quarta-feira, setembro 12

Marcos Rojo a 25%.

Segundo o presidente do SCP, Marcos Rojo custou apenas 1 milhão de euros ao clube (25% do passe). Independentemente da qualidade do jogador, não me choca esta estratégia do clube leonino. No fundo (e nos fundos) é quase como se estivesse emprestado.

Se for bom jogador, o SCP poderá (penso eu) comprar o resto do passe. Se for apenas mediano, uma futura venda renderá dinheiro aos cofres do clube. Se for mau, não se perde assim tanto dinheiro (os falados quatro milhões).

Os fundos são financeira e desportivamente lesivos para os clubes? Ou o que prejudica seriamente as finanças das entidades são os actos de gestão irresponsáveis e os dirigentes incompetentes que os comandam?

28 comentários:

Riga/V-1-Boy disse...

no mesmo fundo esta o ola jonh e o benfica so tem 20 % do passe

Mr. Shankly disse...

Estou de acordo contigo, embora ache que este tipo de fundos distorce o mercado. Se o Sporting (ou o Benfica, que parece que também só tem 80% do passe do Ola John) não têm dinheiro para o jogador, não o compram. E das duas uma: ou fica no clube onde está ou é vendido por menos. Assim injecta-se dinheiro no futebol que o futebol não gerou, um pouco como fazem Man City, Anzhi, Chelsea, PSG, Zenit...

luis disse...

Então isso significa que o SLB gastou apenas cerca de 1,5M no Ola Jonh.

J. disse...

Exacto o investimento será menor, mas tb o retorno será menor, caso o jogador se valorize.
No Sporting faz sentido pq se encontra descapitalizado e com uma pressão acrescida de voltar a estar com os da frente. E isso é conseguido com jogadores de qualidade.
No Benfica já me estranha mais. Pois o acerto das contratações tem sido elevado e as mais valias com essas mesmas contratações também.
Assim para que partilhar ganhos com fundos, se vocês já fazem e bem este negócio de compra e venda sozinhos?

Filipe disse...

riga, o Benfica pagou 9 milhões por 20% do Ola John? Onde é que viste isso?

luis disse...

Filipe: http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/doyen-sports-fundo-ola-john-fundo-rojo-fundo-labyad-fundo-defour-fundo-magala/1374077-1304.html

Presumo que o SLB tenha pago apenas 1,5M...

Mike Portugal disse...

É mais por aí luis. Se o jogador for bom (como tem demonstrado), lá para Maio/Junho do proximo ano o SCP pode tentar comprar mais percentagem do passe dele.

Isto parece-me muito bem. Evita-se pagar balurdios por jogadores que podem vir a ser grandes barracas.

Mike Portugal disse...

Filipe e luis,

O SLB quando comprou o Ola John, pagou por 100% do passe. Mas já vendeu 80% ao tal fundo, portanto agora só detem 20%. Não se sabe é por quanto é que vendeu ao fundo. Isso só se saberá no R&C.

Miguel disse...

A resposta à pergunta deste tu no post!

Ou seja, o que os fundos fazem é uma partilha de risco do investimento.

Se o jogador for bom o clube fica lesado em caso de venda por valores elevados, se o jogador for mau o clube não "sofre" tanto.

o que é lesivo é ir alienando partes do jogador, por valores mais baixos do que os de mercado, como forma de salvaguardar a tesouraria.

luis disse...

De certeza que isso foi assim?

Vendeu 80% e ganhou dinheiro? Perdeu? Qualquer uma das hipóteses é absurda.

Peyroteo disse...

Deve ter vendido pelo mesmo preço. Ou seja, se pagaram 9 milhões por ele, venderam 80% por 7,2 milhões. Acho que é assim que funciona.

Mike Portugal disse...

Podes ler aqui: http://visaodemercado.blogspot.pt/2012/09/benfica-so-tem-20-dos-direitos.html

LMGM disse...

Os fundos são financeira e desportivamente lesivos para os clubes?

Sim.

Ou o que prejudica seriamente as finanças das entidades são os actos de gestão irresponsáveis e os dirigentes incompetentes que os comandam?

Foram contínuos actos de gestão irresponsáveis que levaram hoje à dependência que os clubes têm dos fundos.

Os fundos podem ser bons parceiros na divisão de risco de investimento, mas como eu nunca vi um fundo a fazer formação, nem sei quem é que estabelece o valor pelo qual os direitos dos jogadores é transaccionado com os fundos... Não acredito neste mercado.

Há uma perversão neste negócio, conforme estamos a ver agora pelo exemplo do Sporting (deve ser o clube mais transparente o mundo) os fundos ou investidores particulares não podem deter direitos de jogadores, logo no acto de inscrição o "valor transaccionado" é inscrito por inteiro, quando na realidade apenas uma percentagem foi comprada pela entidade desportiva (clube).

Não seria mais lógico apenas os clubes poderem constituir fundos, onde registam o valor que lhes der na real gana, e os investidores comprarem percentagens se virem rentabilidade no negócio e não o contrário?

Claro que ainda deve existir quem acredite que Roberto custou, ao Benfica, 8 milhões e que foi vendido, pelo Benfica, pela mesma verba...

É uma pena que as denúncias anónimas só tenham funcionado para uma transacção de direitos desportivos nos últimos anos.

Pedro disse...

