quarta-feira, abril 16

Toca a levantar, Benfica.


O Benfica de hoje foi de uma alma enorme e com isso conquistou merecidamente o lugar na Final da Taça de Portugal. Não foi a sorte que deu ao Benfica mais uma hipótese de redenção total. Foi mesmo uma alma enorme, gigante, poderosa. Que Benfica, hoje!

O FCP nunca foi capaz de ser mais forte e esta época ficou no patamar abaixo, claramente. Pareceu-me que há ali muita coisa grave a acontecer, mas nem quero saber o que será.

Proença não resistiu e quis ser o actor principal. A decisão de expulsar Siqueira entende-se, mas depois, com Quaresma, recusou-se a ser coerente (e o extremo parecia mesmo interessado em sair mais cedo). E foi aí que perdeu mais uma hipótese de passar a ser minimamente respeitado pelos benfiquistas. Na segunda parte controlou bem o jogo, apesar de toda aquela confusão e assinalou um penálti claro sobre Sálvio. Os jogadores acabaram por ajudar porque, no meio das picardias, eram mais o que punham água na fervura do que os que não se controlavam. Não percebi a expulão de Jesus nem a do senhor que não sabe/consegue dizer Benfica.

Alma. Como há muito não via. Jesus ganhou. E finalmente, o Benfica também.

Na Final

Fomos melhores.
Mesmo com 10 e com um Proença manhoso na 1ª parte, conseguimos dar a volta a todas as adversidades. Esforço, abnegação e muito querer.
O adversário, aparte o golo, não criou perigo.
O Golo (a maiúsculas é propositado) do André Gomes é qualquer coisa de fantástico.
Este Porto é claramente mais fraco que este Benfica.

Ao intervalo

14 contra 10 na Luz!
O 1º amarelo ao Siqueira é ridículo.
Depois não mantém o critério e o Quaresma ainda está em campo, depois de fazer duas seguidinhas sobre o Enzo, bem iguais à que deu o 1º amarelo ao Siqueira.
O passatempo preferido do querido é expulsar jogadores do Benfica!
Ainda bem que assim fica mais equilibrado. Já não respiravam.
A continuar assim vai ser preciso expulsar mais um.
As coisas não acontecem por acaso.

segunda-feira, abril 14

Rapidinhas...

1 - Perdemos na final da Youth League, mas chegar lá foi histórico. Os "putos" estão de parabéns. É preciso haver sequência daqui a uns anos.
 
2 - Falta uma vitória para o 33º. Já cheira, mas ainda falta...
 
3 - Quarta-feira tem que ser para ganhar. Sem poupanças, traumas ou constrangimentos. Excelente oportunidade para mostrarmos que somos realmente os melhores!
 
4 - Pedro Proença??? Que triste sina...

Já sonhamos com o 33.

1. O Benfica não vacilou e os milhares de adeptos encarnados fizeram a festa, em Aveiro. Em casa emprestada, o Arouca fez o que pôde, especialmente durante a primeira parte: negou-se a jogar futebol, defendeu com 11 atrás da bola e nunca hesitou em usar e abusar das faltas para parar o jogo adversário (e sem amarelos, um luxo!). Cássio também passou os primeiros 45 minutos a simular lesões e a demorar eternidades a cada pontapé de baliza. Que grande equipa é este Arouca e que bom é haver equipas destas no nosso campeonato.

2. O jogo foi em Aveiro e os do costume ficaram muito indignados, mesmo quando os seus próprios clubes também já jogaram na mesma situação. É realmente fantástica a incoerência desta gente, de tão descarada que é. E isto quando tudo acontece dentro da Lei, a mesma Lei que serve todos os clubes. E isto quando o Arouca vai voltar a jogar em Aveiro quando receber o Gil Vicente, numa cabal demonstração da veracidade dos seus argumentos. Mas adiante porque isto é um não-assunto.

3. Foi uma grande festa a que se viveu nas bancadas do estádio de Aveiro. Finalmente vi os benfiquistas crentes na conquista do campeonato, e já sem grandes travões nas euforias. Também não vi comportamentos exagerados mas, no fim, estes três pontos tiraram de cima de muitos ombros a pressão que o Sporting insiste em manter.

4. No jogo, grande destaque para Maxi, numa exibição tremenda. Por vezes parecia que era o único que corria. Gaitán, quando decidiu entrar, fez o que tem feito esta época: desequilíbrios, lances de perigo, magia. Markovic, menos exuberante, mas com excelentes momentos. Sem Luisão e Fejsa, Jardel e Almeida não comprometeram. Entrada morna e alguma precipitação com o passar do tempo. A equipa estava um pouco presa e o Arouca destruía apenas. Muito complicado até que, num lance confuso e com alguma sorte, Rodrigo dá a primeira facada na equipa de Pedro Emanuel. Segunda parte, mais do mesmo, com os da casa a revelarem ser zero ofensivamente. Que tristeza. 11 homens a defender mas com menor intensidade, originou alguns espaços defensivos, muito bem aproveitados pelos comendados de Jesus. Gaitán fez o segundo e só não houve goleada porque Cássio deixou o papel de péssimo actor para assumir o papel principal como melhor em campo, com defesas muito boas.

5. Faltam três pontos e nada está ganho. Mas, se a equipa continuar a revelar a qualidade, rigor e concentração (e foco, já agora) que tem tido, o 33 será mesmo encarnado.

domingo, abril 13

Cruzamento para a Champions

Dois avançados bem diferentes mas que provocaram sorrisos bastantes semelhantes aos, cerca de, 32.000 adeptos que se deslocaram ao Estádio de Alvalade para assistir ao Sporting-Gil Vicente. E não que Fredy Montero tenha regressado aos golos frente à sua última vitima (para o campeonato), mas a inteligência do colombiano no lance que assinalou o resultado final do encontro (2-0, Heldon -90'+2) acende cada vez mais uma interessante discussão sobre os estilos do jogo leonino. Claro que essa, para ser bem explicada, terá que recuar até ao segundo 58, altura em que Islam Slimani madrugou de maneira feliz, ao dar a melhor sequência ao primeiro dos 'milhentos' cruzamentos que a equipa de Leonardo Jardim fez durante toda a primeira metade. Os leões ficam assim cada vez mais perto do objectivo principal da época (uma qualificação directa para a Liga dos Campeões que até pode acontecer já nesta 27.ª jornada, se o FC Porto perder ou empatar em Braga) e esse facto até pode ter pesado no seu desempenho contra um Galo de segunda (metade).


Isto porque depois de um ano sabático sem viagens europeias, o leão começa agora a 'ressacar' novos destinos. Depois de terem apanhado (surpreendentemente, diga-se) o mesmo comboio nacional em que FC Porto e Benfica têm viajado nas últimas épocas, as diversas paragens por Portugal e o constante regresso a Alvalade já não provocam o 'thrill' que as deslocações pelo Velho Continente afora certamente dariam. Um trajecto pela Lusitânia em que as pequenas e médias equipas já não dão o 'fix' necessário para produzir adrenalina (dos 7 pontos que o Sporting levava para o Benfica à entrada desta jornada, 6 foram perdidos contra dragões e águias), algo que um golo madrugador como o de Slimani agravou ainda mais. Um argelino que até pode ter deixado o leão com sono mas que continua a dar razão a Leonardo Jardim, em relação à sua titularidade. Porém o jogo necessário ao seu aproveitamento deixa algumas dúvidas. É que o Sporting, para chegar ao seu goleador, joga em largura e cruza, cruza, cruza...

Não que o cruzamento seja uma arma a rejeitar - e o Sporting até o utiliza bem e perigosamente para os seus adversários -, no entanto tanto 'jogo por fora' dará facilidades aos mais que prováveis adversários na prova rainha do futebol europeu. Claro que, até lá, haverá uma pré-época pela frente e saídas e entradas (que, segundo Bruno de Carvalho, serão cirúrgicas), mas a este leão (e ao futebol português) não lhe convém que o Sporting se deixe levar por um engodo em que Benfica e FC Porto caíram nos últimos anos. Na Europa a falta de competitividade da Liga portuguesa paga-se caro e os resultados demasiado fáceis, como o desta noite (sábado), podem dar noções erradas. E é aqui que se chega à segunda-parte de um jogo onde o Gil Vicente decidiu finalmente fazer alguma coisa com a bola (até sem ela, na primeira metade, foi gritante a falta de intensidade). Uma segunda-parte, dizíamos, onde surpreendentemente o leão deu largos minutos de domínio territorial aos gilistas, acusando a falta de jogo interior mencionada acima (e em todas as crónicas desta época em relação a jogos do Sporting).

Carlos Mané não apareceu (porque não é solicitado) e o seu substituto (André Martins, 60') teve igual sorte à de toda a sua época. E para complicar ainda mais, William Carvalho exibiu-se a um nível medíocre (para a sua enorme qualidade) sendo que Adrien decidiu seguir-lhe o exemplo, recuando em demasia para a proximidade do patrão do 'miolo' leonino. Claro que tudo isto teve um fim com a entrada de um jogador a quem se pedem golos, mas que dá à equipa bem mais que isso. Inteligência bem podia ser o nome do meio de Fredy Montero, ele que alia astutos movimentos interiores a uma tomada de decisão excepcional. O colombiano oleou assim a máquina permitindo a Heldon estrear-se a marcar de leão ao peito (10.º golo esta época). Um 2-0 que, com tudo isto, lança uma discussão que será assente em várias dualidades: Golo ou assistência? Jogo interior ou jogo externo? cruzamento ou assistência para diagonal do extremo? Tem a palavra Leonardo Jardim, numa resposta que tem futebol milionário no horizonte.

Sporting-Gil Vicente, 2-0 (Slimani 1' e Heldon 90'+2)

Foto: Lusa

sexta-feira, abril 11

Grita Benfica (mas com moderação!).

Mais uma vitória do Benfica, incontestável, frente a um AZ que, mesmo com alguma qualidade, foi sempre incapaz de ameaçar a soberania encarnada. Tem sido essa, aliás, a grande arma deste Benfica, versão 2014: equipa concentradíssima, altamente rotinada, onde as constantes alterações não retiram a habitual coerência ao futebol praticado, onde todos os jogadores contam e assumem um papel importante.

Para os habituais "maricas" que em cada recital vermelho se limitam a debater se este ou aquele não jogou bem, se este ou aquele não está ao nível geral da equipa um conselho: divirtam-se a ver o Benfica jogar, relaxem e desfrutem das arrancadas do Sálvio, dos golos do Rodrigo, ou da dança entre o samba de Luisão e o tango de Garay. Isto claro, se gostarem de futebol.

É impressionante como 90% dos jogos do Benfica começam sem que haja um benfiquista que duvide da vitória. Parece que é um dado adquirido, o que não deixa de ser curioso. O melhor é que este optimismo todo tem a ver, não com a arrogância que normalmente afecta alguns, mas antes com a atitude da equipa, que parece apostada em jogar à bola, mais do que nunca. Muito bem.

