terça-feira, setembro 12

Sporting 1 - 0 Inter

Parada de estrelas em Alvalade!

Bilhetes

Ontem fui às bilheteiras adquirir 1 bilhete para um amigo para o jogo de hoje frente ao Inter. Estavam 3 pessoas à minha frente... A SAD do Sporting deve preferir ter 15 mil pessoas a pagar em média 40€ do que 20 mil pessoas a pagar em média 30€...
Como duvido que hajam estudos de elasticidade procura-preço directa que determine o ponto de maximização da receita penso que houve alguma falta de bom senso. A prova está no facto de se terem vendido até ontem 8800 bilhetes, o que juntando a cerca de 20 000 Gamebox Champions dá menos de 30 mil bilhetes vendidos.

Endless story


Dia 5/09 http://dn.sapo.pt/2006/09/05/desporto/arbitros_foram_abordados_para_prejud.html
Dia 6/09
http://dn.sapo.pt/2006/09/06/desporto/loureiros_escolhiam_arbitros_para_o_.html
Dia 7/09
http://dn.sapo.pt/2006/09/07/desporto/esquema_arbitros_atingiu_o_sporting.html
Dia 8/09
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1269576&idCanal=1030.
Dia 9/09
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1269681
Dia 12/09 - A revista Focus dá conta de um pedido de desculpas de Jacinto Paixão a Valentim loureiro na sequência de uma vitória do Estrela da Amadora sobre o Boavista. O árbitro assistente confirmou a predisposição do seu chefe de equipa em beneficiar o Boavista. Jacinto Paixão teve nota 8 do observador. Essa nota teve o dedo de Valentim Loureiro.
Dia 12/09 http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1269925&idCanal=1030

Já agora, porque é que os jornais ditos da especialidade têm ido sempre a reboque dos outros, ditos generalistas?


ADENDA
E já agora, a bem do rigor, o que é que levou o Público a colocar hoje em capa, algo que o DN já publicou há 3 meses e meio?
http://dn.sapo.pt/2006/05/27/desporto/caso_mourinho_e_jorge_decidido_basti.html (no fim da notícia)

Longe, bem longe...

Mais uma figura central do meu clube protagonista de conversas telefónicas comprometedoras. Para não ser acusado de ignorar o assunto, eis a minha opinião da notícia hoje divulgada pelo Público (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1269925&idCanal=1030). Um ponto de vista bem sucinto, que os protagonistas não merecem mais:

Os factos: demonstram, se ainda necessário fosse, o que é o futebol português, cheio de manobras de bastidores e tráficos de influências, percebendo-se por que razão Valentim Loureiro, afastando-se da presidência da Liga, teve tanta facilidade em nela permanecer. De qualquer modo, os factos nada têm que ver com o Benfica.

A figura: o que não daria para vê-la longe, bem longe da Luz...

“Ainda no ano passado jogávamos contra o Detinho e, agora é contra o Adriano”

Segundo rezam as crónicas, era mais ou menos assim que Miguel Veloso comentava com Djaló, mesmo antes do jogo de apresentação aos sócios frente ao Inter de Milão.
No fundo três meses depois, passar dos palcos da Segunda B para os da Champions deverá ser uma mudança que muito poucos deverão conseguir explicar. É certo que são 11 para cada lado e a bola é redonda, mas também é certo que já estou um pouco cansado de que se relativizem certas coisas.
Ora vejamos, quem consegue aqui assegurar que, ao entrar naquele estádio cheio de gente a cantar, com a música da Champions de fundo e ver do outro lado Adriano, Zlatan, Figo, Vieira e pior ainda, Materazzi não ficaria atemorizado.
Eu pelo menos ficaria um pouco!
E depois de um lado, vemos meninos ainda, futuras estrelas por certo, mas muitos ainda nem com 20 anos sequer. Ronny, Veloso, Moutinho, Nani, Djaló, fazem com que estreantes como quase todo o resto da equipa sejam já verdadeiros veteranos nestas coisas. E é também contra isto que o Sporting joga esta noite. Bem, contra isto e, contra aquela equipa que Mister Mourinho considera já a melhor do mundo. Vai ser complicado, mas acima de tudo que se deixe uma boa imagen. E que venha pelo menos um empate. Eu já ficaria satisfeito!!!

