sexta-feira, junho 29

E tudo o Bento levou.

A entrevista desta noite que Paulo Bento deu à RTP confirmou aquilo que já sabíamos: Paulo Bento é um homem de valores, íntegro, de trabalho, humilde e, muito importante, transparente.

Bento sabe que o lugar que ocupa é um privilégio. Bento sabe que o lugar que ocupa é uma de uma responsabilidade total. E sabe, também, que é aquilo que é, enquanto seleccionador, porque todos os outros, que habitam à sua volta, existem.

Comparando-o com Carlos Queiroz, um é a noite, o outro é o dia. Um é dotado de empirismo bacoco, o outro é dotado de uma sensatez elogiada. Um é um ego inflamado, o outro um de nós, sem deixar de ser ele próprio.

Os resultados estão à vista. Paulo Bento compreendeu muito bem qual o papel de um seleccionador e, pese embora não ser imune à crítica futebolística, agregou esforços em volta de um bem maior. Queiroz, por seu lado, afastou tudo do fundamental e tornou a discussão futebolística num exercício secundário, enquanto agredia jornalistas ou ofendia outros.

Hoje, gostei especialmente quando Paulo Bento não caíu na hipocrisia e defendeu os jogadores mas, também, a liberdade que nos assiste em mostrarmos aquilo que realmente somos. À sua imagem, claro.

Isto a propósito do facto dos jogadores terem chegado ao estágio ao volante de carros potentes e caros, naquilo que poderia ser encarado como uma insensatez, face à situação económica dos portugueses.

E aqui Bento não falhou o penálti: o país está na miséria, mas não é, seguramente, por causa dos carros que os jogadores conduzem quando vão para o estágio.

Final do Euro 2012.

Pedro Proença será o árbitro da final do Europeu 2012. Um prémio justo...

quinta-feira, junho 28

Apostas Europeu 2012: Final.

Já temos vencedor, seja qual for o resultado da grande Final, no Domingo. O Gonçalo ganhou as apostas, resta saber com quantos pontos. Parabéns, Gonçalo!

No ficheiro estão já os resultados finais de alguns, onde eu me incluo, pois não tenho nenhuma das equipas apuradas para a final. Resta saber se aguento a terceira posição (se a Itália vencer) ou se sou ultrapassado por vários jogadores, sendo que será o Miguel a ocupar o terceiro lugar do pódio, caso vença a Espanha.

Entretanto, o J. garantiu o segundo lugar. Parabéns, J.! Nada mau para quem não percebe um cu de bola! :)

Uma palavra para o Nuno que desde que colou ao último lugar, nunca mais de lá saíu! Grande abraço!

De qualquer maneira, enviar-vos-ei o ficheiro final, no Domingo. Obrigado a todos os participantes. Daqui a dois anos há mais.

Mais uma vez, parabéns, Gonçalo!

PS: conforme combinado, o vencedor não paga a conta do jantar que havemos de organizar um dia destes. Vamos falando sobre isso, por email.

Ma che bella, questa Italia!

"O facto de a Alemanha não ganhar à Itália não é mais do que uma coincidência", disse Klinsmann, antes do jogo.

Não, não é. Os gajos são mesmo bons e hoje, provaram-no, pela enésima vez.

Que Itália! A vencer por dois golos e em busca do terceiro. O mundo está louco, mas não é porque os italianos ganharam.

O Pedro Ribeiro é daqueles que vai fazendo o comentário às equipas à medida das incidências do jogo. São disparates atrás de disparates. Ah, e toma duas batatas do Balotelli, o tal que não devia jogar.

Vitória absolutamente justa. De uma verdadeira equipa (vê-se que é um grupo fortíssimo, que se apoia em todos os momentos do jogo) que nunca se desequilibra, que nunca se distrai, contra uns alemães a quem faltou humildade.

Parabéns aos italianos e que vençam os espanhóis na grande final.

Europeu 2012: Portugal.

É consensual: Portugal teve uma digna participação e, no final, fazer parte das quatro melhores selecções europeias, é um grande orgulho.

