Menos aziado e já a pensar que contra o Zenit é que é, resta-me fazer um "post" sobre o jogo, as incidências e as consequências do resultado final.
O JOGOÉ unânime que o FCP entrou melhor, tendo o SLB reagido a partir da meia-hora, tendo-se superiorizado aos portistas até ao magnífico golo do James. A partir daí, o FCP voltou a estar melhor, principalmente devido à superioridade numérica.
No fim, parece-me que o resultado mais justo seria o empate. Pela superioridade que não existiu, porque ambas as equipas quiseram vencer e porque, até em oportunidades houve bastante equilíbrio.
AS MÁS INCIDÊNCIAS
O FCP voltou a vencer com um erro da arbitragem. Pedro Proença continua a sua saga de prejudicar o SLB e contra isso pouco há a fazer. O fora-de-jogo é tão escandaloso que nem vale a pena discutir intenções, pois elas são óbvias.
De resto, a expulsão do Emerson é natural (embora não tenha havido o mesmo critério para jogadores do FCP). O jogador havia de contribuir para isto, sempre o disse. Além de péssimo tecnicamente, é pouco inteligente e aquele toque que dá na bola é pura e simplesmente ridículo. Por outro lado, demonstra bem a (não) preparação que é feita com os jogadores.
Dois lances de penalti que nunca o foram. Custa-me ler o Marco Morais insinuar que o lance do Cardozo é faltoso. Não é, meu caro amigo. E tu bem sabes que não é. É uma bola perfeitamente casual, em momento algum o benfiquista movimenta os braços para cortar o que quer que fosse.
O lance do Maicon, é normalíssimo, a bola sobe e desce, toca no braço que está numa posição natural, não há intenção, não há movimento intencional.
AS BOAS INCIDÊNCIAS
O golo de Hulk é qualquer coisa. Emerson não caíu em cima do compatriota e da quina da área, um golaço, daquele que será o único jogador do nosso campeonato a conseguir fazer aquilo.
O golo de James é uma pequena obra de arte. Já o escrevi e reforço: este puto é brilhante, não só pela técnica, nem só pelos golos, mas especialmente pelo ritmo que imprime ao jogo portista, tornando-o, ao mesmo tempo, extremamente objectivo e eficaz.
Os golos de Cardozo já "cansam". Vamos penar tanto com a sua saída.
O jogo em si, que foi bom, com 5 golos (é sempre bom, não é?). Sem violência nas bancadas ou fora delas, sem bolas de golfe e com "gaiola". Apenas Maxi, na parte final ultrapassou o limite da agressividade e foi poupado a um vermelho.
MAIS INCIDÊNCIAS
Basta ver o resumo, mesmo. Gaitán está em todas, pela negativa. É fantástica a insistência de JJ neste gajo. Só faz disparates e foi ele, a par de Emerson o principal culpado da derrota. E por inerência, JJ.
Jesus falha muito. Sempre falhou. Foi campeão, sim, pôs a equipa a jogar como nunca mas, importa não esquecer, teve o melhor de sempre à disposição. E tem, ainda.
Sempre referi que este SLB tinha que dar mais, muito mais. Principalmente a nível de atitude, de competências psicológicas. Passar uma semana inteira a dizer que "estamos confiantes", "está tudo na mesma", "eles é que têm de ganhar", etc., etc., não chega. Especialmente quando, no campo, não se vê nada de novo.
O melhor exemplo é JJ a falar de Gaitán: "Tem feito muitos jogos pela Selecção, está um pouco cansado". E agora pensem em James, na directa e no jogo que fez ontem. Penso que fica tudo dito.
AS CONSEQUÊNCIAS
São as óbvias. Ou este FCP se presta a coisas que normalmente nem sequer existem, ou está encontrado o campeão. Honestamente, acredito mais no Braga do que no SLB, na luta pelo primeiro lugar.
Desconheço o estado de espírito da equipa do SLB. Eu gostava que todos os envolvidos reagissem com raiva, com luta, com querer. E acredito sempre que é isso que vai acontecer.
Mas ainda há muita coisa para jogar esta época. É imperal que não se entre em espiral negativa porque há uma Taça da Liga para ganhar (e contra este mesmo FCP e depois, provavelmente, Braga, o que dá valor acrescido à vitória da competição), uma Liga dos Campeões para sonhar e um campeonato para discutir (mesmo que não se vença, é importante criar uma mentalidade diferente, que não desiste, que luta até ao último jogo). É importantíssimo chegar em segundo, se o primeiro for impossível.
FINALIZANDO
O FCP vence o jogo com um erro gravíssimo da arbitragem. Não vale a pena tentar dar a volta a isto com golos espectaculares e erros próprios (o facto do árbitro ter errado não implica que os golos tenham deixado de existir, por exemplo). É um hábito de há muitos anos e que, confirma-se, mantém-se.
Uns julgam pouco importante a discussão em volta das arbitragens. São os que gostam de ver, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, erros de árbitros a influenciar os resultados finais.