segunda-feira, setembro 11

Que lástima (também dentro de campo)

Passámos as últimas semanas a falar do pior que o futebol português: caso Mateus, escutas telefónicas, jogos de influências, etc. Ou seja, falámos sobretudo de dirigentes. Com o regresso da nossa Liga no último fim-de-semana, seria tempo para voltarmos ao que verdadeiramente interessa: os jogos, as tácticas, os golos, as jogadas, o talento. Era tempo de substituir os dirigentes pelos treinadores e jogadores (também lá andam os árbitros, mas, enfim, não se pode ter tudo). Uma ocasião para ficarmos mais felizes. E alguns terão ficado. Mas, infelizmente, não os benfiquistas. A exibição da sua equipa foi tão fraca que só pode ter provocado ainda maior desânimo, reforçando a questão que, com maior ou menor assiduidade, cada um de nós se coloca: mas, afinal, por que dou eu tanta importância a isto?
Já tinha havido avisos, mas os "três" do Sporting e do AEK tinham sido a brincar. Agora os do Boavista já foram a doer. O sistema mudou, mas a dose manteve-se. A equipa não consegue fazer três ou quatro passes seguidos com qualidade, não pressiona o adversário, não tem mecanismos de funcionamento colectivo. Os jogadores pouco se mexem e a lentidão e a apatia não são compensadas com movimentos constantes da bola. Esta quando está nos pés dos benfiquistas também não parece ter vontade de rolar. E se a isto juntarmos uma série de erros individuais (o jogador que não pára bem a bola com o peito quando se isola; o 'central' que revela péssimo tempo de salto, etc.), temos uma imagem muito sombria. Quando se perde um jogo por 3-0 e um dos melhores jogadores é o guarda-redes pouco há a acrescentar. Terá sido apenas um acidente de percurso? Gostaria, mas não me parece. Espero enganar-me, mas não vislumbro perspectivas de melhoras. É certo que o trabalho do treinador tem sido prejudicado pela impossibilidade de reunir com frequência os seus jogadores mais valiosos (férias tardias, lesões, selecções,...), mas terá ele unhas para esta guitarra? Já modificou o esquema de jogo, mas os defeitos persistem. Simão vai voltar, mas não pode ser visto como o salvador da pátria. Nem Rui Costa (o que pode fazer quando é marcado em cima e à sua volta tem Manu, Katsouranis, Petit e Miguelito?!?).
Para além do desastre desportivo, num só jogo, o Benfica conseguiu ter dois 'capitães' expulsos. Se não pode aceitar-se a 'entrada' de Nuno Gomes quando já tinha visto um 'amarelo', a atitude de Petit só pode motivar a nossa repulsa. O que fez é inadmissível e indigno de quem veste aquela camisola. A frustração por uma pesada derrota não pode justificar semelhante comportamento. Apesar de não poder falar-se de tentativa de agressão, como referiu um imbecil jornalista de televisão, a Liga tem de castigá-lo de forma exemplar, sob pena de reinar um sentimento de impunidade. Mas as coisas não deveriam ficar por aqui: fosse eu dirigente do Benfica e Petit seria já varrido da lista dos capitães de equipa. Não esqueço a sua galhardia em campo, mas há episódios que não podem ser ignorados. Não é qualquer um que tem dimensão para capitanear uma equipa.

Porto.