A época está a ser muito boa mas ainda é cedo para balanços. Falta ganhar (ou perder muita coisa) e, para já, apenas estou convencido que seremos campeões. A Taça de Portugal é já para a semana e será um duro teste para a equipa. Em relação à Liga Europa, as coisas estão complicadas, com a presença do actual campeão italiano, a Juventus (um clube que adoro), o Sevilha e o Valência, equipas com um ritmo competitivo bastante elevado. Mas são estes jogos que valem realmente a pena e, ao mesmo tempo, são estes adversários que valorizam ainda mais a nossa caminhada europeia (em comparação com Lyon e Basileia, por exemplo).

Para Domingo, frente ao Arouca, tem de ser para ganhar. É isso que todos os benfiquistas esperam da sua equipa. Por mim, o Sporting que vença o seu jogo e que ajude o Benfica a focar-se contra o Arouca e, depois, contra o FCP. Festejos até às tantas, juntamente com a natural descompressão com a conquista do título, pode não dar bom resultado.

Um ano depois, os benfiquistas voltam a sonhar. Um ano depois daquele pesadelo, os benfiquistas ainda se escondem, naturalmente. A euforia está bastante contida, o que não deixa de ser um contrasenso: o futebol é muito mais bonito com a euforia dos seus adeptos, com as cores dos cachecóis agitados e o barulho das buzinas. Mas é o que temos, por agora.

quinta-feira, abril 10

Liga Europa

A noite começou muito mal para o Benfica, com a grave lesão do Sílvio. A época e o Mundial estão acabados para o jogador.
O Benfica foi qb para este AZ, que pareceu entrar na Luz já resignado. Sempre que imprimiu velocidade o Benfica criou perigo. Foi tranquilo e natural.
Rodrigo e Salvio construíram dois belos golos.
Cardozo está fora de forma e com falta de confiança.
Os holandeses fizeram o 1º remate á baliza do Benfica aos 65 minutos, e se não me engano apenas fizeram mais um remate.
Sem grande desgaste o Benfica passou mais uma fase. venham as meias...
 
O Porto foi cilindrado em Sevilha. O penalti é escabroso mas não explica tudo, provavelmente apenas explica uma parte. Mas, objectivamente, prejudicou o Porto e não se deviam permitir erros destes numa fase tão importante da competição. Depois desse golo o Porto andou à procura de si próprio durante a 1ª parte. Na 2ª parte e com mais um homem as debilidades do plantel portista voltaram a dar de si. Quaresma atenuou com um grande golo.
 
O Basileia não me enganou. Uma equipa que vem de um 3-0 na 1ª mão não pode ser eliminada, a não ser... que seja fraca!
 
Entre Juventus, Valência e Sevilha, venha o diabo e escolha. Se eu pudesse escolher era já a Juve: ou caímos já , ou eles não jogam a final em casa! 

quarta-feira, abril 9

Cardozo, strikes again.

Com os dois golos contra o Rio Ave, Cardozo tornou-se no sétimo jogador da história do Benfica a marcar mais de 10 golos durante sete épocas. Nomes como Eusébio, Torres ou Zé Águas, acompanham o Tacuara neste registo de inegável qualidade. O último a conseguir esta série de golos foi Nené, há 36 anos atrás. Uma chatice.

terça-feira, abril 8

E ninguém percebeu a mensagem de Jesus com a entrada de Jardel.

Benfica a um passo do título mais desejado.

Li agora que morreu um adepto benfiquista, logo após o primeiro golo do jogo, apontado por Rodrigo. Morrer depois de um golo do Benfica, num estádio quase cheio a uma Segunda à noite tem o seu quê de romântico. Ainda para mais, depois de toda aquela poesia de Enzo, que meteu redonda em Sílvio, que deixou de primeira para Gaitán e que, lentamente, colocou o esférico de braços abertos em Rodrigo. Este, isolado, meteu a bola no canto mais longínquo da baliza mas, sabemos todos os benfiquistas, mais perto da glória. A morte do adepto foi a notícia triste numa noite de festa, de futebol pleno, onde o único adversário não teve nome durante 90 minutos. Foi um jogo cheio. Foi um jogo duro, de vitória, de querer, de desejar, de vencer. De uma vez por todas: este Benfica merece ser campeão. Este Benfica merece ser campeão. Porque quer, porque parece que não vê mais nada à frente, porque chamou a si a responsabilidade, e porque esmagou e melhor defesa fora de casa com quatro golos sem resposta. Aliás, a única resposta que teve foi um silêncio respeitador, sem adversário, porque hoje foram 15 adversários, e do campo da Luz, saíram todos derrotados.

segunda-feira, abril 7

Benfica 4 - Rio Ave 0

Desta vez a vitória foi abençoada com a "nota artística".
O Benfica foi superior em todos os capítulos do jogo, do 1º ao último minuto.
O Rio Ave não é uma equipa qualquer, e principalmente fora dos Arcos é uma equipa tremendamente difícil. mas hoje não teve qualquer hipótese.
O Benfica controlou, marcou, dominou e esteve sempre muito à vontade no jogo.
Gaitán foi enorme e espalhou perfume, marcou e deu a marcar.
É difícil encontrar pontos fracos ou defeitos na equipa do Benfica num jogo tão bem conseguido.
Para enfeitar a coisa: casa muito bem composta. Para um dia de semana foi uma excelente moldura humana.
O árbitro esteve um pouco rigoroso demais na exibição dos amarelos, mas manteve o critério ao longo do jogo. Os penaltis não deixam dúvidas.
Faltam duas vitórias para o grande objectivo.

Curtas

- O Sporting continua na senda dos bons resultados. Num campo difícil, perante um adversário em franco crescimento, mais uma vitória clara, por números esclarecedores. William Carvalho cada vez mais imperial, até já se aventura em terrenos mais avançados e, tal como tudo o que faz, o resultado é excelente. Até pareceu fácil a forma como ele arrancou, tabelou com Slimani (muito bem a servir) e finalizou com classe.
Agora só mesmo uma reviravolta de proporções gigantescas pode tirar o Sporting do 2º lugar. Isto numa altura em que ainda se olha com alguma (ainda que pouca) curiosidade para o Benfica-Rio Ave.

- O jogo da Luz, ainda que não seja dos mais fáceis, deverá culminar com a vitória do Benfica, que se pode concentrar totalmente neste jogo, uma vez que tem a eliminatória com o AZ praticamente resolvida.

- O Porto venceu a Académica por 3-1, tendo chegado ao intervalo com uma vantagem de três bolas. Não vi o jogo mas pelo resumo a Académica não terá sido uma pêra doce e criou várias situações de perigo para a baliza de Fabiano, em excelente forma. Um jogo que terá servido também para provar que o Porto é mais forte com a dupla Jackson-Ghilas em campo.

- Convém também realçar o trabalho realizado por outras equipas do campeonato. O já inevitável Estoril, que ainda estará atento ao 3º lugar e a uma possível escorregadela do Porto em Braga, na próxima jornada. Mas também o Vitória de Setúbal, a fazer um campeonato bastante positivo, com um futebol ofensivo e de qualidade. E tem também um leque de jogadores interessantes como Ricardo Horta (dispensado pelo Benfica) e Pedro Tiba, além de João Mário claro, mas esse já é nosso!

- O jornal A Bola até é o desportivo que consegue algumas reportagens muito interessantes sobre futebol, a sua história e particularidades. Mas o que colocou ontem, nas páginas centrais, não lembra ao diabo. A propósito do vício de Jorge Jesus em mascar pastilha elástica, eram duas páginas repletas de informação sobre os prós e os contras da referida arte.

sexta-feira, abril 4

quinta-feira, abril 3

Benfica muito perto das Meias-Finais da Liga Europa.

Mais uma vitória mais ou menos segura (os holandeses mandaram nos primeiros 15 minutos e podiam ter marcado) com uma equipa com algumas alterações e sem grande intensidade. A eliminatória está muito bem encaminhada e Sálvio voltou aos golos.

Amorim saíu lesionado mas Almeida entrou muito bem e é mais do que suficiente. Gosto bastante, aliás, deste jogador, tem personalidade (que demonstrou ter logo no seu primeiro jogo, na Escócia, contra o Celtic).

A equipa está confiante, tem óptimas soluções e Jesus tem nas mãos o sucesso desta equipa. O trabalho deste ano ainda não colheu frutos mas seria preciso fazer muita borrada para perder o campeonato e esta eliminatória.

Na segunda volta creio que o jogo será muito parecido, se for encarado com rigor. Esta prestação do Benfica na LE tem sido meritória (só vitórias fora) e já com um Tottenham despachado.

Continuar a pensar jogo a jogo, porque Segunda-Feira há o jogo mais importante da época, contra o Rio Ave.

O bom, o mau, e o assim-assim.

1. "Ainda no último jogo o árbitro errou para as duas equipas, tal como o treinador do Sporting ou do Guimarães. Se influenciou o resultado? Temos de ter alguma honestidade na altura de olhar para as coisas. No último jogo acho que o árbitro não teve influência".

Leonardo Jardim

Uma lufada de ar fresco, Jardim. Ainda não percebi no que vai resultar a discordância pública com o presidente em matéria de arbitragem mas, parece-me, começa a ser incómodo.

2. "O Conselho de Justiça deu provimento parcial ao recurso por entender que esta infração cometida pelo FC Porto, no atraso do início do jogo com o Marítimo, foi intencional mas não com intenção de causar danos a terceiros".

Record Online

O FCP provocou intencionalmente o atraso mas... esqueçam. Não vale a pena tentar perceber a miséria desta decisão.

3. "José Mourinho recusou-se a responder a uma pergunta em português, feita pelo correspondente de Record em Paris, que pediu ao técnico para analisar a partida na língua de Camões e, ao mesmo tempo, deixar "uma palavra ao público lusófono" presente no Parque dos Príncipes, para o encontro entre Chelsea e Paris SG".

Record Online

Intragável, este nosso José. Vi um pequeno documentário sobre Guardiola e percebo porque fugiu o espanhol do Barcelona.

quarta-feira, abril 2

Champions

O Real tem mais de metade do trabalho feito. O resultado é difícil de virar, e parece que os merengues estão com um pé e meio nas meias finais.
O PSG ganhou também uma vantagem preciosa, embora o golo fora do Chelsea possa vir a ser determinante. Afinal o 3-0 do PSG ao Benfica parece que não foi assim tão escandaloso assim...

Cá no burgo...

1 - Boavista de volta à 1ª Liga. Dá-me vontade de dizer tanta coisa... Em Portugal é uma tristeza, e por aqui me fico. O ramalhete vai-se reconstruindo aos poucos.
 