Ontem, nos penáltis, o falhanço de Moutinho deu a volta à sorte daquela lotaria que tantas alegrias já nos deu. Durante o jogo fomos iguais a nós próprios e a Espanha apenas nos foi superior no prolongamento. Afinal, são os melhores da Europa e do Mundo, e tinham de o demonstrar.

Como equipa fomos sempre humildes e sérios. Agressivos e ambiciosos. Em comparação com o Mundial foi isso que fez a diferença: querermos mais do que o mínimo. Ontem, não fomos felizes nos penáltis, mas não ficou aquela sensação horrível de ter ficado alguma coisa por fazer. Parabéns ao Paulo Bento, por ter recuperado uma selecção destroçada, com abandonos em catadupa, muitos deles mal explicados.

Individualmente:

Patrício – Não fosse o jogo de ontem e teria passado quase despercebido. Não fez nenhuma defesa difícil, não teve culpas em nenhum dos golos sofridos. Não se valorizou. Nem desvalorizou. Eu, que nem sou apreciador do rapaz, reconheço, contudo, que esteve sempre muito tranquilo na baliza, tendo transmitido grande segurança NOTA 7

Pereira – O elo mais fraco do sector defensivo, surpreendeu-me pela positiva. Tem aquele estilo pouco seguro mas fez das tripas coração, nunca virou a cara à luta e falhou pouco. NOTA 7

Alves – Não fosse o jogo de ontem e teria sido um dos melhores. Assim, foi “apenas” bom. Sempre autoritário e decidido, abusou das faltas contra os espanhóis e esteve sempre demasiado nervoso. Falhou o penálti quando não o podia ter falhado. NOTA 7

Pepe – Provavelmente o melhor central do Europeu. Falhou, talvez, no golo com a Alemanha, mas esteve sempre disponível, nunca se escondeu, arriscou, cortou espectacularmente, foi um líder e mostrou uma capacidade física invejável, para quem joga num dos campeonatos mais exigentes do mundo. E marcou um golo. NOTA 9

Coentrão – Esteve sempre igual a si próprio. Muito voluntarioso, sagaz, dedicado. Nem sempre eficaz a defender mas sempre a colocar o seu corredor ofensivo em alta rotação. NOTA 8

Moutinho – Enormíssimo. Esteve em todo o lado e sempre com qualidade. Fez duas assistências o que revela bem a abrangência do seu papel em campo. Deu tudo e merecia mais. Falhou o penálti mas nem isso manchou a sua prestação. NOTA 9

Meireles – Está lá para partir, para esticar. Foi o que fez, por vezes sem grande critério. Mas esteve sempre a um bom nível. NOTA 7

Veloso – Sendo um jogador de quem eu desconfiava muito, só posso dizer que também me surpreendeu pela positiva. Entregou-se e colocou sempre a bola no chão, com classe e tranquilidade. NOTA 7

Nani – Para mim, a grande desilusão. Não esteve mal, longe disso, mas depositava grandes esperanças no extremo do MU. Começou bem, foi perdendo gás e acabou por não marcar um golo sequer. Deveria ter sido ontem. Contudo, teve momentos de classe. NOTA 7

Postiga – Sempre o considerei um excelente jogador e voltou a não me desiludir. Apesar de parecer “mole”, é bastante inteligente na forma como ganha os espaços (ou os “cede” aos companheiros). Marcou um belo golo mas a sua prestação real foi inquinada pela lesão. NOTA 7

Ronaldo – É um orgulho nacional este rapaz. Acabou uma época de sonho, que entrou para a história do futebol mundial (que tem mais de cem anos). É uma arma letal e personifica a força, a rapidez e a vontade de vencer. É classe mundial e se fizéssemos todos um terço do que ele faz, não havia Merkel que nos fodesse o juízo. NOTA 9

Almeida – O mais fraco dos pontas-de-lança. É muito forte fisicamente mas tem pouco jeito nos pés e na cabeça. O jogo da selecção também não o favorece. NOTA 4

Oliveira – Apesar das críticas, acho que fez um bom Europeu para quem começou agora. Protege bem a bola, segura-a e passa. Nem sempre tomou as melhores opções mas ficou na retina aquele lance contra a Alemanha, no falhanço do Varela. NOTA 5

Varela – Mais um que me surpreendeu. Revelou-se um bom substituto e teve o seu momento de glória (Dinamarca), depois do momento de tragédia (Alemanha). NOTA 6

Tenho pena que Paulo Bento tenha rodado pouco a equipa. Havia algumas opções, como Quaresma, que poderiam ter dado mais à equipa.

quarta-feira, junho 27

Acabou o sonho.