Três golos. Aqueles que Adriaanse tanto prometia.
A substituição da táctica do ano passado, não por uma, mas por duas de uma só vez.
Finalmente um pouco de Lucho.
De jogo para jogo mais Anderson.
A titularidade de Meireles, a bomba de Meireles.
O regresso de Postiga, o bom regresso de Postiga.
Menos uma deslocação, sempre complicada, para fazer.
Dois laterais, com técnica, rápidos e com pendor ofensivo.
A lesão de Ibson, o consolo de termos quatro bons jogadores para duas posições.
Optimismo para o que ai vem.

Mas afinal...

Ó Rui, pá, o jogo foi na Luz mas não era contra o SLB!

domingo, setembro 10

Começar bem (mal).

Com Fernando Santos no banco do SLB, tudo é possível: perder, jogar mal e, às vezes, não sofrer três golos.

PS: a arbitragem, para já, mantém a bitola habitual. Erros com influência no resultado, critério-disciplinar-sem-critério. Esta época vou adoptar a postura que se exige, no passado utilizada por gente insuspeita, que deu, inclusivamente, os seus frutos: não reconhecerei o campeão nacional, a menos que esse seja o SLB.

sábado, setembro 9

Matou-se o borrego

Nacional 0 - 1 Sporting

Vitória merecida da melhor equipa em campo. O Sporting devia ter resolvido o jogo até à meia hora, tal a quantidade de oportunidades que criou. Não as concretizou e acabou por passar por algum aperto no fim, em lances de bola parada do Nacional. A qualidade de jogo na 2ª parte também não terá sido a melhor.

No culminar de uma semana em que muito se falou de árbitros, Paraty esteve em foco em alguns lances. Os principais terão sido: o lance do golo do Sporting nasce de falta de Nani; Cardozo devia ter sido expulso aos 17'; fora de jogo a Alecsandro mal tirado quando o brasileiro ficava isoladíssimo. Creio que será a cor clubística de cada um a decidir se houve favorecimento ou prejuízo dos leões.

Em grande estiveram Polga, Nani e Moutinho. Notas muito altas também para Liedson, Miguel Veloso e Ronny. Terça feira há mais e bem mais difícil. Seria importante esgotar Alvalade!

P.S. Para o palhaço Rui Alves: Toma!

Só por curiosidade.

Há por aí alguém com vontade de ver algum jogo do futebol português?

sexta-feira, setembro 8

A montanha pariu um rato...

Depois das revelações mais recentes, em particular as dos últimos dias veiculadas pelo Diário de Notícias, que comprometiam clubes como o Boavista e o FC Porto, o clã Loureiro e Pinto da Costa e amigos, e revelavam clara intenção de prejudicar Benfica e Sporting, eis que o jornal rival, o Público, resolve também entrar em campo. Só que, desta vez, o protagonista é Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica. Atenção! O jornal descobriu que também ele entrava nestes esquemas de influências, escolhas de árbitros, manobras sujas, etc. No fundo, pretendia passar-se a ideia de que também se envolvia em manobras de corrupção. As rádios, as televisões e os 'sites' logo tratam de difundir a novidade, para que, no mínimo, se fique a pensar que "este é igual aos outros" (vejam o título do 'post' anterior, da autoria no nosso amigo leonino Miguel).
Embora desconfiado, por se tratar de um jornal cuja secção de desporto não me merece grande crédito, por defender constantemente os interesses do FC Porto (convém não esquecer que daí surgiram, entre outros, nomes como Manuel Queiroz ou Bruno Prata), fiquei apreensivo e preocupado. No entanto, antes de tirar conclusões, resolvi ler o artigo. Fi-lo na página da 'net' e verifiquei que 'a montanha pariu um rato'. Não ignorando que uma ou outra frase proferida pelo presidente do meu clube pode não indiciar bons propósitos, pouco há a retirar de comprometedor. Escolheu árbitros? Limita-se a dar indicação que uns tantos estão feitos com o FCP, o que não é novidade (aproveito para dar conta do meu regozijo pela retirada desse rei da desonestidade chamado António Costa - hurra!!), e que não lhe dariam garantias. Sublinha que 'é tudo para nos roubar' e lamenta-se por um árbitro ter sido desnomeado à última hora. Refere não ter preferência por ninguém. Que indícios há aqui? Nada. Apenas o facto de ter sido escolhido o árbitro a que Luís Filipe Vieira não se opôs na conversa com o presidente da Liga. (Curiosamente, é o árbitro que vai apitar a estreia do Benfica na Liga. Fica, assim, também passada a mensagem de que "lá está o gajo que ele quis para o tal jogo da Taça de Portugal". Inocente esta coincidência? Claro que não! Amanhã à noite veremos!)
Nas conversas transcritas pelo Público há, pelo contrário, frases que não são nada benévolas para o FC Porto, mas essas não têm importância para o jornal. Afinal, que mal tem referir-se que "Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!"? Nenhum. Certamente, tal significa que este clube não gosta de meter-se nestas questões...
Para que conste, preferia não ver ninguém do meu clube metido nestas trapalhadas e já tive oportunidade de referir que a presença de algumas pessoas no Benfica (em particular, de uma) me incomoda sobremaneira. Também posso referir que, sem prejuízo de reconhecer mérito a muitas coisas que fez, Luís Filipe Vieira não corresponde ao meu modelo de dirigente. Porém, não posso admitir que queira fazer-se passar mensagens que não correspondem à realidade. Haja rigor!

