terça-feira, março 19

Petardos & Cia.

A UEFA aunciou a abertura e um processo ao Benfica, após o enésimo jogo na Luz em que foram lançados petardos. Concordo e acho que devia haver um castigo severo. O Benfica pode desculpar-se, invocando que não apoia (formalmente) as claques. É um argumento que para mim não colhe, porque é ao clube que cabe a fiscalização de quem entra no Estádio e, no limite, o clube é responsável por velar pela segurança de quem usufrui das instalações.

Se a segurança não faz bem o seu trabalho tem que ser substituída. É preciso dar sinais de repúdio por estes actos de vandalismo, mas não bastam os sinais, urge agir. Da parte do Benfica apenas se ouvem lamúrias quando é em prejuízo do clube, logo a credibilidade e bondade das intenções ficam severamente afectadas.

Os estádios têm que voltar a ser palco de divertimento, uma forma agradável das pessoas se distraírem, não se podem tornar locais (ainda mais) inseguros. O Benfica tem que assumir as suas responsabilidades, que não são poucas. Enquanto não as assumir tem pouca legitimidade para apontar o dedo aos outros, ainda que esses outros sejam gente de poucos escrúpulos.

Ainda não percebi a piada de se ouvir um estrondo num estádio, ou atirar um objecto destes para um relvado e parar um jogo de futebol. Não se paga bilhete para ver futebol? Hoje são estrondos, amanhã pode ser mais grave e acabar numa fatalidade, como já aconteceu no passado.

Os energúmenos que não sabem ou não conseguem viver em sociedade têm que ser banidos dos campos de futebol. Não consigo perceber como é que estando os estádios dotados de tecnologia de ponta, com câmaras xpto não se consiga identificar e chamar à justiça os autores de tais actos. Talvez não haja muita vontade.

A violência no desporto está a aumentar exponencialmente e é urgente pôr cobro a isto.

30 comentários:

Filipe disse...

Em Leverkusen foram facilmente identificados e detidos, só na Luz é que conseguem escapar a tudo o que é câmara e polícia. O clube devia ainda accionar judicialmente esses 4 detidos na Alemanha para recuperar o dinheiro das multas.

Ginha disse...

Os petardos que são lançados para os relvados, são facilmente detectáveis pelas cameras de vigilância...

Já os que são rebentados nas bancadas, como tem acontecido na Luz, são quase impossiveis de detectar... Mesmo dentro da própria claque! E o jogo com o Bordéus na Luz foi exemplo disso, pois a indignação dentro daquela bancada foi enorme...

Parece simples, mas não o é...

Pedro disse...

"Os petardos que são lançados para os relvados, são facilmente detectáveis pelas cameras de vigilância..."

Ginha, não é bem assim. Se estiver tudo aos saltos e com os braços no ar, situação normal numa claque, é dificil perceber quem atira alguma coisa.

Muitos falam da revista à entrada. Um petardo não é uma tocha. É bem mais pequeno. Na Alemanha o q? Querem ver as enormes tochadas e bombas de fumo que frequentemente aparecem lá nos estádios alemães???

É uma questão de sensibilização. É parvo atirar petardos como é parvo atirar tochas para o relvado. E foi por isso que elas foram proibidas. É preciso perceber q isso prejudica o clube mas tb é preciso perceber q o clube pouco pode fazer. Q pode fazer o clube quando o outro entrou no relvado para dar um calduço ao fiscal de linha? Q podem fazer os clubes quando gajos entram pelo relvado a dentro para abraçar jogadores? Com tantos stewards e policias essas coisas acontecem à mesma. Basta haver um maluco. Em 65 mil pessoas, basta haver um maluco fora de controle para estragar tudo. Deve o clube ser punido por causa de um?

A UEFA tem coisas muito mais importantes com q se preocupar.

luis disse...

A primeira vez que ouvi petardos num estádio foi em Alvalade, em 2005. Lembro-me de ter achado que aquilo parecia um clima de guerra.

Acho que não vale muito a pena estarmos aqui a repetir que os petardos são estúpidos e que quem os lança mais estúpido é.

Sou totalmente contra a responsabilização do clube por actos praticados por adeptos, sejam eles quais forem (e desde que os requisitos de segurança tenham sido cumpridos).