2 - Castigo de 77 euros ao Quaresma. Ahahahah. A ladaínha já aí vem. Só falta mesmo o texto do Tavares-Telles n'O Jogo. Mais uma nódoa negra no futebol português.
 
3 - O Porto mantém-se na Taça da Liga. Acho que ninguém esperava coisa diferente. Afinal estamos em Portugal. A multa foi elevada para uns exorbitantes 4080 euros. Pineares, como diria o outro.
 
4 - Luís Filipe Vieira castigado 2 meses. É justo, e só lamento que o Benfica tivesse recorrido. Eram 2 mesitos de descanso e riscos menores de baboseiras. Já se ele se tivesse enfurecido e o plantel tivesse que o segurar, aplicavam-lhe, p'raí uns... 77 euros.
 
5 - Golão de Diego Ribas.
 
6 - Espero uma boa exibição amanhã do Benfica frente "ao elo mais fraco" da Liga Europa. Se passarmos quero logo o a superequipa do supercampeonato suíço: o Basileia. A ver se deixam de dizer que só nos calham adversários fracos. Estou em crer que se nos tivesse calhado a Juventus algum defeito se havia de arranjar...
 
7 - Para o Benfica o importante tem que continuar a ser o campeonato. A prioridade é essa. 

Curtas.

1. O Benfica vai jogar com o Arouca no Estádio de Aveiro. Uma decisão que não compreendo, e que vai relançar o debate nacional (outros já o fizeram mas sem debates) e dar origem a "gates" (só não escrevo Aroucagate por motivos óbvios). Tinha muito mais piada vencer no batatal, digo eu.

2. Elias continua a ser uma pedra no sapato da excelente gestão dos "casos" de Bruno de Carvalho. Ninguém se entende e agora já se fala em coacção (a imaginação não tem limites), fazendo antever uma guerra difícil para ambas as partes.

3. O Boavista volta à primeira divisão, num reconhecimento público pelas trafulhices cometidas e julgadas. Um campeonato com 18 equipas vai ser um fartote. E a Olivedesportos agora vai ter de dar mais dinheiro aos clubes. O campeonato português do próximo ano ainda não começou e já mete nojo. Parabéns a todos os envolvidos.

4. Na Liga dos Campeões, boa réplica do Atlético em Barcelona. Iniesta fez uma exibição assombrosa, mas não foi suficiente. Segunda mão em grande. No outro jogo, empate seguro do Bayern, em Manchester. Os alemães vão seguir em frente, com maior ou menor dificuldade. Hoje há Dortmund-Madrid e Chelsea-PSG, dois encontros que prometem.

5. O movimento "Basta!" entregou uma petição na Federação, com alguns elementos de cara tapada e com um rebentamento de um petardo. Não era suposto marcarem a diferença? É que assim, são mais do mesmo.

6. Pinto da Costa defende Quaresma (bruxo) e depois do que aconteceu na Madeira, ainda vamos ver castigos aos jogadores da casa, por provocações que jamais serão provadas, em vez de se castigar os actos que as imagens não desmentem. Ah, e segundo o presidente que está de saída "(Quaresma) tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes". De insultos soezes lembro-me assim de repente daquela escuta onde se ouve PdC a chamar "atrasado mental" ao Paulinho. Tudo gente fina, queres ver?

terça-feira, abril 1

Benfica na Europa.

É a dos pequeninos, como é óbvio, mas a presença de uma Juventus faz sonhar os benfiquistas com uma Final como deve ser, à imagem da do ano passado.

Para já, contudo, vem aí o AZ que, apesar de ser bastante acessível, é uma equipa rápida e de futebol atacante. Isto não seria muito preocupante se não fosse a "estratégia" que o Benfica tem adoptado: a do adormecimento. É que, até ver, os adversários não têm adormecido, ao contrário dos jogadores  adeptos encarnados.

Vai o Benfica querer resolver a eliminatória (ou tentar, pelo menos) já na Quinta-Feira? Parece-me que é a melhor solução.

E parece-me que Jesus deverá continuar a apostar em jogadores que têm sdo menos utilizados e que têm dado boa resposta nesta competição.

Apostava em Oblak; Sílvio e Maxi (Almeida), Luisão e Garay; Amorim (Fejsa) e Enzo; Marko e Sulejmani; Rodrigo e Cardozo. Prontos para entrar ficam Sálvio, Gomes, Gaitán, Djuricic ou Lima, por exemplo.

Na Segunda-Feira há mais um jogo para a Liga e é bom recordarmos o jogo contra o Estoril do ano passado. O Rio Ave é, neste momento, mais equipa do que o Braga foi e vai jogar sem pressão, e com a ambição de poder estragar as contas ao líder do campeonato.

segunda-feira, março 31

Até onde vão os três do costume?

1. Benfica
Campeonato: ainda é cedo, até pelo passado recente, mas a verdade é que o título está cada vez mais perto. Quem acredita, sinceramente, que os encarnados vão deixar voar o título?

Taça de Portugal: depois da derrota com o FCP, a segunda mão será dramática. O FCP vai tentar salvar a época internamente mas um golo é perfeitamente recuperável, apesar de ser um resultado difícil.

Liga Europa: frente ao AZ, que muitos se apressaram a classificar como a "equipa mais fácil" (no ano passado era o Leverkusen, o Bordéus, os turcos), o Benfica tem de mostrar toda a sua força, pois o futebol holandês é bastante atacante e aquela coisa de ficar na expectativa poderá trazer dissabores indesejados. As esperanças mínimas são voltar a chegar às meias-finais.

2. Sporting
Campeonato: o segundo lugar já não deve fugir, até porque o Sporting não perde pontos e continua a fazer uma bela prova. A conquista do acesso directo à LC é um justo prémio? Parece-me que sim, indiscutivelmente. Mas ainda há sportinguistas que acreditam no primeiro lugar?

3. FCP
Campeonato: ainda na luta pelo segundo lugar, claro. Não acredito que lá cheguem (até porque acho o Sporting competente o suficiente) mas ali nunca se atira a toalha ao chão (e quem não se lembra do que aconteceu naquela última jornada em 2005, frente ao Nacional da Madeira...?).

Taça de Portugal: na Luz será uma equipa muito difícil de bater e duvido muito que não marque um golo. Mantém um ascendente e normalmente isso tem bastado.

Liga Europa: aposto que aqui o FCP vai meter todas as fichas. Uma vitória europeia (mesmo que de segunda linha), faria esquecer (talvez não por completo) uma época muito fraca internamente, com o tri-equívoco Fonseca-Licá-Josué.

Curtas.

1. Em Braga, o Benfica deu um passo de gigante rumo ao 33º título. Apesar da fraca exibição, apesar dos nervos, a equipa cumpriu o objectivo e somou a oitava vitória consecutiva, numa série em que sofreu apenas dois golos.

2. Os benfiquistas só querem festejar a vitória no campeonato e, por isso, não interessa muito se a estratégia é boa, ou se podia ser melhor. Vencemos, bem, sem ajudas do árbitro e, depois de termos feito uma exibição contudente na jornada anterior, desta vez tal não foi possível.

3. E Alvalade o Sporting voltou a vencer pela diferença mínima (já perdi a conta às vitórias por 1-0 ou 2-1) mas isso não retira o valor da vitória contra um Guimarães que voltou a causar problemas como já tinha causado na Luz e no Dragão. A Liga dos Campeões quase garantida é um justo prémio para a classe de William Carvalho, a fidelidade de Patrício e a competência de Jardim.

4. Na Madeira, sexta derrota do FCP, merecida, diga-se. Um FCP incapaz de responder como no último jogo, e de cabeça perdida após uma actuação muito fraca. Quaresma ainda enganou Capela, mas felizmente falhou o penálti. O lance de Jackson é bem anulado pois o colombiano faz falta nas costas do madeirense. Felizmente para os portistas, o Estoril perdeu com um surpreendente Rio Ave.

Ficamos todos à espera de um castigo pesado a Quaresma. Já pela segunda vez tenta agredir adversários (a tentativa de agressão é punida por Lei) e nada lhe acontece. É um jogador muito fraco de cabeça e espero sinceramente que Paulo Bento não o leve à Selecção, assim como o Fernando, ou o Josué (rir).

sábado, março 29

Bruno de Carvalho sem papas na língua.

O homem diz tudo aquilo que o comum adepto também diz. Sem medos, a chamar os bois pelos nomes e sem hipocrisia: o sucesso desportivo do FCP é uma fraude sustentada na corrupção e, enquanto a justiça não penalizar os responsáveis, nunca conseguirá ter o respeito dos adversários.

E reparem na expressão corporal do "jornalista", incapaz de controlar o desconforto que as palavras do presidente leonino lhe causavam, ao mesmo tempo que ia endurecendo o tom das perguntas, recorrendo ao sarcasmo e à ironia (que na posição de um jornalista é totalmente inadmissível).

Bruno de Carvalho é o rosto mais corajoso que já vi no desafio ao sistema.

sexta-feira, março 28

No Domingo, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo do Benfica: a saga.

No Domingo, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo do Benfica.

E estes são os factos.









O meu prognóstico: Braga 0 BenficaMarkovic, Lima, Rodrigo, Gaitán, todos na primeira parte.

Avassalador.

















Dois lances claros para vermelho directo. O FCP foi avassalador, especialmente nas agressões sem castigo.

Havia de ser com o Sporting e hoje todos teríamos assistido a uma entrevista ainda mais mordaz e sem papas na língua de Bruno de Carvalho. Assim, temos que nos contentar com o silêncio de Luis Filipe Vieira que provavelmente está a fazer contas ao dinheiro que ganhou com a venda de acções do Benfica e, po isso, não tem tempo para defender o Clube do qual é presimente.

quinta-feira, março 27

Benfica.

1. Uma derrota por 1-0, numa eliminatória a duas mãos, em casa do adversário que mais vezes nos venceu nos últimos 30 anos, pode ser um resultado aceitável. Para além do mais, o Benfica entrou em campo claramente em poupança, sem os titulares Oblak, Siqueira, Enzo, Markovic, Gaitán e Lima. Como se não bastasse, Sálvio e Cardozo estão ainda num momento de forma muito delicado.

Tivémos que contar, também, com uma estranha mas habitual força extra dos jogadores do FCP que viram, e bem, neste jogo, uma oportunidade de recuperarem algum ânimo para o que falta da época (LE, TP e segundo lugar no campeonato).

O mais importante foi, no entanto, conseguido por acaso: levar a decisão para a Luz, quando o campeonato pode já estar decidido.

2. Pior do que perder, foi ter perdido com um FCP muito inferior. Foi ter demonstrado pouco futebol e ter perdido a oportunidade de dar uma machadada no orgulho portista. Não se trata de fazer do Dragão o salão de festas, trata-se, apenas, de vincar uma superioridade que, se calhar, não é assim tão grande.