Também tu?





Legenda: O futebol português




LFV: Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...
VL: Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV: A mim?! Foda-se, o António Costa? Foda-se isso é tudo Porto!
VL: Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV: Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL: E o Duarte?
LFV: Nada, zero! Niguém me dá! Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó Major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.
VL: Talvez o Lucílio, pá!
LFV: Não, não quero Lucílio nenhum!
VL: E o Proença?
LFV: O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos foder!
VL: E o João Ferreira?
LFV: O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... o Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim que não tenho preferência de ninguém...

À porta de quem foi deixada esta encomenda?

Se as notícias do DN foram encomendadas pelo Benfica/FPF será que esta foi encomendada pela Liga?

quinta-feira, setembro 7

Ambição.

Desde quando é que empatar com a Finlândia, com a Finlândia, é bom? Se me disserem que é do mal o menos ainda vá, agora bom não é.

Não havia necessidade...

Dia 7/09
http://dn.sapo.pt/2006/09/07/desporto/esquema_arbitros_atingiu_o_sporting.html

Começar bem.

O empate a um golo na Finlândia foi um bom resultado para as aspirações da Selecção Nacional. Para mais quando, a partir dos 53', Ricardo Costa decidiu ser expulso e complicar um jogo que, muito provavelmente, acabaria com a vitória lusa.

O início foi complicado, com os finlandeses a mostrarem grande vontade, empurrados por um público entusiasta. É o sinal dos tempos: agora todos olham para a nossa Selecção como uma grande equipa, que todos gostariam de derrotar.

A perder aos 20', Portugal dominou por completo o resto da primeira parte, desenvolvendo bons lances atacantes. A Finlândia não passou do meio campo, neste período do jogo. O comentador insistia na fraca prestação de Deco e companhia e só ele não via que o empate era apenas uma questão de tempo.

Ronaldo mostrou toda a sua classe e, mais importante, que podemos contar com ele para momentos em que é preciso ir para cima do adversário. Nani jogou e fez jogar. Mas lá deram cabo do rapaz, com a complacência do árbitro. Esteve francamente bem e, apesar de lhe reconhecer grande valor, posso dizer que, ainda assim, me surpreendeu.

Deco deu de bandeja o golo a Nuno Gomes, após uma brilhante jogada individual. Chega de Pauleta, venham muitos do Nuno Gomes, então.