Vivemos num país onde é normal uma equipa ser recebida pelos próprios adeptos em cenários de violência. Onde são incendiados carros de treinadores pelos próprios adeptos do clube. E ninguém vai preso.

Em relação ao Benfica, acho que se o clube quiser acaba com os petardos (apesar de não ser responsável pelo rebentamento dos mesmos).

Ginha disse...

É fácil Pedro! Por isso é que sempre que o fazem, são apanhados, como aconteceu no Benfica-Liverpool!

O problema é que na Luz não são mandados para o relvado, mas sim rebentados no chão das bancadas, e aí sim, é impossivel detectar...

Ginha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ginha disse...

E atençao que eu a falar assim, e mesmo pertencendo a um grupo de apoio, condeno os petardos! Não lhes percebo a piada, ainda para mais, prejudicando o próprio Clube...

E mesmo dentro dos NN, a sua esmagadora maioria é contra, mas lá está... Há sempre um parvo que se acha mais engraçado do que os outros...

Jorge Borges disse...

Há uns tempos vi uma reportagem que através das câmaras era possíbvel isolar a cara de um adepto. Por isso, embora reconheça alguma dificuldade, não é impossível. Mas de ser difícil a nem sequer se tentar, vai uma diferença abismal.

Luis:
Não podemos pensar assim, que tudo se pode fazer impunemente neste país (apesar de não andar longe da verdade), foi essa maneira de pensar que nos conduziu ao ponto actual. Temos que condenar tudo, seja os petardos, as bolas de golfe, os isqueiros, os carros incendiados, as agressões a jogadores. Tudo, vindo de onde vier, independentemente da cor. Não fazer isto é entregaro futebol a uma minoria, a grupos de arruaceiros. O facto das famílias deixarem de ir ao futebol não se explica apenas pelo preço dos bilhetes ou horas dos jogos.

Ginha:
se os grupos de apoio repudiassem a sério esses actos, garanto-te que isso acabava. Se batem em adversários e até em adeptos do próprio clube por menos, uns calduços, ou mesmo a denúncia às autoridades ajudava a resolver. Os prórpios grupos organizados devem ter um mínimo de critério para recrutar adeptos.

Pedro:
vai à Luz e em cima da hora do jogo coloca-te junto às portas por onde entram normalmente os NN. Pus-me um dia apreciar e no meio da confusão, até gajos sem bilhete entraram, e passaram sem ser revistados. É difícil de acreditar mas eu vi e não era um jogo qualquer, era para as competições europeias. Chamei a atenção do segurança e ouvi um "siga"...

E atenção que o post não é contra o Benfica, é contra a situação em geral. Dei o exemplo do Benfica porque acho que devemos começar pela nossa casa antes de apontar à casa dos outros.

Pedro disse...

Contra o Bordéus foi notório, para quem lá esteve, que a malta ficou danada com o petardo que rebentou.

Ginha, no jogo contra o Liverpool foram atiradas tochas para o relvado (tb petardos, certo) e saber o trajecto de uma tocha é mais fácil que o petardo. Não digo que não seja possível os detectar, digo q é muito dificil. É possivel atirar um petardo no momento em que levantas os braços num cântico qqr. Não é fácil distinguir uma coisa da outra. Não é impossível mas não é fácil.

Mais. Na Porta 10 e 11 és revistado de cima abaixo. E nas outras? Já entrei por outras portas e nem me tocaram...

J. disse...

Estas histórias dos petardos e dos very lights ja deu no que deu no passado e estamos a habilitar-nos para que aconteça de novo uma tragédia.
Alem disso, concordo com o Luis, isto dá uma má imagem a um estádio de futebol. Um sitio que com cântigos e adeptos se converte num espaco unico de emocoes, pode levar tb ao surgimento de movimentos mais ultras que podem surgir com o ambiente de crise em Portugal como forma também de expressão de raiva e frustação.

Há que ter cuidado com estas coisas. Parecem actos singulares de certos e determinados individuos, mas se não se olhar com atenção a isto, pode-se facilmente extender.

Observe-se o que se passa neste momento no Minho...

