terça-feira, março 31
Propostas
Quantas das 133 propostas (nesta lista estão as 141 que foram discutidas) votadas favoravelmente no Congresso Leonino serão de facto aprovadas em AG e colocadas em prática? Eu já ficava satisfeito com 10%. Sobretudo se entre elas se contar o Pavilhão, os jogos de manhã e à tarde e a criação da Curva Sul. :)
E a solução era...
....Nuno Gomes!?
Quero dizer,das críticas que tenho visto, a solução para todos os nossos problemas de finalização era....Nuno Gomes!?
Isto claro, porque acredito que já ninguém conteste que tanto Pepe(dos melhores em campo) como Duda, foram opções acertadas.
Até posso aceitar que Nuno Gomes poderia ser uma solução mais acertada do ponto de vista táctico, que tem uma maior experiência e uma maior rodagem com a selecção. Mas solução goleadora?
Relembro que Nuno Gomes já é senhor com os seus 32 anos, que daqui a 2 anos, já terá 34 e que o compromisso de Queiróz era de renovar esta selecção.
Além do mais, tanto Danny no ano passado como Hugo Almeida este ano, apresentam números idênticos ou até superiores ao do jogador benfiquista.
Compreendo a frustração de muita gente(minha inclusivê), mas até o Mundial estiver definitivamente comprometido, acho que não deveríamos entrar neste pré-estado de depressão e de critica fácil.
Ainda é possível!!!
domingo, março 29
Quinas sem calibre
Já desde há muito que para onde Queiroz se desloca, como treinador principal, pairam as dúvidas. Dúvidas resultadistas.
Campeão de sub-20, por duas vezes, com mérito, o professor incute nas suas equipas uma intenção positiva e atacante mas que só deu resultados nesses dois campeonatos, nos quais a memória me trai pelo que não consigo arranjar explicação para essas maravilhosas vitórias. Apenas aposto, que as condições peculiares de um Mundial, a forma dos jogadores (normalmente uma selecção campeã tem sempre jogadores en racha) e a sorte terão alguma coisa a ver com isso.
Queiroz, chega de novo à selecção, depois de ter ajudado o Manchester a ser campeão da Europa. O seu trabalho de fundo, foi peça-chave nessa conquista, e diz a maior parte da crítica que é aí que ele é bom pois quando tem que liderar a orquestra sozinho não tem unhas para agarrar na batuta. O seu regresso está também ligado a uma necessidade de renovação da equipa e a uma crise de identidade bem portuguesa, a falta do golo.
Precisávamos de ganhar à Suécia, por tudo. Pelos 3 pontos, pela confiança que isso nos daria e para ganharmos uma equipa. Faltaram os golos... outra vez campeões do Mundo sem balizas. Quem nos manda só formarmos extremos? Basta serem rápidos e encostam-nos à linha... vocês sabem do que é que eu estou a falar.
O empate contra os nórdicos, naquelas condições, não tem muito que se lhe diga. Fomos "melhores", muito "melhores", mas a bola não entrou! Não tem que se bater no ceguinho... Simão atira centímetros ao lado, Deco também, Ronaldo falha por cima, mas em nenhum momento deixamos de querer ganhar. A imagem que melhor retrata esse facto é o louco sprint de Ronaldo já nos descontos, para ganhar uma falta perigosa. Questões tácticas e técnicas sempre haverá, erros também, como o facto de não termos um livre estudado (que pode muito bem decidir estes jogos) ou insistir, estupidamente, em cruzamentos sem nexo, sendo que, o único que poderia resultar é o cruzamento para trás, e esse só foi utilizado uma vez.
Assim, lá aparece Queiroz, à bela imagem portuguesa a sofrer nos descontos, já com a calculadora na mão. Triste sina a deste professor, que ficou a ver Scolari colher os frutos com a melhor equipa de sempre, e ele com uma (bem) mais fraca, joga à bola, mas não ganha!
Sei que digo muito mas não digo nada, nem eu sei sequer. A desilusão é muita pelo resultado e a dúvida é imensa. Por um lado, é possível passarmos, bastam aparecer as vitórias, e Eduardo passa a ter estofo, Pepe é um bom trinco, Ronaldo já rende, Duda é o melhor, mas por outro, a margem de erro é miníma e não há confiança para que o regresso do prof. à Africa do Sul seja uma realidade. Faltam referências. Bem sei que antes de o serem não o são, mas o melhor caminho para isso são as vitórias e elas com H. Almeida, ou com adaptações não têm surgido, mas eu ainda sou do tempo que com N. Gomes ou até Postiga elas surgiam. Liedson? se vier já vem tarde.