Na segunda parte, com menos um jogador, a vitória ficou comprometida. O jogo pedia pernas a mais para jogadores a menos. Mesmo assim, a Selecção melhorou defensivamente e conquistou um bom resultado, mas todos aguardamos ansiosamente pelo regresso de Andrade e Meira. A qualificação é já a seguir.

quarta-feira, setembro 6

É o sistema!

Dia 4/09
o Ministério Público de Gaia arquivou o processo instaurado contra Pinto da Costa, depois do jogo Beira-Mar - FCP de 2004, alegando falta de provas. O processo envolvia Pinto da Costa, os árbitros do jogo e um empresário por suspeitas de crimes de corrupção desportiva. As escutas não foram suficientes.

Dia 5/09
http://dn.sapo.pt/2006/09/05/desporto/arbitros_foram_abordados_para_prejud.html

Dia 6/09
http://dn.sapo.pt/2006/09/06/desporto/loureiros_escolhiam_arbitros_para_o_.html

Onde se fala de Valentim e João Loureiro, de Martins dos Santos, Bruno Paixão. Até o Marítimo pedia favores...

O que escreverá Carlos Rodrigues de Lima amanhã?

Há cerca de 3 anos, Dias da Cunha nomeou os rostos do "sistema": Valentim Loureiro e Pinto da Costa. O "sistema" de Dias da Cunha foi, na altura, usado para piadas fáceis por muitos patetas, que agora se indignam com o teor da notícia que dá conta que o SLB foi premeditadamente prejudicado em alguns jogos em 2003-04.

Mais, Dias da Cunha não se refugiou em discursos parvos à Octávio Machado. Concretizou as suas palavras, nomeando as pessoas em questão, e denunciando a rede de influências que na prática é o que constituía, ou melhor, constitui, o sistema. Estava maluco, o velho.

terça-feira, setembro 5

Prós e Contras

1) Quem estava a espera de ver esclarecida a questão central - é um problema de natureza estritamente desportiva? - sai desiludido. Ficou novamente a ideia que a fronteira é ténue.

2) O advogado do Gil expôs a argumentação já conhecida. O advogado do Belenenses também e deixou a questão: se é uma questão laboral, porque razão não recorreu ainda o Gil ao Tribunal do Trabalho?

3) Laurentino Dias foi talvez quem esteve melhor, revelando distanciamento de ambos os clubes, não poupando a FIFA e Blatter de críticas fortes e indo ao fundo do problema. Se a questão do estritamente desportivo se coloca de forma recorrente, há que procurar resolvê-la. Esperemos pela lei de bases que se encontra a preparar. Talvez a sugestão de um tribunal arbitral independente da Liga e da Federação, como defendeu um dos juristas presentes, não fosse má ideia.

4) Também não faltou mais uma intromissão de Luis Filipe Vieira desta feita para um bate boca com Valentim. Já foram comadres...

P.S. Entretanto, ontem, o Ministério Público de Gaia arquivou o processo instaurado contra Pinto da Costa, depois do jogo Beira-Mar - FCP de 2004, alegando falta de provas. O processo envolvia Pinto da Costa, os árbitros do jogo e um empresário por suspeitas de crimes de corrupção desportiva. Em causa estavam actuações dos arguidos, tais como telefonemas, encontros depois do jogo e favores de arbitragem para o FCP. Ponto final.

segunda-feira, setembro 4

Greatness

Custa-me a acreditar que já passaram mais de 20 anos desde que, pela primeira vez, vi jogar um miúdo loiro - com risca ao lado, roupa branca sem marca e um aspecto que em tudo indicava o “all american kid” -, nos Internacionais de Itália. Com o passar dos anos, crescemos ambos, com trajectórias irregulares e alguns assomos de loucura. Para ele foi o cabelo comprido, o equipamento cor-de-rosa berrante, os romances com actrizes famosas ou a derrota na final de Roland Garros, frente a Andreas Gomez, em 1990. O tempo trouxe-lhe, também, dificuldades imprevistas, momentos de depressão e decadência precoce, que quase o afastaram do ténis.