Não sei se caímos de pé (deduzo que sim), nem sei se anulámos uma das mais brilhantes selecções do mundo. Sei que perdemos por penáltis para uma equipa que é melhor do que a nossa.

No prolongamento, os espanhóis foram melhores. Nos penaltis, também. Infelizmente.

Parabéns a todos os jogadores e técnicos portugueses. Sonhámos, outra vez. E isso só pode ser bom.

Joguemos hoje bem de pé!

Nada deve dar mais 'pica' no futebol do que o confronto com uma equipa, digamos, hegemónica. Uma equipa que desenvolveu uma forma de jogar legítima e que não permaneceu encostada ao que já existia. Criou, evoluiu e conseguiu (imensas) vitórias com isso. Com isso, também, criou um mito. Um mito que assusta os adversários e que lhes instala a dúvida: como jogar?

Neste Euro'2012, a Espanha levou sempre essa vantagem consigo para dentro do relvado. Uma vantagem que começa bem antes do apito inicial. Em todos os seus jogos, a campeã da Europa e do Mundo conseguiu instalar a dúvida em todos os seus adversários e eu tenho estado particularmente atento a esse facto. Ainda para mais quando nos toca agora, a nós, enfrentá-los.

Do que pude ler e observar - com a devida distância e com o desejo a toldar-me um pouco a visão .- não creio que a Espanha entre com essa vantagem no jogo de logo à noite. O conceito da primeira linha deste texto (a 'pica' que estes jogos devem dar) parece-me estar a ser cumprido à risca. Nunca vi tanto desejo por parte de uma selecção em quebrar a hegemonia que agora existe. A confiança e o querer existem, nota-se.

Bem, mas só pensar que sim e querer mais que ninguém não chega. É bom, mas não chega. Há que fazer e demonstrar. Porque no momento que entrarmos em campo sem dúvidas em relação ao que vamos fazer, esse é também o momento em que pela primeira vez provocamos a dúvida ao nosso adversário. Esta é a vantagem que tem que ser criada logo à noite, nos primeiros passes, nos primeiros duelos, nos segundos, nos terceiros... em todas as nossas acções no jogo, teremos de demonstrar ao que vamos. Não vamos às compras, não vamos à escola, vamos, só (!) quebrar uma hegemonia que, vista do lado de quem não está no topo, já dura há tempo a mais. E dura, como todas, porque em vez de se agir, reage-se, em vez de se confrontar, espera-se. Tantos e tantos exemplos a provarem que assim não resulta. De joelhos não se joga futebol! Joguemos hoje bem de pé!

Podemos saltar para o topo, podemos roubar o 'super-poder' que cria dúvidas nos adversários. Há alguma coisa nas vossas carreiras que dê mais pica que isto? Hã, meus meninos?! Vamos a isso!

terça-feira, junho 26

Portugal-Espanha.

Nos dois últimos encontros disputados com os espanhóis, vencemos um, de goleada, e perdemos outro, pela diferença mínima e com o golo sofrido em fora-de-jogo. O primeiro jogo foi um treino, o segundo, afastou-nos definitivamente do Mundial da África do Sul.

No primeiro jogo, fomos uma equipa agressiva sem bola, atacante e objectiva, com ela. No segundo jogo, fomos uma equipa expectante sem bola, e macia, com ela.

O jogo de amanhã será contra a actual campeã mundial e europeia, convém não esquecer. Muito gosta demasiada gente de, nestes momentos, adocicar os prognósticos, começando já a levantar-se a poeira dos tristes, que tão rasteirinha andou nas últimas duas semanas.