De qualquer maneira, são estes desafios que distinguem os bons dos maus. Se ainda conseguirmos chegar ao Mundial, concerteza que nesse estoico caminho ganharemos uma equipa, senão o conseguirmos também não vamos lá fazer nada.
Campeão de sub-20, por duas vezes, com mérito, o professor incute nas suas equipas uma intenção positiva e atacante mas que só deu resultados nesses dois campeonatos, nos quais a memória me trai pelo que não consigo arranjar explicação para essas maravilhosas vitórias. Apenas aposto, que as condições peculiares de um Mundial, a forma dos jogadores (normalmente uma selecção campeã tem sempre jogadores en racha) e a sorte terão alguma coisa a ver com isso.
Queiroz, chega de novo à selecção, depois de ter ajudado o Manchester a ser campeão da Europa. O seu trabalho de fundo, foi peça-chave nessa conquista, e diz a maior parte da crítica que é aí que ele é bom pois quando tem que liderar a orquestra sozinho não tem unhas para agarrar na batuta. O seu regresso está também ligado a uma necessidade de renovação da equipa e a uma crise de identidade bem portuguesa, a falta do golo.
Precisávamos de ganhar à Suécia, por tudo. Pelos 3 pontos, pela confiança que isso nos daria e para ganharmos uma equipa. Faltaram os golos... outra vez campeões do Mundo sem balizas. Quem nos manda só formarmos extremos? Basta serem rápidos e encostam-nos à linha... vocês sabem do que é que eu estou a falar.
O empate contra os nórdicos, naquelas condições, não tem muito que se lhe diga. Fomos "melhores", muito "melhores", mas a bola não entrou! Não tem que se bater no ceguinho... Simão atira centímetros ao lado, Deco também, Ronaldo falha por cima, mas em nenhum momento deixamos de querer ganhar. A imagem que melhor retrata esse facto é o louco sprint de Ronaldo já nos descontos, para ganhar uma falta perigosa. Questões tácticas e técnicas sempre haverá, erros também, como o facto de não termos um livre estudado (que pode muito bem decidir estes jogos) ou insistir, estupidamente, em cruzamentos sem nexo, sendo que, o único que poderia resultar é o cruzamento para trás, e esse só foi utilizado uma vez.
Assim, lá aparece Queiroz, à bela imagem portuguesa a sofrer nos descontos, já com a calculadora na mão. Triste sina a deste professor, que ficou a ver Scolari colher os frutos com a melhor equipa de sempre, e ele com uma (bem) mais fraca, joga à bola, mas não ganha!
Sei que digo muito mas não digo nada, nem eu sei sequer. A desilusão é muita pelo resultado e a dúvida é imensa. Por um lado, é possível passarmos, bastam aparecer as vitórias, e Eduardo passa a ter estofo, Pepe é um bom trinco, Ronaldo já rende, Duda é o melhor, mas por outro, a margem de erro é miníma e não há confiança para que o regresso do prof. à Africa do Sul seja uma realidade. Faltam referências. Bem sei que antes de o serem não o são, mas o melhor caminho para isso são as vitórias e elas com H. Almeida, ou com adaptações não têm surgido, mas eu ainda sou do tempo que com N. Gomes ou até Postiga elas surgiam. Liedson? se vier já vem tarde.
De qualquer maneira, são estes desafios que distinguem os bons dos maus. Se ainda conseguirmos chegar ao Mundial, concerteza que nesse estoico caminho ganharemos uma equipa, senão o conseguirmos também não vamos lá fazer nada.
Mundial 2010, só na Sportv??
Analisando o calendário que falta, a Dinamarca ainda tem 4 jogos em casa, incluindo uma recepção à Albânia, pelo que está em excelente posição para o apuramento.
A luta pelo outro lugar será muito complicada. A Suécia joga duas vezes com Malta e recebe a Albânia. Portugal tem ainda de jogar com:
Albânia - fora
Dinamarca - fora
Hungria - fora
Hungria - casa
Malta - casa
Se os ganhar a todos, conseguirá pelo menos o segundo lugar. Mas obviamente que ganhar os 5 jogos que faltam não é muito provável... a única coisa que acho exigível é que Portugal jogue com um ponta de lança de raíz nos jogos que faltam. Mesmo que seja o Nuno Gomes ou o Postiga.