Ainda assim, numa altura em que o seu nome estava prestes a desaparecer da lista dos 200 primeiros, decidiu recomeçar. Acompanhado por um novo treinador – que foi, mais do que isso, um amigo -, abdicou de todas as vantagens de que usufruiu para chegar ao topo da primeira vez e batalhou, no funesto circuito “Challenger”, por cada ponto do “ranking”, por cada lugar na tabela. Contra tudo e a opinião de todos, venceu em Wimbledon, na Austrália e, claro, no “seu” US Open”, alcançando o estatuto de número um do Mundo.
Com – que não contra - Pete Sampras, por quem nunca escondeu enorme admiração, manteve uma das mais extraordinárias rivalidades da história do desporto, entusiasmando e inspirando gerações.


Em 1999, à beira de completar 30 anos, preparou-se para participar, uma vez mais, em Roland Garros, o único “Grand Slam” que lhe faltava e que estava certo de não poder ganhar, depois da oportunidade perdida há quase uma década. Numa final épica – com muito vento, a qualidade do ténis praticado não foi brilhante, mas a recuperação encetada à força de espírito e talento fica na memória de quem assistiu -, fechou um ciclo, tornando-se no primeiro tenista desde Rod Laver – há 40 anos - a levantar o troféu dos quatro maiores torneios.

Com lugar garantido na história do ténis, podia ter preferido afastar-se mas, surpreendendo uma vez mais quem dele duvidou, preferiu tentar a sua sorte contra as novas gerações de super-atletas. Até aos 36 anos, deu tudo o que tinha para dar, tornando-se numa das mais respeitadas figuras da modalidade que ajudou a revolucionar. Hoje, é uma lenda que dedica a sua vida à família e a ajudar quem precisa. O miúdo rebelde transformou-se num homem invulgar, até mesmo – o que o teria chocado - num “gentleman”.

Ontem, assistindo à partida que marca a sua despedida, vi a maior demonstração pública de respeito, admiração e afecto que se pode dedicar a um desportista. Batido por um jovem alemão, castigado por horríveis dores que suporta há anos, Andre Agassi perdeu o seu último jogo, mas foi um gigante na hora do adeus. Eu, certamente, não esquecerei os fabulosos momentos que me proporcionou.

Acrescento apenas algumas notas.

Os americanos, com todos os defeitos que os caracterizam, insistem em ensinar-nos a todos como homenagear quem merece, mostrando que só somos pequenos porque queremos.

A extraordinária conferência de imprensa de Andre Agassi, que decorreu após a sua derrota, lembra-me o quanto os jornalistas portugueses – entre os quais me incluo – deveriam evoluir, enquanto o comportamento, a disponibilidade, a franqueza, o sentido de humor e a inteligência do inesquecível tenista deviam servir de lição aos atletas que temos por cá.

E daí, talvez não… É que a “grandeza” não se ensina…

sábado, setembro 2

"Pere aí", senhor Fiúza.

O grande Fiúza arrisca-se - mantendo a postura - a ser apelidado, num futuro próximo, de "Fiúza, o Grande". Mas que grande entrevista. O homem não tem culpa de ser analfabeto, disléxico e horrivelmente chato.

O que ficou da entrevista de ontem: um homem de Barcelos, tem o país a seus pés, em horário nobre, no canal estatal. Esclarecimentos foram poucos, mas também já percebemos que do lado "fiuzense" não há quem se interesse muito com esclarecimentos. Na prometida AG Extraordinária vamos perceber isso.

Por isso, estamos numa situação clara, agora. O Gil sabe que não tem razão no facto de ter recorrido aos tribunais civis, recusa-se a perceber isso, e vai em frente. Mas atenção: houve coisas que foram ditas que merecem, pelo menos, alguma reflexão.

Por mim venham os castigos, as suspensões da LC e do EURO. Não queremos todos a regeneração, afinal?