análise das outras partidas para definir o critério para esta? E quem beneficiaria desse critério se tivermos em conta os outros jogos?

Com Rodriguez - no lance chave do jogo - Xistra manteve esse critério até ao limite. Neste jogo poderia haver agressões, ofensas e entradas a matar que o cartão vermelho ficaria no bolso. O critério, é evidente, prejudicou um Benfica demasiado frágil para segurar uma vantagem de dois golos frente a uma equipa imensamente melhor no jogo. Mas Carlos Xistra fica, com muita pena dos amantes do futebol, ligado ao resultado do jogo.

Escolhi a 'não expulsão' de Rodríguez como momento mais determinante da 'actuação' de Carlos Xistra porque todos os outros erros são compreensíveis. Expliquem-me como pode o liner aperceber-se do momento do passe para o golo de Hulk (0-2), tendo à sua frente um exército de jogadores? Expliquem-me como não poderia o árbitro, à Luz de tudo o que surge antes e depois dos clássicos, não marcar o penálti da 'praxe' a favor do Benfica? E, depois, a 'não expulsão' de Carlos Martins confirma a teoria de um critério que esqueceu a cor vermelha.

Se podem vir à Luz todas as teorias sobre o equilíbrio da partida supostamente oferecido pelo Xistrema, porque será descabido pensar que um critério demasiadamente largo beneficiaria a equipa que 'mais pau deu' durante os últimos quatro jogos? Teorias da conspiração somente, até porque estamos a falar de incompetência pura para apitar.

O Benfica foi, primeiramente, prejudicado e os erros poderão ter contribuído imensamente para que os encarnados não viajem até ao Jamor. É um facto e não há como branqueá-lo. Mas é um facto, também, que foram eliminados por uma equipa muito superior.

E voltamos à discussão acima...

A mim, como sabem, satisfaz-me bastante ver um Porto que prova mais uma vez que é bastante superior à equipa que 'fala mas não faz'. O regresso ao passado do Benfica foi mais uma vez confirmado na Luz com o upgrade táctico e mental azul e branco de 2011. E desculpem o parágrafo puramente pessoal, mas dou imenso valor a ter um Porto superior futebolísticamente ao seu meior rival e mesmo que isso não confirmasse a ida ao 'Estádio de Oeiras' eu ficaria contente na mesma.

11 comentários:

Joao disse...

já agora o jogo não começa com uma agressão do Luisão ao Otamendi?

Marco Morais disse...

João,

Não considero que seja uma agressão.

Embora não seja adepto do critério da 'intencionalidade', essa é uma situação onde me parece não haver qualquer intenção para agredir.

Mas é um dos problemas que a arbitragem enfrenta. Ou se define um critério universal ou cada um poderá ter uma opinião diferente. E como sabes, a maioria tem a opinião que mais lhe convém.

Um exemplo sem qualquer tipo de juízo de valor sobre as situações: andou-se toda a semana a pedir penálti do Rolando a favor do Sporting, mas chega a vez de Saviola tocar com a mão na bola e de repente parece que tudo o que se pregou já não conta.

low desert puke disse...

O jogo foi ganho pelo porto, mas a eliminatòria foi decidida pelo àrbitro.

Em 180 minutos, o porto sò foi melhor nos ultimos 45, empatando a eliminatòria com um golo falsificado e alcançando a vantagem nesta através de um chouriço de Falcao.

Se isto é banho tàctico e excelencia futebolistica...eu chamo-lhe decisao causada por forças que pouco tem a ver com planteis e inteligencia de um treinador.

Xistra foi de facto um heròi. Dissipou todas as duvidas no campeonato, em braga, e ainda abriu brechas num muro que permite à sad da madalena saquear a taça de Portugal. Tudo de uma maneira muito pouco subliminar.
Mas tudo isto seria de esperar. Pois se o rolo compressor do ano passado sò garantiu o campeonato a 30 minutos do final da ultima jornada, e era uma super-equipa. Ter apenas uma equipa muito boa este ano nao chega e nao chegarà nunca, a partir do momento em que um presidente de um clube recebe um àrbitro em casa sua e este clube nao acaba pelo menos na segunda divisao.
As coisas estao instaladas em Portugal de uma maneira tal, que sò a morte por velhiçe de alguns personagens é capaz de ajudar ao renovamento do oxigénio que se respira de hà quase 30 anos para cà.