A luta pelo outro lugar será muito complicada. A Suécia joga duas vezes com Malta e recebe a Albânia. Portugal tem ainda de jogar com:
Albânia - fora
Dinamarca - fora
Hungria - fora
Hungria - casa
Malta - casa
Se os ganhar a todos, conseguirá pelo menos o segundo lugar. Mas obviamente que ganhar os 5 jogos que faltam não é muito provável... a única coisa que acho exigível é que Portugal jogue com um ponta de lança de raíz nos jogos que faltam. Mesmo que seja o Nuno Gomes ou o Postiga.
sexta-feira, março 27
Onze para amanhã
Eduardo;
Bosingwa, B.Alves, R.Carvalho, Duda
Pepe
Maniche; Deco
Simão, Ronaldo
H.Almeida
É um onze fortíssimo, pelo menos em individualidades. No entanto, niguém está demasiado optimista e confiante para amanhã. Seria quase um crime, ver um grupo de jogadores deste nível, não conseguir um apuramento para um mundial.
Bosingwa, B.Alves, R.Carvalho, Duda
Pepe
Maniche; Deco
Simão, Ronaldo
H.Almeida
É um onze fortíssimo, pelo menos em individualidades. No entanto, niguém está demasiado optimista e confiante para amanhã. Seria quase um crime, ver um grupo de jogadores deste nível, não conseguir um apuramento para um mundial.
quinta-feira, março 26
Que Sporting?
Algo que por certo será unânime entre os adeptos sportinguistas é que umas eleições, antecipadas ou não, vêm na altura certa.
FSF perdeu claramente o apoio dos adeptos em geral e, criou demasiadas antipatias entre certas facções de associados nomeadamente os bandos mais radicais, "puristas" e ferverosos em particular. Não vejo nos outros grandes, discussões entre adeptos sobre o que é ser do Sporting e sobre o que o clube deveria ser, como vejo no meu clube e sinceramente custa-me ver esta separação entre os da continuidade e como disse antes os mais "puristas". Somos do Sporting e ponto final!!!Deveria ser mais que suficiente.
FSF perdeu claramente o apoio dos adeptos em geral e, criou demasiadas antipatias entre certas facções de associados nomeadamente os bandos mais radicais, "puristas" e ferverosos em particular. Não vejo nos outros grandes, discussões entre adeptos sobre o que é ser do Sporting e sobre o que o clube deveria ser, como vejo no meu clube e sinceramente custa-me ver esta separação entre os da continuidade e como disse antes os mais "puristas". Somos do Sporting e ponto final!!!Deveria ser mais que suficiente.
São momentos como este, que nos deveriam servir para saber o que queremos que seja o Sporting. Falo por mim, mas acho que todos estamos de acordo que os caminhos que seguem Porto e Benfica não nos interessam.Não queremos entrar em esquemas “sujos” para ganhar titulos, nem ter que investir rios de dinheiro numa equipa de futebol que até agora apenas ganhou e da maneira que todos sabemos a Taça da Liga.
O caminho a seguir acho que seria que nas próximas eleições se encontre uma lista de maior consenso, capaz de seguir com o que de bom se fez nestes anos e ao mesmo tempo, consiga um maior apoio dos associados.
Em suma, que una a razão á emoção, que consiga falar de Passivo e de Estádios Cheios ao mesmo tempo, que consiga manter os melhores da formação e ao mesmo tempo se vá buscar fora melhores jogadores e portanto mais caros. Estou convencido que só assim conseguiremos ser campeões no futuro.E logo, um clube mais forte.
Tenho esperança que isso possa acontecer.....Estou curioso em saber que listas teremos para as próximas eleições....
quarta-feira, março 25
E não é que a palhaçada continua...
"Eles com o mal-estar e eu com a Taça»
Carlos Martins
... e aqui também:
"Tenho o hábito de ler pouco os jornais e não fazer críticas à arbitragem, foi das reflexões que fiz quando estive um ano sem treinar. O que é muito bom para estes momentos. Não dissemos nada… O futebol dá e tira. Os arbitros têm uma profissão muito difícil"
Quique Flores 25.03.09
“Não percebo como pode ser marcada falta do Miguel Vítor nesse lance. Podíamos ter ganho terreno (...) É difícil lidar com os jogadores, porque fizeram um esforço muito grande para chegar ao golo. Na segunda parte, subimos e fizemos o suficiente para vencer. Sinceramente, não entendo este tipo de decisões. Para nós, era importante fechar o ano na frente da classificação”
Quique Flores após o jogo com o Nacional
terça-feira, março 24
Cheira mal, cheira a Lisboa.