3. Os benfiquistas têm de perceber uma coisa: com Jesus, nunca se sabe. Em 5 anos apenas por duas vezes nos mostrámos sem medo (na primeira época, e esta época, nos jogos da primeira volta) e com os resultados que sabemos. De resto, têm sido humilhações atrás e humilhações. Normal. Jesus é isto, sempre foi e sempre será.

4. Uma equipa não pode, contudo, ganhar sempre. O futebol é isso mesmo e perder um jogo pode, muitas vezes, ser um factor positivo para o futuro de uma equipa. Certamente que os jogadores não quiseram perder. Certamente que tudo irão fazer para vencer o que falta (e falta tanta coisa!).

5. Para o Benfica, está tudo em aberto e em Braga vamos ver o que a equipa poderá render. Só a vitória interessa e só a vitória está no pensamento de todos. Acredito que vamos trazer os três pontos da Pedreira.

6. Ontem foi dia dos mortos saírem das urnas, sacudirem o pó e destilarem veneno. Foi o Ribeiro Cristóvão, foi o Rita, foi o costume. É o Cardozo que é "finito", é o Benfica que "treme", é o FCP que afinal é uma equipa "assombrosa", cheia de valor e capaz. Ou seja, as facas afiam-se e os benfiquistas devem estar atentos, já que os dirigentes do clube nada fazem ou vão fazer para proteger o grupo de trabalho.

7. Ver o nosso treinador aos abraços a Pinto da Costa mete-me nojo. Muito nojo. Depois de ter assumido as dores do "cadeira de sonho", o treinador do Benfica mostra pela enésima vez o respeito que tem pelo Clube e pelos adeptos: nenhum.

Pode ganhar tudo, pode ser o maior e mais melhor bom do universo, pode ser único no talento, mas eu, como benfiquista, tenho vergonha de o ter como treinador.

E LFV vai continuar desaparecido, vai continuar a deixar tudo e todos expostos aos ataques do exterior. Afinal de contas, o Benfica não é a sua prioridade.

quarta-feira, março 26

FCP em vantagem.

Jogo estranho, muito mal jogadinho mas, pelo menos, com entrega de todos os jogadores. O FCP entrou forte e chegou à vantagem por Jackson (todo roto mas letal). Continuou a dar mais azul mas o Benfica reagiu e equilibrou o jogo. Até ao intervalo, pouco ou nada aconteceu de relevante (a entrada de Fernando era para vermelho mas o árbitro assim não o entendeu).

Segunda parte com um bocadinho mais de Benfica, mas muita confusão de parte a parte na altura de construir jogo.

Oportunidades repartidas, segundo amarelo a Fernando por mostrar (incrível como chegou ao fim do jogo) e uma segunda mão que promete.

O Benfica entrou sem Gaitán, Lima, Enzo e Markovic. Como seria o FCP sem Fernando, Quaresma e Jackson?

No fim fica uma derrota escusada, frente a um FCP sem jogo (com entrega, apenas) e mais uma oportumidade de mostrar superioridade (que é evidente).

Dia 16, Luz cheia e uma Final para conquistar. Agora é recuperar para Braga e fugir aos críticos encomendados que tudo vão pôr em causa até Domingo, criando fantasmas onde eles não existem.

Marco Ferreira esteve muito bem. Controlou bem o jogo, os jogadores e falhou muito pouco. Boa arbitragem.

Adenda: estar a ouvir o Ribeiro Cristóvão a falar em FCP "avassalador", "novo" e "completamente diferente" é só o início do que aí vem. Deve ser fodido vender a coluna a troco de um clube de futebol.

Hoje há bola.

Não parece, mas há. E logo um FCP-Benfica. Direi que não tem aquela carga emocional do costume (comparando por exemplo com a última ida dos encarnados ao Dragão) mas não deixa de ser um clássico.

E o que se joga hoje, afinal? Mais do que uma Meia-Final da Taça de Portugal. De um lado, o FCP vai querer (como sempre) vergar o Benfica, aproveitando dessa forma para recuperar algum do ânimo perdido ao longo da época e, ao mesmo tempo, para pressionar o adversário para os difíceis jogos que aí vêm (Braga, no Domingo, é o primeiro).

Do outro lado, o clube de Lisboa tem a oportunidade de mostrar que é, de facto, a melhor equipa portuguesa da actualidade e que quer encostar ainda mais às cordas um adversário que muito dificilmente acabará "morto" se vencer a competição em disputa.

Por tudo isto, penso que Jesus deve apostar num "onze" forte e não de recurso. As alterações deverão ser pontuais e é importante que homens como Garay, Fejsa, Enzo, Lima, Markovic, Gaitán, Rodrigo sejam titulares.

Alinhar com uma equipa secundária não é a melhor opção porque do outro lao vai estar uma equipa que quer vencer a todo o custo.

O ideal seria fazer alinhar ao mesmo tempo jogadores como Cardozo, Sálvio, Sulejmani ou Djuricic mas, penso, será demasiado arriscado.

Pensar já no jogo de Braga não faz muito sentido porque há dias suficientes para descansar (e o Braga também joga hoje) e os jogadores têm de estar preparados para fazer dois jogos numa semana (a rotatividade feita até agora tem evitado sobrecargas nos jogadores mais importantes).

Hoje, no Dragão, é para vencer, jogue quem jogar. Contudo, é apenas a primeira mão da eliminatória, pelo que a equipa deverá jogar com isso em mente, também.

terça-feira, março 25

"Querido, adulterei o resultado do jogo".

Hoje à noite a SIC passa uma reportagem com Pedro Proença, árbitro que foi acompanhado pelas câmaras e microfones da estação de Carnaxide nos treinos, jogos e afins. Diz que humaniza a figura do árbitro. A ver.

sexta-feira, março 21

Sorteio Liga Europa

O sorteio de hoje deverá permitir que, em princípio, as quatro melhores equipas em competição marquem presença nas meias finais. Benfica, Juventus e Valência são claramente favoritos nas respectivas eliminatórias. E o Porto, depois de eliminar o Nápoles, tem tudo para eliminar o Sevilha, ainda que os espanhóis representem, neste momento, um obstáculo mais complicado que AZ, Basileia ou o actual Lyon.

quarta-feira, março 19

Boa disposição

Apesar de tudo o que o envolve, o futebol ainda proporciona momentos agradáveis, que fazem sorrir. A gargalhada sai com naturalidade. Estou a falar obviamente do comunicado do Porto. Gosto especialmente desta frase:"...configuram uma intolerável violência moral com a intenção de constranger os agentes desportivos".
Será mesmo o fim?

terça-feira, março 18

O futuro imediato do Benfica.

Estando o Benfica em todas as frentes, os próximos tempos vão ser bem recheados de jogos e a gestão do plantel terá de ser exemplarmente bem feita para que continuemos, todos os benfiquistas, a sonhar com vitórias.

O plantel dá garantias e Jesus, até ver, tem cumprido com o prometido: os melhores para o campeonato. Se na Liga Europa a rotação tem sido bem feita, na minha opinião, dando lugar a jogadores que têm muito para mostrar, a verdade é que vêm aí dois jogos para a Taça de Portugal contra o FCP que serão, digo eu, mais importantes do que os Tottenham's desta vida. Como vai fazer Jesus? Jogam os melhores no Dragão? Uma mistura?

Esta Quinta-Feira os que entrarem terão uma excelente oportunidade para mostrar serviço: a eliminatória está quase resolvida, a pressão está do lado dos ingleses (toda) e todos sabem o que têm de fazer para ultrapassar com mérito mais este obstáculo.

Jesus vai estar novamente em foco. Lamentavelmente, não apenas pelo que faz dentro do campo, mas fora dele. Já tudo se disse, já tudo foi dissecado. Enquanto não perceber qual deve ser o seu papel, continuará a cometer erros e a ser tratado com desdém.

Se fosse treinador do FCP ou até mesmo do Sporting, Jesus poderia cultivar uma outra imagem: talvez a de estratega, de brilhante mind-gamer, ou até a de filósofo. Como está no Benfica, é o basófias, o ordinário e o ignorante. E sempre que dá o flanco, é naturalmente trucidado.

Lembro-me de quando Jesualdo esteva no Benfica. Era frequentemente apelidado pelos adversários de bêbedo e incompetente. Passaram uns anos e virou Professor. Uma cena douta, mesmo. Distinta. Até ganhou campeonatos (os únicos que alguma vez irá ganhar). Mais uns anos e voltou ao seu país para ser um respeitado gestor de formação, um especialista em cruzar os egos dos mais experientes com as imaturidades dos mais novos. E com um sucesso do caralho, acrescente-se. Talvez um dia, se voltar ao Benfica, volte a ser um fraco líder e um bebedolas.

Jesus deveria perceber isto. Alguém da estrutura (rir) benfiquista deveria explicar-lhe isto. O Benfica precisa de tranquilidade interna e tudo o que for dado numa bandeja aos adversários será aproveitado até ao limite.

segunda-feira, março 17

A Mota era uma Zundapp e a encomenda não chegou ao seu destino.

O jogo 
Depois de uma entrada algo desconcentrada, e do golo sofrido, o Benfica acelerou para uma primeira parte de bom nível. Marcou três belos golos, podia ter marcado mais dois. Na segunda, e contra o vento que prejudicou as duas equipas, os encarnados quiseram controlar um jogo que, na minha opinião, dificilmente podia ser controlado, dadas as condições atmosféricas.

Um lance fortuito ditou um golo do emprestado Djanini já na parte final do jogo e o Benfica tremeu, a começar pela baliza, onde Oblak continua sem me convencer, por muito que me esforce. Felizmente havia mais um coelho saído da cartola de Garay, que fixou o resultado final num mais do que justo 4-2.

Os comentadores
Retive duas pérolas fantásticas. A primeira: "Para mim é penálti". Para mim, és uma cavalgadura, pronto. A segunda: "Não expulsou o madeirense para não estragar o jogo". O conceito de estragar o jogo para o gajo é não cumprir as regras. Brilhante!

O Mota
Infeliz, muito infeliz, mas aposto que aquele penálti fazia parte de um plano qualquer para beneficiar o Benfica. Aliás, com a não expulsão do madeirense, mais convencido fiquei que o senhor Mota estava ali para beneficiar os encarnados. Felizmente eu estava avisado que o Mota estava "alinhado" para nos beneficiar, como alguém fez questão de dizer na anterior caixa de comentários. Imagino se não estivesse.

Imagino também que este seja mais um jogo que não entre para as famosas contas do presidente do Sporting. Afinal, o Benfica ganhou, apesar de ter sido mais uma vez bastante prejudicado.