Agora é a altura em que alguns se sacodem e aproveitam para voltar à carga. Portugal não pode falhar, a Holanda era fraquinha e os checos uns coitados. Agora é que é a sério. E agora é que vamos ver se somos assim tão bons ou se, pelo contrário, voltaremos a cair para o buraco da mediocridade. O pó começou a levantar-se e está tudo a postos para uma tempestade de areia.

Que os jogadores sejam bravos e eliminem os espanhóis. E todos nós possamos continuar a respirar!

domingo, junho 24

Apostas Europeu 2012: meias-finais.

Já têm nos vossos emails o ficheiro das apostas actualizado (com mais algumas tabelas). Para já, ainda muita coisa está por decidir e mesmo o primeiro lugar pode ser conquistado por vários apostadores.

O Gonçalo continua na liderança com 125 pontos (pontuação máxima nas meias-finais). Eu apareço em segundo lugar, com menos 5 pontos (também com a pontuação máxima nas meias) e o Pedro surge em terceiro, com 113 pontos.

Apesar disto, no meu caso, por exemplo, apenas poderei ganhar caso Portugal vença o torneio (por ter as apostas iguais às do Gonçalo, menos no vencedor). Se passarem os favoritos Espanha e Alemanha, outros apostadores surgem bem apontados ao primeiro lugar. Mas o melhor é fazerem as vossas simulações para perceberem que resultados vos convem.

A mim só me interessa um: Portugal vencedor!

Euro 2012: 1/4 de Final.

Espanha 2 França 0
Por muito que desejasse a passagem dos franceses (pura e simplesmente por serem mais fracos), foi impossível acreditar que tal pudesse acontecer. Os espanhóis foram sempre mais fortes e a França nunca ameaçou Casillas. Ontem foi mais do mesmo: a Espanha é muito forte no passe e no controlo da bola, e tem alguns jogadores que são, de facto, mestres. Resultado justíssimo e a França mais uma vez a deixar uma pálida imagem numa grande competição, pese embora ter feito dois bons jogos iniciais.

Itália 0 Inglaterra 0 (4-2 após g.p.)
Mais um vencedor óbvio. A Itália apresenta-se sempre como uma das candidatas à final e reforçou hoje essa ideia. Os italianos foram melhores e mais perigosos do que os ingleses que pareceram mais interessados a passar o tempo até aos penáltis. Nesse momento, para bem de todos nós, apareceu Pirlo que fez aquilo que todos vimos e deu a volta ao marcador. Que jogador!

Graduating from the School of Hard-Knocks

Quase que subitamente, estamos de regresso. Numa jornada que todos os momentos-chave tornam épica, Portugal volta a ser protagonista num Europeu e tal como todas as outras vezes em que isso aconteceu a selecção nacional tem condições para tornar o sonho realidade, mas, mais uma vez, debate-se com um estigma que foi perdurando noutras epopeias. É que tirando o Euro em terras lusas, sempre que Portugal teve reais chances de conquistar uma Taça baqueou aos pés dos gigantes Adamastores. A má notícia é que ainda há dois deles em prova. A boa é que toda a oportunidade é uma chance de mudar a história.

A verdade. verdadeira, é que a Portugal nunca foi dada a honra de poder festejar um título internacional a nível de selecções seniores de futebol. É uma verdade tão absoluta que apesar de doer explica-se de várias maneiras, e nenhuma delas faz de nós uma potência alguma vez hegemónica do desporto que os lusos mais adoram. É também verdade que para haver eliminações tem de haver um desmancha prazeres. E de todas as vezes que Portugal chegou longe nas provas, esse desmancha prazeres é inevitavelmente, nessa época, um dos colossos que são apontados por todos os Platinis desta vida como os favoritos inevitáveis.

Um deles, já depois da brilhante caminhada de 1966 ter esbarrado na Armada Inglesa que se sagraria campeã do Mundo, até foi mesmo liderado por Michel Platini. A França que também subiria ao topo do pódio do Euro'84, quebrou o sonho de uma das mais brilhantes equipas nacionais. Daí até 1996 (tirando o interregno que Futre usa agora para contar 'histórias'), todas as fases-finais foram uma miragem que obrigou imensos miúdos a habituarem-se a seguir e a torcer por outros países. Mas na fornada já se encontrava a Geração de Ouro que nos havia de levar, nesse mesmo ano, a Inglaterra. Apesar desse torneio não entrar para as contas que me fazem escrever este texto, esse Euro lançou as bases para outra das mais brilhantes caminhadas nacionais. O Euro'2000 trouxe de novo a ilusão e aqui num sentido tão frio como o festejo de Zidane depois do golo que nos atirou para fora da final.