Depois de mais um triste episódio do nosso futebol, resta-me apresentar algumas conclusões (única e exclusivamente da minha responsabilidade, não estou a mando do Gabi, nem sou papagaio de LFV).
1. A Taça que o SLB venceu estava bêbeda desde o início. Terminou cheia de espuma e com bocados de tremoço no fundo do copo. Para o ano, é para manter o molde?
2. Entre acusações disparatadas regadas com raiva e ódio q.b., os dirigentes dos clubes finalistas ficam ainda mais manchados na dignidade do que o habitual. À direcção do SLB pedia-se reacção imediata, lamentando o erro que mudou a história do jogo, mesmo que focando outros que beneficiaram o adversário, no decorrer do mesmo. No fundo, era uma boa oportunidade para apresentar alguma coerência e, ao mesmo tempo, afastar o clube da incompetência global da arbitragem de Lucílio. É pedir demais, eu sei.
Do lado do SCP, preferiram, também, o caminho mais curto, mais fácil e mais populista. Podiam, e deviam, ter marcado posição firme e concreta - a demissão da Direcção da Liga é um tiro no vazio. Optaram pela demagogia e por colocar tudo no mesmo saco. Serve para quê?
3. Foram 90' pobres, cheios de cacetada, onde às tantas, se tornou impossível ser coerente na avaliação dos lances. O SLB, mais uma vez, foi a habitual nulidade. E aqui reside a minha principal preocupação: só quero ver o SLB a jogar um futebol razoável e não consigo.
4. Quique queima Cardozo como se não houvesse amanhã. Entra lá a dois minutos do fim, pode ser que falhes um dos pénaltis. Aposto que não entrou antes porque o Suazo estava a jogar muito bem e estava fresco.
Ainda no Quique, nem me apeteceu comentar as palavras que proferiu depois da derrota contra o Vitória. Faço-o agora: temos um problema de visão, de percepção ou, simplesmente, de desonestidade intelectual. Não serve.
5. Ainda falta campeonato e acredito que, na próxima jornada, tudo se definirá: Porto e SCP perdem, SLB vence e ainda vamos ser campeões.
1. A Taça que o SLB venceu estava bêbeda desde o início. Terminou cheia de espuma e com bocados de tremoço no fundo do copo. Para o ano, é para manter o molde?
2. Entre acusações disparatadas regadas com raiva e ódio q.b., os dirigentes dos clubes finalistas ficam ainda mais manchados na dignidade do que o habitual. À direcção do SLB pedia-se reacção imediata, lamentando o erro que mudou a história do jogo, mesmo que focando outros que beneficiaram o adversário, no decorrer do mesmo. No fundo, era uma boa oportunidade para apresentar alguma coerência e, ao mesmo tempo, afastar o clube da incompetência global da arbitragem de Lucílio. É pedir demais, eu sei.
Do lado do SCP, preferiram, também, o caminho mais curto, mais fácil e mais populista. Podiam, e deviam, ter marcado posição firme e concreta - a demissão da Direcção da Liga é um tiro no vazio. Optaram pela demagogia e por colocar tudo no mesmo saco. Serve para quê?
3. Foram 90' pobres, cheios de cacetada, onde às tantas, se tornou impossível ser coerente na avaliação dos lances. O SLB, mais uma vez, foi a habitual nulidade. E aqui reside a minha principal preocupação: só quero ver o SLB a jogar um futebol razoável e não consigo.
4. Quique queima Cardozo como se não houvesse amanhã. Entra lá a dois minutos do fim, pode ser que falhes um dos pénaltis. Aposto que não entrou antes porque o Suazo estava a jogar muito bem e estava fresco.
Ainda no Quique, nem me apeteceu comentar as palavras que proferiu depois da derrota contra o Vitória. Faço-o agora: temos um problema de visão, de percepção ou, simplesmente, de desonestidade intelectual. Não serve.
5. Ainda falta campeonato e acredito que, na próxima jornada, tudo se definirá: Porto e SCP perdem, SLB vence e ainda vamos ser campeões.