O futebol
O Benfica joga bem e com Gaitán e Markovic apresenta momentos muito bons mesmo. Lima está a crescer, e Rodrigo é sempre um seta apontada à baliza. O meio-campo esteve bem, com Enzo e Amorim que, para mim, fez um jogo discreto, apesar de tudo. A defesa tem Siqueira e nunca sabemos o que dali poderá sair. Expulsão por amarelos? Passe para a bancada? É uma alegria. Maxi não tem pernas e como nunca foi muito inteligente, acabou por fazer algumas faltas absurdas. Os centrais estiveram bem, com Garay a fazer de Luisão na hora de meter a bola lá dentro.

O que fica
Um jogo complicadíssimo que foi ultrapassado. A equipa foi rigorosa e Jesus meteu os melhores do momento, indicando que, desta vez, a prioridade está bem definida. Sete pontos para o Sporting que continuará a alimentar o sonho pelo qual muito tem feito desde a primeira jornada.

Muita cabeça no festival de William

Ponto prévio: não gosto de ganhar com golos que tenham origem em situações irregulares, como foi o caso de ontem. Mas, como foi contra o Porto, podem descontar na conta dos 30 anos.

O golo: foi uma jogada extraordinária, pelo passe de William para André Martins, pelo cruzamento perfeito deste, terminando na cabeçada, como mandam as regras, do inevitável Slimani. Pena o tal fora-de-jogo a ensombrar um golo deste nível.

Quanto ao jogo, o Porto foi mais perigoso na 1ª parte, o que não significa que tenha jogado mais que o Sporting. Quaresma é que estava a desequilibrar e a expor Cédric ao ridículo.

Na 2ª parte o Sporting mandou, marcou um golo, falhou alguns e acabou por apanhar um susto valente quando Jackson ultrapassou Patrício mas viu Eric operar um pequeno milagre que impediu o empate.

Individualmente, William Carvalho foi o melhor em campo. E até uma pessoa que estivesse a ver futebol pela primeira vez seria capaz de apontá-lo como a figura da partida. É incrível a classe e tranquilidade de William naquele meio-campo. É muito difícil encontrar-lhe um defeito.

É também relevante a eficácia e o trabalho de Slimani. Muita gente questionava a sua qualidade mas aí está ele, jogo após jogo, a demonstrar a sua qualidade de matador. Excelente contratação.

quinta-feira, março 13

Obrigado!

Benfica na Liga Europa.

Hoje joga-se muito mais do que uma eliminatória numa competição europeia. O Benfica é um dos candidatos à vitória final mas, esta ápoca, existem mais concorrentes do mesmo nível, ou superior.

O discurso de Jesus é pouco tranquillizador, ao contrário do que possa parecer. Diz o mister: "A LE dá mais prestígio mas os adeptos preferem ganhar o campeonato".

Esta frase diz muito sobre Jesus e, sobretudo, sobre a estrutura do Clube. A Liga Europa é a SEGUNDA DIVISÃO. O prestígio que dá é relativo por isso mesmo. Os adeptos preferem vencer o campeonato porque, primeiro, estão fartos de o perder, segundo, porque sabem, ao contrário de quem manda no clube, que é fundamental para a consolidação interna - que é o primeiro passo para se ser mais forte na Europa.

E que Europa é essa? É, obviamente, a Europa dos grandes, a grande Liga dos Campeões, onde o Benfica fez três tristes figuras, em quatro participações. É esta a Europa que dá prestígio.

O que falta do campeonato é ainda muito e, todos os benfiquistas se recusam a festejar seja o que for, depois do desastre do ano passado. E o problema é este: irá Jesus abdicar mesmo da Liga Europa para se concentrar mais no campeonato? Duvido.

Contudo, acredito que o faça com alguma moderação. Jesus sabe da importância que a próxima jornada tem e esta primeira eliminatória contra o Tottenham terá de o demonstrar quando fizer a constituição da equipa.

Assim, o Benfica deverá jogar com:

Artur;
Luisão e Garay;
Sílvio e Siqueira;
Amorim e Fejsa;
Cavaleiro e Sulejmani;
Djuricic;
Cardozo

O jogo será muito complicado porque o Tottenham está com o orgulho ferido. Vai ser preciso correr muito...

terça-feira, março 11

Curtas.

1. O Benfica fez um jogo sério contra o Estoril e até alcançar a vantagem de dois golos mandou no jogo. Depois, foi o Estoril a dominar a bola mas sempre sem criar perigo. Os encarnados passaram o jogo a controlar o adversário e a tentar chegar ao terceiro em contra-ataque. A arbitragem foi o costume, muito fraca.

2. Na Quinta-Feira há jogo europeu e o Tottenham vai ser complicado. Levaram quatro do Chelsea e vão querer mostrar serviço. Contudo, acredito que mesmo com uma equipa secundária, o Benfica pode trazer um bom resultado de Inglaterra. Para já apostava no seguinte onze: Artur, Sílvio e Maxi, Luisão e Garay, Fejsa e Amorim, Cavaleiro e Sulejmani, Djuricic, Rodrigo. Do banco podem sempre saltar Sálvio, Gomes, Markovic, Cardozo, Lima, Gaitán, Enzo.

3. Bruno de Carvalho enganou-se nas contas. Sete pontos não colocariam o Sporting na liderança. E convém contar com os pontos de benefício e ter em conta o menos e o mais do rival que segue isolado. Não sei qual seria o resultado mas, de qualquer forma, podíamos levar um bocadinho mais a sério a intervenção do presidente do Sporting. Assim, foi só conversa para entreter, sem qualquer espécie de valor. Como é que se diz? Populismo barato.

4. Ronaldo continua a marcar pontos dentro e fora do campo. Uma verdadeira estrela.

domingo, março 9

O que foi aquilo no Bonfim?

Seguramente uma das mais ridículas arbitragens de que me lembro. E atenção que já vi muita coisa...

Barcelona desiste... de si próprio

A febre de estatísticas que irá assolar o rescaldo do Valladolid-Barça poderá ser resumida com um 'bitaite': nunca o Barcelona errou tantos passes. Uma assumpção obviamente exagerada que, no entanto, é premeditadamente utilizada para se dar noção de que no José Zorrilla 'aquele' Barcelona que todos conhecem simplesmente não apareceu. E por mais que se arranjem as habituais desculpas externas para uma derrota que poderá deixar, à 27.ª jornada (11 jornadas para o fim), os catalães a quatro pontos do Real Madrid, as causas terão que ser encontradas internamente. Isto porque o modelo que ganhou a hegemonia do futebol europeu, e mundial, não se revê na falta de controlo do jogo que a equipa de 'Tata' Martino revelou nos primeiros 30 minutos em Valladolid. 


Já por aqui se disse e, desta feita, se voltará a dizer. Ainda está para nascer um texto sobre qualquer Barcelona que não tenha Pep Guardiola envolvido. Assim como ainda está para nascer alguma entrevista feita a jogadores do Barcelona em que não haja, pelo menos uma, resposta com a sombra do Pep Team. Diz Xavi, por exemplo, que ''não vale a pena comparar (as duas equipas - a de Pep e a de 'Tata'), porque se ficaria sempre a perder''. Mas, se assim é (e é, de facto!), resta tentar perceber o que fazia com que os tempos áureos do Pep Team fossem tão avassaladores? A resposta irá ser vendida em qualquer revista, jornal, site ou até blog sobre futebol, mas por aqui a ideia será sempre caracterizada com a palavra 'transcendência'. Essa, criou sempre soluções para que 'desastres' como o deste sábado não assolassem um futebol que encantou o Mundo.

Para se ter noção, as saídas de bola 'desse' Barça raramente eram iguais. Assim como as movimentações do meio-campo, do avançado (ou falso avançado) e dos extremos, também eram sujeitas, jogo a jogo, a rectificações. Isto porque um sistema fechado - sem evolução, sem transcendência, sem ideia nova - não tem outro caminho senão o eclipse. Demore o que demorar, sem ideias superiores, qualquer plano acabará por cair. E sublinhe-se superiores, porque 'Tata' Martino até tem ideias... diferentes. Resta dizer que a nova saída de bola de 'Tata' é... chutar para frente. Assim como a procura dos laterais pelos avançados é também feita, várias vezes, a chutão. Ou seja, o que fez do Barcelona um conceito, está lentamente a desaparecer desde a saída do seu mentor. Já com Tito se havia perdido o controle inequívoco das partidas (ou pelo menos a real tentativa dele), para com Gerardo Martino se estar a assistir ao abandono de ideias superiores em detrimento da banalidade.

E não falamos sequer de jogo-directo ou de verticalidade, mas sim de despejos sem intenção. Se pressionado este Barcelona desiste do que o fez grande. Sim, como Piqué disse, também em entrevista', ''não faz mal chutar para a frente, se assim tiver que ser''. E quando não tem que ser, Gerard? É que o Barcelona escolhe agora a 'porta larga' para sair dos apertos. E com isso, tal como na primeira meia-hora desta partida, passa o tempo com tonturas defensivas à procura de uma bola que é jogada no seu meio-campo por equipas para as quais um triunfo contra o todo-poderoso sabe pela vida. Por isso, 'Vírus Fifa', relvados irregulares e adversários corajosos (desta vez nem houve rotações no 'onze'), só deviam fazer o Barcelona transcender-se, bater o pé e controlar, mais ainda, o jogo. Ao invés, com a bola a passar por cima, e ao lado, dos 'pequenitos', o Barça sujeita-se a perder jogos com golos de raiva como o de Fausto Rossi. O tal que deixa o Barcelona em terceiro, atrás do 'Atleti' e do Real Madrid, mas, pior, à procura da salvação. Que é como quem diz 'à procura de si próprio'.

Valladolid-Barcelona, 1-0 (Fausto Rossi 17')

Foto: Dennis Doyle/Getty Images

quarta-feira, março 5

Luís Castro, está apresentado.

Paulo Fonseca out.

Era o cenário mais provável e nem o facto de ser dia de aniversário do ex-treinador do FCP adiou o despedimento.

Fonseca vai e como alguns outros, não saberá muito bem o que fazer à sua carreira. Voltar a um Paços? Duvido. Contudo, as suas qualidades sofreram um rude golpe e esta aventura no FCP foi um autêntico pesadelo.

Obviamente que PF não deixa saudades aos adeptos portistas. A equipa nunca produziu de forma constante e não se vislumbraram grandes ideias no futebol praticado. Para além disso, e várias derrotas depois, a equipa surge humilhada num terceiro lugar, a nove pontos do líder Benfica e a quatro da surpresa Sporting.

Ou seja, na parte que dependia mais de PF, as coisas não correrem, efectivamente, bem. Contudo, existem vários factores que minaram o trabalho do ex-treinador do FCP.

O plantel foi reforçado com Josué e Licá, dois jogadores apenas medianos, e mais alguns de valor duvidoso. Fernando está sem vontade, Lucho foi para as arábias e o regresso de Quaresma, aposto, dividiu ainda mais o grupo.