No meio de tudo isto, adeptos que nao amam o futebol e nao o sabem fazer, aproveitam momentos como estes para gritarem "Incha!" e "Toma là melao fresquinho!", sem se aperceberem que o seu pròprio clube està a matar o futebol.

Anónimo disse...

Não faltam na nossa história recente bons exemplos de como as movimentações fora das quatro linhas influenciaram os resultados a favor do Porto. Disso têm razão benfiquistas, sportinguistas e demais adeptos.
Não faltam exemplos igualmente recentes e outros mais antigos de maior relevo ainda de como movimentações ainda mais grotescas surtiram precisamente o mesmo efeito mas desta feita a favor de outros que agora se comportam como ridículos calimeros.
Grande parte da gloriosa história benfiquista que enche de orgulho os seus adeptos foi construída em cima de manchas vergonhosas de manipulação de resultados ao mais alto nível, num tempo em que sequer podia ser apontado esse facto. Como muita da história de glória do Porto padecerá do mesmo mal, devendo os seus adeptos (eu incluído) ter mais vergonha delas do que orgulho.
E outras vitórias houve que não se passaram assim.
Somos todos filhos da mesma mãe. Somos todos tão iguais, mas tão iguais que apontar falta de virtude aos demais chega a ser até engraçado. Fala o roto ao descosido.
Ver o futebol de forma maniqueísta, acreditando que há os bons e os maus é pura e simplesmente pueril. É ver futebol como se estivéssemos um episódio da Floribela.

Não obstante, uma coisa é fazer-se uma análise ao comportamento dos clubes e seus líderes ao longo do tempo, outra coisa totalmente diferente é apontar isso como desculpa para todo e qualquer fracasso desportivo. Até parece que o Benfica não poderá jamais perder sem que isso seja devido a mais uma manifestação do "sistema".

Objectivamente neste jogo parece-me absurdo apontar o árbitro como responsável pelo resultado (caramba, nem o Jesus se lembrou dessa!). Não vi erros para um lado que suplantassem os erros para o outro. Pelo contrário - vi-os para os dois lados e nenhum tão gritante assim. Até o fora de jogo era difícil de apanhar.
Nem vou perder tempo a apontar os casos para as duas partes. Já outros o fizeram aqui e muito bem.

O Benfica jogou pior do que o Porto. Ponto! Entenderam? E por isso perdeu o jogo!
O Pinto da Costa é currupto mas nem todas as vitórias do Porto são conseguidas à custa da currupção. Esta foi um exemplo. Este ano foi todo ele um exemplo. Como o ano passado foi um exemplo da superioridade do Benfica.
O LFV é igualmente currupto (dentro e fora do futebol) só que não é tão bom nisso como o Pinto da Costa. Para tristeza dele e suspeito que secretamente de muitos benfiquistas também.

E nós? Nós somos todos uns palhaços que alimentamos uma máquina de fazer dinheiro (para os outros) e que perdemos tempo a comentar fait divers sem importância dando importância a coisas que objectivamente são profundamente irrelevantes...

Olhem, sabem que mais? Vou brincar com a minha filha!

Abraço a todos!


Nuno Bouça

low desert puke disse...

Nuno, concordo até com bastantes dos teus pontos de vista, mas (e usando uma palavra tua), "objectivamente" quando se empata uma eliminatòria deste tipo e importancia através de um golo em fora de jogo claro, parece-me (aqui sim) "absurdo" nao imputar um àrbitro como responsàvel do desfecho desta mesma eliminatòria.

Assim sendo, é apenas mais um exemplo em quase 30 anos que demonstra que o porto baseia sensivelmente 2/3 do seu sucesso nos erros dos àrbitros. Muitas destas vezes, o conceito de "erro arbitral" é desfocado. Pois temos exemplos no youtube de "ensinamentos" que eram passados aos pròprios àrbitros de maneira a apitarem num certo sentido. Resultando em vitòrias, titulos e taças...logo, nao se poderà falar em erro quando os alunos fizeram aquilo que o mestre esperava, ao invés, fizeram o seu trabalhinho e muito bem.