Moral do dia
"Eu não gosto de ganhar assim, mas para que conste, gosto ainda menos de perder assim."
O que interessa aqui portanto não é o assim, é mais o ganhar ou perder.
Esclarecedor!!!
Sem saberem, andam então a absolver os portistas de todas as suas práticas passadas.
Excelente, verdadeiramente, excelente!!!
segunda-feira, março 23
Nojo!!!
Já sei que antes o LC já tinha avisado. Também já sei que se calhar é dar importância a quem não a tem, mas até agora foi esta a resposta institucional do Benfica:
"Capital de queixa tem o Benfica e nunca se comportou desta forma. Já sabíamos que havia um clube que queria derrubar a actual Direcção da Liga e queria fazê-lo desde o Apito Final. Ficámos hoje [segunda-feira] a saber que a posição da Direcção do Sporting é uma vez mais coincidente com este clube do Norte"
"Se há clube que está completamente à vontade em relação à verdade desportiva é o Benfica.Todos recordamos o percurso que levou até ao Apito Dourado e Apito Final. E o único contributo do Sporting que vimos em relação à verdade desportiva foi ver o seu presidente sentado constantemente ao lado de Pinto da Costa»
"Sem surpresa, mas com muita paciência que o Benfica acompanhou a campanha montada desde sábado à noite pela Direcção do Sporting e cujo único objectivo é o de condicionar o desempenho de quem tem responsabilidades pela arbitragem até ao fim do campeonato.O Sporting quer garantir o segundo lugar, o Benfica continua a pensar no primeiro"
"Há uma fronteira clara entre frustração de uma derrota e tremendo mau perder. Já se esqueceram do que aconteceu no Dragão, da forma como o F.C. Porto empatou? Recordam-se da postura do Benfica? Todos tiveram uma dignidade que a Direcção do Sporting não teve e esse jogo representava para o Benfica a liderança na Liga. Será que o Sporting esqueceu a forma como ganhou ao Rio Ave? Não recordo nenhuma manifestação de pesar"
"Temos orgulho na taça da Liga, que resultou de um percurso completamente transparente até à final, algo que outros não podem assumir"
Acho que nem o mais ferrenho benfiquista se revê nestas palavras.
Mas não deixo de sentir-me enojado ao ver ao que isto chegou.
Virar o bico ao prego
Analisando a blogosfera e seus comentadores, percebo agora tudo melhor. A Taça da Liga foi usada como manobra de diversão pelo FC Porto para que as pessoas julguem que o Benfica também é beneficiado. De facto, Pinto da Costa merecia mesmo lugar no quadro "Discutindo a comédia divina com Dante".
Ai Jorge Nuno, dizem que quando saíres vai ser a nossa desgraça, mas cada vez mais acho que vai ser a desgraça dos outros.
Ai Jorge Nuno, dizem que quando saíres vai ser a nossa desgraça, mas cada vez mais acho que vai ser a desgraça dos outros.
Para que serve a Taça da Liga!?
Um troféu sem história, sem regras, sem modelo definido e que este ano serviu essencialmente para compensar eventuais queixas de arbitragem.
A estratégia foi simples e fácil de perceber. Se o Benfica era beneficiado no campeonato contra o Braga, no jogo a seguir (para a Taça da Liga claro) o Sporting também o era num jogo contra o Rio Ave. Perdia-se assim a moral para falar, dizia-se na altura.
Se o Porto era acusado de ter sido beneficiado com penalties duvidosos para o campeonato, para a Taça da Liga num jogo contra o Sporting marcaram-lhe não um, mas sim dois penalties que num jogo para o campeonato nunca marcariam. Assim, que não se podia dizer que contra o Porto não se assinalam penalties.
Por fim, por quem mais tem falado e se queixado do sistema e da arbitragem em Portugal, oferecem-lhe de bandeja uma Taça que para mim foi inventada para isso mesmo.
Para fazer calar quem se queixa.
O problema é que não somos parvos. E é fácil de perceber que esta lei da compensação, em vez de ajudar, só complica e piora ainda mais o estado do futebol português.
O único mérito que lhe vejo é que consegue fazer com que todos estejam contra todos e isso ajuda alguns.
O futebol português anda mal, muito mal....
domingo, março 22
Erros invisíveis
Mais uma noite que envergonha, embaraça e deixa derrotado qualquer adepto de futebol em Portugal.