Podemos falar ainda do dinheiro que falta. Os ordenados em atraso parecem ser uma realidade e assim, pouco há a fazer.

Não faço ideia qual o caminho que irá ser seguido pelo FCP. Alguns desdenham e afirmam que está quase morto, para outros está já enterrado, até. Mas é inevitáve que se fale, pelo menos, do fim de um ciclo. Não que eu acredite muito nisso porque, com os dirigentes que estão no meu clube, não bastará o FCP ficar mais fraco para voltarmos a ser o melhor clube de Portugal.

segunda-feira, março 3

Nico Gaitán and the Bad Seeds


Numa altura em que se enchem as redes sociais, e a blogosfera, de discussões à Lei do fora-de-jogo, parece mais pertinente referir que o líder Benfica tem boas e más 'sementes'. Se as boas serão sempre as da continuidade (a aposta em Jorge Jesus e no núcleo de jogadores da época passada têm dado garantia de regularidade), as más assentarão numa excessiva tentativa de controle de jogo sem bola. Contra o Belenenses foi notória a qualidade encarnada na gestão da 'posse' (algo que JJ finalmente conseguiu incutir nesta época), mas também uma tentação evidente em querer gerir o jogo sem o esférico. Com o 0-1 conseguido bem cedo (em mais um lance saído do génio de Gaitán), o Benfica foi alternando entre a 'posse' e a marcação zonal até se decidir, já na segunda-parte, por entregar a bola a um Belenenses que chegou a acreditar mas que acabaria por ser traído por Fredy.
 

Mas para se explicar a dualidade bola/sem bola do Benfica 13/14, terá que se regressar até a um início de época bem atribulado para os encarnados. Jesus queria incluir as contratações 'sérvias' no 'onze' e, com elas, uma gestão do jogo menos vertiginosa e mais criteriosa. O tempo, resultados e exibições traíram o técnico que teve de, em Alvalade, se decidir pela lógica da continuidade. Uma ideia que deu tempo a Jorge Jesus para ir lançando Markovic na equipa-tipo que chegou à final da Europa League em 2013 e fazer dele a pedra basilar que é hoje o prodígio sérvio na equipa. Mas para a história chegar até esta 21.ª jornada, e ao Belenenses-Benfica deste domingo, a mesma terá que contar o período atribulado que a defesa benfiquista passou até chegar a um número bem interessante sem sofrer golos. No início do 'frio invernal' chegou a parecer que qualquer equipa podia marcar de 'qualquer maneira' ao Benfica, mas desde que regressaram os treinos das 'cabeças partidas' (e desde que Jan Oblak agarrou a titularidade) o Benfica parece ter criado outra imagem de marca: a de saber defender, com excelência, sem bola.

E essa faceta até será bem importante, mas não tanto assim para a Liga doméstica. Contra o Belenenses, o Benfica não pode passar tanto tempo a ver jogar como passou desde que Nico Gaitán marcou - aos 7' com um belo chapéu, depois de uma excelente jogada individual. Quando controlou em 'posse', a equipa de JJ mostrou saber fazê-lo sem perder o domínio e o cérebro, daí que seja difícil de perceber o que aconteceu na segunda metade. De facto o Belenenses não assustava, mas a magra vantagem seria até fraca para se aguentar qualquer tipo de susto. Esse, acabaria por acontecer aos 71' quando o árbitro anulou um golo a Caeiro por alegado fora-de-jogo. Um lance que teve o condão de despertar uns azuis do Restelo que até aí tinham respeitado demais o Benfica. Fredy (que entrou aos 46') ia dando mostras de ser o mais inconformado (e perigoso) mas acabou por 'trair' a reacção da sua equipa quando não soube controlar as emoções, acabando por ser expulso depois de ver dois amarelos por protestos relativos à mesma jogada. Uma ingenuidade do extremo, que acabou por cessar um Belenenses que até esse lance dava mostras de poder intranquilizar uma defesa que tem sido de betão desde há várias jornadas a esta parte. Resta saber se a passividade dos adversários terá muito a ver com isso...

Belenenses-Benfica, 0-1 (Gaitán 7')


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domingo, março 2

21ª jornada.

1. Voltar ao Restelo (sei lá, uns 15 anos depois) e ver um Benfica desinspirado, sem futebol, molengão, depois de largar 20 euros para o boi do azul, valeu especialmente pela companhia.

Como de futebol tivemos muito pouco, podemos sempre falar da arbitragem. Lance capital, mal ajuizado, o fora-de-jogo que existe é posicional e só com muita "força" se pode concluir que esse jogador tem influência na jogada. O marcador está bem em jogo e o fiscal só tinha de esperar um pouco para perceber isso.

O resto, penso que tudo foi bem decidido: a expulsão foi óbvia, o amarelo por simulação foi igual ao do Siqueira em Barcelos e a tantos outros (e que toda a gente achou muito bem), e o pedido de expulsão do Fejsa só mesmo na cabeça dos habituais filhos da puta. Lá porque um gajo tem um amarelo, não significa que uma merda de falta seja merecedora do segundo amarelo. E têm estes gajos microfones e câmaras à frente.

Uma vitória pouco conseguida, ainda para mais com a ajuda do árbitro, não é fixe. Contudo, convém lembrar os mais esquecidos que na primeira volta foi a vez do Benfica ser prejudicado.

2. Em Alvalade mais do mesmo: a equipa da casa sem grande qualidade, mas com crença e com uma vitória justa. O Braga sempre que pressionava mandava no jogo mas, na verdade, pouco quis, o que não se compreende. Muito bem Slimani a aproveitar a oportunidade e Jardim (e os jogadores, obviamente) a montar uma equipa competente e focada. O Sporting beneficia do calendário mas, diga-se, não tem culpa disso. Como referi há uns dias atrás, são candidatos, a menos que uma equipa que ganhe os jogos quase todos não seja candidata.

3. Em Guimarães o FCP desperdiçou uma vantagem de dois golos, algo impensável na época passada. Não sei se foi justo o empate porque não vi o jogo com atenção mas, no fim, fica a sensação que Fonseca está mesmo esgotado.

sexta-feira, fevereiro 28

Curtas.

1 - A passagem do Porto foi uma boa notícia para todos. Primeiro para os portistas, porque ninguém gosta de perder, independentemente do grau de satisfação com o rendimento da equipa e também porque o Porto é sempre uma força a considerar nesta prova e que terá um verdadeiro teste na próxima ronda, com o Nápoles.

O golo de Ghilas também satisfez os adeptos dos clubes rivais, por duas razões. A principal é que prolongou a permanência de Paulo Fonseca no comando dos dragões. A segunda, também importante, é que mantém o Porto em todas as competições, tendo de dividir atenções entre todas elas e não em exclusivo no campeonato, como o Sporting.

2 - Já o Benfica, começa a irritar um pouco esta sequência de bons resultados. O problema é que o fim desta não se vislumbra no horizonte. Fantástico golo de Gaitán, que parece estar no melhor momento da sua passagem pelo Benfica.

3 - O Sporting, de fora destas andanças por opção de Godinho Lopes, recebe já amanhã o Braga. Independentemente da classificação dos arsenalistas, é sempre um jogo complicado e o Braga tem boas opções atacantes, jogadores como Alan, Rafa ou Rusescu podem criar muitos problemas.

Posto isto, será curioso verificar a resposta dos leões, desfalcados de Montero, decisivo pelo que joga e pelo que marca (agora nem tanto), e de Adrien, a fazer uma época de bom nível. Slimani tem sido decisivo quando entra mas será capaz de criar impacto jogando de início e como único ponta-de-lança? Não vejo porque não. Relembro que isso já aconteceu no Sporting-Porto da Taça da Liga, jogo que o Sporting só não venceu por mera infelicidade (ou mérito de Fabiano). Para surpreender o Braga apostaria num tridente ofensivo composto por Carrillo-Slimani-Mané. Vítor jogaria no lugar de Adrien.

quinta-feira, fevereiro 27

Com intensidade, os gregos viram-se gregos.

Depois de uma primeira parte muito morna, e de um início de segunda no mesmo tom, o Benfica sentiu que seria melhor não correr mais riscos e matou o jogo com três golos quase de rajada.

Com oito alterações em relação ao jogo com o Guimarães, os encarnados fizeram um jogo a um ritmo baixo, com alguns elementos a terem oportunidades para se mostrar.

Os gregos mostravam-se pouco empolgantes e apostavam no acaso. Contudo, podiam até ter marcado um golo, na marcação de um pontapé de canto.

Individualmente:

Artur - Entrou desconcentrado e o susto que pregou parece que o acordou. Depois desse lance mostrou-se sempre atento e seguro.

Sílvio e Maxi - Atacantes q.b., a procurarem sempre os desequilíbrios ofensivos, mas sem grande sucesso.

Luisão e Garay - Impecáveis.

Gomes - Confesso que me irrita aquela postura de quem está a fazer frete. Muito lento a fazer tudo, e muitas vezes, mal. Contudo, e parecendo contraditório, parece ter qualidade. Não percebo muito bem este jogador.

Amorim - Bom jogo, dos melhores mesmo. Concentrado, rigoroso e disponível. É quem tem aproveitado melhor as oportunidades. O problema é que não é um Enzo, nem um Fejsa.

Gaitán - A fazer a sua melhor época. Está feito um jogador de futebol o que, aliado à sua qualidade técnica, fazem dele um indiscutível.

Sálvio - A ganhar ritmo, este foi o jogo ideal. Deu para ver umas arrancadas e dribles que muita falta vão fazer neste último terço de época.

Djuricic - Melhorou na segunda parte mas continuo a duvidar das suas qualidades. É um 10? Um 8? Muito perto do ponta-de-lança, talvez.

Cardozo - Mais um regresso, para ganhar forma. Ainda tentou o golo mas não foi possível.

Lima e Markovic - Entraram, marcaram. O brasileiro está a subir de forma e continua a mostrar raça. O sérvio fez mais um golo de classe.

Rodrigo - Sem tempo para nada.

Agora vem o Tottenham e ainda bem. Viagem relativamente curta, adversário bom, relvado impecável e espaço para jogar. Obviamente que não vai dar para tantas mexidas e assim, vai começar o esgotamento dos titulares. A menos que se assuma que o campeonato é, de facto, o mais importante. Nesse caso, penso que essas mexidas são possíveis e, com um bocado de sorte, podemos passar os ingleses.

Enfim, jogo a jogo, que a equipa continue a mostrar-se empenhada, séria e a praticar um bom futebol. É para isso que cá estamos. Para vibrar e aplaudir.

O que eu vi ontem no Shalke04-Real Madrid foi uma das melhores exibições colectivas de sempre.

quarta-feira, fevereiro 26

Mário Coluna.