Mais uma vez, o colosso aparecia. A equipa sem dúvidas de si, a hegemónica, a confiante, a talentosa. Aquela que nos detalhes atrai sempre as vitórias para si, seja contra os Chipres seja contra outros históricos. E os resquícios dessa selecção gaulesa - de todas a melhor que já vi - duraram até 2006 para nos atormentar de novo. Não tão senhora de si, não tão confiante, não tão talentosa, havia de cair aos pés de quem todas as selecções podem cair. Era a melhor, ainda, mas já não ganhou, quase que como confirmando o adeus anunciado ao topo do futebol, foi derrotada por uma Itália abalada por um 'caos' que tão bem lhes serviu.

E se a França abandonou esse estatuto, outros haveriam de lhe pegar. A Espanha de Aragonés/del Bosque já conquistou Mundo e Europa e quer agora a terceira competição internacional seguida. O plantel continua vasto e o futebol continua a ser de topo e mortalmente vitorioso. Quase que como uma ironia dos céus, teria de ser esse o adversário a calhar-nos em 'sorte' para outro 'mata-mata' histórico. E porque raio haverão de as mesmas coisas acontecer vezes sem conta? Só haverá para mim uma explicação. Mais uma vez o destino oferece-nos a chance de mudarmos o rumo dos acontecimentos, mas uma vez os nossos 'demónios' nos perseguem à espera que os derrotemos. Nada que o chavão americano 'learning in the school of hard-knocks' não explique como o tão nosso português que reza que 'para aprender é preciso bater com os cornos'.

E cá estamos de novo. Agradados ou desagradados, confiantes ou desconfiados, o nosso demónio pessoal está aí de regresso e pronto para ser derrotado. A hegemónica, a confiante e a que atrai resultados está à nossa mercê para lhe darmos a estocada que não pudemos dar outras vezes. Como o fazer? As pistas - embora em condições totalmente diferentes - foram dadas em 18 de novembro de 2010. Na altura a pressão alta - que já Ricardo Costa confirmou - juntou-se a uma sede de vencer imensa. A vontade de nos assumirmos foi enorme e a cada cavalgada na Luz se sentiu isso. Quarta-feira, com todas as condicionantes e contingências (ninguém espere um igual 4-0), a linha de pressão vai ser na linha de meio-campo com Nani a ajudar o trio que mais tem batalhado neste Euro.

Do outro lado espere-se um Fàbregas titular para bloquear as saídas de Miguel Veloso, e um futebol que controla à espera do último passe mas sem a movimentação sem bola da equipa que lhes deu o plano. Os 'extremos' procuram muito menos as zonas interiores do que se costuma ver em Camp Nou e isso dá uma quantidade consideravelmente maior de passes falhados, que Portugal pode obviamente aproveitar. Em suma, Paulo Bento deve pegar em todos os aspectos das anteriores eliminações, juntar-lhe a vontade de assumirmos o topo do futebol e explicar que sair deste Euro como a França fez é de longe a pior coisa que se pode fazer a um adepto. Blanc mudou e ainda hoje não se sabe o que uma França sem medo poderia fazer. Dessa gripe bem lusa estamos nós fartos e de todas as vezes que nos encontrámos nestes anos, sempre em prejuízo para nós, pode ser que ela agora se desloque de vez para Saint-Denis e nos deixe enfrentar o nosso maior desafio com as defesas no máximo.

sexta-feira, junho 22

Alemanha 4 Grécia 2.

Os alemães são os segundos semi-finalistas do Europeu e, diga-se, com toda a justiça. A Grécia nunca foi capaz de contrapor o poderio germânico e, pese embora toda a boa vontade, os gregos não vão continuar em prova.