J. disse...

Ontem vi o Dia Seguinte e houve uma pequena discussão á volta disto.
E acho que aqui não pode haver clubismos de qq parte e pensar que determinado clube tem melhores adeptos que outros. O fenónemo social é global em Portugal e parece-me que este deveria ser um dos temas em que todos os clubes deveriam estar no mesmo lado.

Jorge Borges disse...

Ora ai está Pedro, mais razão me dás. Se é difícil encontrar com revistas, a solução é não revistar? O que acabas de afirmar revela o laxismo com que se encara a segurança nos recintos desportivos.

Quem é o responsável? São os clubes, as empresas de segurança sãoe ntidades que prestam serviço aos clubes, se não fazem bem o seu trabalho, têm que ser substituidas.

J. disse...

E além disso tem que acabar isto dos castigos aos clubes não seguidos de processos crime face a individuos.

O Sporting pagou há tempos quase meio milhão de euros num estádio onde até era visitante, e o que aconteceu com as pessoas que queimaram as cadeiras?
Não havia videos para identificar aquelas pessoas?

zorg disse...

Adeptos parvos há em todos os clubes. Estou inteiramente de acordo com o Luís: definam-se regras apertadas e penalize-se quem não cumprir essas regras. Agora, penalizar um clube por actos de adeptos é uma parvoíce e até me parece juridicamente pouco sustentável.

Jorge Borges disse...

Zorg,
o argumento jurídico reside precisamente o dever que os clubes têm de tomar medidas para que as pessoas estejam em segurança nos recintos desportivos.

Querem falar do caso conreto do benfica-Bordéus? Quais foram as medidas tomadas? qual a atitude dos dirigente? Alguém leu alguma condenação por parte dos responsáveis? Na luz isto já não é esporádico, é recorrente.

J. disse...

Mas que medidas pode tomar um clube quando é visitante?
O caso das cadeiras na Luz é um bom exemplo.
Ou esse video que se vê adeptos do Benfica a pontapear seguranças no Estádio do Braga?
O que poderiam fazer os clubes visitantes para impedir isso?

Eu acho que isto só lá vai quando essas pessoas começaram a pagar judicialmente pelos seus actos.
Simples!!!

luis disse...

Jorge, estamos todos de acordo que a direcção do Benfica tem tido uma actuação mole em relação a tudo isto (falo de violência, verbal, física, etc).

Contudo,

"o argumento jurídico reside precisamente o dever que os clubes têm de tomar medidas para que as pessoas estejam em segurança nos recintos desportivos."

Não faz sentido, se assim é. Eu se for a um teatro ou cinema, também espero que a minha segurança esteja devidamente acuatelada. E está. Como está num estádio de futebol.

Mas nada pode evitar que esteja lá um maluco qualquer. E depois, vamos processar quem? O cinema? Ou o agressor?

No outro dia vi um documentário onde se provava, por A + B que a segurança nos aeroportos é uma autêntica fantochada. O gajo conseguiu entrar em vários aviões com todos os ingredientes de uma bomba.

Entendes? Não é possível revistar tudo e todos, minuciosamente. Nem hoje, nem nunca.

O clube tem é de agir no seu interesse e, de alguma forma, acabar com os petardos. Como? Por exemplo, se até se percebe que a maioria dos adeptos é contra, é fácil identificar quem faz merda. BAsta falar com meia-dúzia de "no names".

Pedro disse...

É lá...

Ó Jorge, "a solução é não revistar", WOW!! Onde é que eu disse tal coisa????

O que eu disse é que mesmo com revista( e eu entro pela porta 10 portanto sei do que falo) aquilo pode perfeitamente passar. Aliás, em nenhuma porta se é revistado como naquelas duas (talvez apenas onde entrem os Diabos).

" ou mesmo a denúncia às autoridades ajudava a resolver"

Isso nunca vai acontecer. Já os calduços, não tenhas a menor dúvida.

"Há uns tempos vi uma reportagem que através das câmaras era possíbvel isolar a cara de um adepto."