Com o falecimento de Mário Coluna, o Benfica em 2 meses perde dois dos seus ícones maiores. Depois do fantástico Eusébio, o grande capitão, deixou o mundo dos vivos.

Provavelmente, se não tivesse coexistido com Eusébio na mesma equipa, teria sido feita maior justiça ao senhor Mário Coluna. Assim, restam os depoimentos que foram sendo prestados pelas pessoas que com ele conviveram, atestando toda a importância que as suas palavras tinham. Era um capitão de equipa na verdadeira acepção da palavra, granjeou o respeito dos colegas e adversários.

Embora seja um lugar-comum falar bem das pessoas quando elas morrem, confesso que dos resumos que vi na TV dos jogos daquele tempo, sempre fiquei com esta imagem do futebol de Mário Coluna: jogador imponente e, arrisco a dizer, quase tão importante como o Eusébio.

E assim nos vão deixando as lendas vivas que fizeram do Benfica, o Glorioso.

Até sempre, Senhor Mário Coluna.

terça-feira, fevereiro 25

Sporting campeão.

É um assunto que tem sido "esquecido" pelos sportinguistas e pouco relevante entre benfiquistas e portistas. O Sporting é candidato ao título, sim ou não?

Para mim, é um sim bem grande. Pela história, pela sede de títulos, pela forma surpreendente, por Jardim, Carvalho, o que joga, e o que não joga, por Patrício, Montero, Slimani, porque sim, pelo calendário, porque é o Sporting.

As condicionantes são algumas. Mas o Sporting é candidato ao título e não assumir essa condição é, na minha opinião, estar a menorizar o próprio Clube.

Benfica não cede.

Muito melhor o resultado do que a exibição. A equipa esteve sempre muito ansiosa e nem com o golo acalmou. O Vitória não ajudou e foi sempre uma equipa bem organizada. Os vimaranenses, defensivamente, estiveram muito bem e procuraram o contra-ataque, criando uma ou outra situação perigosa.

A pouca intensidade da equipa do Benfica deveu-se a vários factores: lesão do Jardel, que quebrou o ritmo de entrada (forte) e permitiu que Rui Vitória corrigisse a equipa, baixa produção de Enzo, bastante desinspirado ontem, incapacidade de Fejsa em jogar para a frente (esteve bem defensivamente, contudo) e dois laterais muito fracos a defender e pouco (é favor) inteligentes a atacar.

O golo de Markovic é soberbo e o sérvio acabou mesmo por ser o melhor em campo, apesar de ter desaparecido na segunda parte. Felizmente o lance é legal e o passe de Rodrigo, magistral, é feito na hora certa (a demora na repetição fez-me pensar que estaria deslocado).

De resto, a equipa da Luz esteve sempre mais perto do segundo golo mas Lima, apesar de ter feito um jogo razoável, voltou a falhar de baliza aberta. Sálvio regressou mas fez pouco ou nada. Sulejmani esteve esforçado, mas pouco inspirado, Luisão imperial, Jardel com algumas falhas, Oblak tranquilo.

A equipa entrou em jogo sem Garay, Cardozo, Maxi, Gomes, Almeida e Gaitán, que nem no banco estiveram.  Djuricic, por exemplo, não entrou, e Amorim e Sálvio jogaram 20 minutos. Dá que pensar, não dá? O plantel é muito bom e não há desculpas para deixar fugir este campeonato.

O Sporting é agora a nossa principal preocupação e seria importante manter a distância de cinco pontos até à jornada do clássico SCP-FCP, quando visitamos o Nacional. Pode ser decisiva esta jornada.

E benfiquistas, o Benfica não tem cinco-pontos-que-são-seis para o Sporting. Tem cinco, só. Se perdessemos seis ficaríamos em segundo.

segunda-feira, fevereiro 24

Linha sem retorno

No FC Porto 13/14 os acessórios foram fazendo o essencial. Esse, como se sabe, já é uma linha sem retorno... há muito. E seja o desenho do meio-campo, o distanciamento entre sectores, a perda de agressividade e entrosamento da equipa, passando pelas exibições que levaram às derrotas que eram há muito inéditas, só poderá haver um desfecho: a saída de Paulo Fonseca. Se a equipa foi sempre um acidente à espera de acontecer, o mesmo pode muito bem ter acontecido na noite em que o Dragão conheceu de novo o sabor da derrota (para a Liga). Num jogo em que todas as 'gotas de água' explicadas acima (com a agravante de não haver mesmo uma ideia de jogo colectiva) foram, por demais, visíveis, ao Estoril de Marco Silva bastou-lhe esperar que os portistas esbarrassem nas decisões do seu treinador. Algo que acabou por acontecer, já na segunda-parte, quando Paulo Fonseca deixou o seu 'miolo' com apenas dois elementos (tirou Herrera para lançar Ghilas), perdendo definitivamente o Norte.

Que o Estoril se tenha soltado depois desse momento, e ganho o penálti que haveria de decidir o jogo, é também 'mero' acessório. Consequência, se quisermos. É que o destino deste FC Porto há muito que estava traçado pela(s) teimosia(s) de quem o dirige. E essa sim é a causa que leva a que de, jogo para jogo, os dragões nunca tenham apresentado um futebol condizente com o estatuto de tri-campeões nacionais. Dessas teimosias, que já há muito deixavam a equipa ao sabor de um jogo rudimentar (bola na ala e cruzamento para uma área deserta), a última será mesma a aposta em Quaresma. Até as bolas paradas - o único capítulo em que o Porto cresceu em relação às últimas épocas - se perderam na tentativa do Harry Potter relançar a sua carreira. Das suas botas pode vir muita coisa boa, mas nunca a simplicidade que a equipa precisa para sair de um momento extremamente complicado.

Daí que, para o FC Porto, aumentar a velocidade do jogo só serviu para caminhar mais rápido para o desfiladeiro. Que, diga-se, é aquele em que Paulo Fonseca cai sempre quando garante que os seus jogos foram decididos pela sorte ou azar. Talvez o Estoril tivesse então tido sorte por Paulo Fonseca não conseguir passar para o relvado uma ideia de jogo que lhe permita o domínio dos jogos. Ou então, sorte por numa altura crítica do jogo (71') Fonseca deixar o seu meio-campo à mercê das três carraças canarinhas, aumentando sem nexo - com Ghilas - a hipótese (que não passou disso) de mais cruzamentos para a área na tentativa desesperada de chegar a um golo que nunca apareceu. Certo é que este FC Porto deixa o 'tri-vice' (Benfica) à beira de provar que a sua ideia pode mesmo conquistar, de novo, o título. Sem um futebol condizente com o seu estatuto, os dragões perdem em toda a Linha para o seu rival. E quando a preocupação máxima deveria ser 'achar' esse futebol, Paulo Fonseca continua a (des)orientar a equipa até (pelo menos) ao jogo com o Frankfurt.

FC Porto-Estoril, 0-1 (Evandro g.p. 78')


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Curtas

O Sporting venceu num terreno difícil. Para aqueles que acreditavam que a equipa ia cair como um castelo de cartas após o primeiro revés, aí está a prova do contrário. Está 2 pontos à frente do Porto num 2º lugar bem sedimentado e inteiramente justo. Leonardo jardim é o grande obreiro... a par do presidente. O caminho trilha-se jornada a jornada.

O Porto perdeu em casa mais de 5 anos depois. Paulo Fonseca já percebeu que não dá mais. O problema não está em perder com o Estoril que tem uma excelente equipa e é muito bem orientado. O problema do Porto está na motivação e vontade da equipa de dar a volta à situação menos positiva. E a vontade parece-me nula. A "conferência de imprensa" de Pinto da Costa, além de ridícula, demonstrou que ele não lida com a crítica. O jornalista fez-lhe uma pergunta legítima e pertinente, mas como o assunto não lhe interessava, destratou-o e simplesmente o lacaio que o acompanha começou a empurrar o jornalista. recorda-se que foi o presidente portista que se aproximou dos microfones.

Se vencer hoje, repito, se vencer hoje, o Benfica fica com quase tudo para se poder tornar campeão nacional. Mas atendendo ao passado recente só quando a coisa for irreversível é que se pode afirmar o que quer que seja.

sexta-feira, fevereiro 21

Brutal castigo

383 euros de multa que aquilo, lá em cima, não está famoso de finanças...

Benfica na Liga Europa.

Mais um jogo sem sofrer golos (se não fosse a patada do Oblak em Barcelos, seria o 12º) é qualquer coisa. Perante um PAOK fraquinho, que nunca percebeu a forma de jogar do Benfica, Lima fez o golo da vitória (em fora-de-jogo).

A exibição foi razoável tento em conta as alterações. Enquanto conjunto, a equipa nunca se perdeu tacticamente, embora estivesse pouco inspirada tecnicamente. Apenas algumas notas:

1. Artur é um guarda-redes mediano e ontem, no único lance de algum perigo dos gregos, falhou. A cabeçada foi fraca e o brasileiro fez uma péssima aboradgem ao lance. Jardel aliviou para canto um lance banal que poderia ter acabado em golo. Gosto da ideia da rotatividade e acho que o brasileiro até merece alguma atenção (Jesus nunca rodou guarda-redes entre campeonato e LE). Contudo, e infelizmente, penso que a equipa perde com esta decisão.

2. Sílvio fez um jogo razoável. Defensivamente é mediano mas ataca melhor do que Siqueira. Contudo, tem falhas de principiante. Ainda não percebi qual deles é o melhor.

3. Jardel esteve em bom plano. Nunca confio muito neste jogador mas chega e sobra para jogar a este nível.

4. André Gomes esteve péssimo. Não sei se é da minha vista mas vi um jogador completamente alheado do jogo, sem motivação nenhuma e com um ar de vedeta insuportável. Uma desilusão.

5. Djuricic também não esteve bem. Nunca fez a diferença e intensidade é palavra que não deve conhecer (podia olhar para Markovic e Sulejmani).

6. Sulejmani esteve bem mais em jogo, mais esforçado. Contudo, nunca encontrou muitos colegas com a mesma disposição, o que foi pena.

7. O regresso de Sálvio foi mesmo o melhor do jogo, logo a seguir ao resultado.

Jesus fez uma excelente gestão do plantel. Obviamente que a qualidade das escolhas facilitam a decisão mas, noutros tempos, duvido que o tivesse feito.

Vencer na Grécia sem Oblak, Siqueira, Garay, Gaitán, Markovic, Sálvio, Cardozo, Rodrigo e Fejsa no onze inicial só pode ser bom.

Segue-se o Guimarães e assim teremos a equipa fresca. Depois, na Quinta-Feira, recebemos estes mesmos gregos, num jogo onde poderemos gerir, novamente, o plantel.