Depois é sempre bom desanuviar o ambiente classificando o descontentamento dos adeptos adversàrios como "fait divers". Tentativa desesperada de nao sucumbir à pressao de festejar titulos ganhos num campo onde as quatro linhas tem uma largura e comprimento que vai muito para là dos 100 metros por 70...

Aproveita para festejar bem estes tempos porque a longevidade média dos humanos é de 70 e poucos anos. O que quer dizer que o Papa nao é imortal e um dia chegarà em que os jogos de futebol se ganharao somente no relvado e isso quererà dizer menos titulos portistas e logo menos alegria e hipocrisia azul e branca.

Anónimo disse...

Caro Low Puke, obrigado pelas tuas palavras moderadas. É raro encontrá-las quando se fala de futebol.
Porém não me fiz claro. Não é o descontentamento dos outros que classifico de fait divers mas o futebol em si. E sou deslavadamente hipócrita quando te digo isto porque assim mesmo me deixo apaixonar pelo jogo e insisto em falar dele com prazer. Quer quando ganham uns quer quando ganham outros. E mais fait divers fica quando não obedece puramente às regras do desporto, como é muitas vezes o caso.

Tens razão. Foi fora de jogo. E nisso o árbitro teve responsabilidades. Novamente não é essa a minha questão. A minha questão é o pressuposto imediato de que se tratou de um erro não apenas humano do árbitro, mas gerado por uma manobra insidiosa do Porto que novamente manipulou as estrelas para obter um resultado favorável, como aqui ficou implícito. Não sei se foi o caso. Sei que sempre que se perde é essa a desculpa apontada por quem perde. Mesmo quando se joga menos bem, como foi o caso.

2/3 das vitórias do Porto foram obtidas com erros dos árbitros? Não sei. Confesso que não faço essa contabilidade. mas de novo te digo. Se é essa a conta então atribuo-a igualmente aos sucessos dos demais clubes, pois não vejo mais erros a favor do Porto quando ganha do que vejo a favor dos outros quando são eles os vitoriosos.

E tens de novo razão quando dizes que os papas também morrem. Mas sabes? Este papa sucedeu a um outro que teria outras cores mas era papa por igual. E foi mesmo o descaramento com que os papas anteriores pregavam a sua doutrina que gerou um movimento ao Norte de contrapoder que todos conhecemos (nascido de Pedrotos, Oliveiras e Pintos da Costas). E lamento desconsolar-te quando te digo com muita certeza que infelizmente outros papas se sucederão a este. Resta saber qual ou quais as cores que ostentarão.
Os papas mudarão, as cores talvez mudem também. Mas a doutrina que pregam será sempre a mesma, infelizmente.
Não sei se estou a ser demasiado pessimista, mas se já é esta a história desde o meio do século passado (pelo menos) porque haveria agora de mudar?...

Nuno Bouça

Anónimo disse...

Caro Low Puke, obrigado pelas tuas palavras moderadas. É raro encontrá-las quando se fala de futebol.
Porém não me fiz claro. Não é o descontentamento dos outros que classifico de fait divers mas o futebol em si. E sou deslavadamente hipócrita quando te digo isto porque assim mesmo me deixo apaixonar pelo jogo e insisto em falar dele com prazer. Quer quando ganham uns quer quando ganham outros. E mais fait divers fica quando não obedece puramente às regras do desporto, como é muitas vezes o caso.

Tens razão. Foi fora de jogo. E nisso o árbitro teve responsabilidades. Novamente não é essa a minha questão. A minha questão é o pressuposto imediato de que se tratou de um erro não apenas humano do árbitro, mas gerado por uma manobra insidiosa do Porto que novamente manipulou as estrelas para obter um resultado favorável, como aqui ficou implícito. Não sei se foi o caso. Sei que sempre que se perde é essa a desculpa apontada por quem perde. Mesmo quando se joga menos bem, como foi o caso.