Em relação ao jogo, só deu Alemanha na primeira parte e um-zero era escasso, ao intervalo. Na segunda parte, os gregos subiram um pouco mas era a Alemanha que ia criando oportunidades de golo. Contudo, num excelente contra-ataque, Samaras finalizou com estilo e empatou o jogo.

A reacção dos alemães não se fez esperar e logo com três golos. A Grécia ainda reduziu no último minuto, através de uma grande penalidade ("Estava de costas, o defesa", dizia a aventesma do Pedro Ribeiro).

A passagem da Alemanha é incontestável. São muito mais fortes, são melhores e fizeram pela vida. A Grécia, por sua vez, é uma equipa limitada mas, dentro daquilo que são as regras do futebol, disputou o jogo com lealdade, com garra e dignidade.

Por isso mesmo, não percebo a insistência do comentador Pedro Ribeiro em ser jocoso para com os gregos. Sempre a desprezar a equipa de Fernando Santos. Se havia um grego que roubava a bola a um alemão, a culpa era do alemão. Nunca era mérito do grego. E se fosses pró caralho, ó Pedro Ribeiro? Pagam-te para fazeres comentários como se estivesses numa tasca? És ridículo.

Podem voltar de charrete!

Portugal fez ontem, provavelmente, a melhor exibição de todas no Europeu, tendo em conta o adversário. A República Checa era, colectivamente, superior à Holanda (um portento individual e uma das favoritas) e à Dinamarca (muito fortes fisicamente), mas inferior à Alemanha, grande candidata ao título, a par da Espanha.

Havia um certo receio que a Selecção fosse encontrar muitas dificuldades em furar a boa organização defensiva dos checos pois a nossa grande arma, até ontem, era aquele futebol de transição, mais (Holanda) ou menos (Alemanha) apoiado.

Durante a primeira meia-hora, ambas as equipas foram demasiado prudentes. Portugal insistia no passe longo (acabou por ser assim a jogada genial de Ronaldo, ao poste) com poucos resultados e os checos tinham algum ascendesnte, apesar do perigo nulo que criaram nesse período.

A partir daí, tudo mudou. Postiga saiu lesionado e entrou Almeida, que veio dar maior poder de fogo, mas menos pressão sobre os defesas e menos profundidade no ataque, pois é muito mais fixo do que Postiga.

Portugal tomou então conta do jogo e assim foi até ao minuto 90. A equipa encontrou-se, Nani, Ronaldo, Meireles, Moutinho, os laterais e Veloso, encheram o campo, de bola no pé. Não foi extraordinário, mas isto não é a "laranja mecânica".

O golo é magnífico: Nani recebe, toureia o adversário, segura, contemporiza, passa inteligentemente. Moutinho sobe, recebe a bola ao mesmo tempo que procura o espaço vazio, corre, faz um centro magistral. Ronaldo vem de trás, cheio de força, salta, cabeceia e faz um golo estrondoso e totalmente merecido.

Faltavam uns 15 minutos e a equipa não baixou, manteve-se atenta, concentrada e até a querer ampliar o marcador, e isso também é de enaltecer.

O resultado justo seria 3-0. Ronaldo continua a sua adoração com os postes e, não fosse isso, poderia já ser líder destacado nos melhores marcadores. Nani ainda não facturou mas pouco falta. Pode ser já no próximo jogo, se faz favor.

De resto, já tudo se disse: muitos parabéns aos jogadores e técnicos. Já nos fizeram sonhar e já nos deram mais do que esperávamos (e do que vos era exigido).

Cristiano Ronaldo!

quinta-feira, junho 21

Extraordinária Selecção Nacional!

Ao ver as imagens do jogo, com as super slow motion fantásticas, salta à vista o comprometimento dos jogadores e técnicos, a união do grupo, a emoção de Ronaldo, os dribles de Nani, a profundidade de Moutinho, o esforço de Meireles, a coesão de Pepe e Alves, a raiva de Pereira, o gigantismo de Coentrão, a impavidez de Patrício, a tranquilidade de Veloso, e a brutalidade de Almeida.

