terça-feira, agosto 16

O efeito Carriço

É algo que não é novo em Alvalade e que já vem muito de trás. Poucos são os casos de jogadores formados em Alvalade que realmente se afirmaram com a camisola do Sporting e muitos aqueles que viram a sua carreira ganhar outra dimensão quando saíram do clube. Obviamente que os muito bons aguentarão sempre muito pouco no clube e para as finanças do Sporting esse facto será sempre uma boa noticia. Mas o produto médio, aquele jogador que vem da Academia sem de destacar demasiado em relação aos outros, não tem grande futuro em Alvalade.

Se calhar era preciso recuar anos, talvez décadas, para poder encontrar o último caso de sucesso. Ainda muito recentemente, tivemos um exemplo que quase toda a gente aponta como um erro histórico do clube: Vender Moutinho para o Porto por 11 milhões e mais não sei o quê. Ora, tendo em conta a carreira do Moutinho nunca considerei este negócio um erro. Porquê!? Porque com este Sporting, Moutinho estava claramente em decréscimo a nível exibicional e a perder valor época após época. Se continuasse no Sporting não sei se Moutinho seria o jogador que todos dizem ser hoje e talvez tivesse saísse do clube de uma outra maneira onde o encaixe financeiro não seria este e onde indirectamente acabasse por jogar num clube rival.Mais que uma crítica, é uma constatação!

Curiosamente foi para Carriço que foi a braçadeira de capitão com a saída de Moutinho, numa tentativa de reafirmar essa tal “mística sportinguista” há tanto perdida. Escolheu-se então o novo produto emergente da formação leonina. Acostumei-me a ver Carriço como o melhor da defesa nos seus primeiros anos de carreira. E curiosamente desde que lhe foi dada a responsabilidade da braçadeira de capitão e perante o desnorte evidente do plantel de futebol e dos seus dirigentes, Carriço baixou de nível exibicional e este ano até já perdeu a titularidade. Muita gente já o chama de coveiro defendendo o Polga(!?) ou até o americano(minha nossa!!!). O futuro dirá que tipo de carreira terá Carriço. Mas começa-me a soar a uma história tão vista e repetida, e muito me temo que Carriço terá de sair do clube para ter o sucesso de Carlos Martins, Varela ou…..Moutinho.(só para referir os casos mais recentes).


Para finalizar lanço uma pergunta em jeito de provocação: hipoteticamente teria sido mau negócio vender Carriço ao Porto por 11 milhões de euros no final da época passada? Ou então pergunto de outra forma, visto estes últimos casos que enumerei, não estará Carriço desejoso que chegue uma proposta dessas para poder sair do Sporting?

3 comentários:

Pedro O. disse...

Inverteria a questão:

- Terá Carriço valor/potencial reconhecido/identificado no mercado, de forma a que se aspire a um negócio identico a um Moutinho ou um Veloso, ou a uma definitiva afirmação no eixo da defesa do Sporting?

Infelizmente parece-me que a questão não está em nenhum estigma sobre a academia e respectivos "produtos", tem só a ver com a qualidade do Carriço.

Acho que os adeptos ou gostam ou não gostam, mas não me parece que tenha a ver com o facto de vir ou não da academia, mas sim com o seu efectivo rendimento e ainda bem que é assim.

Veja-se o exemplo Djaló/André Santos - têm os 2 a mesma origem, fazem ambos parte de um nucleo duro de jogadores frequentemente utilizados e processos de afirmação muito diferentes, sendo facilimo identificar opiniões opostas sobre cada um deles nos adeptos.

Miguel disse...

O Carriço está neste momento uns furos abaixo do Polga pelo que acho muito bem que seja o Polga a jogar. Quando o Polga vacilar (ou o Rodriguez), lá estará o Carriço. Não vejo dramas. Vejo sim se o Domingos se atrever a meter aquele americano...

Quanto ao André Santos, nesta fase também tem de sentar no banco. O Rinaudo é melhor trinco e o Schaars nesta fase está melhor que ele. Quando um dos 2 baixar, o André Santos terá a sua oportunidade. Forçar os 3 a meio campo dá no que deu.

Quanto ao Djaló, neste momento discute com Postiga e Evaldo o estatuto de mais odiado pelos adeptos. O que significa melhorias em relação ao ano passado porque os alvos eram outros e de bem pior qualidade. Não sei se algum dia terá história idêntica ao Varela, mas de momento é mais um caso idêntico aos 2 anteriores: quando o Capel estiver melhor vai sentar no banco à espera da sua vez.

É assim que tem de funcionar, jogam os melhores independentemente do estatuto, idade ou proveniência.

Mário Rui Oliveira disse...

Nem mais Miguel, nem mais ...