E de repente o negócio Ola John faz algum sentido. Uma das grandes discussões no mercado era o pq do SLB ter gasto tanto dinheiro em dois alas quando já tinha bastantes opções. Afinal o SLB só gastou muito dinheiro em Sálvio que é qualidade mais que garantida e em Ola John efectuou um investimento reduzido.

Este tipo de negócio para mim só tem um grande inconveniente: o SLB ser "obrigado" a pôr o jogador a jogar. Como isso não tem acontecido parece-me q estamos salvaguardados nessa questão.

Se o SLB podia e devia canalizar os tais 1.5 milhões para outras prioridades? Claro que sim. Mas é outra discussão.

Pedro Almeida disse...

Penso que será algo do género:
-Benfica comprou 100% aos holandeses por 9 milhões.
- Mais tarde vendeu 80% ao fundo por ??? Ou pelo mesmo preço ou por uma ligeira valorização.
- Haverá um acordo preferencial para a recompra dos 80% acima de uma determinada valorização.
- Se alguém fizer uma proposta pelo jogador acima de uma valor acordado o Benfica é obrigado a vender ou então a cobrir a proposta ao fundo.

Agora o que dá a entender é que tendo vendido logo tamanha percentagem do jogador a um fundo o Benfica não tem grandes esperanças nele ou então precisavam de cash rapidamente (para o Sálvio?).

Miguel disse...

Imaginando que o Ola john sai um jogador do car#$& e é vendido por 40 milhões daqui a 2 anos.
O fundo terá sido bom ou mau para o Benfica?

Imaginando que o Ola John sai um flop de todo o tamanho tipo Balboa. O fundo terá sido bom ou mau para o Benfica?

Na resposta a estas questões (ou alterando os valores para cenários reais), está a resposta sobre a bondade ou não dos fundos.

LMGM disse...

Julgo que o Porto recentemente com o Hulk teve de fazer algo similar, como uma percentagem era detida por um particular teve de a comprar para posteriormente vender ao Zenit.

Também no negócio do Ramirez existiram trocas entre o Benfica e o um particular.

Isto foi o que veio a público, mas o ministério público não recebeu nenhuma queixa anónima.

Filipe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Filipe disse...

Hum, pelos vistos estava enganado, lembrava-me de ter lido algures que o Benfica Star Funds não era um fundo de risco mas li o regulamento na CMVM, e pelo menos esse fundo é de risco.

J. disse...

Pois, o que parece mais que evidente é que um fundo não vai querer investir num jogador para perder dinheiro.
Um clube ainda o pode fazer, pq pode tirar proveito desportivo desse mesmo fundo, agora um fundo?

Por isso faz sentido negócios tipo Elias, pagamos 8,8 milhões mas o fundo compra 50% a 3,75m, ou seja a baixo de preco de custo.
Se o jogador for vendido por mais ou o mesmo, os fundos já saiem a ganhar.
Se o jogador não for valorizado, os fundos perdem mas menos daquilo que perderia o Sporting.

J. disse...

Agora lá está.
Vender 20%/30% a um fundo dá uma maioria ao clube sobre qq mais valia do jogador. Ter apenas 20% ou 30% já faz um clube estar descapitalizado face a esse activo.
E não acredito que haja essas opções de recompre que o pessoal diz.
Eu se fosse parte desse fundo e o Rojo ter uma valorização com a camisola do Sporting, não vendia os 75% que comprei pelo mesmo preço. Vendia mais caro obviamente!!!

Marco Morais disse...

Há Fantasy?

Filipe disse...

O Godinho primeiro diz que as contas estão em dia, depois que existia de facto uma dívida de um milhão a clubes, enfim.

O caso Ola John é outro que tal. Não percebo o porquê de não se ter explicado os contornos da venda a tempo e horas. Tudo se vai saber quando vier o relatório do primeiro trimestre, mas não precisava da servir de desculpa para os jornais venderem papel.

Parece que os presidentes dos clubes fazem de propósito para manter os jornais desportivos com tiragem diária. O PC ainda mal tinha saído do hospital já estava a mandar vir com os árbitros.

J. disse...

E agora ficamos a saber que o Viola não custou nada.

Eu só tenho uma pergunta muito simples a fazer, então se não foi o Sporting a por o dinheiro, de onde é que vêm todos estes milhões de prejuizo?
Se um dos motivos para os 40 de prejuizo era o reforço da equipa de futebol, então não percebo onde é que está contabilizado o dinheiro das parcerias?

LDP disse...

E um 11 contra 11 num pelado ou assim?

kovacevic disse...

Um empréstimo de um banco é lesivo se custa 7% e o negócio não liberta margens para pagar o juro.

E é bom se os lucros compensam o empréstimo.

Com os fundos é a mesma coisa.

Os jogadores não são um custo, caso contrário até podiam ser alugados em outsourcing.

Os jogadores são um investimento e a única fonte de receitas que pode salvar as contas do Sporting.

LMGM disse...

Kovacevic, diria eu, os jogadores são um investimento e a única fonte de receitas que pode salvar as contas dos clubes.

Miguel disse...

com uma nuance caros, jogadores "bons". Porque Pongolles e afins são fonte de prejuízo que enterra de vez os clubes.

ou seja, e back to basics, uma boa gestão desportiva é a chave para um clube de futebol ter sucesso. ;)