Isto foi lindo, hoje. Tem sido assim neste Europeiu, e estes gajos merecem os nossos aplausos porque mostraram trabalho, dedicação, humildade e, não menos importante, futebol.

Ronaldo, és o maior, um herói nacional!

Parabéns Selecção Nacional! És um orgulho da nação!

Ronaldo! Portugal!

Uma alegria imensa!

O estranho caso de Paulo Pereira Cristóvão.

A entrevista a Paulo Pereira Cristóvão (PPC) foi uma calamidade. Quem a viu, não pode ter ficado indiferente ao atentado que foi cometido pela peça jornalística apresentada, bem como algumas questões levantadas pela Judite de Sousa.

PPC defendeu-se como pôde e, resumidamente, garantiu, pela sua honra e pela honra de todos os sportinguistas, que nunca recebeu um tostão do SCP, muito menos ilegalmente, directa, ou indirectamente. Mais, garantiu que tem o apoio de toda a gente da direcção e que, no final, vai sair ilibado de tudo o que é acusado. Não seria a primeira vez, e não teria nada de estranho.

Em relação ao caso "Cardinal", PPC garantiu igualmente que não tem nada a ver com o assunto.

O que é estranho, neste caso, é a quantidade de informação que salta cá para fora, referente ao caso. E é tudo feito às claras. A jornalista da TVI fez referências inadmissíveis ao processo que, no limite, nem sequer sabemos se são verdadeiras.

Neste sentido, PPC esteve muito bem, ao recusar-se a debitar informação que está em segredo de justiça. Mas está com azar, neste capítulo, pois todos os dias assistimos ao mesmo, e nunca ninguém vai preso, apesar de ser um crime punível com pena de prisão. Por isso, a sua preocupação deveria ter sido outra, começando por denunciar todos os casos conhecidos de fuga de informação.

Devemos defender-nos nos locais apropriados, neste caso, no Tribunal. Mas como evitar chegarmos à barra do mesmo sem que haja uma prévia condenação? Os juízes também lêem jornais...

Que o PPC está metido numa alhada, disso ninguém tem dúvidas. Resta saber, qual.

quarta-feira, junho 20

E depois, haverá mais?

No jogo de hoje à noite só um resultado interessa: a vitória de Portugal. Depois de duas boas exibições contra a Dinamarca e Holanda, importa manter o nível de exigência.

Ronaldo é, mais uma vez, o foco principal. Será sempre assim e, logo mais, queremos a força, a potência e os golos, outra vez.

Mas contra a República Checa tem de haver ainda mais equipa do que a que houve contra a Holanda. Tem de haver ainda mais Pepe e Coentrão, Pereira e Alves, Moutinho e Meireles (ou Custódio, talvez), Veloso e Nani, Postiga e Oliveira. Os que jogarem, todos. E Bento, claro.

Vai ser difícil, mas eu acredito que vamos vencer, por 3-1, com três golos de Ronaldo.

Se perdermos bem, será decepcionante mas, na minha opinião, se a equipa mostrar vontade e garra, e se fizer o que sabe fazer, não daremos hipóteses aos checos, que têm um belo conjunto.

terça-feira, junho 19

Grande golo de Cristiano Ronaldo.

Podem ver, aqui.

Apostas Euro 2012: 3ª jornada.

O Gonçalo (85 pontos) efectivou o assalto à liderança e está numa posição muito favorável à vitória final. E isto apesar de não ter vencido nenhuma das três jornadas.

Contudo, tem de ter cuidado com o Pedro (83) que, de penúltimo na primeira jornada, passou para segundo na terceira, com uma vitória na segunda jornada.

O Hugo teve uma ligeira queda mas está longe de estar fora da corrida. Passou de líder para quinto lugar (79), mas está apenas com 6 pontos de atraso para o líder.

Eu (80) acabei por ser o vencedor desta jornada, a par do Sérgio (79) que fez uma excelente recuperação.

O LMGM (59) acabou por ser a grande desilusão desta jornada, com uma queda do quinto para o 16º lugar. Há que lutar por um lugar europeu!

Já sabem: a partir de agora já só interessa o vencedor dos jogos (seja nos 90', seja no prolongamento, seja nos penátis). Os resultados já não contam.