A Final da Taça da Liga deveria ser uma festa mas a qualidade dos nossos intervenientes deixa muito a desejar. Um jogo num belo estádio, num ambiente magnífico acaba com medalhas pelo chão e acusações pessoais infundadas para garantir que outro objectivo não seja beliscado.
A facilidade com que se diz "roubo" em Portugal é gritante. "Roubo, roubalheira e mais roubos" por uma noite vergonhosa a dentro, em rádios, televisões a nossa má educação a imperar.
Temos jogadores que pedem efusivamente penaltyes que não existem, temos árbitros que os marcam, temos outros jogadores que dão peitadas no árbitro e temos treinadores que fazem sinal com a mão de "gamanço". Temos dirigentes que antes do jogo pressionam o árbitro, temos outros que o acusam de "ladrão" depois. Qual taça qual quê? para isto? fiquem em casa meus senhores!
O Sporting merecia ganhar, um pouco à imagem do Benfica no Dragão. O Sporting marca e não se vislumbrava grande arte no Benfica para empatar, mas isto (para vocês rapaziada efusiva) não quer dizer que acontecesse e que o Benfica não marcasse. Isto porque o maior erro que eu vi dentro de campo não foi do Sr. do apito. O maior erro é estar a ganhar 1-0, frente a uma equipa que tem como ponto mais forte as bolas paradas, e controlar o jogo à base de paulada. Foram pelo menos 5 (não posso precisar mas andará lá perto) os livres de que o Benfica beneficiou. E agora, pela lógica de quem também diz que o Benfica não marcaria senão fosse o não penalty de boca tapada, eu também posso dizer que o Benfica nesses livres poderia ter empatado, ter marco o segundo e porque não o terceiro? Não marcou, é certo, mas para mim foi o maior erro da noite. Chamem-me ingénuo se assim o entenderem.
A taça é do Benfica, parabéns à equipa e a alguns dos seus adeptos que merecem, assim como compreendo a indignação de alguns adeptos do Sporting. Aos outros, podem ter oportunidade de festejar quando o discurso vergonhoso de alguém treinador, dirigente desportivo ou presidente vos valer um penalty duvidoso.
"Quem não chora não mama" e "Não se dá ponto sem nó" são os ditados do nosso futebol e sim, incluo o meu clube na festa.
A Final da Taça da Liga deveria ser uma festa mas a qualidade dos nossos intervenientes deixa muito a desejar. Um jogo num belo estádio, num ambiente magnífico acaba com medalhas pelo chão e acusações pessoais infundadas para garantir que outro objectivo não seja beliscado.
A facilidade com que se diz "roubo" em Portugal é gritante. "Roubo, roubalheira e mais roubos" por uma noite vergonhosa a dentro, em rádios, televisões a nossa má educação a imperar.
Temos jogadores que pedem efusivamente penaltyes que não existem, temos árbitros que os marcam, temos outros jogadores que dão peitadas no árbitro e temos treinadores que fazem sinal com a mão de "gamanço". Temos dirigentes que antes do jogo pressionam o árbitro, temos outros que o acusam de "ladrão" depois. Qual taça qual quê? para isto? fiquem em casa meus senhores!
O Sporting merecia ganhar, um pouco à imagem do Benfica no Dragão. O Sporting marca e não se vislumbrava grande arte no Benfica para empatar, mas isto (para vocês rapaziada efusiva) não quer dizer que acontecesse e que o Benfica não marcasse. Isto porque o maior erro que eu vi dentro de campo não foi do Sr. do apito. O maior erro é estar a ganhar 1-0, frente a uma equipa que tem como ponto mais forte as bolas paradas, e controlar o jogo à base de paulada. Foram pelo menos 5 (não posso precisar mas andará lá perto) os livres de que o Benfica beneficiou. E agora, pela lógica de quem também diz que o Benfica não marcaria senão fosse o não penalty de boca tapada, eu também posso dizer que o Benfica nesses livres poderia ter empatado, ter marco o segundo e porque não o terceiro? Não marcou, é certo, mas para mim foi o maior erro da noite. Chamem-me ingénuo se assim o entenderem.
A taça é do Benfica, parabéns à equipa e a alguns dos seus adeptos que merecem, assim como compreendo a indignação de alguns adeptos do Sporting. Aos outros, podem ter oportunidade de festejar quando o discurso vergonhoso de alguém treinador, dirigente desportivo ou presidente vos valer um penalty duvidoso.