Mas isso não é o que está em causa. O que está em causa é tu conseguires ver o gesto de atirar o petardo. Se conseguires identificar esse gesto podes então isolar a cara do adepto. Mas sem o primeiro passo de nada serve essa capacidade tecnológica. E a questão é tal que quem atira já o faz às escondidas dos próprios "colegas" de claque.

Acho que o clube tem feito o que pode. Pede aos adeptos, repete o pedido no jogo, emite comunicados. E, acredita, que tem tido conversas com o grupo sobre o assunto. Mas, lá está, em 3000 basta 1 fugir ao controlo e estragar tudo. Como o outro tarolas q foi dar um calduço ao fiscal de linha.

É preciso ter noção da dificuldade do assunto e do injusto q é em culpar um clube pelo acto de 1 ou 2 ou 10 quando milhões se comportam bem.

E nem sequer vou entrar na teoria de infiltrados que isso levava a conversa para outro patamar.

Pedro disse...

Podemos defender uma medida mais dura contra os NN para que eles próprios lutem contra quem atira os petardos mas essa repressão pode ter efeitos contrários como se comprova com a questão da "legalização".

Defendo sim uma maior sensibilização junto dos "grandes" dos NN. Penso que é o único caminho.

Mas, e se depois, o petardo rebentar fora da zona dos NN? Tb já aconteceu...

Jorge Borges disse...

Eu entendo e estamos de acordo em quase tudo, principalmente no teu último parágrafo.
Quando falo em zelar pela segurança refiro-me concretamente a tomar medidas para minimizar a possibilidade de problemas. E essas medidas passam por um controlo apertado da segurança.
Já sabemos que não há infalibilidades. Depiois, se tiverem sido tomadas todas as medidas possíveis, então sim, o clube não poderá ser responsabilizado. Foi esta ideia que tentei transmitir.

J.
Obviamente que é preciso responsabiliar judicialmente os próprios prevaricadores. Concordo que de nada vale punir apenas os clubes. O sucedido em Braga entre adeptos do Benfica e a segurança não pode atingir o clube, logicamente.
Mas há uma lei, que tem que ser aplicada que permite banir adeptos dos recintos desportivos,e nesse caso as imagens até podem servir para identificar as pessoas. repito, tem que haver vontade e coragem

luis disse...

A sensação de impunidade também ajuda. Se as autoridades se pronunciassem sobre o assunto, se a Lei existisse no sentido de condenar com prisão efectiva, talvez as coisas piassem mais fininho.

Assim, eles sabem que, se forem apanhados, nada lhes acontece.

O clube devia também ter uma atitude de condenação muito mais forte e presente e, infelizmente, de alguma perseguição. Afinal de contas é o maior prejudicado (fora os eventuais danos físicos entre adeptos inocentes).

Jorge Borges disse...

Pedro:
Ao não fazer uma revista como deve ser em todas as portas o clube está a ser negligente. Foi issoq ue eu quis dizer e não que defendias que não devia haver revistas.

De resto, registo que apontas algumas possiveis medidas para mitigar o problema. Sinal que há espaço para melhorar...

J. disse...

O pior que pode passar é deixar tudo igual, seguirem-se os castigos de estadios fechados, e andarem os mesmos por ai, a fazer confusão....

Se eu for a Badajoz com uma camisola da selecção queimar caixotes, posso voltar para Portugal e apresentar a factura ao Passos?
É um exemplo parvo, mas mostra um pouco a estupidez que é, deixar entrar individuos num estádio pq a responsabilidade apartir desse momento é colectiva. É do clube, é do stewards, é da PSP, só não é dos que fazem merda.

Pedro disse...

Luis, tanto crime grave que fica livre da prisão e queres prender quem atira um petardo? Não me parece q seja por aí. Se tens condenação é pq sabes quem atirou, então que o punas a pagar o dobro ou o triplo da multa que o clube pagou, por exemplo.

Jorge, podemos sempre melhorar. Mas temos que perceber bem o que está em causa para se decidir de forma correcta. Um dos problemas deste país é quem decide normalmente desconhece a realidade. Só o facto de a UEFA punir disciplinarmente quem festeja um golo com os adeptos ou por tirar a camisola diz tudo do que "percebe" da relação adepto/equipa (isto já é desviar um pouco do assunto mas é só para exemplificar a questão do saber do que se fala).