2/3 das vitórias do Porto foram obtidas com erros dos árbitros? Não sei. Confesso que não faço essa contabilidade. mas de novo te digo. Se é essa a conta então atribuo-a igualmente aos sucessos dos demais clubes, pois não vejo mais erros a favor do Porto quando ganha do que vejo a favor dos outros quando são eles os vitoriosos.

E tens de novo razão quando dizes que os papas também morrem. Mas sabes? Este papa sucedeu a um outro que teria outras cores mas era papa por igual. E foi mesmo o descaramento com que os papas anteriores pregavam a sua doutrina que gerou um movimento ao Norte de contrapoder que todos conhecemos (nascido de Pedrotos, Oliveiras e Pintos da Costas). E lamento desconsolar-te quando te digo com muita certeza que infelizmente outros papas se sucederão a este. Resta saber qual ou quais as cores que ostentarão.
Os papas mudarão, as cores talvez mudem também. Mas a doutrina que pregam será sempre a mesma, infelizmente.
Não sei se estou a ser demasiado pessimista, mas se já é esta a história desde o meio do século passado (pelo menos) porque haveria agora de mudar?...

Nuno Bouça

Anónimo disse...

Uma eliminatória tem 180 minutos (pelo menos). Nesses o fcp foi objectivamente superior em apenas 45, portanto o argumento do melhor futebol merecer a vitória nem sequer tem aqui cabimento. Ganharam com ajuda do árbitro e esse foi o factor determinante. Jogar bonito jogava o Brasil de 82 e perdeu com a Itália do Rossi, que jogou no milagre e acabou por ganhar.
A vitória não é para quem merece, é para quem marca mais golos. Em Portugal o problema é que existe uma equipa pode marcar golos fora das leis do jogo que as outras equipas são obrigadas a cumprir.

Anónimo disse...

É verdade que no futebol quem marca mais golos nem sempre é quem joga mais bonito ou melhor. Ainda recentemente tivemos uma polémica entre o Mourinho e o Cruyff sobre esse tema. O Mourinho já disse a esse respeito tudo o que eu poderia dizer.
Tu dizes "A vitória não é para quem merece, é para quem marca mais golos." Desculpa tirar-te da tua história da carochinha, mas em futebol quem merece a vitória É quem marca mais golos. São essas as regras do jogo, e se não gostas delas muda de canal e vai ver a Rua Sésamo. Tu mesmo deste o bom exemplo do Brasil - Itália de 82 a que eu acrescentaria o Portugal - Grécia de má memória. São exemplos em que quem jogou um futebol menos bonito marcou mais golos e por isso isso ganhou. Em nenhum dos dois casos a vitória teve alguma coisa a ver com "golos marcados fora das regras". Chama-se futebol.
O Porto jogou melhor... desculpa... muito melhor que o Benfica neste jogo. E medir isto em minutos é tão absurdo quanto medir a altura de um jogador em arrobas. Mas não foi por isso que mereceu ganhar. Foi porque marcou mais golos.
Da mesma maneira o Porto na primeira mão jogou pior... desculpa... muito pior e também não foi por isso que mereceu perder, mas sim porque não marcou quando o Benfica o fez.
Houve um golo fora de jogo? É verdade. Tens razão. Teria sido mais divertido e justo se o golo tivesse sido anulado e se o jogo seguisse sem esse erro do árbitro. Pessoalmente acredito que o Porto, pela agressividade que vinha mostrando e que confirmou com mais um golo iria assim mesmo passar a eliminatória, mas isso só poderemos mesmo imaginar. São erros do árbitro que ocorrem para os dois lados, e não são apanágio de um só clube.
Sim, porque poderemos perguntar-nos como teria sido o Benfica - P. Ferreira se, ao 2 - 1 aquela falta marcada à entrada da área do Benfica por uma mão do Fábio Coentrão que na verdade ocorreu dentro da área tivesse resultado num penalty. Também teria sido mais divertido e mais justo.
Como vês o direito de não jogar de acordo com as regras não é exclusivo do FCP. Nem sempre resulta de manobras de bastidores. São erros que hoje nos prejudicam e amanhã nos beneficiam.
Tens toda a razão em ficar chateado com o golo mal marcado, dou-te isso de barato e no teu lugar também eu ficaria. Mas à escala da época, e neste ano em particular, o Benfica só tem que reclamar de si mesmo e não de manobras de bastidores, porque foi no geral pior e mais irregular que o Porto.
Em futebol um campeão tem de saber ganhar e tem de saber perder.