"Quem não chora não mama" e "Não se dá ponto sem nó" são os ditados do nosso futebol e sim, incluo o meu clube na festa.
sábado, março 21
Carlsberg Cup

Sendo uma competição secundária e à qual alguns parecem conferir pouca ou nenhuma importância, a final de hoje tem um caracter especial: defrontam-se dois históricos do futebol português no maior derby de Portugal.
É daqueles jogos em que não é preciso estar nenhum "caneco" em disputa para ser emotivo. Um jogo entre estas equipas é sempre especial.
Para mim esta final é importante porque joga o Benfica. Não se trata de "salvar" ou não uma época (isso não se resume a um jogo), mas sim encarar o jogo com seriedade, com respeito pelo troféu, pelos adeptos e pelo adversário.
Ambas as equipas estão em dívida com os adeptos, nada melhor que brindá-los com um excelente jogo de futebol.
Relativamente à competição, apesar da organização e a forma como está estruturada serem muito deficientes e merecedora de muitas críticas, penso que quem a aceita disputar deve respeitá-la e prestigiá-la.
O fair-play demonstrado pelos jogadores e técnicos é salutar e deseja-se que se estenda aos adeptos, e... dirigentes.
Que seja um bom jogo de futebol.
O cartaz é verde, mas espero que a festa seja vermelha.
sexta-feira, março 20
Nova história
À partida para o sorteio dos Quartos-de-final da Champions colhiam-se reacções nada favoráveis. Com equipas como o detentor do troféu Manchester United, o Barcelona, equipa que melhor futebol pratica na Europa, o multi-milionário Chelsea, o perito a eliminar Liverpool, o Golias Bayern, o sexy Arsenal e o submarino amarelo Villareal, as opções para o Futebol Clube do Porto ter um sorteio favorável eram muito poucas.
Nenhum adversário seria recebido com euforia, pois todos podem eliminar todos. Obviamente, uns têm mais chances que outros, uns até por margem desmedida e nestes incluo a eliminatória que calhou em sorte aos Dragões. Atrevo-me até a dizer que se o futebol fosse uma ciência exacta, o Porto estaria já afastado da Liga dos Campeões, mas o que fez enorme o desporto-rei foi a sua imprevisibilidade.
A história vai ser um dos pontos em foco na antevisão deste encontro entre campeões europeus. Decorria o ano de 2004, e a estreia (sem relva solta) do Estádio do Dragão era apadrinhada pelo temível Manchester United, mas os Dragões não se encolheram e venceram por 2-1. Na ida, aguentou-se até onde se pode, e os Red Devils marcaram mesmo e aguentaram o resultado até ao minuto 88, onde um livre de McCarthy e uma recarga de Costinha encheram de lágrimas de alegria e gestos de raiva a massa azul e branca pelo mundo. O gigante tinha tombado, e o David lá foi seguro até ao topo do mundo.
Mas da história vivem os museus e essa Champions já lá vai. Mourinho também já lá vai, Deco, Benni, Carlos Alberto e Ricardo Carvalho, idem. O Manchester também já não é o mesmo. Hoje é guiado por sangue lusitano, pelo melhor jogador do mundo, que na altura ainda não o era. Hoje por hoje, o United é a melhor equipa da Europa, a mais consistente e aquela que tem mais estofo para ganhar a competição.
Por isso, nova história vai ser escrita e todos esperamos o mesmo resultado. Uma luta, novamente épica (quando não o é para o Porto na Champions?) que ninguém recusa. E que da história fiquem as palavras de quem já este ano foi eliminado pelo Manchester: "Inesquecível, mas que ninguém diga irrepetível!"
Nenhum adversário seria recebido com euforia, pois todos podem eliminar todos. Obviamente, uns têm mais chances que outros, uns até por margem desmedida e nestes incluo a eliminatória que calhou em sorte aos Dragões. Atrevo-me até a dizer que se o futebol fosse uma ciência exacta, o Porto estaria já afastado da Liga dos Campeões, mas o que fez enorme o desporto-rei foi a sua imprevisibilidade.
A história vai ser um dos pontos em foco na antevisão deste encontro entre campeões europeus. Decorria o ano de 2004, e a estreia (sem relva solta) do Estádio do Dragão era apadrinhada pelo temível Manchester United, mas os Dragões não se encolheram e venceram por 2-1. Na ida, aguentou-se até onde se pode, e os Red Devils marcaram mesmo e aguentaram o resultado até ao minuto 88, onde um livre de McCarthy e uma recarga de Costinha encheram de lágrimas de alegria e gestos de raiva a massa azul e branca pelo mundo. O gigante tinha tombado, e o David lá foi seguro até ao topo do mundo.