J. disse...

Pedro, um petardo se atingir alguém não é uma coisa inofensiva.
Se por exemplo aquele que atiraram em Guimarães tivesse acertado em Artur, o que achas que iria acontecer?

Não entres na tua actual demagogia clubística sff, só pq a UEFA pode castigar o Benfica pelo jogo de Bordeus.

luis disse...

"Luis, tanto crime grave que fica livre da prisão e queres prender quem atira um petardo?"

A conversa está neste caso, Pedro, não vamos alargar, senão, nunca mais saímos daqui.

Não é por haver crimes graves que ficam livres de prisão que outros devem ficar livres. Devem ficar todos presos, isso é que seria o ideal.

Eu acho que o rebentamento do petardo é gravíssimo. Pode provocar-te lesões graves e permanentes. Se a vítima for uma criança, por exemplo, ainda pior.

Acho mesmo que é merecedor de prisão.

Mas também acho o mesmo para quem conduz com os copos, por exemplo.

Pedro disse...

J. e Luis, um petardo não é uma coisa inofensiva. Não é isso que está em questão. Se eu atirar-te com um petardo o que está em causa é eu atirar-te o petardo e não petardo em si. Percebes a diferença do que quero dizer? Atirar um petardo é uma coisa, atirar um petardo para cima de alguém é outra. Entra a questão do dano intencional. Seja petardo, cadeira, pedra, etc.

Não acho que o atirar um petardo mereça prisão. Atirar um petardo para te magoar, certamente que sim.

zorg disse...

Jorge, mas que medidas?

A lei é que tem de estipular o que é que é necessário assegurar para um jogo de futebol e depois penalizar quem não cumprir o estabelecido.

A lei também não se limita a dizer que os espaços de diversão nocturna têm de tomar medidas para minimizar os riscos de incêncido. Antes, define com clareza o que é obrigatório e penaliza quem não cumprir o que é obrigatório.

No caso do futebol, deveria ser a mesma coisa.

A responsabilização dos clubes pelas atitudes dos adeptos parece-me juridicamente indefensável pela simples razão da impossibilidade de identificar inequivocamente um adepto de um clube.

Se eu usar um cachecol do Sporting, sou adepto do Sporting?

E se não usar nada e estiver sentado numa zona onde existam muitas pessoas com cachecóis do Sporting e atirar um petardo, é o Sporting que deve ser penalizado?

É impossível associar um adepto a um clube e é por isso não faz sentido penalizar o clube pelas acções dos adeptos.

Tasqueiro Emigrante disse...

Mas quem disse que eles não conseguem indentificar os individuos que lançam os petardos?

Eles têm as imagens mas não as querem mostrar à PSP porque não convém. Iria colocar muita coisa em causa.

Se fosse no túnel de acesso aos balneários já acreditava que mostrassem imagens...

N.T. disse...

A questão dos petardos só lá vai com bom senso. Um petardo é uma coisa mínima que é largada no chão e rebenta, não há câmara que detecte. Já rebentaram mesmo ao meu lado e eu não consegui perceber quem foi o infeliz. Neste caso não se pode falar em má vontade porque ainda no último jogo europeu houve um tipo detido na Luz por acender uma tocha. É preciso compreender que nem o petardo tem o tamanho de uma tocha, nem faz o aparato visual de uma tocha. Só se dá por ele quando rebenta e não é na mão do prevaricador que rebenta. Se for arremessado admito que possa ser identificado o prevaricador no acto do arremesso. Mas só nessa situação.


Quanto às revistas, para mim é um não assunto. Este ano comprei o meu cativo no Piso 0 da Sagres e sou revistado sempre, seja qual for a porta de acesso que escolha. E não é raro vasculharem o meu maço de tabaco (fumo tabaco de enrolar).
Durante anos entrei noutras bancadas da Luz sem ser incomodado. Revistas só em jogos fora e apenas nos sectores exclusivos a visitantes, visto que nas outras bancadas se entra sem problema. Nesse sentido é incorrecto apontar o laxismo reativamente às claques. Admito que existam situações pontuais, mas por norma só os elementos das claques (e quem tem cativo nas imediações) é que são revistados.