Nuno Bouça

Anónimo disse...

tanto parlápié, para dizeres nada de jeito. Continua a acreditar que há erros para todo o lado, que não há premeditação e manobras de bastidores. Quero ver é quando ss morrer (e nem peço que seja rápido, apenas doloroso). VocÊs comem a prosápia dele porque o esquema é antigo, está bem montado e assim vos dá títulos. Quando a mama acabar quero ver.
Podes acreditar no que quiseres, ser pior que S. Tomé e nem vendo as provas acreditar, problema teu.
Lá para Dezembro, deves ficar mais uma vez sentado à espera do pai natal...

Ricardo disse...

Não tinha vontade de fazer comentários a este post, a derrota ainda não foi bem digerida, mas face ao próprio post e ao teor de alguns comentários, vejo-me "obrigado" a isso.

Vi o jogo ao vivo e revi-o pela tv, tenho esse hábito estranho, e tenho que "dizer" que o resultado deve-se essencialmente a demérito do Benfica e à equipa de arbitragem, apesar de considerar a vitória do Porto justa e não tanto a qualificação para a final.
Justificando, o Benfica apresentou-se a jogar com um futebol que eu não aceito, demasiado calculista a deixar o tempo correr e o Porto sem atacar durante toda a 1.ª parte com uma única oportunidade surgida devido a uma escorregadela do Jardel. Muito pouco para quem precisava recuperar de uma desvantagem de dois golos. Na 2.ª parte o Porto trocou bem a bola, fez uma 2.ª parte mais conseguida mas sem oportunidades à excepção dos 3 golos, 1 remate de fora da área, 1 em fora de jogo e 1 com uma enorme felicidade. Ou seja tudo lhe correu bem.
Sobre a actuação do árbitro, queria deixar aqui um pequeno exercício. Vamos imaginar a sequência do jogo invertendo os papéis. O benfica jogava no Dragão a precisar de recuperar dois golos e 1 seu jogador, já amarelado, fazia uma falta susceptível de 2.º amarelo. Que fazia o árbitro? É só ver o que aconteceu nos últimos jogos. Não conseguimos acabar um jogo com 11.
Passados uns minutos um jogador do Benfica corria isolado para a baliza e sofria um ligeiro, repito ligeiro, puxão. Seria expulso? Acho que também não deixa dúvidas.
Depois teríamos a sorte de fazer 1 golo, faltando 1 golo para empatar a eliminatória. Algum golo em fora de jogo passaria no Dragão contra o Benfica igualando uma eliminatória dada como garantida?
Não me parece. Onde quero chegar é que estes "pequenos" pormenores contam muito, e assim torna-se tudo mais fácil. Quanto ao penalti, eu não o marcaria.
Resumindo, vi um Porto superior na 2.ª parte a justificar a vitória no jogo, mas mais pelas razões apresentadas do que por uma equipa claramente superior à outra.

Virem dizer que há exemplos de movimentações por parte de outros clubes, neste caso o Benfica, mais grotescas do que as conhecidas e provadas, sim provadas, histórias de actos de corrupção, tráfico de influências, etc. orquestrados pelo Porto nos últimos 30 anos só pode ser dito por um portista para tentar justificar aquilo que aconteceu e acontece no futebol português. Posso te dar dezenas de exemplos. Até podia começar pelos decretos que fizeram com que o teu clube não descesse de divisão aapós classificações finais em campeonatos que assim o ditavam. Enfim, se calhar devias conhecer melhor a história do teu clube, porque pelos vistos não conheces a do meu.

Até a tua análise ao Benfica-Paços de Ferreira é tendeciosa. Porque é que não te perguntas, qual a razão porque não foi assinalado penalti, bem visível ou para ti nem tanto assim, sobre o Saviola com o resultado em 2-0. Era um bom exemplo para a tua argumentação, mas como a cor da camisola era vermelha não convinha. Enfim ...