Mas da história vivem os museus e essa Champions já lá vai. Mourinho também já lá vai, Deco, Benni, Carlos Alberto e Ricardo Carvalho, idem. O Manchester também já não é o mesmo. Hoje é guiado por sangue lusitano, pelo melhor jogador do mundo, que na altura ainda não o era. Hoje por hoje, o United é a melhor equipa da Europa, a mais consistente e aquela que tem mais estofo para ganhar a competição.
Por isso, nova história vai ser escrita e todos esperamos o mesmo resultado. Uma luta, novamente épica (quando não o é para o Porto na Champions?) que ninguém recusa. E que da história fiquem as palavras de quem já este ano foi eliminado pelo Manchester: "Inesquecível, mas que ninguém diga irrepetível!"
Champions
Villareal - Arsenal
Man Utd - Porto
Liverpool - Chelsea
Barcelona - Bayern
Aposto numas meias finais entre Arsenal vs Man Utd e Liverpool vs Barcelona.
Man Utd - Porto
Liverpool - Chelsea
Barcelona - Bayern
Aposto numas meias finais entre Arsenal vs Man Utd e Liverpool vs Barcelona.
quinta-feira, março 19
Sair da letargia
Ponto prévio: tenho saudades das tardes em que se via um jogo no antigo pavilhão ou na Nave, seguido de jogo de futebol no estádio, seguido às vezes de jogo dos miudos. Não fui a muitos, é verdade, mas adorava o ambiente que se vivia.
Acontece porém que estamos numa situação muito complicada para reavivar o eclectismo "as we knew it".
1) Já não há jogos de futebol à tarde que sirvam de âncora para a malta ir ver antes as modalidades;
2) Muito dificilmente teremos um pavilhão colado ao estádio. A "cidade desportiva" de que tanto ouvíamos falar está fora do horizonte;
3) Não acredito que seja possível ter modalidades auto-suficientes e sustentáveis a longo prazo - sem depender de um qualquer mecenas ou "engenheiro".
4) Muitos sportinguistas são como eu: apesar da atitude favorável, o comportamento real não acompanha o sentimento. Ou seja, gostam e querem, mas não vão lá.
Cada argumento ou estudo contra o reavivar do eclectismo é uma faca espetada no coração. Sinto saudades de poder acompanhar o Sporting nas várias modalidades, nem que fosse apenas pela televisão ou pelos jornais. Acredito que um grande clube não é só um clube de futebol. A implantação nacional e o fervor clubístico pelo Sporting - que factualmente tem vindo a decair nos ultimos anos - também passa pelas modalidades. Também passa pela rivalidade nas modalidades.
Um candidato que apresente um projecto credível para reactivar o eclectismo vai conseguir falar directamente ao coração dos sportinguistas. O que pode ser um trunfo importante. Haverá coragem e soluções?
Acontece porém que estamos numa situação muito complicada para reavivar o eclectismo "as we knew it".
1) Já não há jogos de futebol à tarde que sirvam de âncora para a malta ir ver antes as modalidades;
2) Muito dificilmente teremos um pavilhão colado ao estádio. A "cidade desportiva" de que tanto ouvíamos falar está fora do horizonte;
3) Não acredito que seja possível ter modalidades auto-suficientes e sustentáveis a longo prazo - sem depender de um qualquer mecenas ou "engenheiro".
4) Muitos sportinguistas são como eu: apesar da atitude favorável, o comportamento real não acompanha o sentimento. Ou seja, gostam e querem, mas não vão lá.
Cada argumento ou estudo contra o reavivar do eclectismo é uma faca espetada no coração. Sinto saudades de poder acompanhar o Sporting nas várias modalidades, nem que fosse apenas pela televisão ou pelos jornais. Acredito que um grande clube não é só um clube de futebol. A implantação nacional e o fervor clubístico pelo Sporting - que factualmente tem vindo a decair nos ultimos anos - também passa pelas modalidades. Também passa pela rivalidade nas modalidades.
Um candidato que apresente um projecto credível para reactivar o eclectismo vai conseguir falar directamente ao coração dos sportinguistas. O que pode ser um trunfo importante. Haverá coragem e soluções?
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