Entretanto, no Dragão, o FCP continua em dificuldades. Não vi o jogo, pelo que não sei se o resultado foi justo. Paulo Fonseca continua na corda-bamba e o desnorte das suas declarações no final são um claro sinal de desorientação. O "Bayern"? "Vamos a Leverkusen?". Hilariante.

quinta-feira, fevereiro 20

Curtas

1 - O "pai" da SAD do Porto, Angelino Ferreira, abandonou o cargo de administrador da parte financeira e foi substuído por Fernando "Capachinho" Gomes, ex-presidente da CM do Porto. Fernando Gomes parece ser um nome que persegue Angelino Ferreira. É que Angelino inaugurou o cargo em 1997, sendo substituído em 2000 por ...Fernando Gomes. Mas calma, é outro, o que preside actualmente a FPF. E quando este saiu, em 2010, quem ocupou o seu lugar. Nem mais, o Angelino. Só faltas tu, Bibota!

2 - O Sporting também vai ter um canal. Ou melhor, vai voltar a ter. Não nos podemos esquecer que o Sporting foi o primeiro clube, lá para o fim de 1998, a aventurar-se na TV. Mas era algo muito básico, um programa semanal de uma hora, que passava, salvo erro, na SportTV. Durou pouco.
Agora é diferente, os meios são outros e o sucesso do Benfica nesta vertante causa alguma expectativa para o que o Sporting conseguirá fazer com este projecto.

3 - Hoje regressa a Liga Europa com Porto e Benfica em acção. O Porto recebe o Eintracht Frankfurt, equipa mediana da Bundesliga. No entanto, não será pior que o Austria Viena, que pontuou no Dragão. Ou seja, o Porto tem de corrigir rapidamente o seu rendimento caseiro para sonhar com uma boa campanha, Caso contrário, mesmo que sobreviva aos alemães, dificilmente o conseguirá na ronda seguinte, com o Nápoles.
Já o Benfica, joga na Grécia, num ambiente tremendamente complicado, desfalcado de jogadores fundamentais como Garay e Gaitán. O Paok tem alguns bons jogadores mas depois tem o Miguel Vítor, o que torna uma equipa de difícil análise. Acredito que um empate com golos já deixava Jesus satisfeito.

quarta-feira, fevereiro 19

Marco Ferreira pior do que Xistra.

Marco Ferreira, que apitou o dérbi lisboeta há cerca de uma semana, recebeu nota 3.5 pelo seu desempenho.

Depois de todos os intervenientes do jogo, directos e indirectos, terem admitido a qualidade da actuação do árbitro, esta nota é estranha. Quer dizer, não é nada estranha.

É que, a título de exemplo, num célebre jogo da época passada entre Académica e Benfica, jogo com três penáltis (dois para a Académica, um fora da área, outro depois de corte de Garay) e mais alguns casos, o árbitro Carlos Xistra recebeu nota de 3.9. Se forem ver o que se escreveu na altura, é provável que em nenhuma publicação encontrem qualquer espécie de elogio ao Xistra.

É assim que funciona.

Ps: que jogatana do Barcelona. Fazem parecer o City uma equipa de valor muito inferior.

terça-feira, fevereiro 18

Taça da Liga: FCP em frente.

Como não podia deixar de ser, a decisão foi adiada. E o FCP segue em frente, na sua política de não olhar a meios para vencer. O atraso foi intencional, a única justificação dada (a lesão do Fernando, e posteriormente) foi um verdadeiro tiro no joelh... no pé mas mesmo assim a culpa, parece, foi de toda a gente menos do FCP.

Guilherme Aguiar continua a espalhar as mentiras como lhe convém (ao comparar o que se passou com outros atrasos que nada têm a ver), os decisores têm comportamentos inaceitáveis (senhor Herculano, tudo bem?) e o jogo sujo vencerá. E isto numa taça que ninguém quer.

O Sporting comprou uma guerra com o FCP e o Benfica permanece impávido e sereno. Até agora tem recolhido alguns louros, pois tudo isto tem enfraquecido o clube do norte, cuja estrutura está cada vez mais fragilizada pelas guerras internas. Mas um apoio nesta luta seria fundamental para que se começasse a aniquilar o podre instalado. E eu escrevi "começasse" porque a este ritmo, vai demorar muito tempo, ainda.

Curtas.

1. Quaresma manda uma sarrafada para vermelho directo e continua em campo. No mesmo campo em que há duas semanas o Benfica jogou com menos um por expulsão de Siqueira, justa, mas onde o zelo foi exigido por todos. Curiosamente, em Paços de Ferreira, Augusto Duarte não quis expulsar um pacense perto do intervalo. E capas de jornal sobre isto, nada?

2. Ainda Quaresma: chegou há coisa de um mês e já se recusa a cumprimentar o treinador quando é (bem) substituído. E capas de jornal sobre isto, nada?

3. Bruno de Carvalho, na SIC Notícias, aqui. Um prazer ver alguém que se recusa a vergar perante o poder instituído. Finalmente alguém que se recusa a tolerar a imbecilidade de Guilherme Aguiar. Não deixa de ser irónico que seja o presidente do Sporting a defender os interesses... do Benfica. Incrível também o apresentador a sugerir que o Sporting deveria ou poderia ter cometido a mesma ilegaldade do FCP. Impagável.

4. O Estoril continua a fazer uma carreira muito boa (a par do Nacional e do Guimarães) e o Braga de Jesualdo continua a desiludir (ou não, ou não).

5. Maurício foi apanhado com os copos às cinco da manhã. Nunca hei-de compreender estas situações: jogadores da bola, conhecidos do público, e a conduzir com os copos.

segunda-feira, fevereiro 17

Os Paços de Jesus para a sua 'Bola d'Ouro'

Já não é um hábito dizer-se que o Benfica de Jorge Jesus está a 'dois passos' do título, mas o que importa referir-se (e reflectir sobre) é que para os encarnados o caminho já vai tão longo como uma travessia sobre um deserto bastante susceptível a miragens. Daí que quando a conversa sobre a conquista do campeonato chega, já os adeptos olham de soslaio devido à negra sensação de 'deja-vu' que os invade. No entanto, ao que parece, mesmo que 2013/14 possa provocar ilusões de óptica, parece bem real que o Benfica é o candidato com mais estofo. Esta época o Benfica já venceu (e convenceu) os dois principais rivais, pondo de lado a hipótese que o assombrou nas duas épocas passadas: o confronto directo. Na altura o FC Porto acabou por ser melhor pela coragem nos desafios entre as duas equipas, mas agora que a Liga entra na sua parte mais decisiva os encarnados podem continuar a sonhar que prestações 'iguais' às da época passada podem redundar numa conquista bem palpável.

E se por acaso essa conquista se confirmar, ela terá que forçosamente remontar ao dia em que Luís Filipe Vieira decidiu (ou conseguiu) manter Jorge Jesus aos comandos da equipa. Com essa decisão, o presidente encarnado terá garantido prestações bastante semelhantes às da época passada (onde os encarnados só perderam um jogo para a Liga), algo que está notoriamente difícil de acompanhar por parte de FC Porto e Sporting. Mas, claro, que para tudo isso poder acontecer são as vitórias como a que o Benfica conseguiu em Paços de Ferreira que criam o cimento necessário para que a casa não torne a cair. E a julgar pelo 0-2 conseguido na Capital do Móvel, o Benfica caminha a Paços certos para que os cinco anos de Jesus no seu comando possam criar uma comparação que foi usada para validar a conquista do Ballon d'Or 2013 por Ronaldo.  



Confusos? Pois bem, a explicação reside na dualidade Porto/Benfica criada desde que Jesus chegou à Luz. Sem ele, convenhamos, os encarnados há muito que não auguravam a pontuações tão altas e a registos tão vitoriosos. De facto, Jorge Jesus conseguiu que o Benfica se medisse com um FC Porto que para Camacho, Quique Flores e Fernando Santos foi sempre esmagador. Mas com JJ, a disputa foi sempre mais acesa provocando uma rivalidade que se tornou ainda mais exacerbada. E é por isso, que há luz de cinco anos de Jorge Jesus um possível 4-1 que favoreça os dragões será sempre manifestamente exagerado para o que o seu Benfica produziu. Um só título, na Liga, que foi conseguido sem a sombra dos portistas (em 2009/10 foi o Braga que correu até ao fim com o Benfica) não honra uma rivalidade, bastante nivelada por cima, que com Vítor Pereira (André Villas-Boas não deu hipóteses) foi decida por detalhes. E sem a coragem e a competência desse FC Porto (e com um Sporting ainda demasiado verde) Jorge Jesus caminha livremente para dar razão à sua manutenção. Obviamente que há quem pense que JJ pode também perder este para que outros o possam ganhar. Mas não é essa a beleza do (imprevisível) futebol?!

domingo, fevereiro 16

Benfica acerta o passo e vence na Mata Real.

Bom jogo do Benfica e vitória inteiramente justa. O Paços de Ferreira pouco fez e, mesmo depois de estar a  perder, nunca quis (sequer) procurar o golo. O relvado estava péssimo e a jogar contra onze atrás da linha da bola foi com naturalidade que se chegou ao intervalo sem golos.

Duarte Gomes fez uma actuação discreta, até. Mas quando foi chamado a mostrar qualidade, falhou. Perto do intervalo não quis expulsar o defesa pacense e os jogadores do Benfica quase caíam no engodo. Felizmente, ao intervalo, alguém lhes terá dito que não valia a pena gastar energia com um incompetente.

Garay abriu o activo e Markovic fez o dois-zero final. Poucas oportunidades mas com o Benfica sempre por cima, sempre a controlar e dominar.

Oblak tem sido um mero espectador e ainda bem, mas assim não dá para perceber muito bem o que está ali. A dupla de centrais está num momento de forma fantástico. Os laterais fraquinhos (Siqueira é muito burro a jogar à bola, ponto).

Amorim no meio não fez esquecer Enzo, e fez uma exibição apenas sofrível. Vá lá que acertou o centro para o primeiro (em dez, não foi mau). Gostei de Markovic, mais objectivo. Fejsa continua a surpreender-me: deixou de fazer faltas e sai a jogar com qualidade. Muito bem. Gaitán está a fazer a sua melhor época, pois tem sido bastante regular, sempre em qualidade.

Na frente, Lima continua muito mal, apesar de todo o esforço. Gosto do brasileiro e continuo a acreditar que ainda vai voltar à sua melhor forma. Pelo menos sua a camisola. Rodrigo, pouco em jogo.

Sulejmani e Djuricic entraram mal no jogo, apesar do esforço. André Gomes...

Boa vitória, num campo sempre difícil. Equipa sempre muito concentrada e atenta. A encarar o adversário com a atitude certa. Jesus está a ganhar tempo com o bom futebol e com o pragmatismo que se deseja. Também merece um aplauso pelo que a equipa tem produzido.

Sporting a 5 cinco pontos e pressão para o FCP.